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Perspectivas do coração <3

por oficinadepsicologia, em 29.09.11

Autores: Oficina de Psicologia

www.oficinadepsicologia.com

 

“Fico com o coração apertado”

“O coração tem razões que a razão desconhece”

“No coração do homem é que reside o princípio e o fim de tudo”

O coração é o órgão que tem sido usado metaforicamente desde há muitos anos, para designar o centro das emoções dos Homens. Mesmo sabendo que as emoções começam no cérebro, continuamos a referir-nos ao coração como o seu regente.

O coração, tal como o resto do corpo todo, podem e devem ser vistos como a totalidade do nosso ser. Emoção, pensamento, sensação, espiritualidade, sexualidade, são as nossas dimensões e estão todas interligadas e relacionadas, funcionando como um conjunto que pode ser mais ou menos saudável.

Se algo em nós não funciona bem, um órgão, um pensamento, uma emoção, nós na nossa totalidade sofremos com isso, assim, cuidar de nós passa a ser a nossa principal tarefa na vida. Cuidar do corpo é cuidar de tudo.

Nesse dia, dia do Coração, torne o seu corpo mais saudável do que estava ontem: faça uma caminhada, faça um check up, coma refeições saudáveis, fume menos um cigarro ou não fume de todo. Ame-se e cuide-se hoje e sempre!

Bia Andrade

 

 

A linguagem do coração que por vezes não sabemos ou não queremos ler, porque se aproxima daquilo que temos na alma.

Ao ler um livro de Kahlil Gibran retirei alguns excertos que nos põem a pensar e que pensei partilhar convosco em torno deste tema.

 “…Eu gostaria de abrir o meu peito, tirar o meu coração dali, e levá-lo nas minhas mãos para que todos o pudessem ver. Porque não há maior desejo num homem do que revelar-se a si mesmo, ser compreendido pelo seu próximo; todos nós queremos que a luz que colocamos atrás da porta seja posta no meio da sala, à frente de todos.

O primeiro poeta deste mundo deve ter sofrido muito quando pôs de lado o arco e a sua flecha, e tentou explicar aos seus amigos o que tinha sentido diante de um pôr-do-sol. É bem possível que esses amigos tenham ridicularizado o que ele dizia, mas ele fê-lo mesmo assim, porque a verdadeira Arte exige que o artista tente mostrar-se. Ninguém pode conviver sozinho com a beleza que é capaz de perceber…”

“…Os nossos corações são muito melhores que nós mesmos e-entre os sentimentos e as maneiras que temos para descrever esses sentimentos-existem mil véus. Quando alguém consegue trabalhar de dentro para fora, vive num estado de constante renascimento. É uma reconstrução diária de si mesmo.”

Ao ler estas passagens pensei que num  processo terapêutico é muitas vezes o que acontece, um trabalhar de dentro para fora, um permitir de um abrir daquilo que temos no coração, um expressar de emoções que por vezes são difíceis de tocar, tirando véus que colocamos ao longo das passagens da nossa vida e que nos vão permitindo viver sem vergonhas porque o que achamos de pior está escondido por receio do julgamento, e não precisamos de ser poetas para podermos usar esta arte.

Esquecendo que o que vemos com o coração por vezes é invisível aos nossos olhos.

“Na sombra de um templo, o meu amigo apontou-me um cego.

O meu amigo disse-me: “Este é o homem mais sábio do mundo”.

Aproximámo-nos, e eu perguntei “desde quando é o senhor cego?”

“Desde que nasci”

“Eu sou um astrónomo”, comentei.

“Eu também”, respondeu o cego. E disse, colocando a mão no peito: “Observo aqui dentro os muitos sóis e as muitas estrelas.”

Neste dia do coração, vamos abri-lo e ver com ele o que está à nossa volta, vamos tratar dele com carinho pois ele é promotor do nosso bem-estar não só físico como também psicológico

 E vamos poder dizer:

“O meu coração hoje está sereno, e as angústias de sempre foram substituídas pela calma e pela alegria que sempre procurei”.

Bem ajam as estrelas e os sóis que temos nele.

