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Corpo vs Dieta

por oficinadepsicologia, em 27.05.10

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

A real importância da associação entre uma dieta alimentar adequada e a prática de exercício físico para atingir ou manter uma boa forma física, é reconhecida por todos. No entanto, por questões de falta de tempo, motivação ou vontade, para alcançarmos a linha pretendida, a maior parte de nós parece apenas apoiar-se nas dietas alimentares, negligenciando o exercício físico. Mas parece que uma simples redução na ingestão calórica não é suficiente para perder peso. O nosso corpo pode mesmo sabotar-nos a dieta.

 

Um grupo de cientistas da “Oregon Health & Science University”, Estados Unidos da América, ao estudarem um grupo de Macacos Resus, descobriram a existência no organismo de um mecanismo compensatório que previne a vontade para praticar exercício físico, quando a dieta alimentar seguida inclui um menor número de calorias que o habitual.

 

De acordo com o citado na edição on-line de 14 de Abril de 2010 do ScienceDaily, a experiência consistiu numa redução drástica da quantidade de calorias contidas na alimentação, após a qual os macacos apresentaram níveis de actividade física muito inferiores aos registados anteriormente, aquando a dieta hipercalórica inicial, bem como perdas de peso pouco significativas. Por sua vez, no grupo de controlo, os macacos que continuaram a alimentar-se normalmente e a praticarem exercício físico durante cerca de 1 hora por dia, registaram uma diminuição de peso. Deste modo, os cientistas prevêem a existência de uma relação inversamente proporcional entre a quantidade de calorias ingeridas e a disposição para a pratica de exercício físico. Presumindo que esta ligação se deva a um mecanismo de salvaguarda de energia, que serve para prevenir uma eventual falta de alimentos.

 

E assim, combatendo o nosso próprio organismo, quando se tem como objectivo a perda de peso, os especialistas alertam para a necessidade de combinarmos uma dieta adequada à prática regular de exercício físico.

 

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publicado às 10:40

Experimente...

por oficinadepsicologia, em 25.05.10

Autor: Pedro Albuquerque

Psicólogo Clínico

 

"Às vezes, quando tenho conflitos com as pessoas, repito as conversas na minha cabeça. Penso no que foi dito e imaginando o que gostaria de dizer. Passo horas a pensar no mesmo. Fico farto! Como posso parar isto? "

Um dos principais problemas com a ruminação é que quando você pensa em acontecimentos negativos do passado ou do futuro está a criá-los para si mesmo no momento presente, o que lhe rouba a alegria de estar nesse momento.
Se numa determinada situação ficar preso nos seus pensamentos e já não conseguir encontrar uma mudança positiva para essa situação, então é hora de limpar a sua mente e parar de ruminar.

O Mindfulness é uma forma de se envolver totalmente numa actividade e não nos seus pensamentos.
Está especialmente indicado para pessoas muito ocupadas. Envolve o abrandar e o focalizar a atenção em algo específico, não implicando que você deixe de fazer a sua vida, tal como requerem outras técnicas de relaxamento.
O Mindfulness é especialmente indicado se você levar uma vida movimentada, na qual se torna difícil parar tudo o que está a fazer para ficar sem os pensamentos, tornando-se mais difícil limpar a sua mente.


Com o Mindfulness pode continuar a fazer o que estava a fazer e deixar os pensamentos surgirem na sua mente e partirem... sem se deixar ficar preso neles.

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publicado às 19:43

Ser feliz: um direito, um dever

por oficinadepsicologia, em 23.05.10

Autora: Ana Teresa Marques

Psicóloga Clínica

 

Será que é possível ser feliz?

Será que a vida nos dá esse direito?

Ou será que somos nós mesmos que não nos permitimos chegar a esse estado de plenitude e bem-estar?

 

Ser feliz é diferente de pessoa para pessoa.

Os valores e as preferências são diversos e mutáveis com o tempo. As prioridades e os desejos também.

