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A pele que há em mim

por oficinadepsicologia, em 30.01.12

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

Utilizei o título da canção como título do artigo, pois quero falar de pele.
Aqui, no caso, com um sentido metafórico, representando fronteiras entre Eu e o Mundo (os outros, as situações, as coisas).
Sempre que um assunto é transversal a todas as sessões, sinto-me compelida a escrever sobre ele. Fascina-me que pessoas diferentes, com modos de ser tão únicos, tragam temas tão comuns!
Vou exemplificar algumas situações para depois aprofundar o tema “pele”.
- “estou muito triste porque ele não quer mais falar comigo. Não tenho ânimo para nada”
- “tenho medo que ele me deixe, como fez o meu primeiro namorado”
- “fiquei muito aborrecido com o que ela me disse, pôs-me em causa enquanto profissional”
- “se perder esse emprego (que me faz infeliz), não sei como vou sobreviver”
- “cada vez que a minha mãe começa a querer controlar-me saio do sério”

O que essas frases têm em comum?
Todas essas pessoas estão a sofrer com o impacto de algo ou alguém externo. A atribuição de poder à algo ou alguém está presente em todas as situações.
Na primeira situação, a pessoa perde o seu ânimo, deixa de ter energia para a sua vida e para as suas coisas, porque outra pessoa não quer falar com ela. Aqui, a pele (fronteira) faz falta. Essa pessoa está “embrulhada” com o outro e por isso, o impacto que esse tem na sua vida é enorme. Na sessão, trabalhamos a construção dessa “pele”, que permitiu à pessoa, interpretar a mesma situação da seguinte forma: Ele está num percurso individual, tem o seu timing, os seus recursos, as suas emoções, as suas ferramentas, e está a fazer o melhor que pode dentro desse contexto. Eu estou feliz e tranquila com o que sou e por isso, responsabilizo-me por transformar a minha vida em algo feliz para mim. Assim tenho ânimo para investir em tudo o que me faz bem. O facto dele não querer mais falar comigo não diz nada sobre mim, diz algo sobre o “sítio” onde ele está, e eu respeito isso.


A criação da separação entre os dois, fez com que a minha cliente entendesse que o outro é diferente de si, com um mundo próprio, que nem sempre pode estar em sintonia com o seu. E essa diferença não diz nada de errado ou negativo sobre si.
No segundo exemplo, a cliente embrulhou-se com uma situação e transpõe essa mesma situação para o presente. Não cria pele entre presente, passado e futuro.


Nas sessões fomos capazes de construir a sua fronteira e a interpretação passou a ser a seguinte: o que aconteceu no passado foi o possível, quer para mim, quer para o meu primeiro namorado. A decisão dele sair da relação foi uma decisão dele e por isso, deveu-se ao seu contexto, aos seus recursos, à sua vontade, não diz nada sobre mim. Foi um desencontro entre duas pessoas e não uma rejeição entre uma pessoa forte e uma fraca. Essa situação não está a acontecer agora. O que está a acontecer agora é uma situação única entre duas pessoas únicas, e vou vivê-la e geri-la à medida que ela acontece.


Ela entrou em contacto com o presente, deixando de antecipar negativamente o futuro. Entrou também em contacto com as suas capacidades de gestão de qualquer situação que possa surgir.
Na terceira situação, o cliente chegou a uma sessão muito aborrecido com o que uma pessoa lhe tinha dito. Essa pessoa tinha feito uma observação negativa sobre o seu desempenho. Ele estava zangado e a pôr-se em causa enquanto profissional e mesmo enquanto pessoa. Estava embrulhado!


Ao trabalharmos na sua “pele”, foi possível uma nova interpretação: Estou feliz e tranquilo na minha dimensão profissional, com abertura para melhorar. Não sei o que desencadeou na outra pessoa o desejo de fazer aquela observação, mas sei que essa observação veio dela, é algo que está dentro dela e não de mim. Ao olhar para as coisas dessa forma, seu corpo reagiu de forma positiva, acalmando-se, relaxando e conectando-se com o seu bem-estar e a sessão tornou-se imediatamente mais leve.


No caso do cliente que confunde o seu emprego com a sua sobrevivência, novamente surge o embrulho entre algo interno (sobrevivência), que depende da sua conexão com as suas capacidades, com algo que é externo (o emprego).


