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Pequenas mentiras e crianças pequenas

por oficinadepsicologia, em 31.05.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

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Inês Afonso Marques

Só por volta dos 3 ou 4 anos é que uma criança consegue distinguir, de forma consistente, uma verdade de uma mentira. Até então a mentira acaba muitas vezes por surgir como produto da criatividade que está em desenvolvimento. E, sim, claro… A banheira na hora do banho está cheia de peixinhos! Muitas vezes a mentira é puro esquecimento… A criança não sabe quem tinha primeiro o jogo, ela só sabe que naquele momento é ela que o quer!

 

O que fazer, então, perante a mentira?

Embora possa parecer pouco intuitivo, pois não queremos encorajar a mentira, uma das melhores formas de encarar a mentira de uma criança pequena é relaxar e saborear as histórias que ela conta. Fantasias cheias de detalhe são geralmente inofensivas fazendo parte do seu normal desenvolvimento. Costuma contar contos de fadas ao seu filho?Porque não apreciar as histórias que ele conta?

Embora o ideal seja não punir uma criança de dois anos quando “embeleza” a verdade, é fundamental fomentar a honestidade, de uma forma que seja adequada à idade da criança.

 

Encoraje a verdade. Evite mostrar zanga, mas agradeça quando a verdade é contada. Se gritar, a criança começará a sentir que a mentira compensa, nem que seja por perceber que os pais perdem o controlo e lhe dão atenção.

 

Não acuse. Faça comentários que incentivem a confissão e não a negação. “Pergunto-me como é que estes carrinhos ficaram todos espalhados no corredor. Gostava que alguém me ajudasse a apanhá-los.”

 

Ao definir regras procure que as mesmas sejam adequadas à idade e capacidade da criança. Se sobrecarregar a criança com exigências de difícil cumprimento, ela poderá sentir-se tentada a mentir como forma de evitar desapontar os pais.

 

Construa a confiança. Mostre à criança que confia nela e que ela poderá confiar em si. Nada melhor do que ser um modelo de honestidade. Nesse sentido, e sempre que possível, evite contar meias verdades. De que serve dizer à criança que a injecção não vai doer nada, quando passados uns segundos ela perceberá que até dói um pouco, mas que passa rápido? Procure cumprir o prometido e quando tal não for possível, peça desculpa por quebrar a promessa.

 

Mesmo quando a verdade se refere a um disparate que foi feito, elogie a criança por ter optado por contar a verdade.

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publicado às 11:31

O medo na criança

por oficinadepsicologia, em 30.05.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Algumas crianças aprendem a esconder os seus medos, para não desagradar aos pais, estes tendencialmente “desperdiçam muita energia explicando e desconsiderando” os medos das crianças. É de extrema importância falar dos medos e todos eles devem ser reconhecidos, aceites e respeitados.

 

Acontece com frequência a criança não conseguir assinalar correctamente aquilo que lhe provoca medo. Podem ser temidas situações específicas ou medos vagos e indiferenciados. Por vezes, um medo específico desaparece e surge outro a ocupar o seu lugar. Os medos podem resultar de uma variedade de situações traumáticas, bem como de uma sensação de fraqueza, impotência ou desprotecção.

 

A criança pode apresentar medo do futuro, do crescimento (comum quando os pais colocam grande ênfase no futuro transmitindo preocupação e ansiedade). Apesar de muitos medos serem baseados na fantasia, são ainda assim sentimentos reais de medo. Só quando olha os medos abertamente é que a criança pode arranjar força para enfrentar o mundo.

 

Os medos de algumas crianças transformam-se em fobias: crescem e chegam a assumir proporções tais que os esforços para evitar as coisas temidas interferem nas suas próprias vidas.

