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Timidez ou Fobia Social?

por oficinadepsicologia, em 16.02.10

Autor: Pedro Albuquerque

Psicólogo Clínico

 

Ansiedade social é o que quase todas as pessoas têm um pouco. É algum tipo de timidez em determinadas situações sociais. Por exemplo quando alguém é um pouco reservado num primeiro encontro, ou quando fica ansioso ao ter de falar na frente de um grupo de pessoas, seja num ambiente mais formal ou informal.

 

Com base nos seus valores (aquilo que é importante para a pessoa) e nas suas crenças (aquilo em que acredita) algumas pessoas experimentam mais ansiedade social do que outros.

 

Esses sentimentos são muito comuns, e a maioria das pessoas é capaz de lidar com esses pensamentos e sentimentos que ocorrem em algumas fases de suas vidas. Essas pessoas sabem que toda a gente os tem e simplesmente colocam de lado o receio e a ansiedade e continuam a fazer o que é mais importante nas suas vidas. No entanto, para algumas pessoas essas mesmas experiências ou situações podem ser vividas com grande mal-estar e esse mal-estar é referido como Fobia Social.

 

As pessoas que sofrem de fobia social têm um medo intenso e sempre presente de serem avaliados negativamente pelas outras pessoas. São pessoas que estão sempre muito conscientes de si, do seu aspecto, da forma como falam, como colocam o corpo, sentindo que os outros os estão a observar e ficando muito preocupados sobre como poderão ser percebidos.

As situações sociais nunca são situações em que se possa estar tranquilo, relaxado, a desfrutar o que está a acontecer ou simplesmente deixar-se ir na onda do encontro. O intuito máximo é querer desesperadamente causar uma boa impressão, sem no entanto se sentir a segurança para o fazer. Devido a isso, surge um medo intenso de causar má impressão (o que se sente que acontece constantemente) e depois de um encontro social, a pessoa rumina durante muito tempo sobre o que correu mal. Evitam-se situações sociais de interacção e de desempenho, isto porque o medo de ficar embaraçado, envergonhado ou humilhado é constante. E a ansiedade aumenta ainda mais quando se pensa que se pode ser avaliado negativamente por isso. A ansiedade aumenta tanto que poderá conduzir a um ataque de pânico, isto se a pessoa ainda estiver na situação.


Devido ao evitamento constante em situações sociais, estas pessoas mantêm um estilo de vida isolado e solitário. Não que gostem ou apreciem esse estilo de vida; muito pelo contrário, sofrem imenso por não terem a espontaneidade que sabem ser necessária para estar com outras pessoas.

 

Frequentemente, as pessoas que partilham as suas vidas, a família, os amigos, os colegas de trabalho, não entendem estes receios, o que reforça a ideia nestas pessoas de que são fracas. Elas acham que são fracas, incompetentes, e sem interesse, quando se comparam com as outras pessoas, mesmo quando têm evidências que isso está longe da verdade.

 

Esta comparação excessiva conduz a uma baixa auto-estima, a que se juntarmos anos de isolamento e a tristeza de querer que as coisas fossem de forma diferente das que são, obteremos os ingredientes necessários para a depressão. A depressão é uma doença muito frequente que acompanha todas as pessoas que têm Fobia Social.

 

Muitas pessoas questionam-se sobre as causas deste modo de vida, a que muitos chamam personalidade, feitio ou maneira de ser. Aquilo que sabemos, é que este modo de vida tem alguma componente biológica mas parece que um dos factores determinantes é a aquisição de experiências durante a vida, ou seja este modo de vida é aprendido. São boas notícias, porque se temos a capacidade de aprender um modo de vida também temos de aprender outro.

 

No entanto, podemos salientar algumas experiências que se sabe poderem contribuir para a Fobia Social:

  • Quando houve, durante o crescimento, experiências negativas com outras pessoas. Por exemplo, quando alguém sofre a intimidação ou humilhação (física ou psicológica) por parte dos colegas, ou não se encaixa num grupo, ou se foi popular e depois perdeu esse estatuto, ou se foi rejeitado, ignorado ou qualquer outra experiência que tenha tido um grande impacto emocional. Habitualmente estas experiências são consideradas como traumáticas e a pessoa poderá querer deixar o passado para trás mas cada vez que se recorda dessas situações, essa carga emocional irrompe sem que se consiga controlar.
  • Quando se cresce num ambiente muito competitivo. Por exemplo, quando existem padrões de exigência muito elevados para a pessoa ser de determinada maneira, como se a pessoa tivesse que ser um modelo, ou “perfeita”.
  • Quando um ou os dos pais têm ansiedade social e transmitem aos filhos um sistema de valores e crenças. Por exemplo, a valorização excessiva acerca do que as outras pessoas pensam de si.
  • Quando, durante o crescimento, a pessoa é punida com situações que a embaraçam ou envergonham.
  • Quando, durante o crescimento, a pessoa teve poucas oportunidades para se socializar. Por exemplo, quando alguém cresce muito fechado na sua própria família nuclear e essa família tende a fechar-se sobre ela mesma.


