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Luz ou sombra?

por oficinadepsicologia, em 31.12.10

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

 

“…onde uns vêem luz, outros apenas distinguem sombras. Os que vêem sombras constroem muros para se protegerem. Tendem a ser fanáticos construtores de muros.” José Eduardo Agualusa in As Mulheres do Meu Pai.

 

A vida acontece-nos, exterior a nós, e sobre isso pouca ou nenhuma influência temos. Mas deter o olhar num sítio ou noutro… isso, sim, já faz parte das nossas opções. Há a cor e há o cinzento; há o sedoso e há o rugoso; há o barulho e o silêncio que lhe marca as pausas; há o quente e há o frio; há a luz e há a sombra. E nós escolhemos, momento a momento, se traçamos caminhos luminosos, ou se paramos, afanosamente, a construir muros dentro dos quais possamos ficar encerrados, parados, no medo de olhar ao longe.

 

Sombra ou luz, construir muros ou traçar caminhos… Quais vão ser as suas opções em 2011?

 

Votos de um ano cheio de espaços amplos e luminosos, onde caiba o riso, a ternura, a tranquilidade, o crescimento pessoal e a saúde!

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publicado às 18:12

Ama-me quando menos mereço porque é quando mais preciso

por oficinadepsicologia, em 30.12.10

Autor: Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

 

 

Lembro-me de ler estra frase e ficar a pensar. A pensar sem tempo nem espaço. Dei por mim a relembrar e sentir as minhas relações mais significativas. De repente, muitas coisas que em tempos não faziam sentido começaram a fazer. Um sentido imponente e inesperado. Daquele tipo de revelações que nos fazem sentir pequenos perante a imensidão da descoberta.

 

 

Reflecti sobre vários dos meus clientes até hoje. Sobre as suas histórias de “amor”, “raiva” ou “vazio”. Sobre os seus conflitos, discussões ou perdas relacionais. Sobre os seus próprios dilemas internos. Sobre a sua intolerância perante outros e perante si. Porque é nos erros dos nossos amados que nos tornamos, regularmente, cruéis. Porque é nos nossos insucessos pessoais que nos tornamos os nossos piores inimigos... logo nos momentos em que mais precisamos deles e de nós!

 

Nestes anos de consultas, tenho sentido a multiplicidade de formas que temos de demonstrar ou pedir afecto. Umas mais adequadas que outras, é uma verdade. Mas e se as víssemos como genuínas “mensagens de amor”? Dirigidas aos outras, dirigidas a nós próprios. E, infelizmente, quantas se perdem pelo caminho? Muitas, demasiadas.

 

Daí que a frase que dá título a este texto tenha sido tão determinante na minha vida pessoal e profissional. Elevou a minha perspectiva sobre as relações para um nível muito superior à minha anterior visão. Na verdade, é nos momentos críticos que encontramos as nossas emoções e necessidades à superfície.  E é precisamente naqueles momentos que podemos fazer a diferença. Tolerando e compreendendo o comportamento menos adequado do nosso parceiro. Dando-lhe afecto. Dando-lhe o que ele não tem e precisa. Mostrando que gostamos dele da mesma forma e valorizando-nos, mesmo nos nossos erros. É que dificilmente há eventos mais dolorosos do que se sentir que se fez mal a alguém ou a nós próprios e se perder a pessoa ou a nós próprios, como consequências.

 

E em quantas dessas vezes, apenas queríamos a proximidade, a intimidade, a fusão e a partilha. Pensarem e, acima de tudo, sentirem desta forma pode mudar as vossas vidas. A minha mudou de certeza.

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publicado às 10:53

Quem nunca hiperventilou que atire a primeira pedra!

por oficinadepsicologia, em 29.12.10

Autor: Nuno Mendes Duarte

Psicólogo Clínico

 

 

- Quem sabe o que é hiperventilação, por favor, ponha o braço no ar. Obrigado às duas senhoras aí do fundo… Bom, para todos os outros que não sabem gostaria de vos explicar que a hiperventilação A hiperventilação corresponde a respirar mais do que aquilo que o corpo precisa. Os efeitos deste acto são, habitualmente, desagradáveis e é um dos processos mais frequentes durante um ataque de pânico, que resulta num conjunto de sintomas.