 

 

 

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publicado às 19:41

Prepare a sua mente para o Verão

por oficinadepsicologia, em 21.05.10

Programa Experimente - LISBOA

Inicio 28 Maio às 19h00

 

Todos sabemos por experiência pessoal que a entrada da Primavera e do Verão trás um colorido emocional e de disposição diferente do período invernal. Os dias ficam mais luminosos, os aromas intensificam-se, tornam-se florais, suaves. A temperatura fica amena, e as roupas mais leves. Apetece-nos passear, desfrutar do sol.

Contudo, temos consciência que muitas vezes carregamos o stress, a ansiedade e as dificuldades relacionais para esses momentos que se aproximam, o que nos leva a não viver o que realmente se está a passar no decurso da vida, momento a momento.

 

 

"O Mindfulness tem sido descrito como uma consciência intencional focalizada " uma maneira de prestar atenção sem julgamento e com sentido no momento presente. (Jon Kabbat Zinn)

Logo à partida, parece que falamos de uma capacidade muito simples e nada aplicável à vida dia-a-dia. Mas rapidamente percebemos que quando tentamos focar a nossa mente em alguma coisa, a nossa mente começa logo a controlar-nos, o que nos leva muitas vezes a viver no passado ou no futuro. Os pensamentos surgem sem controlo, e saltam de uns para outros.

 

Com Mindfulness, passamos a ter uma maior consciência do momento presente, uma maior estabilidade mental e a desenvolver a capacidade de responder de forma adequada, criativa e com abertura às oportunidades que nos surgem. Isto é muito valioso para a vida emocional, relacional e laboral.


Podemos aprender a controlar a nossa mente, em vez de sermos controlados por ela.

 

A Oficina de Psicologia em Lisboa é pioneira em implementar e promover o Mindfulness nos serviços de saúde e nas organizações.

 

De entre os maiores benefícios do Mindfulness encontra-se:

  • Maior capacidade de gerir o stress
  • Comunicação mais clara e mais eficaz
  • Melhoria da capacidade para resolver conflitos
  • Melhor relacionamento interpessoal
  • Aumento da criatividade
  • Maior estabilidade durante períodos de mudança

 

Pelo facto de nos centrarmos no momento presente, podemos:

  • Parar padrões habituais de pensamento
  • Ter maior clareza sobre nós mesmos, dos outros e do nosso meio
  • Ter uma melhor compreensão das situações complexas
  • Escolher a resposta mais eficaz e soluções mais apropriadas

 

Quem deve participar:

  • Indivíduos e grupos que estão a passar por altos níveis de stress
  • Indivíduos que querem ser mais eficazes na sua comunicação interpessoal e reduzir conflitos interpessoais
  • Indivíduos que desejam maior clareza e criatividade

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publicado às 14:58

Sabia que...?

por oficinadepsicologia, em 20.05.10

Sabia que a final da fase de enamoramento nos casais também releva de uma base fisiológica. Devido, provavelmente, ao facto de nenhum cérebro suportar tanta euforia, o organismo encarrega-se de nos proteger do enfarte amoroso através de certos componentes químicos niveladores. Os três mais importantes são: 1) a vasopresina, activada principalmente nos homens depois de ejacularem e que os torna mais responsáveis para com a prole, mulher incluída; 2) a oxitocina, que se origina mais nas mulheres e estimula a vinculação/apego aos filhos e aos companheiros; 3) as endorfinas, que funcionam como um opiáceo, semelhantes à morfina, serenando a mente e diminuindo a ansiedade.