Depois do trabalho de construção de uma “pele” mais saudável e forte, a interpretação possível foi a seguinte: eu não sou o meu emprego. Este emprego não me realiza e não me deixa feliz, por isso, não está a contribuir para a minha realização pessoal nem para o meu bem-estar. Estar sem ele será melhor. Terei capacidades de gerir a situação, mesmo que isso implique adaptação a uma nova circunstância prática, ou que passe por uma fase de menor recurso financeiro. Sei que estarei no caminho para a minha realização e isso deixa-me em paz.
Na situação da cliente que está embrulhada com a mãe, ela está extremamente vulnerável em relação à mãe, ficando muito perturbada cada vez que sente que a mãe a quer controlar e/ou criticar.


Ao trabalharmos na sua separação da mãe, ela pôde fazer um exercício de observação do que se passava com a mãe, nas situações em que ela estava a ser mais controladora e mais crítica. Essa observação antes era impossível, pois a cliente estava a sentir-se tão invadida e tão próxima da mãe, que automaticamente transpunha toda aquela energia para si, pondo-se em causa e ficando muito magoada. Ao fazer a observação clara da mãe, pôde ver o seu medo e a sua insegurança. Ou seja, cada vez que a mãe tentava controlá-la ou criticá-la, o que ela estava a sentir era medo e insegurança. Ao visitar a história da mãe, ela entendeu que devido ao seu percurso e recursos, a mãe era uma pessoa muito insegura, sempre com medo de tudo e todos, e transportava quase toda a sua insegurança para a filha. Essa, quando fez a separação através da construção das suas fronteiras, percebeu que aquelas eram questões da mãe e não suas. Ela estava bem, feliz consigo mesma. Pôde inclusive sentir compaixão pela mãe, em vez de raiva.
Criar fronteiras fortes e claras entre nós e o mundo, é indispensável para vivermos bem, felizes, conectados com as nossas capacidades, com respeito e aceitação pelo nosso processo e pelo processo dos outros, pelo nosso timing e pelo timing dos outros. Não sermos invadidos pelo que não é nosso, ficarmos presos em dinâmicas pouco saudáveis que são alimentadas por essa indistinção entre cada uma das pessoas, leva a perturbações emocionais graves, ao insucesso pessoal e profissional, criando até mesmo perturbações somáticas.
O processo terapêutico é sem dúvida um caminho fabuloso no sentido da construção da noção de nós, que permite o processo de construção de uma “pele” saudável.


Lembrem-se de que só podemos ser muito próximos de alguém, ou de algo, se formos separados desse mesmo alguém ou algo. Do contrário, estamos embrulhados nele e não próximos. Esse é mais um dos fantásticos paradoxos que compõem a nossa vida!

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publicado às 13:15

Ria! É o melhor remédio!

por oficinadepsicologia, em 29.01.12

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton

A pesquisa releva que os efeito do riso são inúmeros. Rir ajuda a aliviar a dor, traz maior felicidade e até aumenta a imunidade! A psicologia positiva sublinha que o Riso é uma das armas que uma pessoa tem para vencer estados depressivos. O Yoga do riso tem cada vez mais adeptos.
Aqui ficam detalhadamente algumas vantagens de rir:
 
Nível hormonal - Rir reduz a produção de hormonas de stress tais como o Cortisol, Adrenalina, Dopamina e hormonas de crescimento. Aumenta o nível de hormonas que promovem a saúde como as endorfinas e os neurotransmissores. Rir aumenta a produção de anticorpos e a eficácia das células T, o que significa um sistema imunitário mais resistente e menores efeitos físicos do stress.
 
Libertação emocional - Às vezes rimos de tal maneira que até os nossos olhos começam a lacrimejar! O riso limpa e liberta pressões e tensões emocionais.
 
Promove o exercicio físico - Quando rimos muito estamos a exercitar o diafragma, a contrair o abdomen e até a trabalhar os ombros, deixando os músculos mais relaxados. Até tem beneficios cardíacos!
 
Distracção - Rir retira o foco na zanga, na ira, na raiva, na culpa e no stress. É mais benéfico que outras distracções.
 
Mudança de perspectiva - Quando rimos vemos as dificuldades de uma forma mais leve, mais descontraída. A nossa tendência para complicar é reduzida.
 
