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O mundo do silêncio

por oficinadepsicologia, em 25.04.10

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Clínica

 

Se nos permitem faremos uma breve reflexão pelos teclados do silêncio, o silêncio de um mundo paralelo que por todos nós chama numa procura de uma linguagem comum que nos permita aceder a conceitos ou pensamentos conceptuais, emoções e comportamentos. Ensinem-nos a gritar por esta voz que em nós ecoa as palavras que não ouvimos, atribuam-lhes significado concreto e transportem-nos para mais além do que aquilo que nos é permitido alcançar.

 

Dêem-nos a mão e levem-nos convosco na descoberta de um mundo que é o vosso e onde o som é a lei, sendo ele mais ou menos profundo. Tornem mais coloridas as nossas palavras para que as possa reconhecer no meio de tantas outras que ouves e ajudem-nos na integração daquilo que de nós faz um todo povoado de diferenças minhas e tuas. Nós não vivemos sozinhos e comunicamos connosco próprios e com os outros.

 

 

 

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publicado às 10:34

O stress e a gravidez

por oficinadepsicologia, em 24.04.10

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

Estar grávida é fantástico! A possibilidade de gerar uma vida dentro de nós, de a sentirmos a crescer, a mexer, é algo único. Mas este período não é só feito de bons momentos, quer por receios associados ao próprio estado, quer por factores externos que não podemos controlar. E esta não é uma questão que se possa negligenciar. Afinal, está em causa a saúde da mãe e do bebé.

 

É sabido que a gestação é um período em que muito do que a mãe experiencia, é também vivido pelo bebé. Existem inúmeros estudos nesse sentido, que realçam a importância de uma gravidez saudável, com baixos níveis de stress, de nervosismo, num contexto apoiante, no intuito de proteger a criança de possíveis sequelas. Mas agora, um estudo foi um pouco mais longe e os seus resultados deixam-nos a pensar ainda mais na importância deste tema.

 

De acordo com um estudo de um Hospital em Boston (Intitulado: Stress During Pregnancy May Increase Offspring's Risk of AsthmaScienceDaily, 19 de Março de 2010), a vivência de stress durante a gravidez pode conduzir ao aumento do risco para criança de vir a sofrer de asma sazonal – mais concretamente, na Primavera. Este estudo contemplou as diferenças nos marcadores imunológicos em dois grupos diferentes: crianças filhas de mães inseridas em ambientes de elevado stress; e crianças em que as mães estavam inseridas em ambientes com baixo nível de stress. A comparação entre estes dois grupos, permitiu concluir que existe uma maior probabilidade de que as crianças do primeiro grupo venham a desenvolver asma em algum período do seu desenvolvimento. Isto é, estas crianças sofrem uma diminuição no seu sistema imunológico, ficando mais susceptíveis a certos factores ambientais.

 

 

 

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publicado às 10:03

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

Isto de que homens e mulheres são criaturas diferentes, já não é novidade nenhuma para ninguém. Aliás, se “As Mulheres são de Vénus e os Homens são de Marte”, está tudo dito: planetas distintos, características também. No entanto, mais importante do que seguir estereótipos e generalizações, é saber o que de facto nos distingue.

 

Um estudo publicado no jornal  Psychophysiology, alerta-nos para uma destas diferenças. Parece que mulheres e homens reagem de forma diferente ao stress, e que a idade também tem algo a dizer sobre o assunto. Assim, as mulheres que tendem a ser mais defensivas – reagindo activamente a críticas ou a ameaças à sua auto-estima, vêem aumentado o risco de sofrer de doenças cardiovasculares. Enquanto a postura menos defensiva, parece prejudicar a saúde, nos mesmos contornos, quando presente em homens mais velhos.

