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Mas o que é isto que estou a sentir?!

por oficinadepsicologia, em 30.12.12

Autora: Cláudia Almeida

 

Psicóloga Clínica

 

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Cláudia Almeida

O ataque de pânico é um episódio de intenso medo ou desconforto acompanhado por pelo menos 4 de 13 sintomas físicos ou cognitivos. Tem início súbito e aumenta rapidamente, atingindo um pico (geralmente em 10 minutos) acompanhado por um sentimento de perigo ou catastrofe iminente e uma vontade de fugir.

 

Os sintomas físicos são:

- Coração batendo rapidamente / palpitações,

- Tremores,

- Tontura ou vertigem com/sem sensação de desmaio,

- Sensação de falta de ar ou sensação de asfixia,

- Dores no peito,

- Sudorese (transpiração),

- Agitação

- Náuseas ou desconforto abdominal,

- Medo de perder o controlo ou enlouquecer,

- Medo de morrer,

- Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização (estar distanciado de si mesmo),

- Parestesias (dormencia ou formigueiro),

- Calafrios ou ondas de calor.

 

Os pensamentos/cognições podem incluir a sensação de que se:

- Está fora de controlo físico e/ou emocional,

- Quer fugir do sitiu onde se está,

- Está a ter um ataque cardíaco,

- Está a desmaiar,

- Está a enlouquecer ou morrer.

 

Um ataque de pânico é uma intensa reação em cadeia, física e mental. Pode começar com uma simples sensação corporal ou um pensamento sobre algo ameaçador. Em poucos segundos, uma reação em cadeia é accionada, envolvendo pensamentos de medo, reações físicas e sentimentos de terror e desespero. Na maioria dos casos, um ataque de pânico pode começar com uma variedade de sintomas e atingindo um pico dentro de 10 a 15 minutos, sendo que depois vai gradualmente diminuindo.

 

É importante relembrar-se que está a sentir uma intensa ansiedade e o mais certo é ser desproporcional a qualquer perigo real que possa julgar estar presente nesse momento.

 

É importante relembrar-se que o pânico nunca é permanente, a maioria dos ataques de pânico nunca duram mais do que alguns minutos (em média, 4 a 6 minutos). Depois de atingir um pico de desconforto a tendência é para que a intensidade dos seus sintomas diminua.

 

Relaxe

O relaxamento é a chave para superar os ataques de pânico. As técnicas de relaxamento, tais como, relaxamento imagético, controlo da respiração e meditação podem ser praticados para ajudar a relaxar.

 

Um exemplo de controlo da respiração é a respiração lenta e profunda. Exemplo: respire calmamente e em silêncio, conte para si mesmo à medida que vai inspirando: 1 … 2 … 3 … 4 … 5…, e expire continuando a contar para si: 1 … 2 … 3 … 4 … 5 …, mantenha um pouco a respiração pelo periodo que considere confortável. Repita o processo durante cerca de cinco minutos para que o equilíbrio de oxigénio e dióxido de carbono possa voltar ao normal. Este é um processo muito eficaz quando utilizado aos primeiros sinais de um ataque de pânico.

 

Alguns pontos-chave que se deve ter em consideração são:

- Não evitar situações ou atividades habituais;

- Evitar a auto-medicação;

- Evitar o desenvolvimento de hábitos prejudiciais.

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publicado às 14:21



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