Fátima Ferro

 

 

 

www.youtube.com/watch?v=01R9PHbSkDE&feature=related

 

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

Uma história para o coração:

Quando eu não estava olhando

"Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira e, imediatamente, eu tive vontade de fazer outro para você.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua e eu aprendi que é legal tratar bem os animais.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazendo comida e levando para uma amiga que estava doente e aprendi que todos nós temos que ajudar e tomar conta uns dos outros.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu senti você me dando um beijo de boa noite e me senti amado e seguro.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós e aprendi que temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que tinha que ser responsável quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi que você estava preocupada e eu quis fazer o melhor de mim para ser alguem melhor.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu aprendi a maior parte das lições de vida que eu precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando eu crescesse.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria te dizer:

Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!"

Precisamos estar cientes daqueles olhos e ouvidos observando e escutando tudo que fazemos e falamos. Todos nós influenciamos não somente os mais novos, que nos observam, mas outros também. Aqueles ao nosso redor, no trabalho ou na escola, pessoas estão nos observando, até em momentos quando não percebemos.

Mary Rita Schilke Korzan (livro "Stories For The Heart" - “Contos Para O Coração"

Cristina Sousa Ferreira

 

 

 

Sobre o tema do coração começaria com esta frase do pensador francês Blaise Pascal:

 "O coração tem razões que a razão ignora."

 É uma frase muitissimo interessante, uma vez que nos leva à eterna dicotomia entre razão e coração, entre a parte racional, cognitiva, dos pensamentos, das cognições, das teorias, das percepções, das expectativas, das construções, das elaborações, das interpretações e a parte das emoções, do inconsciente, do irracional, do sensitivo, do intuitivo, do visceral, do impulsivo, do imediato, do não pensado.

 Tanto a razão como a emoção são ambos veiculos que tomamos para expressar o nosso comportamento, as nossas acções no plano prático, quotidiano da vida.

 Qualquer momento da nossa vida, qualquer estímulo, qualquer situação é permeado e percorrido por um lado racional e um lado emocional. Todos os momentos da nossa vida existem na simultaneidade desta dicotomia eterna.

 Perante qualquer situação existem pensamentos que desencadeiam interpretações, muitas vezes, esses pensamentos nem sequer são conscientemente elaborados, mas isso não impede que estes tenham a sua actuação implicita, automatizada. São aquilo a que chamamos os pensamentos automáticos e estes estão sempre presentes.

 Mas além deste fluxo cognitivo constante que pauta a percepção de qualquer realidade ainda existem as emoções... Estas emoções podem ser congruentes com os nossos pensamentos, andar lado a lado ou de mão dada com eles, ou ser oposta a tais pensamentos.

 Quando estamos perante contradições entre a razão e o coração é importante ouvir o coração. E porquê? Porque a razão é filha da nossa maturidade cognitiva, é uma intepretação da realidade mais recente e que não passa de uma percepção ou de uma construção da realidade. A emoção, ou se quisermos, o coração é mais primitivo, no sentido de mais inconsciente, de mais antigo. As emoções escondem algo mais profundo, menos construido, menos intelectual, mais virgem, mais puro, mais original, no sentido de origem.

Quando surgem as emoções, quando ouvimos as emoções, quando brotam as emoções então as máscaras da razão, da intelectualização caiem por terra e a pureza e a crueza das emoções surge.

 As emoções alojam-se no nosso corpo, no sentir o corpo, na dinâmica do corpo.

Quando ouvimos o coração percebemos os conflitos que existem dentro de nós mesmos, os conflitos com os outros, as alegrias e o amor que sentimos.

 Toda a educação deveria visar entender ou sentir as razões da razão e as razões do coração.

 Já os filosofos gregos entenderam o quão fundamental é a Arte como veiculo de expressão emocional e a Matemática como apologia da racionalidade. E é fundamental balancear e conviver harmoniosamente com estes dois polos.

 Entendo a psicoterapia justamente como o reequilibrio desta díade. A psicoterapia não é um debate intelectual, um esgrimir argumentos de forma arrogante ou narcisica, é um trabalho genuíno de reencontro, de reequilibrio da razão e da emoção.

