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Bussola da decisão, precisa-se!

por oficinadepsicologia, em 17.05.12

Autora: Filipa Jardim Silva

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

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Filipa Jardim Silva

Uma das temáticas recorrentes em consulta de psicoterapia é a tomada de decisão. Um processo sentido por muitos como complexo e por vezes angustiante que nos coloca de frente com o que somos, o que temos sido e o que gostaríamos de ser; do outro lado, temos diversos fatores como: os outros (aqueles que serão afetados pela nossa decisão, os que tentam manifestar a sua perspetiva, os que influenciam pelo papel que têm na nossa vida), o tempo de que dispomos para decidir e os riscos inerentes.

 

A tomada de decisão pode ser analisada à semelhança dos processos mentais e resulta numa seleção de um curso de ação entre os vários cenários alternativos. Todo o processo decisório produz uma escolha final. Existem inúmeros modelos para o processo de tomada de decisão. O Professor Universitário Francisco Araújo Santos, partindo do pensamento de Max Weber, propôs um modelo segundo o qual explica que as nossas evidências externas são percebidas através de um “filtro” de crenças; a par dessas crenças os desejos individuais alteram as próprias evidências de acordo com as expectativas de cada um. As evidências filtradas e modificadas por estes dois sub-sistemas desencadeiam então uma seleção de alternativas, que servirão de base para a tomada de decisão e consequente ação.

 

Frequentemente damos por nós a tender para a impulsividade de tomar uma decisão sem uma reflexão antecipada; planear, de algum modo, uma decisão permite decidir de uma forma mais inteligente e confortável, sobretudo porque criamos a oportunidade de nos sintonizar connosco mesmos, utilizando os nossos estados emocionais e corporais como auxiliadores de decisão a par das análises mais cognitivas e racionais. Mas os tempos de contemplação e análise têm validade, e a partir de um determinado ponto ótimo de reflexão/ introspeção perdemos balanço no emaranhado de prós e contras, de “se’s” e “mas”, de opiniões A’s e B’s e simplesmente caímos na inação, na incapacidade de nos mobilizarmos rumo ao movimento e à mudança. Será importante nos recordar de que não existem decisões perfeitas nem será possível termos a certeza absoluta das nossas resoluções; as certezas serão sempre relativas face à informação disponível no momento presente. Cabe-nos, por isso, a nós tornar as nossas decisões o mais acertadas possíveis mantendo-nos firmes no caminho escolhido e investindo nele sem desperdiçar recursos a olhar para trás ou demasiado para a frente, a pensar no que poderia ter sido mas não é ou no que ainda pode ser. A vida acontece no momento presente e é essencial que seja nele que se concentrem os nossos principais recursos.

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publicado às 17:04



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