Beneficios nas relações sociais - Rir conecta-nos aos outros. Assim como sorrir ou ser amável. O riso é algo contagiante. Se rir mais fará os outros também se rirem mais, o que fará os outros se sentirem bem ao seu lado e quererem a sua companhia.
 
Como usar o riso?
 
Tv e internet - Pode ver um série ou um filme cómico e começar praticamente instantaneamente a rir-se ou pode ir à internet e, por exemplo ao Youtube e ver vídeos que imediatamente o fazem rir quase descontroladamente. Use a sua natural criatividade!
 
Rir com amigos - Ir a um clube de comédia, ir a um espectáculo de comédia de improvisação, ir a um teatro cómico, ir ao cinema ver um filme cómico. Ir com amigos têm o condão de fazer qualquer piada ser ainda mais hilariante, pois o riso e a cumplicidade tornam-se contagiantes! Qualquer pessoa sabe anedotas ou piadas ou histórias cómicas e todas estas ideias podem ser postas em prática num contexto social.
 
Encontre humor na sua vida - Procure ver a vida de forma diferente. Olhe para as situações que lhe acontecem de uma forma leve e até com humor.
 
Como vê rir pode mesmo ser um remédio extraordinário!
 
Aproveite e ria!
 
António Norton
   
Sources:
Bennett MP, Lengacher C.
Humor and Laughter May Influence Health: III. Laughter and Health Outcomes.Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, March 2008.
Bennett MP, Zeller JM, Rosenberg L, McCann J.
The Effect of Mirthful Laughter on Stress and Natural Killer Cell Activity.. Alternative Therapies in Health and Medicine, March-April 2003.
Berk LS, Felten DL, Tan SA, Bittman BB, Westengard J.
Modulation of Neuroimmune Parameters During the Eustress of Humor-Associated Mirthful Laughter.. Alternative Therapies in Health and Medicine, March 2001.
Skinner N, Brewer N.
The Dynamics of Threat and Challenge Appraisals Prior to Stressful Achievement Events.Journal of Personality and Social Psychology, September 2002.

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publicado às 17:09

Pânico: quando o sonho se torna um pesadelo

por oficinadepsicologia, em 27.01.12

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

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Cristina Sousa Ferreira

O mês de dezembro foi desgastante! O João teve que mobilizar todas as suas energias para se  distribuir  entre as mudanças para a casa nova e a entrega do relatório final daquele projeto à sua responsabilidade. A casa antiga tinha que ser entregue até ao final do ano e o prazo de entrega do relatório tinha que ser respeitado para não comprometer a sua empresa perante o cliente.  Os dias passaram a correr e a tal velocidade  que muitas foram as noites mal dormidas para que o João conseguisse cumprir com  estes dois objectivos. Mas conseguiu!
Merecia os últimos 4 dias do ano de férias na Costa do Alentejo com os amigos. As férias iriam ajudá-lo a recuperar os sonos, a livrar-se do cansaço e a encontrar a tranquilidade perdida.


Tudo estava a correr bem. Apesar do frio estava um sol radioso, o grupo estava animado, o primeiro dia de passeio tinha sido retemperador e à noite dormiu como um “anjinho”. No dia seguinte, último dia do ano,  estava todos inscritos para fazer aquela Caminhada pelo trilho dos pescadores.  Desde que tinham iniciado o planeamento destas férias que todos falavam desta Caminhada de sonho e o entusiasmo e expectativa eram grandes.  


O passeio começou pela manhã. Depois de um pequeno percurso de carro começaram a andar pelos carreiros dos barrancos, montes e vales e junto às arribas e falésias abruptas e recortadas.  O passeio estava a ser agradável e divertido. Num dos trilhos, no cimo de uma falésia, o João começou subitamente a sentir o coração muito acelerado e uma dor no peito, a  cabeça zonza, nauseado, com a sensação de que não estava a conseguir respirar. Achou que ía morrer!  Bloqueou, não conseguia dar mais um passo.  Estava pálido, suava em “bica”  e as suas mão estavam geladas.  Alguns dos amigos preocupados,  não sabiam como ajudar. Uma das amigas do João , Psicóloga na Oficina de Psicologia, conversou com ele numa voz pausada e traquilizante,  chamou-lhe a atenção para o que o rodeava, os amigos que estavam com ele, como se chamavam, quantos eram, o equipamento que tinham trazido, as botas de caminhada que tinham calçado, trazendo-o para o aqui e agora dos seus sentidos e enumerando objectos visíveis e as suas características: os sons, os cheiros, e aquilo que objectivamente o João podia sentir. O chão sobre os pés, o calçado adequado, e a segurança dos amigos. Tranquilamente disse-lhe para fazer a respiração abdominal e respirou com ele.
Passaram alguns minutos até o João voltar a ter a noção de que o mundo que o rodeava era mesmo real e que era, de facto, dono incontestável do seu corpo.  O João conseguiu sair da falésia e regressou pelo trilho dos barrancos até ao local de encontro.


