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Sabe o que deve fazer se ficou sem emprego esta manhã?

por oficinadepsicologia, em 16.01.13

Autora: Cristina Sousa Ferreira

 

Psicóloga Clínica

 

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Cristina Sousa Ferreira

Ficou sem emprego esta manhã? Não sabe o que fazer? Então siga-nos...

 

1-      Telefone, envie mails, contacte pelo menos 10 dos seus amigos mais próximos nas próximas horas e conte-lhes o que aconteceu. Dá-lhe algo para fazer e, para além disso,  contar a sua história ajuda-o a sentir-se menos mal.

 

2-  Tenha uma conversa com a sua família próxima e conte-lhes o que precisam de saber sobre a sua perda de emprego. Eles preocupam-se  consigo mas também se perguntam como se estará a sentir e como podem ajudar. Podem ter receio de perguntar, por isso “abra o jogo” voluntariamente e mantenha-os informados.

 

3- Se tem papéis legais para rever e assinar, peça uma opinião jurídica.

 

4- Mantenha-se calmo, respire, mantenha-se calmo, respire, mantenha-se calmo. Respire. Experimente este exercício disponivel no site da OP .

http://www.oficinadepsicologia.com/PDF/respiracao.pdf

 

5- Se precisar de chorar chore. Chorar não é vergonha. Chorar não vai mudar a situação mas liberta um pouco as emoções causadas pelo despedimento. Cada lágrima  tem algo para contar e traz consigo o peso das preocupações e tristezas, contribuindo deste modo para uma sensação de alívio.

 

6- Se não conseguir dormir esta noite navegue pela internet, vai ver que não está sózinho.

 

7- Vá a uma livraria ou procure on-line dicas sobre a transição de carreira e comece já a ler e aprender mais sobre o processo de procura de emprego.

 

8- Vá ao site da Oficina de Psicologia e descubra o Programa que temos para si - Brevet OP.  Em sessões individuais e em  Grupo pode melhorar a sua qualidade de vida, aprender a descomplicar as suas emoções e aprender e a reaprender competências diversas.

 

Há muita, muita coisa para pensar, contemplar e fazer enquanto lida com esta situação. Hoje, amanhã, este fim de semana, um passo atrás do outro, você pode fazer isto – dizer a si mesmo que vai conseguir.

Conte com a nossa ajuda e o nosso Brevet OP.

Inscrições a decorrer, basta enviar email para brevetop@oficinadepsicologia.com

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publicado às 10:14

Sedução

por oficinadepsicologia, em 11.01.13

Autora: Catarina Mexia

 

Psicóloga Clínica

 

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Catarina Mexia

Don Juan e Casanova são exemplos clássicos de sedutores inquietantes, bem falantes e mal pensantes que precipitam as senhoras no mau caminho. Hoje, no mundo das SMS, da Internet e de outras tecnologias, existirá ainda lugar para sedutores?

 

Terá o sedutor desaparecido da nossa sociedade tendencial e sexualmente igualitária? Não me parece. Aliás, a curta duração de muitas relações, que morrem nas suas fases mais iniciais, comprovam o domínio do reino da sedução.

 

Em 1995, o filme Don Juan De Marco, de Jeremy Leven, interpretado por dois grandes sedutores do cinema, Marlon Brando e Johnny Deep, veio reanimar o personagem literário de Don Juan, tido como símbolo de sedução e libertinagem. Este personagem, cuja existência real ainda hoje é discutida, mas largamente representada nas mais variadas formas de arte, procura representar um padrão de personalidade narcísica, sem escrúpulos, amada e odiada e que não olha a meios para conquistar uma mulher.

 

Curiosamente, este protótipo não é descrito para o sexo feminino - tido sempre como vítima do sedutor -, ainda que muitas mulheres sejam mestras na arte de seduzir.

 

Atualmente a referência ao Don Juanismo serve para caracterizar uma situação que muitas vezes se torna patológica para o sedutor e para aqueles com quem ele se relaciona. Trata-se de uma forma de estar caracterizada por uma forte compulsão para a sedução de alguém que procura enamorar-se da pessoa mais difícil de conquistar para a abandonar em seguida.

 

São pessoas que não conseguem manter uma relação por muito tempo, partindo logo em busca de novas conquistas.

 

Para o Don Juan apenas interessa o instante do prazer e o triunfo sobre a sua conquista, principalmente quando o alvo do seu interesse tem uma situação relacional e civil proibida. É o aspecto do desafio que o mobiliza, fazendo com que a conquista amorosa tenha contornos de desporto e competição. O narcisismo destas pessoas é um aspecto que melhor as caracteriza, ao ponto de se amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa.

 

Estes Don Juan não são obrigatoriamente mais viris ou sexualmente ativos. A sedução contínua nem sempre se dá à custa de um eventual desempenho sexual excecional, mas devido à habilidade em oferecer sempre às mulheres aquilo que elas mais desejam. São, por isso, o protótipo do príncipe encantado, tão valorizado pelo sexo feminino desde a mais tenra infância, e têm a capacidade de perceber rapidamente os gostos e fraquezas das suas vítimas, sendo muito rápidos em satisfazer as mais diversas expectativas. Não é de estranhar, por isso, que as mulheres que se envolvem em ligações deste tipo saem muito magoadas e com uma profunda sensação de raiva e abandono.

 

Para além da faceta negativa da capacidade de seduzir, geralmente instalada em personalidades imaturas, o uso da sedução no dia-a-dia deveria ser uma arte a desenvolver e a aplicar com frequência, qualquer que seja a nossa condição. Muitos casais beneficiariam desta arte se a praticassem mais e melhor, quebrando assim rotinas maçadoras e espevitando relações mornas.