 

Sabia que a hormona que mais se opõe à doçura e à expressão do afecto é, sem qualquer dúvida, a testosterona, sobretudo nos homens. A evidência é concludente: quanto mais testosterona, menos probabilidade de contrair núpcias e mais violência intrafamiliar. A oposição carinho/testosterona torna-se clara após a seguinte descoberta: depois do nascimento dos filhos, os pais tendem baixar os níveis de testosterona para poderem desempenhar melhor o seu papel paternal, uma forma primitiva de responsabilidade de pós- parto

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publicado às 15:20

O caminho da vida é um caminho para a diversidade

por oficinadepsicologia, em 18.05.10

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

 

 

Se no final do dia parássemos por um instante para pensar sobre os acontecimentos do dia e sobre o impacto que os mesmos tiveram na nossa pessoa, facilmente tomaríamos consciência da mudança (em alguns casos visível, em outros - quase imperceptível) que ocorreu na nossa maneira de estar e contactar com o mundo. Este movimento contínuo acompanha-nos ao longo de toda a vida, independente da idade, embora na juventude a sua força é mais evidente e facilmente reconhecível. A complexidade dos contactos desenvolvidos influenciada pela “oferta” interminável dos estímulos e ajuste criativo ao mundo em mudança permanente são condições que influenciam o bem-estar físico e psicológico. Estar consciente aos movimentos da mudança diária é um dos investimentos à criação de uma auto-imagem flexível e multifacetada que por sua vez influencia o processo de adaptação às novas circunstâncias mesmo nas idades bastantes avançadas.

 

Neste sentido, os resultados da investigação desenvolvida pelo Bo G Erikson, da Universidade de Gothenburg, trazem-nos notícias entusiasmantes: a diferença entre pessoas acentua-se com a idade, ou seja, na medida que os anos passam, a nossa diversidade e a originalidade pessoal tornam-se mais marcantes, e o estereótipo: “todas as pessoas velhas são doentes, sozinhas e incapazes de cuidar de si próprio” acaba por reflectir muito pouco da realidade dos seniores. De acordo este estudo, em que participaram pessoas com idades compreendidas entre 70 e 90 anos, há factores sociais que influenciam o contacto adaptativo da pessoa “em mudança”, produzindo um impacto positivo na sua longevidade.

 

Bo G Erikson deixa algumas sugestões para seniores:

 

  • Conversas diárias ajudam a baixar ansiedade, oferecem um suporte para tomada das decisões, servindo de uma espécie de exercício para melhoramento do funcionamento cognitivo: atenção e memória
  • Aumento da actividade diária tem um efeito benéfico no estado físico
  • Participação em situações e práticas com certo nível do desafio influencia directamente a construção e preservação da auto-estima positiva

 

Feliz continuação de caminho para diversidade!

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publicado às 07:32

Sonhos

por oficinadepsicologia, em 16.05.10

E-mail recebido

 

Bom dia,
Ando a sonhar todas as noites e apesar destes sonhos serem de coisas simples, a verdade é que me afectam porque são vividos intensamente durante o sono.
Haverá algum motivo especial para isto?
Obrigada
Resposta
Cara S.,
De um ponto de vista científico, o estudo do sono em geral é uma disciplina razoavelmente recente, pelo que é ainda muito pautada pelo que se desconhece. Os sonhos, muito em particular, têm atraído as atenções de várias áreas do conhecimento, ao longo da História mas, se tentarmos resumir o que efectivamente se sabe ser verdade, rapidamente descobrimos que cabe numa ou duas frases...
De um ponto de vista clínico, isto é, socorrendo-me essencialmente da minha experiência de trabalho com os clientes que tenho acompanhado, e fazendo a ponte para as teorias mais recentes sobre a função dos sonhos, diria que o mais importante - como aliás, intuíu - é a emoção que lhes subjaz. Parece ser aceitável assumir o sonho como um momento de processamento emocional das emoções e sensações que nos foram perpassando ao longo do dia, semana, mês, anos, numa tentativa de o cérebro as enquadrar, lhes retirar sentido, as integrar no sistema completo que nós somos, para que possam ocupar o seu lugar, devidamente "arrumadas", no nosso dia-a-dia.
Neste contexto, a recorrência de sonhos - temas ou emoções - deve ser objecto de trabalho psicoterapêutico porque assinala temas, normalmente de natureza emocional, que o cérebro/organismo não está a conseguir processar sózinho, retornando a eles vezes sem conta, no esforço de o fazer. Se lhe perturbam o sono ou a sua emoção se arrasta para o dia dificultando o seu bem-estar a minha sugestão é de que procure um psicólogo que a possa ajudar, assumindo os sonhos como um acontecimento de vida tão natural como as suas experiências acordada.
Abraço solidário,
Madalena Lobo
Psicóloga clínica