O pânico, é uma perturbação progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando. O João vai iniciar o Grupo de Pânico. Aqui vai encontrar pessoas que passaram por experiências semelhantes e que viveram e conhecem este tipo de sofrimento.


Para si que se identifica com este tipo de sofrimento perante exames, apresentações em público, locais públicos ou conhece alguém que também queira retirar este “peso” da sua vida a Oficina de Psicologia tem a solução no Grupo de Pânico ou em Psicoterapia Individual.


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publicado às 12:08

Conseguir maior autocontrolo com a ajuda da voz interna

por oficinadepsicologia, em 26.01.12

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

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Irina António

Sabia que o hábito aparentemente estranho de falar consigo mesmo, pode ser uma boa ferramenta para conseguir uma maior sensação de autocontrolo?


 “Enviamo-nos constantemente mensagens na tentativa de controlar o nosso comportamento: pedimos para continuar a andar quando nos sentimos cansados, para parar de comer quando nos apetece comer ainda mais uma fatia de bolo ou contermo-nos quando nos apetece descarregar em alguém durante uma discussão”, explica a doutorada em filosofia Alexa Tullett, autora principal da investigação “A voz do autocontrolo: bloqueio da voz interna leva a aumento das respostas impulsivas”, publicada no jornal Acta Psychológica.


Alexa Tullet e o professor de psicologia Michael Inzlicht, ambos da Universidade de Toronto Scarborough, com a ajuda de voluntários fizeram uma série de testes de avaliação do autocontrolo que consistiam na resolução de um exercício no computador. Para testar o efeito da falta da voz interna, foram tomadas medidas no sentido de bloquear a possibilidade de recorrer à mesma para perceber como este factor influencia a capacidade de executar a tarefa


 “Com base nos resultados de vários testes percebemos que as pessoas agem mais impulsivamente quando não podem recorrer à sua voz interna e falar consigo mesmo no processo de execução da tarefa, refere Inzlicht. Incapacitados de expressar pelas palavras as mensagens dirigidas a si mesmo, as pessoas não se sentem tão aptos de controlar bem o processo”.  


Pelas palavras da Alexa Tullett, não existe nenhuma novidade no facto de se saber que as pessoas desenvolvem diálogos internos, mas não havia uma ideia clara sobre a importância desta voz. Agora percebe-se que o diálogo consigo mesmo através da voz interna ajuda às pessoas a conseguir uma maior sensação de autocontrolo e impede-as de tomar decisões por impulso. Curiosamente, segundo psicólogos da área de desenvolvimento, a voz interna representa um dos nossos mecanismos mais primários de autoregulação.


Faça experiências com a sua voz interna nos momentos de maior agitação e de angústia e descubra o seu efeito auto-regulador.   

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publicado às 10:02

Resoluções de Vida Nova

por oficinadepsicologia, em 24.01.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

“Este ano vou deixar de fumar”. “Vou emagrecer”. “Irei ao ginásio todos os dias”. “Vou ter mais tempo para mim”.” Vou ler mais”.

Já se ouviu a dizer alguma destas afirmações?

Um novo ano é sinónimo de resoluções e andamos por Janeiro ainda com a ideia de um reinício. A dificuldade reside na distância entre a resolução e a realização. Sem uma boa planificação corre-se o risco de daqui a 365 dias tudo estar igual, adicionando ainda uma dose de frustração pelos objectivos não estarem cumpridos traduzidos por “ eu bem digo que não vale a pena sonhar, já o ano passado tinha esta resolução de ano novo e está tudo na mesma”

Este ano aja de maneira diferente:

•    Não se dedique a muitas resoluções - Que um ou dois objectivos podem introduzir alterações positivas na sua vida? Dedicar-se a mais que isso pode levar à dispersão, dificultando o enfoque de energia para o resultado final. Para além disso, pode também não querer introduzir alterações que virem a sua vida do avesso.

