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A importância de preparar o nascimento

por oficinadepsicologia, em 30.11.10

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica/Psicoterapeuta

 

 

A gravidez é caracterizada, por modificações psicológicas muito importantes. Desde a alteração da imagem corporal, que é parte integrante de uma alteração global e contínua do funcionamento orgânico da mulher, até às modificações hormonais segundo regras pré-estabelecidas que modificam o funcionamento psicológico. Inversamente, o funcionamento psicológico, via Sistema Nervoso Central, pode causar alterações hormonais.

 

 

As mulheres vivem a gravidez como um acontecimento tanto psicológico como físico. As mudanças na imagem corporal, secreções de hormonas, e as expectativas culturais interferem na vida mental da mulher grávida. Mudanças na identidade vão de mãos dadas com mudanças no corpo e nos papéis sociais. O processo pode ser suave ou violento, fonte de confiança ou assustador, feliz ou triste, mas é seguramente mudança.

Colman e Colman (1994) afirmam que a labilidade emocional pode ser mais acentuada em algumas mulheres que em outras, dependendo da estrutura da sua personalidade, o tipo de stress a que estão sujeitas, e a qualidade do apoio que recebem.

 

Tal como acontece noutras crises existenciais, a gravidez cria um equilíbrio delicado entre experiências positivas e negativas. É frequente que cada momento de alegria, antecipação e criatividade seja contrabalançado por um de ansiedade, ambivalência e medo.

 

A grávida vive num ambiente interno químico alterado que, em interacção com todos os outros factores de ordem física, ambiental e cultural, vão fazer parte da experiência da gravidez.

 

 

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publicado às 23:11

69% dos bullies acha que a culpa é das vítimas

por oficinadepsicologia, em 22.11.10

De acordo com um estudo efectuado com a adolescentes suecos, as razões para os actos de bullying residem na percepção que os bullies têm das características das suas vítimas Ou seja, para eles, a culpa é de quem maltratam.

 

As razões mais frequentemente apontadas foram as características negativas das vítimas (por exemplo, a insegurança ou baixa auto-estima) e o desejo que o bully tem de melhorar ou manter o seu estatuto, poder e popularidade. 42% culpavam mesmo as suas vítimas, pelo facto de serem “diferentes”.

 

É triste pensarmos que este é um fenómeno muito mais alargado do que o âmbito deste estudo – quantos de nós não justificam as suas acções com base no facto de ser o que os outros merecem, chegando a perverter as suas normas de conduta habituais.

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publicado às 09:10

Stresses do Natal

por oficinadepsicologia, em 20.11.10

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

 

Goste-se ou não se goste, o Natal é inevitável. Jingle Bells, onde quer que entremos e Pais Natais para todos os gostos, presépios, do microscópico ao gigante, bolas e árvores, anjinhos e velas, numa inundação de vermelhos e verdes a recordar-nos que ainda não comprámos tudo o que devíamos, ainda não conseguimos articular as famílias modernas em torno das mesas de 24 e 25 de Dezembro, ainda nos faltam os jantares de empresa e os cartões a conhecimentos mais periféricos, a juntar à habitual incontinência de SMS e e-mails de última da hora enviados e recebidos a passageiros infrequentes nas nossas vidas.

 

Escapa-se-me por completo como é possível a sociedade empenhar-se desta forma em complicar o que poderia ser simples, mas é o mês de Dezembro que temos e o stress que daí deriva torna-se incontornável. Melhor prevenir do que remediar, por isso, aqui ficam algumas sugestões práticas.

 

 

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publicado às 14:00

Obesidade e estadias no hospital

por oficinadepsicologia, em 11.11.10

Recentemente, foi apurada uma maior duração média das estadias em hospital para as pessoas obesas (1,5 dias em média), bem como uma relação positiva entre a duração da estadia e a “antiguidade” da obesidade no paciente, o que se atribui a uma maior probabilidade de problemas de tensão arterial elevada (46% das pessoas obesas sofrem de tensão alta), além do maior risco de doença cardiovascular, diabetes e outras doenças.

