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Relações duradouras ainda podem ter romance

por oficinadepsicologia, em 18.02.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Contrariamente ao que se acredita, parece que o amor romântico pode durar e levar a relações cada vez mais felizes. O romance não tem de resfriar nas relações duradouras e evoluir para uma relação do tipo amizade companheira. É o que diz um estudo de Bianca P. Acevedo, da Universidade de Califórnia, publicado na of Review of General Psychology

Tipicamente, as pessoas confundem o amor romântico com o amor possessivo. Contudo, o amor romântico tem a mesma intensidade, envolvimento e química sexual que o amor apaixonado, mas não inclui a componente obsessiva. O amor apaixonado ou obsessivo inclui sentimentos de incerteza e ansiedade. Esse tipo de amor dirige as relações breves, mas não as relações de longa duração. 

 

O estudo revela que aqueles que reportaram um maior amor romântico estavam mais satisfeitos tanto em relações breves como duradouras. O amor companheiro estava apenas moderadamente associado com a satisfação nas relações breves e longas. Por último, os sujeitos que reportaram maior presença de amor apaixonado nas suas relações estavam mais satisfeitos nas relações breves do que nas duradouras.

Os casais que reportaram maior satisfação nas suas relações também reportaram estarem mais felizes e com maior auto-estima.

Sentir que o parceiro “está lá para si” contribui para uma boa relação e facilita os sentimentos de amor romântico. Por outro lado, sentimentos de insegurança estão relacionados com menor satisfação e podem contribuir para o conflito na relação, podendo levar ao desenvolvimento do amor obsessivo.

Esta descoberta pode mudar as expectativas das pessoas sobre o que pretendem em relações duradouras. O amor companheiro, que é visto por muitos casais como a natural progressão de uma relação bem-sucedida, pode não ser a única opção de vivência dos afectos numa relação. Assim, mesmo os casais que já estejam juntos por um longo tempo podem focar os seus objectivos em recuperar o romance sabendo que é possível de atingir, embora com algum investimento, e que esse empenho poderá ter como retorno maior satisfação realização.

Acevedo, B. (2009)"Does a Long-Term Relationship Kill Romantic Love?" Review of General Psychology, Vol. 13, No. 1.
Public Affairs. (2009, March 19). "Romance Can Last In Long-Term Relationships Contrary To Widely Held Beliefs." Medical

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publicado às 14:34



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