 

Durante um ataque de pânico quando você se sente com sensação de desmaio, tonturas, confusão mental ou dormência e formigueiro é porque a hiperventilação causa algumas alterações químicas no organismo, nomeadamente, provoca um decréscimo de dióxido de carbono no sangue. Isto, por sua vez, reduz o fluxo sanguíneo ao cérebro. Este conjunto de alterações no corpo e outros podem ser explicados pela compreensão do que é um ataque de pânico e dos efeitos que o acompanham.

- Agora gostaria que me dissessem o que fazer quando se começa a hiperventilar… ninguém? Sim, é isso mesmo, eu sei que ficamos tontos e com sensação de falta de ar. Mas, o que quero saber é o que fazer quando hiperventilamos. Sim, está correcto, durante um ataque de pânico muitas pessoas hiperventilam.

- Mas ninguém me sabe dizer o que fazer durante um ataque de pânico? Ok, respirar fundo e esperar que passe é seguramente uma muito má estratégia – até porque respirar fundo mantém o processo de hiperventilação.

- Bom já vi que temos muito para trabalhar e aprender para regularem essas sensações desagradáveis!

 

Muito do trabalho que se faz num Grupo de Terapia para o Tratamento da Perturbação de Pânico consiste em ensinar um conjunto de estratégias que o ajudem a si a regular as suas reacções num ataque de pânico e a saber tranquilizar-se quanto ao medo que sente relativamente a ter novos ataques. Este trabalho é feito assim nos grupos porque, para ultrapassar esta situação de pânico, temos de compreender o que nos acontece, aprender estratégias, aceitar alguns erros e aprender a viver com a imprevisibilidade do futuro.

Para o ajudar no seu futuro e a tratar a perturbação de pânico vou iniciar mais uma edição do Grupo de Tratamento para a Perturbação de Pânico na Oficina de Psicologia dia 11 de Janeiro… não deixe passar mais um ano, para haver bem-estar é preciso mudar. Cuide de si!

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publicado às 16:04

Presentismo?

por oficinadepsicologia, em 28.12.10

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

 

 

A realidade lá nos vai obrigando à construção de novas palavras que nos permitam falar sobre ela... Absentismo é quando você não está lá; presentismo é quando está, mas em más condições – pessoas menos produtivas no trabalho por razões de saúde (como, por exemplo, depressão, asma, alergias, dores de costas). Dito isto, justificou-se a necessidade de uma palavra nova, desde que começaram a surgir estimativas que apontam para custos de produtividade três vezes superiores aos do absentismo.

 

 

Muitos de nós passamos uma componente significativa da nossa vida profissional com níveis de produtividade muito abaixo da nossa média (para já não falar dos nossos níveis óptimos) pelos mais variados motivos. Na base, existe o esforço para estarmos presentes e o profissionalismo de quem sabe não estar bem mas entende dever manter o seu contributo – por vezes, igualmente, existe o medo de represálias, que empregos não existem assim tantos e a tolerância não é atitude abundante. No entanto, o rendimento ressente-se, a probabilidade de erros aumenta e as nossas defesas vão baixando no esforço de nos mantermos funcionais.

 

Não são decisões fáceis: passei metade da noite acordada, mal consigo ter os olhos abertos – vou já trabalhar ou aproveito para descansar mais umas horas e só trabalho à tarde, de cabeça mais fresca? Tenho uma dor em segundo plano, daquelas que nos deixa na fronteira do funcional, a um passo da irritação com o mundo, um capacete de nevoeiro que nos tolda a lucidez; insisto, trabalho, penso e decido ou afasto-me até que a clareza volte?

 

Num mundo perfeito, nenhum de nós teria dúvidas em se proteger e aguardar que recuperasse quando sentíssemos que não estávamos totalmente bem. Na prática, cerramos os dentes e aguentamos, porque… bem, porque tem de ser.

