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Separação à vista?!

por oficinadepsicologia, em 20.10.12

Autora: Inês Mota

 

Psicóloga Clínica

 

www.oficinadepsicologia.com

 

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Inês Mota

 

Com cada vez mais frequência, tenho recebido em consultório tanto homens como mulheres numa fase particular e difícil da sua vida: a fase relativa ao período que antecede a concretização da separação.

 

Para estas pessoas em particular com quem me tenho cruzado, nesta situação particular, já nelas habita o sentimento definitivo da necessidade e vontade da separação. Muitas delas, inclusive, já têm a situação abordada com aquele que será o futuro ex-cônjuge e poderão naquele momento estar a atravessar uma fase de conflito mais ou menos aberto.

 

No entanto, para muitas delas o ponto importante a ser explorado em terapia consiste na neblina cinzenta que se lhes colou ao olhar e que não lhes permite avistar com transparência um futuro com maior claridade.

 

Sabem que estão perante uma travessia de vida nova e enigmática. Sabem que não querem voltar para trás, no entanto não sabem como continuar em frente.

 

Muitos não sabem do que precisam para continuar em frente!

 

Ao assumir que nesta fase cai de facto um nevoeiro denso sobre o caminho que se antevê, uma das questões a abordar em terapia poderá ser exatamente perceber como se acendem as luzes de nevoeiro para se poder estar atento aos eventuais perigos da estrada, visto esta poder ser a vez primeira que se toma as rédeas do volante em viagem.

 

De facto muitas destas pessoas raramente se aventuraram sozinhas e é então importante descobrirem o que precisam de levar na mochila, ou como o preparar ou como o adquirir.

 

Outras debatem-se com o atrito natural do reencontro consigo próprias, apenas porque estavam acostumadas ao desempenho desarticulado de uma dança a dois.

 

Esta é então uma fase em que é importante fazer testes de resistência alternados com sprints, testes de força, treinar vários tipos de saltos, fazer testes de equilíbrio, tudo na adequação aos possíveis tipos de pisos ou adversidades climatéricas.

 

É um treino em que se acordam forças e vontades adormecidas, denunciadas pelos olhares sempre mais amplos e luminosos.

 

Tem sido saboroso presenciar este encontro ou reencontro do próprio com ele próprio, e constatar como dele sai fortalecido e revigorado.

 

Tem sido saboroso presenciar a certeza de que doravante o caminho, esse continua desconhecido e enigmático, mas que há, no entanto, um novo e revigorado alento na vontade de seguir em frente.

 

 

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publicado às 10:21



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