Resumindo, as pessoas que sofrem de Fobia Social, tendem a:

  • Ser excessivamente auto-conscientes;
  • Ter receio do que os outros possam pensar delas, nomeadamente, que estão ansiosas, que são fracas, estranhas;
  • Ter medo de serem avaliadas negativamente pelos outros;
  • Ter um receio muito elevado de rejeição;
  • Fazer grandes esforços para conquistarem a aprovação dos outros;
  • Ter receio de entrar em conflitos;
  • Ter medo de serem o centro das atenções;
  • Ter sentimentos de superioridade/inferioridade para com as pessoas que percebem ser “melhores” do que elas;

 

Se o seu caso não é bem de timidez, e se reconhece histórias de vida e/ou sintomas como os descritos, procure acompanhamento psicoterapêutico. A Fobia Social tem tratamento eficaz!

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publicado às 13:04


31 comentários

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De Andreia a 22.03.2010 às 07:32

Nem li pois já sei de cor os sintomas e tal.
Na verdade, antes de pesquisar mais sobre a fobia social, sabia bem que o que eu tinha era muito mais grave que fobia social.
Pesquisei para tirar as dúvidas. Há 4 mêses que sei que tenho este transtorno. É muito difícil.

Quem eu sou?? Me perdi de mim mesma...
Posso sorrir, posso rir, falar que tudo está bem, no entanto, dentro de mim, existe um imenso vazio...e ninguém sabe...nem nunca saberá...
Custa viver comigo. É cruel me olhar todos os dias e me odiar. Desejar dormir e nunca mais acordar.

E no entanto, querer imensamente que tudo mude mas nada fazer por isso... Sou uma medrosa... Me tornei uma covarde... Me tornei um nada... Fobia social nos rouba a vontade de viver.

O sentido da vida fica perdido numa miserável fobia. Medo de gente?? Ridículo eu sei.
Mas somente quem sofre, pode compreender o que sinto...

Não tenho um único amigo. Nem umzinho sequer. Ninguém.
Tenho 19 anos e muito medo de continuar assim. Se assim for o destino, prefiro a morte.
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De oficinadepsicologia a 22.03.2010 às 09:56

Cara Andreia,
De acordo com o seu comentário, não leu a informação que disponibilizámos para si - e este aspecto é importante. Porque o seu sofrimento evidente, e partilhado por (infelizmente) milhões de pessoas em todo o mundo, pode ser aliviado e, mesmo, totalmente suprimido. Tal como dizemos no artigo escrito: "A Fobia Social tem tratamento eficaz" - por favor, procure acompanhamento psicoterapêutico, para poder iniciar o seu percurso de bem-estar. Pode, ainda, procurar mais informações no nosso site em http://www.oficinadepsicologia.com/fobia_social.htm.
Abraço,
Madalena Lobo
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De Anónimo a 24.03.2010 às 02:48

Como eu te compreendo Andreia... Pensei que fosse um caso raro por estas bandas. Tenho exactamente a tua idade e sofro do mesmo mal. E nunca me vou curar. Estou farta... A minha família não me compreende nem o meu psiquiatra. Mal saio à rua, e quase nem vou à universidade, passando o dia todo em casa a dormir cerca de 15 horas por dia. A minha concentração é nula, não fixo nada quanto mais nomes de pessoas. O meu pai está furioso (note-se que tem uma personalidade limítrofe e foi ao psiquiatra mas, desistiu devido ao seu orgulho) e ameaça tirar-me da universidade (uma das melhores do país, por sinal... as propinas são caríssimas. e eu tenho absolutamente a noção e roo-me toda por dentro quero mudar e estou sempre a prometer a mim mesma que o vou fazer mas, não consigo. e isto revolta-me. corrói-me por dentro) e deserdar-me. Já é a segunda oportunidade que me dá neste segundo semestre da universidade. Já não sei o que hei-de fazer... Já melhorei um pouco é verdade mas, sinto um vazio enorme. Não me sinto normal, sinto-me "presa" por dentro, todos se afastam de mim mal me conhecem (e isto não é pura imaginação minha. eu até consigo ser afável e disfarçar a minha timidez mais ou menos. todavia, as pessoas perdem o interesse e eu cumprimento-as mas, elas nem me ligam.). Vou acabar sozinha como já me disseram. E não me venham com bagatelas... Eu estou mais do que consciente do que se passa comigo.
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De José Paulo a 31.03.2015 às 08:05