•    Realismo- Questione-se: As minhas metas são reais? Ou demasiado ambiciosas? Se as metas forem desajustadas aos recursos que dispõe, pode estar a entrar numa armadilha que só o conduzirá a frustração.

•    Quantificar-, Decisões vagas como “ ter uma melhor aparência” ou “ estudar mais”, são muito vagas e não contém em si indicadores de acção. Ter objectivos quantificáveis e concretos garantem a manutenção da motivação e o alcance do sucesso.


•    Importância- Para quem são importantes estas metas? Realmente são importantes para mim? Existe um motivo para os querer? Tenha em atenção se as decisões que se presta a tomar se coadunam com o seu estilo de vida, ou se são imposições de outrem. É muito difícil de manter a motivação se não forem mesmo as SUAS resoluções.

•    Planifique- Elabore um plano para atingir o seu resultado respondendo às seguintes questões: Que meios preciso? Que contactos preciso? Quem são as pessoas que me poderão ajudar ?


•    Simplifique- Se possível, divida o seu plano em etapas mais pequenas, pois erá mais fácil cumprir pequenos passos.

•    Calendarize - Sem datas atribuídas para cada pequena fase do seu plano, o ano acabará por passar e nada será alcançado


•    Registe e comprometa-se – É importante que o seu plano exista em concreto, de outra forma corre o risco de se auto-sabotar, e com o tempo acabará por se esquecer daquilo a que se tinha proposto. Escreva, e de preferência coloque o seu plano num local visível, pois aumenta o seu grau de compromisso. Em alternativa pode também elaborar o plano a dois.

•    Recompensa – Atribuir-se a si mesmo uma pequena recompensa por cada fase que conseguir atingir, é alimento para a sua motivação.

•    Plano B- E se falhar? Não desista se não conseguir por o plano em prática à primeira. Mudanças implicam novos hábitos e o corpo (e cabeça ) tendem a reagir. Veja isso como parte do processo, e prossiga rumo às suas metas!

Boa Vida Nova!

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publicado às 10:18

Sobre a autonomia

por oficinadepsicologia, em 22.01.12

Autora: Joana Fojo Ferreira

Psicóloga Clínica

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Joana Fojo Ferreira

Recentemente li o livro A traição do Eu: O medo da autonomia no homem e na mulher de Arno Gruen (edição da Assírio & Alvim), e apercebi-me como de facto tendemos a gerir as nossas vidas de acordo com uma ideia de autonomia incongruente com o que ela realmente implica.
Segundo o autor, “a autonomia é o estado de integração em que uma pessoa se encontra em plena concordância com os seus sentimentos e as suas necessidades. (…) Da autonomia faz parte a capacidade de ter um Eu alicerçado no acesso a sentimentos e necessidades genuínos.” (págs. 17 e 18).


Paradoxalmente, geralmente associamos a pessoa autónoma à pessoa independente, controlada, bem adaptada socialmente, por muito que esta pessoa possa não reconhecer qualquer sentimento de tristeza, zanga, medo, ou qualquer necessidade de proximidade, de conforto.
Ao colocarmos este peso na ideia de autonomia, colocamo-nos necessariamente em conflito entre um Eu ideal (supostamente autónomo porque independente e controlado), favorecido pela sociedade ocidental actual, e o Eu real (genuinamente autónomo, mas não reconhecido socialmente como tal), que por vezes tem dores, que tem fragilidades, que precisa de proximidade e de conforto. Estranhamente, este é o Eu socialmente rotulado como fraco e dependente.


Assim, quando puxamos o suposto lado da autonomia (portanto o independente e controlado), reprimimos a possibilidade de satisfação no contacto com a nossa realidade interna e a possibilidade de conforto na interdependência (no equilíbrio entre a proximidade e o isolamento). Criamos a fantasia que ou somos “autónomos” e fortes ou somos dependentes e fracos, sem percebermos que proximidade e autonomia não são incompatíveis, eu não preciso de me isolar para ser autónomo e posso retirar conforto na proximidade sem me tornar dependente.
É muito importante percebermos que a nossa saúde mental não passa por nos adaptarmos às expectativas dos outros negligenciando-nos a nós próprios; a nossa saúde mental passa por encontrarmos, mantendo-nos próximos aos outros, um espaço para reconhecermos e cuidarmos das nossas emoções e necessidades.

