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Pânico: quando o sonho se torna um pesadelo

por oficinadepsicologia, em 27.01.12

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

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Cristina Sousa Ferreira

O mês de dezembro foi desgastante! O João teve que mobilizar todas as suas energias para se  distribuir  entre as mudanças para a casa nova e a entrega do relatório final daquele projeto à sua responsabilidade. A casa antiga tinha que ser entregue até ao final do ano e o prazo de entrega do relatório tinha que ser respeitado para não comprometer a sua empresa perante o cliente.  Os dias passaram a correr e a tal velocidade  que muitas foram as noites mal dormidas para que o João conseguisse cumprir com  estes dois objectivos. Mas conseguiu!
Merecia os últimos 4 dias do ano de férias na Costa do Alentejo com os amigos. As férias iriam ajudá-lo a recuperar os sonos, a livrar-se do cansaço e a encontrar a tranquilidade perdida.


Tudo estava a correr bem. Apesar do frio estava um sol radioso, o grupo estava animado, o primeiro dia de passeio tinha sido retemperador e à noite dormiu como um “anjinho”. No dia seguinte, último dia do ano,  estava todos inscritos para fazer aquela Caminhada pelo trilho dos pescadores.  Desde que tinham iniciado o planeamento destas férias que todos falavam desta Caminhada de sonho e o entusiasmo e expectativa eram grandes.  


O passeio começou pela manhã. Depois de um pequeno percurso de carro começaram a andar pelos carreiros dos barrancos, montes e vales e junto às arribas e falésias abruptas e recortadas.  O passeio estava a ser agradável e divertido. Num dos trilhos, no cimo de uma falésia, o João começou subitamente a sentir o coração muito acelerado e uma dor no peito, a  cabeça zonza, nauseado, com a sensação de que não estava a conseguir respirar. Achou que ía morrer!  Bloqueou, não conseguia dar mais um passo.  Estava pálido, suava em “bica”  e as suas mão estavam geladas.  Alguns dos amigos preocupados,  não sabiam como ajudar. Uma das amigas do João , Psicóloga na Oficina de Psicologia, conversou com ele numa voz pausada e traquilizante,  chamou-lhe a atenção para o que o rodeava, os amigos que estavam com ele, como se chamavam, quantos eram, o equipamento que tinham trazido, as botas de caminhada que tinham calçado, trazendo-o para o aqui e agora dos seus sentidos e enumerando objectos visíveis e as suas características: os sons, os cheiros, e aquilo que objectivamente o João podia sentir. O chão sobre os pés, o calçado adequado, e a segurança dos amigos. Tranquilamente disse-lhe para fazer a respiração abdominal e respirou com ele.
Passaram alguns minutos até o João voltar a ter a noção de que o mundo que o rodeava era mesmo real e que era, de facto, dono incontestável do seu corpo.  O João conseguiu sair da falésia e regressou pelo trilho dos barrancos até ao local de encontro.


O pânico, é uma perturbação progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando. O João vai iniciar o Grupo de Pânico. Aqui vai encontrar pessoas que passaram por experiências semelhantes e que viveram e conhecem este tipo de sofrimento.


Para si que se identifica com este tipo de sofrimento perante exames, apresentações em público, locais públicos ou conhece alguém que também queira retirar este “peso” da sua vida a Oficina de Psicologia tem a solução no Grupo de Pânico ou em Psicoterapia Individual.


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publicado às 12:08


2 comentários

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De socorro santos a 11.07.2012 às 19:28

Oi!
estou buscando ajuda me encontro com o transtorno do panico isso é terrível a unica certeza que tenho é que vou ficar bem
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De oficinadepsicologia a 12.07.2012 às 20:27

Cara Socorro,

a sua motivação e convicção de que irá ficar bem são preditores importantes e positivos para o sucesso de um processo psicoterapêutico.
Apesar do sofrimento associado a esta problemática, a Perturbação de Pânico tende a conseguir tratar-se com alguma rapidez e com excelentes taxas de sucesso, pelo que se deve manter a esperança e estar optimista quanto ao futuro!
A intervenção psicoterapêutica pode ser feita num contexto individual ou em contexto de grupo (de 6 a 12 participantes). Qualquer das situações é eficaz e tem vantagens específicas: o contexto individual é mais personalizado, com lugar ao trabalho de outras situações adicionais à perturbação do pânico e/ou agorafobia; o contexto de grupo revela-se mais económico e propicia uma aprendizagem mais rápida de algumas das técnicas. A primeira sessão, de avaliação, é sempre individual e pode ser utilizada para analisar qual será o melhor enquadramento para si.
Caso pretenda agendar uma consulta na Oficina de Psicologia poderá fazê-lo directamente no nosso site: http://oficinadepsicologia.com/consultas/57-2

Um abraço,
Filipa Jardim da Silva
Psicóloga Clínica

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