Oi Andréia gostaria de saber como você está atualmente se conseguiu enfrentar a fobia ou teve alguma evolução se possível me responda ou envia um e-mail para jpss_180191@hotmail.com
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De Andreia a 31.03.2015 às 18:58

Boa tarde!
Que choque ler o que eu escrevi há 5 anos atrás! Na época, tinha descoberto recentemente o nome do meu transtorno e assim pude identificar a gravidade do mesmo e ver que o problema pelo qual já enfrentava desde os 16, era coisa séria mesmo. Posso dizer que foi muito duro enfrentar isso mas, com muito custo e sozinha (por medo de julgamento, vergonha, sei lá), iniciei terapia com psiquiatra e psicólogo. Vivi uma fase de auto-mutilação e anorexia antes do tratamento, porém. Contudo, com a medicação e diálogo, as coisas entraram mais ou menos nos eixos, embora, uma desilusão enorme a meio do tratamento fizesse com que eu caísse no fundo do poço (tentativa de suicídio). E foi preciso quase morrer para renascer. No fundo, consegui acreditar mais em mim e na vida. O diálogo é fundamental, um psicólogo e psiquiatra nunca nos julgará. Não precisa o mundo saber. Eu fi-lo sozinha e consegui. :) Ainda sou tímida e o medo prende-me muitas vezes, mas timidez faz parte da minha personalidade. Felizmente a fobia que foi embora. :)
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De van derban a 04.02.2012 às 14:49

ola andreia! as pessoas como a gente sempre pensamos que estamos no mundo sozinhas,li a sua postagem e parecia que era eu escrevendo passo pelas mesma coisas que voce.nossa vida e um pesadelo real e 24 horas por dia eo pior e conviver com pessoas normai ver a vida acontecer e nao conseguir fazer nada sera que estamos condenados
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De van derban a 04.02.2012 às 14:49

ola andreia! as pessoas como a gente sempre pensamos que estamos no mundo sozinhas,li a sua postagem e parecia que era eu escrevendo passo pelas mesma coisas que voce.nossa vida e um pesadelo real e 24 horas por dia eo pior e conviver com pessoas normai ver a vida acontecer e nao conseguir fazer nada sera que estamos condenados
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De Léa a 20.02.2012 às 02:20

Eu passo por isso quando nao conheço a pessoa. Eu tenho dificudade de me aproximar do nada e manter um dialogo, mas se as pessoas falam comigo ai eu sou muito comunicativa. Eu sempre analiso tudo o que eu faço, tudo o que eu digo ou o que vou dizer. Meus amigos falam que eu nao sou timida pois o meu comportamento com eles é muito diferente. Mas eu tenho esperança e tambem me esforço para mudar esse meu jeito. Tenho 21 anos.
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De José Paulo a 31.03.2015 às 08:06

Oi Léa gostaria de saber como você está atualmente se conseguiu enfrentar a fobia ou teve alguma evolução se possível me responda ou envia um e-mail para jpss_180191@hotmail.com
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De Vítor a 08.07.2012 às 12:44

Boas,

Parabéns à autora e à Oficia pela missão aqui desenvolvida.