 

Deixam-se algumas ideias de intervenção daquele que é o trabalho do medo em psicoterapia:

  • Contactar com sentimentos não exprimidos relacionados com o medo específico é o primeiro passo da terapia; muitas vezes, a libertação de sentimentos e pensamentos ocultos promove a diminuição gradual do medo inicial;
  • É fundamental trabalhar com o medo “identificado”;
  • Podemos pedir à criança para desenhar o seu medo, a situação ou aquilo de que tem medo;
  • Com a caixa de areia encenar a situação que provoca o medo, utilizando peças de jogo ou bonecos;
  • Solicitar que dramatize as situações temidas e dos seus vários elementos;
  • Criação de histórias em banda desenhada;
  • Exercícios de relaxamento seguidos de fantasia dirigida;
  • Em todos os trabalhos é importante o terapeuta estar atento às manifestações corporais: mudanças de voz, alteração do ritmo respiratório, actividade corporal.

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publicado às 14:49

O poder do amor

por oficinadepsicologia, em 29.05.11

Autora: Inês Franco Alexandre

Psicóloga Clínica

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Inês Franco Alexandre

A questão das dinâmicas de poder nos casais não é nova nem o assunto foi pouco explorado por teóricos. É por isso com espanto que, ao longo destes anos de prática clínica e de trabalho com casais, constato que este é um dos principais temas que os traz à terapia.

 

Não deixa de ser curioso que numa época em que, talvez mais do que nunca, se advoga a igualdade, o respeito, o amor, se assista a rebuscadas formas de violência que pouco têm que ver com estes valores.

 

Ou talvez não seja tão curioso assim.

 

Estes “novos” ideais influenciam, directa ou indirectamente e tantas vezes sem nos darmos conta, as nossas crenças sobre quem devemos ser, quem deve ser o outro e que tipo de relação é “boa para mim”, “verdadeira”, “ideal”. Não haverá como escapar da influência social no nosso crescimento, e a solução para não lhe ficarmos escravos será tomarmos consciência dessa mesma influência.

 

No entanto, o problema não é, a maior parte das vezes, tão linear quanto a simples desconstrução da tirania do dever e a subsequente escolha consciente do que quero para mim. O problema parece-me ser, quando observo casais, este aparente conflito entre um ideal relacional e o que sentimos no nosso mais íntimo.

 

Se houve aspecto social que tantas transformações sofreu num curto espaço de tempo, foi a forma como nos relacionamos com o nosso parceiro, companheiro, marido, namorado, amigo colorido, e uma série de outros nomes, sendo esta profusão de definições bem espelho disso. Rapidamente se criaram novos ideais de relação baseados no amor incondicional, no respeito mútuo, na aceitação do outro. No entanto, a aparente distância entre estes ideais e os nossos lados emocional e instintivo parece criar um fosso difícil de ultrapassar, criando mensagens contraditórias dentro de cada um nós, que por sua vez se reflectem em actos contraditórios. E é na contradição que me parece residir, actualmente, a grande violência.

 

Olhemos para a seguinte frase:

 

 

 

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publicado às 17:38

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

 

Inês Afonso Marques

O impacto que as experiências de trauma na infância podem ter na saúde mental do adulto é algo relativamente bem estudado e, globalmente, bem compreendido. Menos óbvio é o impacto que essas experiências precoces de trauma, como o abuso, a negligência, o alcoolismo dos pais, ou os padrões familiares disfuncionais, podem ter a saúde física do adulto.

 

Um estudo epidemiológico longitudinal, estudo ACE (Adverse Childhood Experiences) tem demonstrado a correlação surpreendente entre os maus-tratos na infância e as doenças na idade adulta e mesmo a morte prematura. A história do nascimento deste estudo epidemiológico é curiosa, tendo o mote para o seu surgimento ocorrido, quase por “acidente”, na sequência de um programa de controlo de peso, cujos resultados nalgumas mulheres suscitaram diversas questões.

 

Jan revelava óptimos resultados, tendo perdido uma enorme percentagem de peso ao longo de um ano de programa. De repente, algo surpreendeu os investigadores. No espaço de três semanas, Jan engordou cerca de 25% do peso que tinha perdido até àquele momento. Como seria possível encontrar, pela manhã, a cozinha completamente desarrumada, com pratos e talheres sujos, frascos e caixas de comida abertos? Não havendo explicação fisiológica, e morando ela sozinha, o que teria provocado estes ataques nocturnos de devoração, precisamente naquele momento de uma tão grande conquista na sua vida?