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publicado às 20:10

Histórias que deixam marcas

por oficinadepsicologia, em 15.05.10

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

 

“Hoje, a manhã começou bem… Com gritos e insultos do meu chefe mal pus o pé no gabinete dele. De incompetente passei a idiota e mentecapta. Tudo por causa de uma insignificância! À medida que ele debitava críticas do alto da sua sobranceria e superioridade, como se eu sofresse de alguma debilidade mental, crescia uma misturada de sensações dentro de mim. O meu estômago revirava, o meu peito apertava-se, a respiração ficava difícil e a garganta palpitava, abrindo e fechando ao ritmo do meu coração acelerado. O ardor nos meus olhos deixava-me numa luta contra as lágrimas. Se de raiva ou vergonha, se de medo ou vergonha, nem sei dizer. Dei por mim a ver-me outra vez uma miúda de 7 anos, a ser insultada sem piedade, de punhos cerrados, a morder o lábio e engolir em seco. Ainda hoje me custa aceitar que, de cada vez que sou assim agredida pelo meu chefe, torno a ver nele o meu pai. Cada farpa que se solta da boca dele crava-se em feridas que parece ainda ontem terem começado a cicatrizar, e dou por mim confusa e chocada. Porque é que não consigo ultrapassar estas coisas? Porque é que agora, uma mulher adulta, continuo a não conseguir controlar estes sentimentos?”

 

 

 

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publicado às 19:32

Amores (im)perfeitos

por oficinadepsicologia, em 11.05.10

Um programa único em Portugal de prevenção ao divórcio. Veja o vídeo da Sic Mulher.

 

Psicólogas: Inês Alexandre e Inês Mota

 

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publicado às 21:11

Crianças e psicofármacos

por oficinadepsicologia, em 07.05.10

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

 

Um estudo recente no Journal of Marital and Family Therapy, uma publicação norte-americana, veio trazer a lume revelações preocupantes acerca da utilização de psicofármacos em crianças e adolescentes. De acordo com os autores deste estudo, nos EUA assiste-se a um cenário em que um em cada cinquenta cidadãos é considerado permanentemente inválido por razões de saúde mental, e que existirá um número tão elevado como 8 milhões de crianças americanas a serem medicadas com psicofármacos.

 

Num contexto em que a tendência em Portugal passa por um aumento também ele continuado do recurso á psicofarmacologia, este cenário também nos deve preocupar a todos. O estudo acima citado revelou que, para perturbações cujo diagnóstico têm sofrido um boom nos últimos anos (como a perturbação bipolar de manifestação precoce e as perturbações de atenção como a hiperactividade), embora existam evidências de benefício a curto prazo no uso de psicofármacos em crianças, existem muito poucos dados acerca dos seus efeitos e benefícios a longo prazo.

 

Apesar de intensas campanhas de divulgação e promoção de novos fármacos por parte das farmacêuticas, e de esforços de reinvenção de fármacos antigos, continuam a ser muito escassos os dados acerca dos efeitos a longo-prazo deste tipo de medicação. Na ausência de dados referentes aos efeitos secundários do seu uso em contexto psiquiátrico,  podemos esperar pelo menos aqueles observados na população adulta.

É, neste momento, para os pais e para os médicos, uma decisão de grande responsabilidade a prescrição de psicofármacos para uso com crianças.

 

Sendo os psicofármacos substâncias que alteram o estado de consciência e o funcionamento neuroquímico do cérebro, e observando a ascensão meteórica da sua utilização, parecemos correr o risco de nos tornarmos um país de toxicodependentes, e cada vez mais jovem. Num cenário preocupante como este, para quando uma discussão séria e implantação efectiva no Serviço Nacional de Saúde acerca de uma intervenção com resultados comprovados: a psicoterapia?

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publicado às 14:54

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