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Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Um cliente entrou uma vez no consultório dizendo “Devia ter aí um cartaz com uma legenda sobre as emoções”. Às vezes não sabemos o que sentimos, outras vezes sabemos o que sentimos, mas não o nome a atribuir.

Que barreiras são estas que nos impedem a uma adequada identificação dos nossos estados emocionais?

 

  • As emoções são difíceis de definir – É fácil de ensinar a uma criança que uma mesa é uma mesa bastando para o efeito apontar para a mesma, sendo possível de a ver, tocar e sentir. Nem sempre é linear para cuidadores perceberem as emoções e atribuírem o devido significado, ajudando assim a criança descodificar que emoção sente.
  • Falta de léxico emocional -  Em algumas famílias e contextos não é privilegiado o natural experimentar, discutir e distinguir de emoções,  que poderia ajudar o indivíduo a descrever o que sente. Se esse vocabulário não for incentivado, os estados emocionais passam a ser designados por “sinto-me bem/mal”, empobrecendo uma discriminação sensível.
  • Confusão entre pensamentos e emoções - Muitas vezes perante a pergunta “O que está a sentir?” descrevem-se pensamentos e não emoções “Estou perdido”. Esta confusão dificulta o acesso à verdadeira emoção. Por outro lado, é frequente que as emoções se mantenham escondidas por trás de pensamentos numa tentativa de proteger da consciência das mesmas.
  • Emoções invalidadas – Nem sempre ao longo do crescimento os cuidadores valorizam devidamente as emoções. Perante uma qualquer situação vivida pela criança a mensagem transmitida é “Não há razão para estares com medo ou zangado”, quando isso era precisamente o que a criança estava a sentir. A mensagem que se aprende é que não se é o melhor juiz das suas emoções e que as mesmas devem ser reprimidas. Essa aprendizagem leva a que as emoções fiquem muitas vezes contraídas, criando stress e confusão na mente e corpo.

 

As emoções devem ser vistas de uma forma intrinsecamente natural à existência humana. Assim sendo têm um papel fundamental na construção e estruturação do self. São ainda uma forma adaptativa de processar a informação, uma vez que funcionam como “sinalizadores”, informando o sujeito que uma necessidade, valor ou objectivo pode ser importante ou alvo de ameaça em determinada situação, ajudando assim a estabelecer prioridades e tendências de acção.

 

Experimente este exercício:

Que palavras/sinónimos pode associar a medo/tristeza/zanga/alegria? Como se manifestam no seu corpo? Que imagens lhe surgem?

Comece hoje mesmo a construir o seu dicionário emocional!

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publicado às 15:29

Ansiedade e depressão: que relação?

por oficinadepsicologia, em 24.02.12

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Habitualmente pensa-se ansiedade e depressão como dois problemas totalmente separados e sem qualquer tipo de relação. O que não é totalmente verdade. Muito embora sejam diferentes, efectivamente estão intimamente relacionados.

A ansiedade pode existir sozinha como pode existir a depressão. Outras vezes, a ansiedade pode levar à depressão ou a depressão pode conter elementos de ansiedade.

 

Por exemplo, se estiver ansioso então a ansiedade estará em primeiro plano. E embora não suspeite que a depressão pode contribuir, para as suas dificuldades, ela pode realmente fazer parte do seu problema. Por outro lado, se apresentar sintomatologia depressiva, suspeite que a ansiedade pode estar escondida.

 

Quer sofra de ansiedade, depressão, você está tão simplesmente a tentar sobreviver àquilo que percepciona como uma ameaça à sua segurança. A ansiedade e a depressão, mais suaves ou severas, irão sempre diminuir a qualidade da sua vida. A palavra crucial aqui é escolha. Escolha não estar deprimido ou ansioso e procure ajuda de um profissional.

 

Muito provavelmente nunca se apercebeu que pode escolher estar deprimido ou ansioso. A psicoterapia poderá ensiná-lo que tem escolha. Independentemente da maior ou menor duração dos seus hábitos de insegurança, uma vez aprendido a trocar um pensamento inseguro e confuso por um pensamento mais maduro e responsável, deixarão de poder contaminar a sua vida.

 

É importante ter uma atitude mental mais positiva, motivação e acreditar que é possível, bem como conhecer o modo como se organizam estes processos ansiosos e depressivos. A motivação é o que lhe permite suster os seus esforços e fazer a caminhada da mudança.