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publicado às 10:34

Perturbação de défice de gratidão: uma epidemia global

por oficinadepsicologia, em 21.01.12

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

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Cristina Sousa Ferreira

Li hoje um artigo da FastCompany.com , “ Gratitude as a business strategy” que me inspirou a este texto.  
As pessoas que conheço, de familiares a  amigos, de empregadas de balcão  a empregadas domésticas, de arquitectos a contabilistas,  sofrem de PDG – Perturbação de Déficite de Gratidão.


Apesar de todas as nossas boas intenções e acções recebemos muito mais “encontrões” do que agradecimentos. Estamos sedentos de apreciação genuína e de agradecimento. Queremos saber o que valemos e que os nossos esforços são reconhecidos e apreciados. O mesmo acontece com os nossos filhos, pais, amigos, familiares e colegas de trabalho.


Pense bem no seu ano que passou. Para muitos de nós foi duro por muitas e diversas razões. O que é que os seus colegas, amigos ou familiares fizeram de que esteja genuinamente  grato? Aquele  telefonema na altura certa, aquela esforço voluntário, aquela palavra amiga, aquele ombro, aquele olhar, aquele sorriso, aquele silêncio, aquele.....


Até ao fim do ano como lhes pode agradecer? Como pode satisfazer a sede global de gratidão? Como pode surpreender com uma palavra ou um gesto de agradecimento?


Perca agora (ganhe digo eu) 5 minutos,  a fazer uma lista das pessoas a quem esteja genuinamente grato. Construa e implemente um plano de acção para comunicar o seu agradecimento.
Dê de beber gratidão!

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publicado às 14:45

Sobre a ansiedade

por oficinadepsicologia, em 14.01.12

Autora: Joana Fojo Ferreira

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Joana Fojo Ferreira

Go to the heart of danger for there you will find safety
[Vai ao coração/âmago do perigo, lá encontrarás segurança]
Provérbio Chinês

Proponho uma reflexão sobre o que são e de onde vêm as perturbações da ansiedade.
A ansiedade é matreira: dirige a nossa atenção para as nossas sensações corporais ou para estímulos externos percepcionados como perigosos, para esconder o significado implícito deste medo exagerado. A pessoa ansiosa como que foge de si própria, desenvolve estratégias de evitamento que se materializam nos sintomas de ansiedade e, neste esforço de evitar o contacto com as suas feridas psicológicas, vai reforçando mais e mais a sua percepção negativa de si.

Como é que se desenvolve uma perturbação da ansiedade?
Cada vez mais se reconhece que as perturbações da ansiedade têm origem em experiências de vida dolorosas: experiências traumáticas, traições por outros significativos, respostas ineficazes a acontecimentos de vida, entre outros. Estas experiências criam feridas do self, percepções negativas de si, como incapaz de lidar com os desafios da vida, e estas feridas são tão poderosas, estão tão presentes na vida das pessoas (embora de uma forma implícita, não consciente), que as tornam hipersensíveis a qualquer situação no presente que se assemelhe de alguma forma a estas memórias dolorosas, que active a ferida. No esforço de prevenir a exposição a estas feridas, desenvolvem-se estratégias de protecção desadequadas, que são os sintomas mais visíveis da ansiedade.

Como é que se quebra este ciclo de sintomatologia ansiosa?
Apesar destes comportamentos de protecção desadequados trazerem algum alívio imediato por impedirem o contacto com as feridas, tendem a agravar o sofrimento por reforçarem a perspectiva negativa de si, como incapaz, desadequado, vulnerável…
Apesar do sofrimento imediato que acarreta entrar em contacto com as nossas feridas psicológicas e com as memórias dolorosas que lhes deram origem, é este contacto, no seio de uma relação terapêutica segura e apoiante, que permitirá atender a elementos adaptativos que não foram anteriormente processados e recuperar uma imagem de si mais positiva, capaz de mobilizar recursos para lidar de forma eficaz com os desafios da vida.

A Oficina de Psicologia reabre este mês grupos terapêuticos que se têm mostrado muito eficazes no tratamento de perturbações de ansiedade, temos grupos de ansiedade generalizada, de pânico e de fobia social. Consulte a nossa página e solicite a integração no grupo que mais se adequar à sua problemática. Não adie mais o seu bem-estar.