 

 

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publicado às 10:33

Pedra sobre pedra

por oficinadepsicologia, em 23.12.10

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

 

Por vezes queixamo-nos… De quê? De tudo! Do marido ou da mulher, dos pais, dos filhos, dos amigos, dos colegas, do trabalho, em suma, da vida! Queixar-se parece fazer parte da forma de estar do ser humano em geral, é banal e já ninguém liga muito a isto. Quantas vezes estamos a falar do que achamos ser o nosso problema a alguém e esse alguém, em vez de comentar o que nos aflige, de nos apoiar, animar, responde com uma frase do género: “Então e eu? Estou bem pior do que tu!” e começa a desbobinar os seus temas, como que desvalorizando o que nos preocupa. Pois é… Parece que todos nós queremos ter um lugar, um espaço onde possamos falar sobre tudo e nada, mas tendo a atenção do outro. A grande questão é que, muitas vezes, as pessoas que nos rodeiam estão tão mergulhadas nos seus próprios problemas, que não têm disponibilidade mental para nos ouvir, pelo menos não com a atenção que deseja-mos. É por vezes aqui que começamos a sentir-nos sós, apesar de rodeados por várias pessoas, que sentimos que ninguém nos ouve, mesmo se gritarmos.

 

 

 

 

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publicado às 11:19

O stress e suas consequências

por oficinadepsicologia, em 22.12.10

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

O termo stress faz, cada vez mais, parte da linguagem corrente, sendo-lhe atribuída conotação negativa. Se para uns é considerado como o “Mal do Século”, por constituir ameaça à saúde, outros consideram que “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”.

 

 

É difícil não relacionar stress à vida do ser humano, ainda assim, o stress pode ter consequências nefastas e prejudiciais, não só do ponto de vista físico, mas também psíquico, quando intenso e prolongado no tempo.

Do ponto de vista psíquico, o stress conduz a perturbações psicopatológicas. A ocorrência de stress determina respostas de natureza cognitiva emocional, biológica e comportamental sempre que o indivíduo tem a percepção de não poder controlar a ameaça, o dano, ou o desafio, de que é alvo.

 

Na Oficina de Psicologia pode aprender estratégias eficazes e cientificamente comprovadas para gerir o seu stress.

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publicado às 11:21

Imagem corporal

por oficinadepsicologia, em 21.12.10

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

 

À imagem do código genético ou impressão digital, a imagem corporal que cada um apresenta, é única, e no seu todo intransmissível. Ela resulta de um cruzamento de inumeráveis hipóteses, de características variadas, e assume-se em nós como um cartão de identidade para a vida.

 

 

A altura, o peso, a forma, a cor do cabelo, dos olhos e da pele, a grossura dos lábios, o tamanho das orelhas, das mãos, dos dedos, das pernas ou dos braços, são particularidades, que no seu conjunto, arquitectam um todo que dita como nos relacionamos connosco, com os outros e com o mundo. Mas, mais do que aquilo que expomos aos outros, mais do que o corpo que mostramos, a imagem corporal diz respeito à experiência interior que cada um tem com o seu próprio corpo. Abraçando percepções, crenças, pensamentos, sentimentos e comportamentos, sobre essa mesma experiência.

 

 

 

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publicado às 11:07

Depressão pós-parto

por oficinadepsicologia, em 19.12.10

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

Após um parto, o organismo da mulher sofre profundas alterações. Esta modificação pode dar origem àquilo que designamos por depressão pós-parto. Muitas mulheres apresentam depressão no primeiro ano após o parto.

 

Na prática, o problema é pouco diagnosticado e tratado, frequentemente por causa da dificuldade em reconhecer os sintomas e outras vezes por falta de informação das opções terapêuticas.

 

Por isso, aqui ficam algumas ideias que poderão facilitar no reconhecimento do problema:

Na depressão pós-parto, os sentimentos de inferioridade podem resultar directamente dos sentimentos de incapacidade para cuidar do seu bebé, dar-lhe amor e compreender as mensagens que o bebé transmite a toda a hora.

A mulher com frequência apresenta: cansaço, desinteresse, incapacidade para tomar qualquer responsabilidade culpabilidade, sentimentos de vergonha e desespero.

 

Muitas vezes a depressão pós parto não é diagnosticada e só mais tarde quando a criança já é grande, é que se detecta a depressão na mãe. Neste caso, não é depressão pós parto mas sim depressão materna que derivou da gravidez mas que não foi reconhecida nessa altura.

Caso se identifique com alguns dos sintomas não banalize a situação e procure ajuda. A Oficina de Psicologia tem técnicos especializados que poderão intervir em seu benefício. Consulte: www.oficinadepsicologia.com/depressao.htm

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publicado às 22:48

Stress Natalício

por oficinadepsicologia, em 18.12.10

Autor: Hugo Santos

Psicólogo Clínico

 

 

O Natal pode ser um verdadeiro stress.