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publicado às 10:56

Sobre a assertividade

por oficinadepsicologia, em 23.02.12

Autora: Joana Fojo Ferreira

Psicóloga Clínica

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Joana Fojo Ferreira

Conhece o termo assertividade? Tem certeza que tem uma noção correcta do seu significado? Passo a esclarecer.

De uma forma simples, assertividade é a capacidade social de afirmar os próprios direitos não violando, ao mesmo tempo, os direitos dos outros. Tenho contudo a sensação que uma amostra significativa de pessoas apreendeu bem a parte da afirmação dos direitos do próprio, mas como que apagou o lado que contempla o respeito pelos direitos dos outros, e portanto associa assertividade a uma postura egoísta e arrogante, chegando a comentar “sou demasiado assertivo e isso causa-me problemas”.

O que é afinal a assertividade?

 

Eu gosto de a colocar num contínuo entre os polos da passividade e da agressividade. Se delinearmos uma linha com a passividade num extremo e a agressividade no outro, o comportamento assertivo passeia-se por esta linha, por vezes aproxima-se mais de um extremo, por vezes mais do outro, mas nunca chega a atingir nenhum dos polos, nem fica indefinidamente na mesma posição.

O que é que justifica a mudança de posição na linha?

 

A situação.

A assertividade envolve expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira directa, clara, honesta e apropriada ao contexto. Ou seja, num contexto tranquilo, sem grandes ameaças à minha identidade, aos meus direitos, o comportamento adequado (assertivo) aproxima-se mais do polo da passividade, numa postura receptiva, de permissão da proximidade do outro, com as defesas em baixo; num contexto hostil, em que os meus direitos são ameaçados e a minha identidade é desrespeitada, o comportamento adequado (igualmente assertivo porque de acordo com a situação) aproxima-se mais do polo da agressividade, em que as minhas defesas estão alerta e coloco limites à proximidade do outro no sentido de me proteger.

 

Mas voltemos ao comentário “sou demasiado assertivo e isso causa-me problemas”. O que é que isto pode significar? Das duas uma, ou não estou a ser assertivo, numa postura de defender os meus direitos mas já de uma forma agressiva por não estar a contemplar os direitos do outro, ou estou perante um outro particularmente frágil, que se sente atacado sem o ser e que responde de volta atacando.

Um terceiro cenário, para o qual peço especial atenção, é uma combinação dos dois, em que o outro se sente atacado não o sendo, eu me ressinto do ataque dele em resposta, e respondo eu atacando também. Neste jogo de lutas não se preocupe em perceber quem começou, assuma a coragem de lhe por um ponto final, protege-se a si e ao outro, aí então está a ser assertivo.

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publicado às 12:20

Depressão pós-parto... ou algo mais?

por oficinadepsicologia, em 22.02.12

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

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Ana Crespim

A Perturbação Obsessivo-Compulsiva no Pós-Parto

A maternidade é sem sombra de dúvida um dos momentos mais marcantes na vida de uma mulher. No entanto, o facto de muitas vezes ser “pintada como cor-de-rosa” por outros elementos do círculo relacional da grávida, pode criar uma série de ideias erradas sobre este período tão determinante para mãe e bebé. Ouvimos muitas vezes dizer “Assim que tive o meu bebé nos braços, compensou tudo” – depois de um parto de 30 horas, com não sei quantos pontos à mistura; ou “Quando ouço a minha bebé chorar, consigo perceber o que ela quer”… Correcto, mas será que isto é bem assim? Ou, será que todas as mulheres são uma espécie de “chapa 5” e reagem todas da mesma forma? Não me parece. O cerne do problema aqui reside no facto de que este tipo de afirmações constitui-se com um possível peso para quem esta nesta fase. Segurar o nosso bebé nos braços pela primeira vez, um ser que cresceu dentro de nós, que carregamos no nosso ventre durante 9 meses, é sem dúvida uma experiência impar. Mas as dores, o rasgar da pele, os pontos, não deixam de estar lá. Do mesmo modo, continuamos a ser humanas e a sentir um cansaço extremo por falta de uma noite de sono seguida; angustiadas quando eles choram sem parar e nós não percebemos porquê; com medo de cometer algum erro que possa prejudicar o bebé; culpadas por sentir tudo isto e não corresponder às nossas expectativas de perfeição – afinal, se algumas vezes ouvimos como tudo isto é maravilhoso, se nós não o estamos a encarar dessa forma, se calhar é porque não somos tão boas mães como as outras. Já sentiu ou sente isto? É muito pesado, não é? Ainda por cima porque se torna tão difícil verbalizar isto – o que é que os outros pensariam de nós? Quem iria compreender? São factores como estes que levam muitas vezes à chamada depressão pós-parto. Aos factores já apontados, juntam-se as alterações hormonais (normais desta fase) e possíveis experiências de parto traumáticas, que podem conduzir a desequilíbrios emocionais mais ou menos graves. Imagine uma linha recta, um continuo entre normal e patológico. Este tipo de experiências, conjuntamente com o nosso estilo de personalidade, as experiências vividas e o apoio percebido, pode determinar a nossa posição nesse contínuo.


