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A propósito do "coração partido"

por oficinadepsicologia, em 09.10.12

Autora: Isabel Policarpo

Psicóloga Clínica

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Isabel Policarpo

E quando o nosso parceiro de longa data, de repente foge e se muda para casa da outra? Como sobreviver à saída inesperada e abrupta do marido, sobretudo quando se acreditava estar num casamento feliz e seguro?

 

Muito tempo depois desse “dilúvio” muitas são as mulheres que continuam a sofrer intensamente. Muitas perguntam: "Mas será que eles nunca sentem remorso?". É comum os maridos justificarem as suas escolhas, culpando as companheiras pelas suas ações – ou seja, listando tudo o que não estava certo no casamento como desculpa.

 

A mulher é capaz de examinar as explicações dele durante meses, vezes sem conta na sua mente, para mais tarde chegar à conclusão de que se ele ao menos conseguisse dizer "desculpa" e realmente o sentisse, isso contribuiria para a libertar do longo caminho da sua dor.

Poucos são os homens, que mesmo após a poeira baixar, são capazes de expressar remorso. O que não quer dizer que realmente não o sintam. Mas a perspectiva de uma conversa de coração a coração com a pessoa que tão gravemente se feriu, não é algo que ninguém aprecie, pelo que seria necessário uma alma muito corajosa para se voluntariar a fazê-lo. Mas esta incapacidade leva muitas vezes a mulher a sentir-se presa e incapaz de sentir alívio.

 

O ponto de viragem para muitas mulheres que vivenciam situações semelhantes, surge no entanto quando elas são capazes de arrancar a sua visão do passado, e se viram para olhar para o seu próprio futuro. Nem sempre é possível fechar o círculo, diria que é mesmo um luxo que não temos sempre a sorte de desfrutar. Mas é exactamente a busca contínua de fecho, que mantém a mulher presa.

É irrealista esperar por um tempo em que você não vai mais ter uma pontada de tristeza ou mágoa quando ouvir no rádio a “vossa música” e não importa quanto tempo passou. Isso é da natureza humana. Mas o objetivo é ter de volta a sua vida nas suas próprias mãos e lutar para se sentir bem e feliz, apesar da mágoa que experimentou.

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publicado às 11:05


3 comentários

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De Coração Partido 2 a 07.01.2013 às 01:19

E porque será que o parceiro de longa data de repente foge? Será de repente? Será que foge para casa de outra ou será que só foge? E foge porquê? E será que o casamento feliz e seguro era sentido por ambos? Ou será que não foi ela que impôs um casamento "feliz e seguro", segundo os seus próprios e egoisticos padrões, esquecendo que o casamento pressupõe duas pessoas? E será que o casamento feliz e seguro não era uma ficção egoistica, centrada em si própria, esquecendo o outro? E quando ela fugiu, porque lhe não convinha, porque então não interessava nada o casamento? Será que ela antes não fugiu de acordo com as suas conveniências, mas isso não interessa nada quando é ela que está posta em causa, quando é ela que perdeu o dominio do casamento? É tudo tão simplles na psicolgia? Os bons e os maus? E quem escolhe quem são uns e quem são os outros? A vida não é assim!!!!
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De Anónimo a 11.03.2013 às 23:52

E quando ela, antes de decorridos três meses sobre a "fuga" do marido, "retoma" uma relação que afinal já vnha mantendo anteriormnte, mas que sabiamente manteve oculta - sim, elas são muito mais sábias e dissimuladas do que eles!- e o instala na casa do marido infiel ou na casa que comprou com o dinheiro extorquido ao marido infiel, manipulando o seu sentimento de culpa? Será que ele ainda deve ajoelhar, ter uma conversa de coração aberto e...pedir desculpa?! Sim, à luz da psicologia, parece que sim, porque foi ele que violou o establishement...afinal, a outra situação era um direito adquirido dela...!!!|
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De Anónimo a 20.03.2013 às 02:10

"O ponto de viragem para muitas mulheres que vivenciam (do verbo vivenciar?) situações semelhantes, surge, no entanto, quando elas são capazes de arrancar a sua visão do passado, e se viram para olhar o seu próprio futuro". Outras, fazem a viragem decorridos 2 meses (!), virando-se para o passado e retomando relações que, afinal, sempre estiveram em "carteira": previdentes, ao fim e ao cabo, sempre mantiveram pendente um Ricardo ou outro(s) que se seguirá(ão)...!!!! E a psicóloga de serviço, a família, os amigos, aplaudem, porque ela deu a volta tão rapidamente! Uiiiiiiiiiiiii, bem aventurado parceiro de longa data, que tal oportunidade concedeu à sua mulher de coração (re)partido!!!!

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