 

 

 

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publicado às 09:23

Amores (im)perfeitos

por oficinadepsicologia, em 20.04.10

Autora: Inês Franco Alexandre

Psicóloga Clínica

 

Os números não param de subir: hoje em dia, mais de 1 em cada 4 casamentos termina em divórcio, e o aumento das taxas de divórcio tem sido, nos últimos anos, estrondoso. O que fará com que o divórcio, relatado como um dos acontecimentos mais negativamente marcantes na vida de alguém, seja cada vez mais a saída? Poderemos actuar no sentido de prevenir o crescimento destas taxas?

 

Muitos casais chegam à terapia numa fase já de ruptura, e nessas situações é por vezes difícil trabalharmos em conjunto. E isso nota-se, não tanto pela gravidade dos problemas, mas sobretudo pela dificuldade que muitas vezes os dois já têm em entrar em contacto emocional um com outro. Quando lhes pedimos para falarem sobre os aspectos positivos do outro, muitas pessoas surpreendem-se com a dificuldade. Felizmente, o contrário acontece mais vezes, surgindo a surpresa pelo facto de descobrirem que afinal algo que os uniu se mantém – que o outro os reconhece, os admira, os compreende. Por vezes, em poucos minutos, há um reencontro. É fundamental que o casal recrie esses encontros. Amar é uma arte: exige inspiração, mas também esforço. Há que cuidar da relação desde o início, e não apenas quando sentimos que ela chegou a um limite. Cuidar de uma relação é como cuidar da nossa saúde: não vamos começar a fazer exercício físico quando estamos a ter um enfarte.

 

Estes são alguns dos principais sinais de que a relação pode estar a precisar de ser melhorada: discussões frequentes; sentimento de ser incompreendido pelo outro; estranheza em relação ao outro (“parece que já não o conheço”); falta de objectivos e de projectos comuns; dificuldade em elogiar o outro; sentimentos de zanga e tristeza constantes; afastamento emocional; problemas íntimos antes não existentes; críticas mútuas.

 

 

 

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publicado às 15:26

Surpresas da Gratidão

por oficinadepsicologia, em 19.04.10

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

 

Habitualmente o lugar das emoções associadas ao processo terapêutico está “legitimamente” conquistado pelos sentimentos “negativos”. Os sentimentos “negativos” em si são desagradáveis: quem gosta de sentir os relâmpagos da raiva, a força centrífuga do desamparo e da tristeza, os apertos da culpa e da vergonha? A necessidade de trabalho com eles é óbvia e o resultado libertador é quase previsto. E como é no caso dos sentimentos “positivos”?

 

Parece paradoxal, mas há um fenómeno bastante frequente em psicoterapia: a pessoa expressa emoções “negativas” em relação às pessoas significativas, porque o acesso às “positivas” está bloqueado. E esta incapacidade de sentir, saber expressá-las, bem como utilizá-las como recurso precioso de contacto, desperta o sofrimento.

 

E porque o trabalho terapêutico também é sobre o contacto com sentimentos de amor, gratidão, reconhecimento, a exploração criativa da potencialidade destes sentimentos pode trazer os resultados surpreendentes. A experiência do professor – assistente Toepfer da Universidade Salem Campus (EUA) é um exemplo destas práticas.

 

 

 

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publicado às 20:19

Ciúme!

por oficinadepsicologia, em 18.04.10

Autora: Catarina Mexia

Psicóloga Clínica

 

Todos nós conhecemos ou vivemos histórias de ciúme pois não dizem respeito apenas às relações amorosas. O ciúme pode estar presente em qualquer tipo de relacionamento e a minha expe¬riência como terapeuta prova isso mesmo.


Pedro, um exemplo comum, tem actualmente 33 anos e assume que lidou com o ciúme em quase todos os relacionamentos que teve. Para ele, o ciúme e uma experiência que remonta aos seus primeiros anos de escolaridade. Não só se mostra ciumento com a sua companheira actual, como com os seus amigos e colegas de trabalho. Faz o melhor que pode para esconder esta sua faceta, mas quando o ciúme ataca dá-se conta de que faz comentários e tem atitudes que invariavelmente vem a lamentar depois. Por vezes opta por se retirar e torna-se distante, como forma de tentar manter estes sentimentos extremamente dolorosos para si mesmo. O Pedro, quando me procura, sente-se profundamente frustrado, sem saber como proceder.