 

Não falo apenas das prendas, dos centros comerciais e lojas a abarrotar, da publicidade arrojada, dos orçamentos apertados, do “não me posso esquecer de ninguém”, mas sobretudo do facto desta época ser virada para as relações e para os afectos.

 

Os afectos num sentido mais abragente, nas campanhas e acções de ajuda e solidariedade, como igualmente no enfrentar as relações familiares e de afinidade mais próximas.

Agendar com quem se vai passar a consoada e depois o almoço deNatal, tendo em mente que é suposto estarmos todos felizes e com um sorriso nos lábios, pode mexer bem cá dentro.

Nesta perspectiva stressante, ainda bem que o Natal não é todos os dias.

 

Mas o Natal é o que nós quisermos. E sempre podemos acreditar no menino Jesus ou no Pai Natal do modo que nos fizer sentido, mesmo enfrentando fragilidades relacionais e afectos ambíguos.

Há um mundo a viver este momento, com várias cores e tonalidades. A música que vai nos nossos corações é tocada pelo nosso desejo, pela nossa esperança e pela vontade de simplesmente viver o momento em serenidade.

 

Um Bom Natal!!!

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publicado às 11:36

O Natal dos solteiros

por oficinadepsicologia, em 17.12.10

Autor: Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

 

 

A época natalícia mexe sempre com os clientes, de uma forma ou de outra. E uma vez mais, inspirei-me neles para vos trazer este texto. Independentemente das crenças religiosas de cada um, esta época não passa ao lado de ninguém. Inclusivé das pessoas que não têm uma relação amorosa, de qualquer tipo. Este texto é, especialmente, para elas.


Idealmente, o Natal deve envolver partilha, afectividade, tolerância e humanidade. O calor humano que se cria nestes dias pode ser realmente incrível, superando o maior dos frios polares! O contacto entre famílias é central, o dar e receber incondicional, o relembrar pessoas importantes uma constante. Viver estes dias com a pessoa amada é fantástico, partilhando com ela todos os passos para o evento Natalício com um grande sorriso cúmplice, mesmo em filas intermináveis nas lojas!


E é por isso mesmo que nesta altura, muitos clientes ficam tristes. Como se o Natal sem um parceiro perdesse cor, calor ou vida. Como se o Natal fosse uma época que desejam passar depressa. Porque lhes faz doer a alma, porque leva a momentos melancólicos e sem esperança. Ou porque, simplesmente, os faz sentir sós. São convidados por familiares ou amigos para viverem o Natal acompanhados. Mas mesmo que aceitem, sentem um vazio enorme na altura de voltar para casa depois das festividades. Das janelas das suas casas observam vizinhos em grande alegria, asáfama e aconchego. E as paredes de casa parece que ficam ainda mais frias...


No entanto, são tão humanos como eles. Também eles ficam com os olhos mais brilhantes nestes dias. Só que neste Natal não estão acompanhados por um parceiro amoroso. Porque no Natal passado estiveram mas neste já não. Porque sonhavam viver este Natal a dois e, simplesmente, não aconteceu. Talvez até ambicionando uma casa cheia de gente, com uma família cheia de crianças iluminadas pela vinda do Pai Natal. Mas esta época pode bem ser para eles também, uma época festiva. Uma época de renovação, de paz, de plenitude. Acima de tudo, uma época de amor próprio. Vivermos plenamente conosco mesmos, em contacto com as nossas emoções mais profundas. E se não temos parceiro, parceira, namorado, namorada, marido ou esposa, temos certamente pessoas ansiosas pelo nosso afecto. Conhecidas ou não. Porque o verdadeiro Amor é assim, espontâneo, omnipresente e feito da mais pura existência humana. Faça do seu Natal uma época onde faz aquilo que sempre sonhou mas não teve possibilidade ou ocasião. Feche então os olhos, respire fundo e sinta agora todos os pequenos grandes actos de amor que pode fazer por si, que pode fazer pelos outros nestes dias...surpreenda-se.
Sozinho ou acompanhado, ame-se incondicionalmente. Feliz Natal!
“Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.”
Shakespeare

 

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publicado às 10:37

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