 

Pela sua saúde, emagreça se o seu peso for superior à fasquia considerada normal!

Na Oficina de Psicologia, poderá encontrar Nutricionista para o(a) apoiar na construção de um regime alimentar adequado, bem como Hipnoterapeuta, que o(a) ajudará a segui-lo e a perder peso. Existem programas únicos em Portugal como a Hipno-Banda Gástrica - uma cirurgia virtual durante a qual é colocada uma banda gástrica (http://www.oficinadepsicologia.com/hipno_banda.htm) e o Programa Miligrama, além do apoio eficaz que fazemos no Programa Paparocas (http://www.oficinadepsicologia.com/paparocas.htm), dedicado ao tratamento de perturbações do comportamento alimentar.

 

 

 

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publicado às 16:50

Défice de atenção com hiperactividade e alimentação

por oficinadepsicologia, em 11.11.10

A Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade (DDAH) é a perturbação psicológica mais frequentemente diagnosticada em crianças, sendo mais comum em rapazes. Acaba de surgir um estudo do Instituto de Investigação sobre Saúde Infantil (Perth Telethon) no Journal of Attention Disorders que estabelece uma associação entre a DDAH e um regime alimentar que denominaram de “ocidental”.

 

No estudo efectuado, a alimentação dos adolescentes foi segmentada entre “saudável” – forte em frutas e legumes, cereais e peixe - e “ocidental” – tendencialmente à base de cozinhados de compra, alimentos processados, fritos e alimentos saturados em gorduras, açúcares refinados e sódio.

 

A forma exacta como esta associação entre uma alimentação menos saudável (ainda que mais actual, infelizmente) e a DDAH se inter-relacionam ainda não é conhecida, mas, para si que tem crianças e adolescentes em casa sob suspeita desta desordem da atenção, talvez seja uma boa ideia apostar num regime alimentar que seja mais conforme com os padrões nutricionais da saúde. Por isto, e pela saúde de toda a família, também!

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publicado às 13:58

Um dia sem birras

por oficinadepsicologia, em 10.11.10

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Educacional e Clínica

 

Os comportamentos desajustados das crianças é um tema que desde sempre preocupou pais e educadores.

Face a uma dificuldade por parte das crianças em gerir as suas emoções, expressam-nas de forma mais violenta e persistente, levando ao adulto a necessidade da sua contenção.

É fundamental que os pais passem tempo de qualidade com os seus filhos, falando com eles, brincando, valorizando os seus sucessos, promovendo uma atenção positiva.

 

As crianças estabelecerão relações mais gratificantes e positivas e brincadeiras mais salutares se ao seu redor forem cultivadas emoções gratificantes como a alegria, satisfação, bem-estar, tranquilidade e amor. É importante uma relação de compreensão em que os limites são estabelecidos de uma forma firme e com afecto, por exemplo, em vez de dizermos “Não fazes nada de jeito, estás sempre a bater no teu irmão!”, porque não dizer “a mãe ou o pai ficou triste com a tua atitude de bater no teu irmão, vamos ver em conjunto uma outra solução para esta situação” . Ou seja primeiro dizemos à criança qual é a emoção que é sentida, depois o que está errado e o que queremos ver acontecer, e consequências se o comportamento se mantêm, “Se continuares a bater no teu irmão, vais ter de …”.


As crianças por vezes expressam emoções sem controlo, que não são acolhidas e que encontram como veículo de expressão uma atitude mais impulsiva e um comportamento incorrecto. São manifestações que frequentemente, por não terem quem possa “ver ou acolher” se repetem até que alguém perceba que aquela criança está a solicitar que olhem para ela, que a ajudem a crescer bem.

As crianças gritam, choram, dão pontapés, agitam os braços, deitam-se no chão, atiram brinquedos e outros objectos, não querem comer, não querem tomar banho ou ir para a cama, querem aquele brinquedo, etc. Se conseguirmos não pensar no volume das birras, no desânimo que criam, e a impaciência a que nos levam, conseguimos ver um lado positivo, no fundo as birras são uma manifestação saudável de um processo de desenvolvimento da personalidade infantil, elas servem para exprimir emoções, sentimentos e vontades.