Ana e Vasco, outros exemplos, estão casados depois de cada um ter passado por divórcios relativamente calmos, que lhes permitiram a manutenção de um bom relacionamento com os ex-cônjuges. Vasco não teve filhos, mas Ana tem dois rapazes do casamento anterior. As queixas do casal relacionam-se com a incapacidade de Ana para lidar com o que considera serem os ciúmes do Vasco em relação aos dois miúdos. Nada tem a ver com o pai das crianças, mas com o tempo que a Ana dedica aos filhos. Ana começa a ver como única saída um novo divórcio e por isso consegue que Vasco valorize a questão e venham juntos à consulta.

Muitas vezes a procura de ajuda só acontece quando o parceiro se cansa da falta de confiança, dos infindáveis interrogatórios, dos gritos, das constantes acusações injustificadas e, por vezes, de uma intensa violência, psicológica ou mesmo física.

A iminência ou a concretização da perda faz muitas vezes com que o ciumento descubra da forma mais dolorosa que afinal nunca controlou nada, não evitou a perda, nem se mostrou insubstituível.

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publicado às 21:47

Escolha múltipla - Orientação vocacional

por oficinadepsicologia, em 17.04.10

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

 

No caminho das mudanças e escolhas características à adolescência assume-se como crucial a decisão que o adolescente tem de tomar no decurso do seu trajecto escolar acerca do seu futuro profissional.

 

Esta projecção no futuro, alinhavo mais ou menos notório, esboço mais ou menos vincado, é acompanhado naturalmente de indecisões, angústias, receios, medos e até mesmo erros.

 

Podemos metaforizar como normativa a ansiedade desta escolha nesta etapa de vida, visto fazer parte de uma aprendizagem e de um processo de evolução característico de qualquer ser humano.

 

Convém então clarificar aos adolescentes e aos pais que a indecisão nesta fase, longe de representar desinteresse face ao futuro constitui-se como fase de profunda reflexão e que convém ser entendida como saudável. Não obstante, é reconhecida uma tendência para adiar o tema de uma forma negada do sofrimento e angústia, na esperança de que a resolução surja milagrosamente.

 

 

 

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publicado às 19:39

Medicação psiquiátrica

por oficinadepsicologia, em 17.04.10

Email recebido

 

Drª preciso de um informação. A minha mãe tem 69 anos é muito dada a depressões não grandes mas que alteram o humor; ela dá-se bem com o Sociam toma 1 comprimido por dia, mas faz 6 meses e pára um mês, e sucessivamente o mesmo pois ela sente-se bem. Será que ela está a fazer bem? Diga-me como se toma esta medicação correcta.

 

Obrigado

 

 

 

 

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publicado às 16:44

Insatisfação profissional

por oficinadepsicologia, em 17.04.10

Email recebido

 

Boa tarde,
Estou a passar um a fase de minha vida em que sinto me completamente desorientada! Não sei por onde começar a colocar as minhas ideias e dúvidas.
Trabalho há dois anos como recepcionista num centro e formação, faço mais do que as minha funções de recepcionista, e o ordenado nem é o minimo legal! Adorava o meu emprego, porque tuo ao principio parecia bem, dava-me bem com a minha patroa, com os meus colegas, e adoro os miúdos com quem lido. Mas ultimamente tem sido mesmo dificil, sinto-me cansada, por vezes vou completamente contrariada para o emprego, passo o tempo a olhar para o relógio a ver se as horas passam, sinto-me mesmo frustrada! Não sei o que fazer, pois em todo lado trabalho esta mau....estive a pensar em tirar algum tipo de curso ou fazer qualquer formação mas nem sei bem o que quero. Já pensei em consultar um psicólogo, mas não sei se será a melhor opção.
Que devo fazer?

 

 

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publicado às 16:27

Dificuldades no controlo de impulsos

por oficinadepsicologia, em 17.04.10

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publicado às 16:24

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