Sera que tenho sofrido deste problema de uma maneira parcial , i.e, em certo tipo de situações, mas de forma doentia?Porque me identifico imenso com o texto do artigo publicado.
Talvez eu seja "descompensado" . Sou super a vontade em falar em publico, em defender opiniões e expôr minhas posições, em me afirmar e até sou bastante nervoso e exaltado... mas ironia, ontem disseram-me que o que tenho,por ser assim tal nervoso/exaltado é medo da sociedade!
Estranho... eu tenho de fato medo da sociedade, nunca pensei com tais palavras. Julguei que fosse apenas tímido em certos aspectos.
Meu problema é grave. Pois, eu me pelo de medo em relação a uma mulher bonita e que me fascine só de olhar. Aí, fico só rondando, mas sou quase incapaz de me tentar aproximar. A custa de tal, acabo só, isolado e ... como me chamou meu irmão um dia:sinistro. Ah... mas nessta ocasião estava afastado por estar no meio de um abiente em que todos se divertiam, mas eu... sentia-me diferente, e por isso, nessas situações, acabo sempre me afastando,mesmo temendo que os outros me interpretem mal e por isso me venham represálias.
Muitas das vezes, as pessoas estão me falando com esperança de encontrarem alguém "normal", vivo,alegre, mas sou tão .... vazioooo, que essas pessoas se afastam de mim e me desvalorizam.
Muitos pensam que sou super selecto, mas apesar de o ser, sou-o por algum motivo de fobia social ou trauma do passado, e fico observando as pessoas antes de me aproximar; por outro lado, com tais cuidados e receios,acabo perdendo a festa e as.... meninas.

Enfim, tlvz eu só queira encontrar algo especial e só vejo conversas da treta, falta de ética, insinceridade intelectual, vaidade, contrasenso no ideiais e nos comportamentos, etc. Fique cansado do mundo e de lutar contra ele desde mto cedo, desisti dele. Mas, possas, eu tb queria viver.
Em todo o caso, acbo achando, então, que não só sofro de fobia social, como sou selecto e altaqmente esquisito.

Mas, que me salvará desta espiral de perdição? heheh...

tb passei anos sem conseguir desenvolver relacionamentos ou amizades, apesar de frequentar uma associação religiosa. Tho 34. Que é que se passa comigo? qual a minha doença?


Paz e graça (sou evangelico),
VS
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De oficinadepsicologia a 08.07.2012 às 20:45

Caro Vítor,
devido à conjugação de diversos factores (experiências de socialização, relação com figuras significativas, dinâmica familiar na infância, acontecimentos de vida significativos, predisposição genética...), muitas vezes sentimos necessidade de construir muros protectores entre nós e os outros. Mais do que a observação da existência dessas fronteiras importará perceber o papel que têm tido na sua vida.
Pelo que descreve, percebe-se em si uma certa ambivalência entre o desejo de proximidade e o receio dessa intimidade, talvez por medo de ser magoado, pela vulnerabilidade acrescida que sentimos quando nos damos a conhecer e conhecemos um outro.
O Vítor neste momento tem já duas condições essenciais para um processo de desenvolvimento pessoal: consciencialização do seu padrão/ espiral de comportamento e motivação para a mudança. Adicionalmente, parece-me que está numa fase do seu ciclo de vida óptima para uma transformação pessoal, libertando-se de bagagem passada, arrumando o seu presente e libertando-se para abraçar um futuro positivo.
Se lhe fizer sentido, reflita sobre a possibilidade de marcação de uma consulta de psicologia onde será feita uma avaliação completa da sua situação e devolução do melhor plano terapêutico ajustado ao seu perfil e às suas necessidades. Se optar pela equipa da Oficina de Psicologia poderá encontrar todas as indicações necessárias à marcação da sua consulta no nosso site: http://oficinadepsicologia.com/consultas/57-2.

Um abraço,
Filipa Jardim da Silva
Psicóloga Clínica
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De fernando a 03.09.2012 às 16:02

que post interessante este.

Em boa verdade, reconheci também alguns( para não dizer todos os sintomas aqui descritos) pois já os senti varias vezes ao longo da vida. Ainda os sinto de tempos a tempos para ser sincero.

Acontece-me sempre que algo me perturba a ponto de tirar a vontade de socializar. Depois há um conflito entre a vontade de socializar e ter amigos que é uma necessidade constante e a raiva e revolta para com o que me incomoda de momento que dá vontade de mandar tudo pastar.

Como eu consegui ultrapassar isto foi sendo mais sincero comigo mesmo.
Passei a preocupar-me mais com o que me incomodava a cada momento e menos com o que as pessoas pensam de mim.
Até porque as pessoas não gostam de simpatia forçada. Eu não gosto de simpatia forçada, porque não a consigo manter, consigo mantê-la para dizer olá bom dia, mas não para manter uma conversa. Ou seja acabo por ficar isolado na mesma.
Agora ,reajo para as pessoas de acordo com o que sinto de momento, obviamente, mantendo um mínimo de cortesia, mas não fazendo disso o objectivo principal das minhas relações.
E no fim acaba por se reparar que as pessoas não ligam muito ao aspecto exterior( e se ligarem azarito).