 

 

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publicado às 09:50

Testemunho de cliente

por oficinadepsicologia, em 26.05.11

Sobre perturbação de pânico, de uma cliente da Oficina de Psicologia, que teve a gentileza de nos enviar a sua reflexão sobre a experiência do acompanhamento na Oficina de Psicologia e permitir a sua publicação.

 

Estou muito grata por poder prestar o meu testemunho em benefício de pessoas que tenham este mesmo problema para que se consciencializem de que o podem ultrapassar e ter uma vida normal, sem limitações ou restrições.

 

Na altura em que me dirigi à Oficina de Psicologia tinha 34 anos, uma profissão extremamente stressante e responsabilidade acrescida, era Directora do Departamento de Recursos Humanos de uma empresa do sector de limpezas industriais que passava por uma situação crítica em termos de pagamentos aos seus colaboradores. Diariamente era deparada por uma infinidade de telefonemas feitos pelos colaboradores a solicitarem os pagamentos em atraso… o telemóvel da empresa não parava de tocar, o fixo a mesma coisa e as pessoas amontoavam-se na sala de espera de forma a poderem receber o dinheiro a que tinham direito pelo trabalho prestado. As discussões com a Administração eram uma constante e o ambiente na Empresa era cada vez mais tenso e hostil. Passaram-se meses, um ano, e comecei a sentir-me cada vez mais debilitada psicologicamente, acordava com uma angústia intensa e os pensamentos de medo começaram a ocupar a minha mente. De tal forma este processo evoluiu que deixei de conseguir exercer as minhas actividades diárias, com medo de me sentir mal. Em suma, a minha vida ficou extremamente limitada… deixei de conseguir trabalhar, de conduzir, de ir a centros comerciais, de ir ao cinema, de viajar, de conviver, de ir à praia… limitava-me a estar em casa e saía muito raramente, acompanhada pelos Pais ou pelo marido. Mesmo acompanhada, fazia-me muita confusão ambientes amplos, desconhecidos, com muitas pessoas ou com grande ruído.

 

Foi neste momento que pedi ajuda à Oficina de Psicologia, tendo tido conhecimento da sua existência através de uma reportagem que deu na televisão acerca das fobias e da respectiva intervenção desta Instituição. Após a minha solicitação a Oficina de Psicologia actuou de imediato de acordo com a minha disponibilidade e condição económica. Foram-me dados a conhecer todos os parâmetros que regem esta instituição.

Confesso que já estava um pouco desacreditada e desesperançada de algum dia conseguir ultrapassar todos estes medos que se apoderavam de mim pois já era seguida há dois anos por uma Psicóloga e por um Psiquiatra e, provavelmente, por não ter tido um acompanhamento especializado nesta área específica, os resultados não foram contínuos mas, sim, momentâneos, tendo recaídas frequentes, onde o medo continuava presente.

 

A partir do momento em que comecei a fazer terapia individual com o Dr. Nuno Duarte, foram-me dadas a conhecer diversas estratégias de controlo da ansiedade, a nível físico e psicológico, que até então desconhecia. Fiz vários exercícios, em sala, com o Psicólogo acima referido e outros era da minha responsabilidade praticar diariamente.

 

Através das sessões de terapia, de periodicidade semanal, foi-me possível regredir aos momentos que me criaram os medos, ter uma compreensão dos mesmos, ao mesmo tempo que me era explicado, de uma forma concisa e lógica, todos os processos mentais. Foi-me possível reflectir, analisar e, mesmo, alterar todo o meu processo de pensamento que até então ia somente num sentido: “e se eu me sinto mal?”.

Sessão, após sessão, foram notáveis os progressos obtidos e hoje posso afirmar que a vida “sorri” para mim, como sempre o desejei!!!

 

A todos aqueles que não se consideram capazes de enfrentar algum medo, recomendo fortemente a ajuda, de grande mérito, dos Profissionais da Oficina de Psicologia, a eles um “Obrigada Sincero !!!”