 

Elas querem conquistar algo sem compasso de espera.

Então o que podemos fazer nestas situações?

Deixamos-lhe aqui algumas sugestões que poderão ajudar a lidar com alturas difíceis:

 

 

 

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publicado às 11:00

Assunto sensível

por oficinadepsicologia, em 07.11.10

Email recebido

 

Boa Tarde,

Li um artigo seu e gostei muito, quando fazia uma pesquiza sobre conselhos acerca de varias questoes com que me tenho deparado na minha vida.
Uma delas e a qual não encontro nada escrito é sobre como lidar com a seguinte situação:

Sou divorciada e tenho 2 filhos.
Este verão por intermedio de um amigo conheci um homem. Faziamos em grupo programas divertidos tais como jantar fora e sair á noite.
Entretanto começou a surgir a vontade de estreitarmos o conhecimento e envolvemo-nos. Haviam alguns comportamentos algo estranhos nele e entretanto confessou que era casado, no entanto tinha muito tempo disponivel e dava-me atenção. Pensei que estaria a divorciar-se.
Dois meses depois, quando a situação já me estava a incomodar, decidimos conversar seriamente na proxima vez que estivessemos juntos. Dois dias depois recebo a noticia do meu amigo que nos apresentou que a mulher do homem com quem eu me estava a relacionar tinha morrido. Estava internada com cancro já ha varios meses e faleceu.
Passaram outros dois meses e continuamos envolvidos, sei muito pouco pois é uma pessoa fechada e fala pouco. Eu estou a lidar algo mal com a situação pois sinto que não é possivel ele estar bem e realmente se envolver comigo tendo em conta toda esta situação. Ele tem uma filho de 11 meses o que torna tudo ainda mais dramatico.
Não posso deixa-lo neste momento, mas custa-me muito não ser a mulher em quem ele pensa á noite e de quem tem saudades!
O que posso fazer?
Não me parece que seja caso para recorrer a um psicologo, pois não acho ter problemas, mas gostaria que me aconselhasse.
Obrigada

 

 

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publicado às 17:58

É difícil conviver com quem não está bem!

por oficinadepsicologia, em 07.11.10

Email recebido

Boa tarde.
Estive a ver vosso artigo e não consegui deixar de vos contactar.
Meu namorado está com uma depressão há mais de um ano. Está a ser seguido, mas apenas com medicação
O trabalho dele é muito stressante (e ainda trabalha em dois locais), apesar de não se sentir bem, nunca deixou de trabalhar, nem sequer umas férias tira.
Todo este tempo, compreendi que não estivesse bem e apoiei em tudo o que pude. Ultimamente até o fiz ver que há alguém que merece que se esforçe e lute. O filho. Pois notei que estava distante.
Há um mês, terminou comigo. Disse que estava confuso, que não se sentia preparado para uma relação a dois.
Será que o terminar da relação, é melhor? Tenho mesmo de o deixar em Paz?
Sinto-me muito mal. Sinto que deveria ter feito algo.
Por mais que o queira ajudar, agora não posso. Agora, já não dá.
A familia só soube que ele não estava bem, porque eu alertei um dos irmãos.
Mas dá-me a sensação que ele consegue fingir perante eles.
Ele fecha-se muito quando tem problemas e não fala.
Comigo, no inicio falava, mas depois também se fechou e só falava porque conhecia-o bem e puxava por ele.
Receio que o tenha prejudicado ainda mais.
Agora, quando fala comigo é só de trabalho e tenta manter sempre a distancia (um dos locais, é onde eu trabalho, só que em departamentos diferentes).
Sinto-me triste. Sinto-me desorientada. Sinto culpa.
Sem outro assunto
Obrigada

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publicado às 16:14

Webinar: Mitos e Crendices da Hipnose Clínica

por oficinadepsicologia, em 07.11.10

Domingo, dia 14 de Novembro das 15h-15.30h

Nesta breve apresentação, de Susanne Diffley, hipnoterapeuta clínica da Oficina de Psicologia, serão abordados os principais mitos que prevalecem acerca da Hipnose e sua aplicação em terapia. Na tentativa de desmistificar esta poderosa ferramenta terapêutica, conversaremos informalmente acerca das questões que repetidamente surgem, dentro e fora do consultório, sendo assim este tema de interesse a psicólogos e público em geral.