Pessoas excessivamente emocionais, muito impulsivas, muito imediatas, que vivem constamente dramas emocionais precisam de ouvir a razões da razão, encontrar a sua parte adulta dentro delas mesmas que impoe limites, que prioriza situações, que estabelece regras internas, que esquematiza e da ordem ao caos e pessoas excessivamente racionais, que vivem no mundo da razão, do dever ser, dos conceitos, das teorias, que vivem apenas e só na sua cabeça, nos seus pensamentos, que teorizam sobre tudo e sobre todos, que vivem presos às suas armadilhas conceptuais precisam de ouvir aquilo que Pascal chamou as razõoes do coração, precisam de escutar o seu corpo, ouvir as suas emoções, conhece-las, explora-las e não ter medo delas, nomeá-las, aprofudar a sua capacidade imagética, o seu fluir e o seu sentir, não ter medo de entrar e mergulhar nas suas emoções.

Qualquer psicoterapia deverá procurar o abraço entre a razão e a emoção.

Neste dia tão especial oiça verdadeiramente o seu coração.

Lembre-se que tanto a razão como o seu coração são fundamentais para o seu equilibrio e para a sua harmonia interior.

António Norton

 

 

O risco cardiovascular e o Stress

Como é amplamente conhecido a Doença Cardiovascular é uma doença relacionada com: factores de risco não modificáveis, como hereditariedade, idade e sexo; factores de risco convencionais modificáveis (como hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade, vida sedentária); determinados aspectos de ambiente social.

Pode-se considerar, que, na actualidade, se vive em reacção crónica de alarme, com “cargas” e “descargas” viscerais constantes, o que contribui para se desenvolvam “problemas” de saúde, nomeadamente estados ansiosos e depressivos, fadiga crónica, originando má qualidade de vida.

Qualquer acontecimento desagradável, pode-lhe causar preocupações, provocar stress – emocional e psicológico – que é vivido como ameaça. Por este motivo, logo que a situação provocadora de stress seja identificada, é necessário recorrer a estratégias apropriadas de gestão de stress e ansiedade (http://oficinadepsicologia.com/loja/shop/stress-ansiedade/).

Não se esqueça que o sistema cardiovascular é um dos mais afectados na resposta biológica ao stress.

Tânia da Cunha

 

Imagino que já sabia que o nosso coração não é só um simples órgão, mas sim uma das estruturas com o mais alto nível de organização e o índice de variabilidade do ritmo cardíaco é um dos mais precisos parâmetros do organismo que sinaliza o nosso estado psicoemocional. O Coração é um laboratório complexo com o seu centro de coordenação que elabora e transmite informação, dando uma contribuição valiosa para o modo de perceber e interagir com o mundo. Nos anos 70 John e Beatrice Lacey chegaram à conclusão que o cérebro e o coração comunicam entre si, estando numa troca de informação permanente. O coração, com sua lógica própria, e as suas “linhas de orientação” não são só reconhecidas pelo cérebro, mas também cumpridas pelo mesmo.

 

O sistema cardiovascular retém conhecimento sobre desenvolvimento de outros sistemas do organismo e crie uma espécie de suporte para seu crescimento e evolução, construindo literalmente uma base que predetermina o nosso desenvolvimento. No período embrionário o coração “cria” o nosso cérebro.

 

Será que a complicação de tomar decisões em diversas áreas da nossa vida vai precisamente da falta de comunicação entre o coração e o cérebro, apoiando–se na racionalidade? Será que o aumento da popularidade de técnicas meditativas, técnicas que ajudam estabelecer o contacto entre o nosso corpo e a mente que tranquilizam a mente desacelerando a sua actividade e abrindo espaço para o prazer de sentir e de estar? Se calhar, precisamos mesmo de “voltar” às origens para encontrar o equilíbrio, cuja falta sentimos com tanta intensidade nos dias de hoje.

 

Cuide do seu coração, cuide de si!  

Irina António 

 

 

 

Técnica Quick Coherence  (para obter rapidamente a coerência cardíaca)

Para conseguir chegar rapidamente a um estado de coerência cardíaca, no tempo de um minuto, guiando-se pelas 3 eficazes etapas da técnica Quick Coehrence

 

Usando o poder presente no seu coração de forma a equilibrar pensamentos e emoções, conseguirá atingir um estado mais elevado de energia, clareza mental e pode, basicamente, sentir-se rapidamente melhor em qualquer situação ou contexto.