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publicado às 08:50

O divórcio e as crianças

por oficinadepsicologia, em 25.05.11

Autora: Fátima Ferro

Psicóloga Clínica e Educacional

 

Fátima Ferro

A separação conjugal ou o divórcio para além de poderem ser experiências potencialmente angustiantes e perturbadoras para os membros do casal e respectivos filhos, implicam uma série de tomadas de decisão que podem ser críticas e que requerem um conjunto de reajustamentos pessoais e relacionais.

 

Este é um período em que os pais podem sentir o mundo a desabar sobre as suas cabeças, caracterizado por um profundo desgaste emocional, criado por múltiplas perdas, nomeadamente de investimento afectivo e material, repleto de idealizações significativas para ambos os membros.

 

Para além de tudo isto, existem também as crianças que muitas vezes são apanhadas por toda esta corrente sem conseguirem perceber o que se está a passar à sua volta criando fantasias explicativas, algumas delas carregadas de culpabilizações achando que os pais se estão a separar por sua causa.

 

E é neste turbilhão de responsabilidades, que os pais têm que ver mantidos os seus comportamentos e capacidades afectivas independentemente do seu estado psicológico. Trabalho complexo mantido muitas vezes a um peso demasiado elevado de exaustão emocional.

 

O casamento ou a união entre o casal pode terminar mas a sua funcionalidade enquanto pais e educadores não. A família deve continuar estruturada em dois lares distintos.

 

 

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publicado às 09:24

Dicas para parar de procrastinar

por oficinadepsicologia, em 24.05.11

Autora: Susanne Diffley

Hipnoterapeuta Clínica

 

  • Susanne Diffley

     

    Passe do pensamento à acção! Planear tarefas pode ajudar em muito a alcançar o que pretende. Por outro lado, o planeamento exaustivo e pensamento excessivo tendem a ter o efeito inverso.

 

  • Deixe-se de perfeccionismos! Pensar infinitamente como vai conseguir arranjar o planeamento perfeito, sem erros e sem possibilidade de falhar, só vai fazer com que  planeie algo impossível de alcançar, aumentando a frustração e sabotando o processo.

 

  • Tenha uma percepção realista da tarefa! Por vezes fazemos um “bicho-de-sete-cabeças” com tarefas que na realidade são facilmente planeadas e executadas. Criar uma percepção negativa da tarefa, vai fazer com que perpetue o padrão da procrastinação.

 

  • Dê o primeiro passo! Mesmo que seja uma tarefa complexa e grande, concentre-se numa coisa de cada vez. Divida a tarefa em pequenas tarefas e cumpra o planeamento que estabeleceu previamente.

 

 

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publicado às 09:50

A epidemia do negativismo

por oficinadepsicologia, em 23.05.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

 

Madalena Lobo

Acordamos e sabemos que a vida está má. Saímos à rua e dizem-nos que vai ficar pior. Cabeçalhos de jornal escritos a negro, conversas deprimentes enquanto tomamos o café, entre suspiros dos casos reais que nos contam. E nós contagiamo-nos. Quando começamos o dia já levamos os ombros abatidos pelo peso destes dias que não queremos. E a crise lá fora instala-se cá dentro, rouba-nos as cores com que vemos o mundo, trava-nos o impulso para saltar em frente, impede-nos o riso solto e, sobretudo a candura para acreditar que podemos chegar ao destino.

 

Mas, se pouco podemos fazer pelo contexto em que estamos, já é possível melhorar a forma como o vivemos e abordamos as nossas opções. De nada nos serve permitirmo-nos fluir ao sabor do pessimismo nacional ou deixar que as sombras de um futuro incerto nos retirem a energia para acreditar que é possível… Possível o bem-estar, possível reagir, possível construir momentos de vida intensa.

 

Algumas dicas para sobreviver a crises internas deste vírus de negativismo que ameaça uma epidemia:

  • Antes de repetir para si próprio o que ouve (“é impossível”, “não há emprego”, “isto está mau”, “não há dinheiro para nada”, “não vale a pena”), pense criticamente sobre o que acabou de ouvir

o   Não existiram já situações em tudo pareceu negro e, no entanto, uns tempos mais tarde, as dificuldades foram ultrapassadas?

o   Conhece casos de sucesso, apesar das dificuldades?

o   Em cada dificuldade que ouvir descrita, invista uns minutos do seu tempo a pensar criativamente: assumindo que é possível retirar algo de bom disto, o que poderia ser? Que fresta, ainda que pequena, é que consegue encontrar nesse muro, por onde se possa escapulir?

o   De que indicadores positivos é que se consegue lembrar que contrariem a magnitude ou, pelo menos, equilibrem, o que acabou de ouvir?

