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Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Um cliente entrou uma vez no consultório dizendo “Devia ter aí um cartaz com uma legenda sobre as emoções”. Às vezes não sabemos o que sentimos, outras vezes sabemos o que sentimos, mas não o nome a atribuir.

Que barreiras são estas que nos impedem a uma adequada identificação dos nossos estados emocionais?

 

  • As emoções são difíceis de definir – É fácil de ensinar a uma criança que uma mesa é uma mesa bastando para o efeito apontar para a mesma, sendo possível de a ver, tocar e sentir. Nem sempre é linear para cuidadores perceberem as emoções e atribuírem o devido significado, ajudando assim a criança descodificar que emoção sente.
  • Falta de léxico emocional -  Em algumas famílias e contextos não é privilegiado o natural experimentar, discutir e distinguir de emoções,  que poderia ajudar o indivíduo a descrever o que sente. Se esse vocabulário não for incentivado, os estados emocionais passam a ser designados por “sinto-me bem/mal”, empobrecendo uma discriminação sensível.
  • Confusão entre pensamentos e emoções - Muitas vezes perante a pergunta “O que está a sentir?” descrevem-se pensamentos e não emoções “Estou perdido”. Esta confusão dificulta o acesso à verdadeira emoção. Por outro lado, é frequente que as emoções se mantenham escondidas por trás de pensamentos numa tentativa de proteger da consciência das mesmas.
  • Emoções invalidadas – Nem sempre ao longo do crescimento os cuidadores valorizam devidamente as emoções. Perante uma qualquer situação vivida pela criança a mensagem transmitida é “Não há razão para estares com medo ou zangado”, quando isso era precisamente o que a criança estava a sentir. A mensagem que se aprende é que não se é o melhor juiz das suas emoções e que as mesmas devem ser reprimidas. Essa aprendizagem leva a que as emoções fiquem muitas vezes contraídas, criando stress e confusão na mente e corpo.

 

As emoções devem ser vistas de uma forma intrinsecamente natural à existência humana. Assim sendo têm um papel fundamental na construção e estruturação do self. São ainda uma forma adaptativa de processar a informação, uma vez que funcionam como “sinalizadores”, informando o sujeito que uma necessidade, valor ou objectivo pode ser importante ou alvo de ameaça em determinada situação, ajudando assim a estabelecer prioridades e tendências de acção.

 

Experimente este exercício:

Que palavras/sinónimos pode associar a medo/tristeza/zanga/alegria? Como se manifestam no seu corpo? Que imagens lhe surgem?

Comece hoje mesmo a construir o seu dicionário emocional!

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publicado às 15:29



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