Nesta linha de ideias, e considerando que a ansiedade também aparece para fazer uma visita, as mães podem desenvolver perturbação obsessivo-compulsiva, ou seja, uma perturbação do foro ansioso, que se caracteriza essencialmente por pensamentos intrusivos, com carácter obsessivo, e por manifestações comportamentais – comportamentos repetitivos, ritualizados, que se destinam a “esvaziar”, embora temporariamente, a ansiedade extrema provocada pelos pensamentos. Este pode ser considerado um quadro reactivo às exigências e preocupações típicas da maternidade, sendo comum que tenha um carácter reincidente, isto é, pode ocorrer sobretudo nos casos em que a mãe já tenha manifestado este tipo de sintomatologia em algum período da sua vida. Estes quadros manifestam-se por uma preocupação exacerbada com o bebé, que se reflectem em comportamentos de protecção excessivos, que se vão desenvolvendo de uma forma ritualizada – por exemplo, perante a preocupação com micróbios e bactérias, dar banho ao bebé vezes sem conta, chegando ao ponto de provocar irritações na pele ou até mesmo feridas.   

A boa notícia é que este tipo de quadros podem ser prevenidos. Segundo um estudo levado a cabo por Kiara Timpano (investigadora da Universidade de Miami, EUA), publicado no Journal of Psychiatric Research, a realização de sessões específicas de consciencialização dos primeiros sinais desta perturbação, conjuntamente com o ensino de técnicas para lidar com as mesmas no período da gravidez, conduzem a uma descida significativa da ansiedade durante o pós-parto e a uma maior habilidade para lidar com os pensamentos obsessivos que levam aos comportamentos ritualizados.   

Muitas vezes podemos assistir a uma “combinação” – depressão e perturbação obsessivo-compulsiva no pós-parto, ou seja, elas não são mutuamente exclusivas e importa estar atento.
Como “mais vale prevenir do que remediar”, e para que possa aferir da necessidade de realizar um acompanhamento pré-natal neste sentido, importa também dar atenção aos sinais de vulnerabilidade – relembro: ter sofrido deste tipo de perturbação em algum período da sua vida, ter casos na família e/ou a predisposição para sintomatologia ansiosa.
Cuide de si! “Em prevenir está o ganho”.

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publicado às 10:09

O lugar seguro: hipnoterapia clínica

por oficinadepsicologia, em 20.02.12

Autora: Susanne Marie França

Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta Clínica

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Susanne Marie França

A técnica do Lugar Seguro é utilizada e adaptada pelas mais variadas abordagens psicoterapêuticas. Na hipnoterapia pode ser usada na indução à hipnose, no aprofundamento após a indução, na preparação para trabalho analítico como a regressão, e na auto-hipnose. Se conciliarmos ao exercício do Lugar Seguro terapia sugestiva, aumentamos a eficácia desta técnica e conseguimos usufruir ao máximo do poder da mente.


Antes de fazer o exercício do Lugar Seguro, escreva num papel 3 sugestões que estejam relacionadas com algo que deseja mudar na sua vida, como comportamentos, pensamentos, hábitos e rotinas, etc.