Use esta técnica de coerência cardíaca, especialmente quando começar a sentir-se agastado por uma emoção negativa tal como a frustração, irritação, ansiendade ou zanga.

Permita-se encontrar a calma e a harmonia interior que serão reflectidas num batimento cardíaco mais coerente, facilitando as funções cerebrais e permitindo o melhor acesso a uma inteligência superior.

 

- Esta técnica de coerência cardíaca ajuda-o a atingir um estado de equilíbrio e coerência internos, permitindo o acesso à inteligência do Coração.

Usa o poder do seu coração para equilibrar pensamentos e emoções, permitindo que atinja um estado neutro e plácido, que lhe proporcionará uma maior clareza de pensamentos.

É uma técnica poderosa que lhe permitirá conectar-se com a zona energética do seu coração, ajudando-o a reduzir estados de stress, equilibrando as suas emoções, fazendo-o sentir-se melhor rapida e eficazmente.

- Esta técnica eficaz permite-lhe reduzir o stress no próprio momento, acalmando-o e fazendo sentir-se mais confortável com a situação que atravessa.

- Permitirá que se ligue mais ao momento presente e à própria vida.

- Poderá rapidamente experienciar uma “ injecção” de clareza mental.

 

O coração é um gerador primário do ritmo corporal, influenciando os processos cerebrais que controlam o sistema nervoso, a função cognitiva e as emoções.

Conseguindo uma maior coerência cardíaca, facilitará a função do cérebro, permitindo-lhe acesso à sua inteligência superior, ajudando-o assim a melhorar a sua concentração, a sua intuição, a sua criatividade e melhorando a sua capacidade de decisão.

Quando se experimenta a coerência cardíaca, a performance é indubitavelmente melhorada, tal como se pode observar nos atletas de alto nível.

Irá sentir-se confiante, positivo, concentrado e calmo, sentindo ao mesmo tempo um aumento da sua energia.

 

 

 

 

 

A técnica para obter a coerência cardíaca (Quick Coehrence Technique)

 

1º passo- Foque toda a sua atenção na zona em volta do seu coração, a zona no centro do seu peito.

Se preferir, nas primeiras vezes que utilizar esta técnica, coloque a sua mão no peito ajudando a focar-se na zona do coração.

 

2º passo- Respirar com o coração.

Respire profundamente mas de forma normal e sinta a respiração passando através da zona do coração.

Ao inspirar, sinta a sua respiração fluindo pela zona do coração e ao expirar, sinta a sua respiração como saindo de dentro dessa mesma zona.

Respire devagar, um pouco mais profundamente que o normal.

Continue com estes movimentos respiratórios até sentir que encontrou o seu ritmo interno natural, um ritmo que o faça sentir-se bem.

 

3º passo- Sinta com o coração. 

Ao mesmo tempo que mantém a sua concentração no acto de “respirar através do coração”, active uma emoção positiva.

Relembre uma sensação que lhe traga alegria ou prazer, uma situação em que se sentiu feliz e tente voltar a experimentar o sentiu nesse momento.  

Uma das formas mais fáceis de conseguir gerar uma sensação positiva, uma emoção focada no coração, é recordar um lugar especial ou lembrar o amor que sente por um familiar ou amigo ou mesmo a afeição que sente pelo seu animal de estimação.

- Este é o passo mais importante deste processo!

 Aplique esta técnica de um minuto, logo de manhã quando acordar, antes ou durante telefonemas ou reuniões laborais, no meio de uma conversa difícil, debaixo de pressão ou quando se sentir esmagado pelo peso dos acontecimentos.

Também poderá usar esta técnica sempre que precisar de maior coordenação, rapidez e fluidez nas suas acções.

 Este texto foi adaptado ao português e foi baseado nos ensinamentos de Heathmath, de Childre e Rozman.

 Maria João Galhetas

 

 

 

http://www.aniboom.com/animation-video/241955/Radiohead---Reckoner/

 

Temos apenas 1 coração por isso cuide dele, cuide de si!

 

http://www.aniboom.com/animation-video/85201/Amor-Redondo/

 

O que molda o seu coração?

Helena Gomes

 

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publicado às 12:54



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