Enfim, mais nao escrevo até porque isto nao é de nenhuma maneira algum conselho técnico, mas um relato da minha experiencia de vida que se pode ou nao adaptar a outras pessoas :)
Bem hajam
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De oficinadepsicologia a 08.09.2012 às 23:03

Caro Fernando,

obrigada pela partilha da sua experiência positiva, na qual muitas outras pessoas se poderão rever ou até se poderão inspirar.

Um abraço,
Filipa Jardim da Silva
Oficina de Psicologia
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De Ju a 05.08.2014 às 02:24

Impressionante como o texto caiu como uma luva pra mim...há tempos que procurava saber se esse enorme vazio que sinto, se essa ansiedade desmedida em saber se sou aceita ou não pelos outros era possível.
Vi que não sou o único ser no mundo, o que de certa forma me conforta...

Mas é difícil (às vezes quase impossível) ter que conviver com esse sentimento. Nas relações sociais (família, trabalho, festas etc), fico sempre angustiado em saber o que pensaram, como pensaram, o que irão falar de mim. E torcendo pra que não pensem mal..não é raro me esforçar bastante pra tentar agradar os outros!

É um medo de ser taxado como antipático, burro, fraco, ao ponto de nem querer me relacionar com as pessoas...tem dias que prefiro nem ver gente...tem dias que prefiro nem viver...

Pode ser idiotice, mas é complicado ter consigo esse sentimento que me corrói e não ter alguém pra desabafar.

Amigos? Tenho, mas muito poucos...do nada cismo porque acho que me interpretaram mal e, pra não continuarem pensando assim de mim, me afasto de vez.

Às vezes acho que sou tão ruim que acabo afastando até os amigos de meus amigos...sei lá, é algo louco, impensável, mas que acaba com minhas energias...

No entanto, vi nesse texto uma esperança para toda essa angústia...espero que com a ajuda de um profissional eu possa sair desse abismo que eu mesmo criei!

Parabéns ao autor do texto! Foi de grande valia!
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De José Paulo a 31.03.2015 às 08:09

Oi Ju gostaria de saber como você está atualmente se conseguiu enfrentar a fobia ou teve alguma evolução se possível me responda ou envia um e-mail para jpss_180191@hotmail.com
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De Kecy a 24.09.2014 às 01:43

Tenho ansiedade social :/
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De xxxxx a 22.10.2014 às 22:50

eu tenho fobial social há um ano. foi impressionante como fui perdendo a quantidade de amigos e colegas... hoje prefiro estudar em casa do que ir pra colégio... minha familia acha que é timidez mais é algo muito maior e mais angustiante que isso. entrar em uma sala de aula pra mim é impossível... ir ao psicologo não me adiantou em nada. até pra escrever um comentário "dói"
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De José Correia a 28.10.2014 às 05:05

Olá
Vou dizer-lhe o que penso sobre a sua reflexão.
Em primeiro lugar, afirma que tem fobia social há um ano. Significa que sentiu isso mesmo nessa altura ou teve sempre e só agora tomou consciência?
Também diz que já foi a um psicólogo e não "adiantou" nada.
Gostaria de lhe dizer uma coisa, aliás várias coisas, tanto mais que já tive esse problema: que o ser humano é no fundo e naturalmente social. Se isso não acontece é porque existe algo a ser analisado, normalmente acontecimentos do passado ou mesmo no presente.
O facto de o psicólogo não ter ajudado, isso não impede que vá a outro, porque é natural que tenha algo corrido mal...
Para terminar, devo dizer-lhe ainda que natureza humana é muito flexível, quer dizer que é muito susceptível de se adaptar às circunstâncias por mais adversas que sejam! Esse seu problema vai desaparecer quando descobrir isso e para acontecer é necessário experimentar, procurar solucionar com profissionais e não duvide que tem solução!!