As regras básicas na formulação de sugestões são:


•    Simplicidade – aborde um tema de cada vez. Não baralhe a mente com mensagens contraditórias. Seja directo, conciso e específico. A mente não irá interpretar a sugestão, mas sim absorver literalmente.
•    Não utilize a palavra NÃO – se deseja deixar de se sentir ansioso, não diga “a partir de agora nunca mais me vou sentir ansioso”, ao invés diga “ a cada dia sinto-me cada vez mais calmo”. A lei do efeito inverso faz com que aquilo que tentamos evitar e negar com a palavra NÃO ganhe força e prevaleça. Se eu lhe pedir que “não pense no elefante amarelo” qual é a imagem que lhe vem automaticamente à mente?
•    Seja realista e honesto. Se tem um exame na faculdade e não estudou, não vale a pena pensar que uma sugestão acerca do sucesso que vai ter no exame o ajudará a ter uma boa nota. A sugestão tem que se adequar a um contexto e um objectivo realista e tangível.
•    Uma emoção forte (negativa ou positiva) vai sempre ser mais poderosa do que uma emoção mais fraca. Associe sempre emoções às sugestões que elaborar. Só mudamos aquilo que sentimos.
•    Pratique, pratique, pratique – A repetição é o modo como adquirimos novos hábitos, padrões de pensamento e/ou acção. A repetição das sugestões, permite o registo e automatização de novos hábitos que irão substituir os que já não se adequam às nossas circunstâncias actuais de vida.

 

Como fazer o exercício do Lugar Seguro:


Feche os olhos suavemente…inspire profundamente…e expire…libertando todo o ar…todas as sensações que acumulou durante o seu dia e deseja agora libertar….sinta a sensação de leveza…cada vez que expira. Gostaria que se imaginasse no campo...repare na temperatura do ar…nas cores…no ar puro que inspira…sinta os seus passos firmes….sinta vivamente cada sensação que este lugar lhe transmite…...sinta os cheiros…as cores...as texturas… os sons…tão agradáveis…imagine a sensação de segurança…de paz. Já nada mais interessa a não ser esta sensação de libertação. Continue a caminhar…a reparar em cada detalhe…em cada folha…árvore…flor…a sua mente está a libertar e a processar o seu dia. Deixe fluir todos os pensamentos…agora já não interessam…agora a única coisa que é importante…é o seu relaxamento…o seu bem-estar…físico e emocional…Continue a caminhar pelo campo e a respirar lentamente…repare como já conseguiu abrandar o ritmo de respiração e do pensamento….Relaxe."

Repita silenciosamente as sugestões que escreveu e memorizou. Sinta, visualize, e imagine vivamente cada palavra…
Saudações Hipnóticas,


Susanne Marie França

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publicado às 15:20

Relações duradouras ainda podem ter romance

por oficinadepsicologia, em 18.02.12

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Contrariamente ao que se acredita, parece que o amor romântico pode durar e levar a relações cada vez mais felizes. O romance não tem de resfriar nas relações duradouras e evoluir para uma relação do tipo amizade companheira. É o que diz um estudo de Bianca P. Acevedo, da Universidade de Califórnia, publicado na of Review of General Psychology

Tipicamente, as pessoas confundem o amor romântico com o amor possessivo. Contudo, o amor romântico tem a mesma intensidade, envolvimento e química sexual que o amor apaixonado, mas não inclui a componente obsessiva. O amor apaixonado ou obsessivo inclui sentimentos de incerteza e ansiedade. Esse tipo de amor dirige as relações breves, mas não as relações de longa duração. 

 

O estudo revela que aqueles que reportaram um maior amor romântico estavam mais satisfeitos tanto em relações breves como duradouras. O amor companheiro estava apenas moderadamente associado com a satisfação nas relações breves e longas. Por último, os sujeitos que reportaram maior presença de amor apaixonado nas suas relações estavam mais satisfeitos nas relações breves do que nas duradouras.

Os casais que reportaram maior satisfação nas suas relações também reportaram estarem mais felizes e com maior auto-estima.

Sentir que o parceiro “está lá para si” contribui para uma boa relação e facilita os sentimentos de amor romântico. Por outro lado, sentimentos de insegurança estão relacionados com menor satisfação e podem contribuir para o conflito na relação, podendo levar ao desenvolvimento do amor obsessivo.

Esta descoberta pode mudar as expectativas das pessoas sobre o que pretendem em relações duradouras. O amor companheiro, que é visto por muitos casais como a natural progressão de uma relação bem-sucedida, pode não ser a única opção de vivência dos afectos numa relação. Assim, mesmo os casais que já estejam juntos por um longo tempo podem focar os seus objectivos em recuperar o romance sabendo que é possível de atingir, embora com algum investimento, e que esse empenho poderá ter como retorno maior satisfação realização.

