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Dia da Mulher - Feminismo ou machismo?

por oficinadepsicologia, em 08.03.10

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

Ser mulher é fantástico! Somos seres muito complexos, é verdade, mas muito especiais. Somos mães, filhas, esposas, amigas, trabalhamos em casa e fora dela, enfim, acumulamos uma série de papéis, nunca deixando de ser aquilo que somos: Mulheres. 

O dia da mulher é aquele dia em que muitas de nós juntamos as amigas e vamos para a borga, gritar aos 7 ventos como é bom ser mulher. Mas já parou para pensar o que é que pode significar este dia? Existe dia do homem? Não pois não? Será que estão a partir do princípio que o dia da mulher é o dia 8 de Março e que aos homens pertencem os outros 364?! Isso é que era doce! Não precisamos de um dia específico para juntar as amigas e receber flores quando vamos abastecer o carro. Não é preciso que exista um dia instaurado para que se lembrem de nós. Nós estamos em força 365 dias por ano, tanto ou mais que os homens. Não somos mulheres apenas uma vez por ano, mas 24 horas por dia. Pelo que, devemos ser tratadas como tal durante todo o ano. Não me digam que é preciso dias específicos para sermos lembradas e presenteadas. Que falta de imaginação! Um presente oferecido porque pura e simplesmente apeteceu, tem muito mais valor que um com dia e hora marcada. Não concordam? Isso sim é de valor!

A verdade é que ser mulher nem sempre é fácil. Os padrões de beleza são extremamente rígidos e a sociedade é cada vez mais exigente connosco. Celulite, estrias, gordura localizada, retenção de líquidos, derrames, varizes, rugas, papos, unhas, cabelo… Já Chega!!! Não somos nenhumas bonequinhas de porcelana. Somos mulheres, muito mais que meros corpos. Até porque, é difícil perceber o que realmente pretendem de nós. Se somos muito gordas, não encaixamos no padrão – já diz a música “A mulher gorda para mim não me convém” – muito magras, começamos logo a ser abordadas com perguntas chatas do tipo: “Estás doente? Desgostosa? Ah! Já sei, mal de amores?”, correndo ainda o risco de sermos taxadas de anorécticas – a música aqui também não ajuda, afinal “A mulher magra, para mim não me convém”, mas afinal o que é que eles querem? Meio-termo? Será? E o que é isso em quilos? Ok, talvez pretendam mulheres com curvas. Mas continuamos a ser bombardeadas com números de roupas cada vez mais reduzidos, que nos levam a olhar para a tábua de passar a ferro com uma certa raiva e inveja. Além disso, as modelos não têm propriamente curvas, e são consideradas exemplos para muitos.   

Não conheço mulher nenhuma que não seja linda. Seja pelo sorriso, pelo olhar, pela leveza dos gestos, ou pelas inúmeras qualidades internas que se espelham nos seus actos.

Não deixe que ninguém lhe diga que deve ter um corpo “xpto” para ser considerada uma mulher bonita. E muito menos permita que a reduzam a isso, que mexam com a sua auto-estima ou que a tratem de modo impróprio.

Não tenha vergonha de pedir ajuda para aprender a auto-valorizar-se. Vergonha é viver escondida na sombra quando o sol brilha perto de si, é criticar-se constantemente por não ser perfeita – coisa que nem sequer existe – esquecendo as inúmeras qualidades que tem.

Perante as exigências internas e externas a que somos expostas diariamente, “vacilar” não é sinal de fraqueza. É sinal que somos humanas e que também temos limites. Quando sentir que não está a conseguir, procure um “trampolim” que a ajude a voltar ao local onde pertence. Um bom amigo ou amiga, o companheiro ou companheira, familiares, profissionais de saúde, existem também com este propósito.

Já que existe este dia, use-o da melhor forma possível. Faça algo por si, pela sua felicidade, que se reflicta em todos os outros dias.

Pense nisto… e Seja Feliz!

 

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publicado às 18:02



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