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Felicidade ou espelho?

por oficinadepsicologia, em 15.10.12

Autor: Gustavo Pedrosa

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

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Gustavo Pedrosa

Com muita frequência nos perguntam se os resultados das cirurgias estéticas e/ou de emagrecimento são realmente tão benéficas e com um impacto tão significativo para a qualidade de vida das pessoas que as fazem como transparecem nos meios de comunicação social. Como em muitas outras situações, invariavelmente a resposta é “depende”… Depende dos objetivos que levam à realização da cirurgia, das expectativas criadas, do meio social e familiar, entre outros.

Toda a estrutura, física e psíquica, é afetada por este tipo de cirurgias, pelo que também a preparação pré-cirurgia é um importante fator de prognóstico.

 

Analisemos então um pouco melhor as cirurgias, por exemplo, as que envolvem redução de peso, como a implementação de uma banda gástrica. Este tipo de cirurgia, cada vez mais comum, procura obter uma melhoria da qualidade de vida do individuo, da sua saúde e das suas relações. Os resultados são, geralmente, muito positivos. Há uma melhoria dos problemas de saúde crónicos, como a diabetes, as doenças cardíacas, o colesterol elevado e a apneia de sono. Também a mobilidade acrescida leva ao aumento da atividade física e consequente melhoria da saúde geral.

 

As relações interpessoais também são beneficiadas. Alguns estudos demonstram que a cirurgia de redução de peso ajuda a reduzir as reações negativas à obesidade por parte da família e amigos, reportando melhorias nas relações e na vida social do individuo, bem como na diminuição de queixas de depressões.

 

Como foi referido no início, tanto as motivações como as expectativas da cirurgia são importante.

Segundo estudos realizados, as motivações para a realização da intervenção cirúrgica passam pela diminuição dos riscos de saúde, melhorar a aparência e autoestima, possibilidade de fazerem atividade física e ultrapassar o estigma de serem obesos. Quer isto dizer, que não são apenas critérios estéticos que guiam a motivação para a intervenção cirúrgica. Pelo contrário, envolvem uma série de situações que levam a uma melhoria geral da Qualidade de Vida e da socialização do individuo.

 

O incremento da autoestima e do autoconceito, associados ao resultado deste tipo de cirurgia, leva a que alguns dos receios sociais sejam postos de lado ou relativizados, levando-os a esquecer os anteriores comportamentos sociais disfuncionais ligados ao estigma de serem obesos.

As expetativas são, na maioria das situações, também elas superadas, pois a todos os benefícios físicos inerente, juntam-se os benefícios na vida social em geral, que levam a uma melhoria percecionada de muitas componentes da qualidade de vida.

 

Com estas alterações, além da saúde, também as relações sociais e, com isso, a qualidade de vida, saem beneficiadas, levando a uma melhoria geral da vivência quotidiana a todos os níveis após a intervenção cirúrgica. Daí se compreende, que após uma vivência marcada por limitações físicas e estigmas, a expressão dos resultados após as intervenções, sejam tidos como muito positivos e indutores de grande felicidade.

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publicado às 20:39



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