Acevedo, B. (2009)"Does a Long-Term Relationship Kill Romantic Love?" Review of General Psychology, Vol. 13, No. 1.
Public Affairs. (2009, March 19). "Romance Can Last In Long-Term Relationships Contrary To Widely Held Beliefs." Medical

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publicado às 14:34

O Sr Homeostase e o Sr Homogénese

por oficinadepsicologia, em 15.02.12

Autora: Joana Fojo Ferreira

Psicóloga Clínica

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Joana Fojo Ferreira

Eu sei, eu sei, dois grandes palavrões; mas passo a apresentá-los.
De uma forma simplista, poderíamos dizer que há duas motivações base para procurar terapia: “Ajude-me a voltar a ser o que era”, ou “Não gosto da minha vida, ajude-me a mudá-la”.


O primeiro discurso é o discurso do Sr. Homeostase, que procura recuperar o equilíbrio inicial, voltar ao estado de base; o segundo discurso é o discurso do Sr. Homeogénese, que também procura equilíbrio, mas integrando as novas exigências/desafios e as novas conquistas numa nova versão de si.


De certa forma o Sr. Homeoestase anda à procura de recuperar o passado, e o Sr. Homeogénese anda a tentar preparar-se para o futuro.
Ao Sr. Homeoestase eu tenho o cuidado de alertar que voltar ao que era implica continuar vulnerável ao tipo de coisas que o trouxeram ao que está hoje. Ao Sr. Homeogénese eu tenho o cuidado de sensibilizar para o risco de perder o rumo caso não integre o que ficou para trás.
Com qual dos senhores gosto mais de trabalhar? Eu cá confesso que eu gosto mesmo é quando eles se cruzam na sala de espera e começam a trocar ideias. Porque é quando me chegam preparados para integrar o passado numa narrativa presente que os ajude a construir um futuro diferente, que eu sei que chegaremos a bom porto.

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publicado às 12:54

A tartaruga e a vida

por oficinadepsicologia, em 08.02.12

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Vou convidá-lo que imagine uma tartaruga… o que é que lhe vem à cabeça? A carapaça, é claro! Quando a vida se torna intempestiva para as tartarugas, estas resguardam-se nas suas carapaças e aguardam pela bonança. É verdade que os seres humanos não têm carapaças, no entanto muitas vezes agem como se tivessem.


As experiências de tartaruga têm uma coisa em comum: proporcionar o afastamento de algum aspecto da vida onde sente perda de controle e uma vez na sua carapaça, sentir-se-á protegido e seguro. Assim, o comportamento de tartaruga é definido não por aquilo que está a fazer mas pela razão por que está a fazer. Ninguém constrói uma carapaça perfeita!


O comportamento de tartaruga é simplesmente qualquer comportamento que lhe permite afastar-se da vida em vez de tratar da vida. Claro que um pouco de comportamento de tartaruga pode ser perfeitamente adaptativo e necessário. Saiba que com moderação não o vai prejudicar. Torna-se preocupante só quando é utilizado como estratégia permanente na tentativa de controlar a vida.


Tome nota que o comportamento de tartaruga, além de provocar ansiedade e depressão, tem tendência a criar um hábito. Quanto mais se acostumar à sua carapaça, mais difícil se torna arriscar a sair dela.
Para considerar um comportamento como carapaça verifique se ele constitui uma tentativa de evitar algum aspecto da vida e sentir-se com mais controle. Como regra geral qualquer comportamento excessivo deve ser questionado como possível desvio ou fuga da vida.

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publicado às 09:27

45 lições de vida

por oficinadepsicologia, em 07.02.12

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

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Cristina Sousa Ferreeira

Para celebrar o seu envelhecimento, certo dia Regina Brett 90 anos de idade , escreveu as 45 lições que a vida lhe ensinou. É a coluna mais solicitada que já escreve. Assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

1. A vida não é justa, mas ainda assim é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para a desperdiçar odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de si quando você ficar doente. Seus amigos e familiares sim. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar zangado com Deus. Ele pode suportar isso.

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publicado às 10:07

Como combater a solidão?

por oficinadepsicologia, em 06.02.12

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton

 

Todos nós já experienciamos a solidão. Existem períodos particulamente propicios que nos relembram a nossa solidão, tais como: O período das férias, o dia dos namorados e durante períodos de muito stress. A solidão faz parte da vida, mas quando é muito intensa torna-se disfuncional. Muitas pessoas não encontram estratégias para sair deste estado. A solidão pode afectar as pessoas de muitas maneiras:
 
Dor Física - Os estudos indicam que existem semelhanças entre as áreas do cérebro relacionadas com as emoções provocadas pela exclusão social e a dor física, o que ajuda a perceber cientificamente a explicação romantizada do "coração partido" e da dor interna.
 