 

o   Entre mortos e feridos, alguém há-de escapar

o   Enquanto há vida, há esperança

o   Se estou a respirar, é porque está tudo bem

o   Se há pessoas que conseguem, eu também consigo

o   O mundo é grande e contém todas as possibilidades

o   Queixo erguido, ombros levantados, o caminho é em frente

o   Não interessa se caí, nem quantas vezes caí; o que interessa é levantar-me

 

Por favor, não pense que estou a fazer a apologia do optimismo ou da construção cor-de-rosa da vida; estou apenas a convidá-lo(a) a sacudir um pouco desta escuridão para onde parece estarmos a ser sugados. Nada é tão mau quanto parece... Ah! E o mundo é grande e contém todas as possibilidades :=)

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publicado às 19:03

Carta de um filho

por oficinadepsicologia, em 21.05.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

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Inês Afonso Marques

Queridos papás,

Escrevo-vos esta carta porque queria que soubessem como às vezes me sinto baralhado. Vou tentar explicar-vos o que se passa cá dentro de mim.

 

Lembram-se quando no outro dia cheguei da escola com um bom, dos grandes, a História? Eu estava muito orgulhoso e esperava muita alegria da vossa parte. Afinal de contas era o primeiro bom a História. Mas, a única coisa que vocês me disseram foi “Que bom! Agora tens de começar a estudar para o próximo” e logo a seguir foram brincar com o mano enquanto eu fiquei sozinho no meu quarto perdido no meio de livros e cadernos.

 

E lembram-se daquele dia em que chegaram a casa e eu tinha partido uma jarra porque andei a jogar à bola em casa? Fartaram-se de ralhar comigo. Que grande sermão eu ouvi! Nem repararam como eu estava assustado pelo que tinha acontecido. Na outra vez em que trouxe um recado na caderneta porque me tinha esquecido da flauta para a aula de Música, fui escondendo a caderneta com receio do que fossem dizer. Claro que quando descobriram ainda ficaram mais furiosos e eu tive um grande castigo. Naquele dia disse, para mim, “vou esconder as coisas mais traquinas que faço, para os papás não ficarem zangados”.

 

 

 

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publicado às 12:22

Dicas para controlar os excessos alimentares

por oficinadepsicologia, em 19.05.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

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    1. Joana Florindo
      Siga um padrão alimentar regular. Isto é, procure comer 3 refeições principais e 3 refeições secundárias (lanches) por dia, e não deixe passar mais de 3 horas entre elas; Comer regularmente, sem que existam grandes intervalos entre as ingestões, permite que não sejam sentidas “fomes intensas”, que facilmente podem desencadear excessos alimentares;
    2. Se algo não correr bem, não perca o ritmo. Isto é, se existir algum excesso alimentar ou passar por cima de alguma refeição principal ou secundária, é crucial que volte ao padrão alimentar regular logo de seguida, evitando a perpetuação do descontrolo ou o surgimento de “fomes intensas”;
    3. Planeie com antecedência as suas refeições. Se por exemplo, devido a questões de trabalho que não podem ser alteradas, sabe que o seu almoço no dia seguinte terá de ocorrer mais tarde, digamos que às 15h00, procure levar consigo alguma comida de casa e fazer duas refeições secundárias durante o período da manhã;
    4. Não tenha alimentos “proibidos”.  Há alimentos que devem ser ingeridos de forma moderada e não proibidos. As proibições tendem a desenvolver tentações irresistíveis, que terminam habitualmente em ingestões excessivas, e consequentemente em sentimentos de culpa e desilusão. Modere a ingestão destes alimentos, livre-se de culpas e sinta o prazer de poder comê-los comedidamente;

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publicado às 12:19

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