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De José Paulo a 31.03.2015 às 08:10

Oi xxxxx gostaria de saber como você está atualmente se conseguiu enfrentar a fobia ou teve alguma evolução se possível me responda ou envia um e-mail para jpss_180191@hotmail.com
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De Jr a 20.11.2014 às 01:35

A 3 meses procurei ajuda psiquiátrica e lendo a bula do medicamento que foi indicado achei escrito em sua indicação a patologia da fobia social, logo me identifiquei com o nome e procurei na net sobre o tema e aqui estou, me identifiquei muito com o texto mas com algumas divergências que me chamaram a atenção e confundiu minha opinião sobre o meu diagnóstico, tenho 38 anos e desde a adolescência vivo um mundo arquitetado pela solidão, sei até como tudo começou, na infância era muito popular, dinâmico e excelente aluno e despertava inveja a muitos garotos até que um dia numa zoação da turma de amigos saiu o apelido esquisito para alguns meninos e entre eles eu, fiquei bravo e não aceitei a brincadeira como outros garotos, resultado o apelido pegou e daí para frente minha vida mudou, fui afastando das amizades e me isolando pois tinha muita vergonha deste apelido, apesar da popularidade era tímido com as meninas mas depois deste episódio fiquei com uma timidez doentia, comecei a ficar com vergonha de conversar com todas as pessoas e fui me isolando, me destruindo, um dos sintomas que despertei foi a “síndrome do azar”, tudo era azar para mim, tudo dava errado, atraia só coisas ruins, até minha saúde foi afetada, não me abria com meus pais, perdi o brilho, para ter uma ideia, depois de alguns anos me trancava no quarto para estudar e muitas vezes chorava e não conseguia mais me concentrar nos estudos, na época do vestibular havia estudado muito pouco e a consequência foi que não passei no primeiro ano e no segundo passei apenas numa faculdade particular, uma decepção para mim e acredito que para meus pais, tornei um colecionador de derrotas, fui lapidado com uma personalidade autocrítica demasiada, fui se tornando uma pessoa amarga, já não tinha mais amigos na cidade natal, como passei numa faculdade longe de casa consegui melhorar minha vida pois lá ninguém sabia do meu passado que escondia de colegas de república, era outra pessoa mas apresentava muitos traços do passado, não conseguia me relacionar com mulheres, via meus amigos sempre com “peguetes” e eu sempre sozinho, isso me deprimia e meus amigos foram percebendo como eu era e fui me tornando novamente na pessoa que era na cidade natal, nos feriados que voltava para minha casa não saia de casa, minha família chegou a achar que eu era gay e isto me feriu ainda mais, enfim, me formei, com dificuldade arrumei um emprego, ai começou outro problema, não sabia controlar o tempo no serviço, ficava sem comer era perfeccionista a ponto de não conseguir delegar nada e me sobrecarregar até que um dia meu pai faleceu e tive que mudar para minha terra natal onde não guardava boas lembranças, arrumei um outro emprego que fiquei 11 anos e cheguei até o cargo de gerente, sempre fui muito dedicado e tinha autoestima elevada no trabalho sabia de minha capacidade acima da média, mas sempre com muita dificuldade em lhe dar com pessoas, convivia com uma angustia crônica, odiava como eu havia vivido todos estes anos, tenho boa aparência, sempre fui paquerado mas nunca tive iniciativa, sou um desastre com mulheres, Deus sempre me deu a chance da virada e eu nunca fui competente a ponto que deixei a vida me levar e assim aconteceu, conheci minha mulher no trabalho ela era cliente, deixei ser escolhido, comecei o relacionamento sem pretensões pois nossa diferença social e cultural era um abismo, mas me deixei levar e o resultado foi que ela engravidou e tivemos uma filha, não casei, sempre me esquivei pois não tinha amigos para convidar, hoje vivo uma união em que nunca amei a esposa, sou infeliz e por causa da exaustão decidi pedir demissão e desde então tenho pânico em voltar a trabalhar no que fazia e já faz um ano que não trabalho, me sinto arruinado, agrido a minha esposa verbalmente como se ela fosse a responsável do meu fracasso, não consigo buscar forças para lutar, procurei um médico e um terapeuta, comecei a me tratar mas ainda não estou sentindo melhoras, posso resumir que me sinto um fracassado e que não consigo apagar o meu passado, mas ainda bem que não nutro pensamentos de morrer pois minha filha é meu combustível, nela encontrei a razão para lutar e acredito que vou conseguir. Li sobre a síndrome de Burnout, tenho dúvidas do que tenho de fato?
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De Felipe a 20.06.2017 às 21:07

Caramba mais que hisotira. Eu consigo me reconhecer bastante no que tu descreveu bro. Eu quero saber se atualmente 2017 voce melhorou e se ainda ta fazendo algum tratamento... E sua familia tb, porque tu disse que nunca amou sua esposa...

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