Depressão - Estudos revelam que as pessoas sozinhas apresentam maior número de síntomas depressivos. As pessoas sozinhas e deprimidas experiênciam menores competências sociais para criar laços. Os estudos apontam para uma estreita ligação entre a depressão e a solidão, cada uma alimentado a outra.
 
Saúde Física - Estudos apontam para uma redução da saúde física e do bem-estar nos sujeitos vítimas de solidão. Estes também apresentam maior vulnerabilidade ao aparecimento de doenças. O seu sistema imunitário está mais frágil.
 
Aqui ficam algumas ideias sobre o que fazer perante a solidão:
 
Entre num grupo - Poderá ser um grupo ligado às artes ou ao desporto, ou um grupo comunitário. Entrar num grupo imediatamente conduz a uma integração num conjunto de pessoas que partilham interesses comuns. Poderá trazer um sentimento de pertença. A integração num grupo e o convívio com outras pessoas estimula a criatividade, poderá ser algo que o faça desejar o dia seguinte, ajudando a combater a solidão.
 
Faça voluntariado - Tornar-se voluntário por uma causa em que acredita poderá trazer elevados beneficios. Conhecer outras pessoas, fazer parte de um grupo, criar novas experiências. Praticar e sentir o altruismo poderá trazer outro sentido à sua vida, o que contribuirá para aumentar a sua felicidade e o seu bem-estar, diminuindo a solidão. Trabalhar com os outros mais desfavorecidos pode fazer olhar para a sua vida e para as possibilidades que tem com outros olhos.
 
Procure suporte virtual - Cada vez mais o facebook, e outros portais virtuais têm o condão de dinamizar e fazer crescer as suas relações sociais. Existem muitas pessoas online na mesma situação que você e que estão desejosas que entre em contacto com elas. Existem pessoas com boas intenções que também procuram criar relações, criar laços, criar amizades ou relações amorosas e que procuram o veículo virtual.
 
Invista nas suas relações sociais - Certamente tem pessoas na sua vida que talvez conheça mal, que ainda sejam apenas conhecidos, mas que sempre teve curiosidade de os conhecer melhor. Também poderá investir nas suas relações familiares e torná-las mais profundas e íntimas. Ligue mais aos seus amigos! Hoje em dia, existem serviços de operadores de telemóvel que permitem ligações muitssimo baratas. Invista nas suas relações! Convide os seus amigos para sair! Organize jantares de amigos que tragam dois amigos, dinamizando os encontros sociais e tornando-os fontes de novidade constante.
 
Compre um animal de estimação - Os cães e os gatos, em especial podem trazer vários beneficios e um deles é a prevenção da solidão. Cuidar de um animal reúne principios de altruismo e de companheirismo. Passear um cão leva a comportamentos espontãneos de pessoas que passeiam e que afagam o animal e podem meter conversa consigo, sejam eles pessoas com ou sem animal de estimação. Os animais permitem dar amor incondicional, que poderá ser um extraordinário trunfo para vencer a solidão.  
 
Faça psicoterapia - A psicoterapia tem inúmeras vantagens. Permite criar uma relação de confiança e de exposição da sua intimidade com alguém que o ouve atentamente, com atenção plena e com genuina empatia. Estes elementos são muito reconfortantes para uma pessoa que sofra de solidão. Além de promover este conforto a terapia fornece uma série de estratégias para sair da solidão e reencontrar o seu bem-estar.

 

Entre para um grupo terapêutico - Os grupos terapêuticos são óptimas soluções para combater a solidão. Fornecem uma série de ferramentas importantes para vencer a solidão, desenvolvem competências sociais fundamentais para reconstruir laços, permitem trabalhar e treinar competências sociais através de exercicios de simulação com outras pessoas em situações idênticas, sempre sob o olhar atento e profissional de um ou mais psicoterapêutas. Aproveito para recordar que a Oficina de Psicologia tem à sua disposição grupos terapêuticos para lidar com a depressão e a ansiedade social que muito o poderão ajudar!

 

Como vê, existem muitas formas de combater a solidão.

 

Espero que artigo o possa ajudar!

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publicado às 10:36

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