Apenas temos “lugar” para 20 participantes, pelo que sugerimos rapidez na inscrição, que deve ser feita por envio de mail para contacto@oficinadepsicologia.com, com o título “Inscrição no webinar de Hipnose Clínica”. Para assistir a este webinar apenas tem de ter um computador com acesso à internet– ser-lhe-á enviado um link para entrar no webinar directamente à hora marcada.

A Hipnose Clínica – Mitos e Crendices chega até si com base no conceito inovador de workshop à distância, aproveitando as novas tecnologias. Inovador, ainda, é o facto de não ter um valor de retribuição associado: após o webinar os participantes poderão efectuar uma transferência bancária pelo valor que entenderem corresponder ao que receberam de informação, sem valor mínimo nem máximo, nem obrigatoriedade de procederem a qualquer transferência.

Este encontro precede a Formação - Aplicação Prática da Hipnose Clínica, que tem lugar nos dias 27 e 28 de Novembro, nas instalações da Oficina de Psicologia em Lisboa (apenas para psicólogos). Estes dois dias terão um cariz muito prático e diversificado, abrangendo induções e aprofundamentos à hipnose, aplicação de textos de terapia sugestiva, auto-hipnose e aplicação de outras técnicas de intervenção alargada. Para inscrições e mais informações por favor clique no link: http://www.oficinadepsicologia.com/abordagens.htm.

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publicado às 15:38

Pensamentos obsessivos

por oficinadepsicologia, em 07.11.10

Email recebido

Boa tarde. Desde criança que sempre tive maus pensamentos. Só que nao eram pensamentos propositados. Eram palavras, imagens ou acçoes que surgiam repetidamnente na minha mente. Era capaz de imaginar que matava alguem e que a qq momento poderia fazer isso. O  mais estranho é que isso sucedia em relaçao a pessoas de quem gostava muito e sobre as quais eu sei que se algo lhes acontecesse de mal, eu sofreria imenso.
Mas esses pensamentos sempre acabaram por passar. Durante uns tempos pensava neles e ficava angustiada e depois passava. Nunca percebi o que se passava comigo. Nunca percebi o porquê. Lembro-me da angustia sentida e do que chorei qd ao pegar numa faca pensei que algum impulso me pudesse levar a  fazer mal à minha propria mae. Nao teria mais de 10 anos. Cheguei mesmo a encostar-me à porta do quarto da minha mae com a faca e a chorar. Era como se a minha mente me quisesse fazer sofrer, como se eu propria me quisesse convencer que tinha coragem de fazer algo que me faria sofrer horrores. Da mesma forma recordo da alegria que senti qd percebi que nunca teria coragem de o fazer.
Para alem destes pensamentos tb tive outros. Por ex, imaginar algo mau e pensar que isso aconteceria. E tb ja fiz aquilo a que chamam de rituais magicos.
Nunca deixei de ter estes pensamentos obsessivos embora estes de pensar que tenho coragem de fazer mal a alguem tenham sucedido mais raramente. Normalmente os maus pensamentos que tenho com maior frequencia sao aqueles em que imagino que algo de mal sucede a alguem. Só que agora voltei a ter o pensamento que posso fazer mal a uma pessoa que adoro. Sei que nao era capaz e confio que dentro de pouco tempo o pensamento vai acabar por passar. Mas sinto-me triste por cismar tanto nestes pensamentos. Como se eu fosse um monstro.
Apesar de tudo noto que hoje tenho mais força para ultrapasar estes pensamentos.
Venho pedir a vossa opiniao. 
Desde já agradeço imenso

 

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publicado às 15:28

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