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publicado às 11:08

O quê, não me ralar? Eu?

por oficinadepsicologia, em 13.01.12

Autora: Tânia da Cunha

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Tânia da Cunha

Se se considera uma pessoa preocupada então a preocupação não lhe é estranha, e muito provavelmente reconhece frases como: “E se”. “E se eu não conseguir?”. “E se eu não fizer bem feito”. “E se ninguém perceber?”. Saiba que todos os “E se?” são uma verdadeira manobra defensiva contra coisas que correm mal ou de se perder o controlo.


Para quem é preocupado, a preocupação é tudo menos inocente. A preocupação, essencialmente a preocupação crónica, é a base sólida da ansiedade e depressão.


Se se preocupa demasiado, o seu corpo pode traduzir o stress e a tensão da preocupação em dores de cabeça, dores de estômago ou insónia. A bem da verdade, o nosso corpo detesta preocupação. Emocionalmente, a preocupação pode dificultar o sentido de equilíbrio e deixar-nos inseguros, inquietos e pessimistas.


Em suma, a preocupação é uma tentativa para contrariar aquilo de que se sente inseguro. Preocupar-se não é necessariamente preparar-se para uma apresentação na faculdade ou controlar os pneus do carro antes de uma longa viagem. A antecipação da vida não faz de si um preocupado, mas sim quando a antecipação se centra naquelas coisas que podem correr mal ou nos aspectos negativos. Despreocupe-se preocupando-se consigo próprio!

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publicado às 11:32

Vantagens dos grupos terapêuticos

por oficinadepsicologia, em 12.01.12

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton
Quais as vantagens dos grupos terapêuticos?
Já alguma vez sentiu-se estranho, diferente de todos, a pensar que tem um problema único?
Talvez a solução seja integrar um grupo terapêutico.
Existem várias vantagens em integrar grupos terapêuticos. Aqui ficam as mais importantes. 
Uma das principais vantagens é a possibilidade de receber suporte e encorajamento dos outros membros do grupo. Quando está num grupo terapêutico é reconfortante saber que existem outras pessoas que também têm o seu problema, as suas dúvidas, os seus medos, os seus receios, que, por vezes, tanto o podem assustar e fazer sentir-se estranho e anormal. Acima de tudo, num grupo terapêutico sentir-se-à menos sozinho e muito mais acompanhado.  
Os elementos pertencentes a um grupo terapêutico podem funcionar como modelos para os outros membros. Num grupo terapêutico todos os elementos aprendem e crescem uns com os outros. Quando vê alguém que começa a saber lidar com a sua perturbação, a evoluir, a descobrir formas de superar os seus problemas e os seus desafios, percebe que também para si existe esperança e percebe que a recuperação é possível. Quando alguém evolui essa pessoa serve como um modelo e uma figura de suporte para os outros elementos. O sucesso do outro ajuda a catalisar sentimentos de realização pessoal. 
Outra das grandes vantagens dos grupos terapêuticos é a de oferecer um espaço controlado, seguro e terapêutico, onde poderá ensaiar vários comportamentos que dificilmente poria em prática em contextos sociais que se tornaram aversivos para si. 
Como vê existem muitas vantagens em integrar um grupo terapêutico. 
A equipa da Oficina de Psicologia sempre preocupada com o seu bem-estar psicológico abre novamente grupos terapêuticos.
Tome nota: A primeira edição dos grupos terapêuticos de 2012 tem inicio já a 23 de Janeiro.
Não hesite e inscreva-se.

 

Referencias:

1Dies, R.R. (1993). Research on group psychotherapy: Overview and clinical applications. In Anne Alonso & Hillel I. Swiller (Eds.), Group therapy in clinical practice. Washington, DC: American Psychiatric Press.

2Manor, O. (1994). Group psychotherapy. In Petrūska Clarkson & Michael Pokorny (Eds.), The handbook of psychotherapy. New York, NY: Routledge.

3Yalom, I. D., & Lesczc, M. (2005). The theory and practice of group psychotherapy. New York, NY: Basic Books

4McDermut W et al. (2001) The Efficacy of Group Psychotherapy for Depression: A Meta-analysis and Review of the Empirical Research. Clinical Psychology: Science and Practice, 8, 98-116

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publicado às 11:15

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