 

O dia de São Valentim tornou-se na festa instituída para pôr em prática a capacidade de agradar ao outro, de lhe mostrar que nos importa a sua presença. É o amor com dia e hora marcada. Mas porque hoje nos casamos ou nos unimos a alguém por amor, sentimento muito pouco racional, feito de ternura e sexo, a sedução está cada vez mais que nunca na ordem do dia.

 

O objectivo da sedução é obter a atenção da pessoa por todos os meios possíveis, para conseguir o controlo emocional e criar uma fonte de prazer. As etapas e rituais de sedução são universais, com poucas nuances, geralmente de natureza cultural. Por exemplo, quer no mundo dos humanos como no animal, é sempre a fêmea que é o sujeito da sedução e o macho o sedutor. Mas o sedutor nem sempre é aquilo que julgamos. Se um homem tentar seduzir uma mulher que não o queira, rapidamente compreenderá quem tem o poder no processo de sedução.

 

Mas quais são as famosas etapas de sedução?

 

O primeiro passo é prender a atenção do outro. Geralmente as mulheres valorizam os atributos físicos (ao contrário do mundo animal), enquanto os homens ostentam o seu poder e riqueza. Os homens exibem-se e as mulheres provocam. E vem o momento em que os olhares se cruzam. Se o olhar perscrutador do homem encontra o olhar receptivo da mulher, produz-se uma faísca repleta de promessas. Se a mulher sorri, revolve o seu cabelo com os dedos, o homem tem permissão para avançar. Caso contrário as suas hipóteses são reduzidas. O olhar é o instrumento de sedução mais eficaz no ser humano e tem o poder de decidir o sucesso ou insucesso de uma potencial relação.

 

A seguir há que iniciar uma conversação. A naturalidade e curiosidade em conhecer o outro um pouco melhor criam melhores probabilidades de gerar uma conversação, cujo conteúdo até nem é muito importante. A manutenção do interesse do outro é extremamente importante e para tal temos que ser observadores, estar atentos, esquecermo-nos de nós. A conversação é o ponto de ruptura: a sedução passa ou acaba, o encantamento permanece ou parte-se. De acordo com os antropólogos, é geralmente a mulher que gera o primeiro contacto físico, através de um leve aflorar da mão com a mão, sempre de forma fortuita e ingénua, ainda que premeditada e calculada quanto aos seus fins. É aí que começa o verdadeiro teste às capacidades de sedução. Com este ligeiro toque foi dito "sim interessas-me, continua a seduzir-me."

 

A arte da sedução não diz respeito apenas àqueles que se querem envolver numa relação. Ela permite fazer durar um amor e reacender momentos de paixão numa relação ameaçada pelo tempo e pelas crises.

 

A sedução e o amor necessitam de manutenção, no sentido de haver uma ajuda mútua na satisfação das nossas necessidades de afeição, crescimento pessoal, necessidades sexuais, sonhos, projetos conjugais. Em suma, a ser felizes.

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publicado às 15:16

Aprenda a Gerir o seu Tempo no Trabalho

por oficinadepsicologia, em 09.01.13

Autora: Cláudia Almeida

 

Psicóloga Clínica

 

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Cláudia Almeida

Um dos principais sintomas de stress no local de trabalho é sentir que o dia não tem horas suficientes para se fazer tudo o que é preciso. Este sentimento pode ser reduzido, organizando melhor o tempo, com a implementação de algumas dicas.

 

1) Crie objetivos

Para gerir melhor o seu tempo, comece por avaliar quais os seus objetivos gerais na vida. O que quer conseguir – um equilíbrio feliz entre o trabalho e a vida familiar? Quais os seus objetivos no domínio profissional? Pretende mudar de emprego, subir na carreira, manter-se na posição em que se encontra? Quando tiver decidido, pense nas suas prioridades a longo prazo e, de acordo com elas, planeie o seu trabalho.

 

2) Planeie tarefas

Divida a sua carga de trabalho em três categorias principais:

A – tarefas urgentes e importantes,

B – tarefas importantes, mas menos urgentes,

C – tarefas rotineiras e de pouca prioridade.

 No final de cada dia, planeie o que tem que fazer no dia seguinte. Intercale as tarefas importantes A e B com as tarefas C, tais como arquivo ou leituras de menos relevância, para variar e aliviar as constantes pressões das tarefas importantes.

Cada vez que realizar uma tarefa, risque-a da sua lista de coisas para fazer. É satisfatório ver a sua lista a diminuir.

 

3) Distribuição tempo

Para usar o tempo o melhor possível e minimizar o stress, tem que o gerir cuidadosamente todos os dias. Pense em todas as tarefas que tem que realizar e reserve um período de tempo para cada uma. Marque uma ou mais tarefas importantes (categoria A) de manhã, para evitar a pressão de passar o dia todo a pensar nelas. Elabore as marcações usando um sistema com o qual se identifique (agenda, uma pagina no computador, um caderninho, um diário, …).

De hora a hora, tente fazer um intervalo de cinco minutos.

 

Não se esqueça:

  • §  Os objetivos mudam com o tempo. Quando eles mudam, a prioridade que atribuímos às diferentes tarefas altera-se.
  • §  Uma tarefa de objetivos não é estática. Uma situação repentina e inesperada no trabalho ou em casa pode mudá-la, assim como às prioridades.
  • §  Muitas reuniões são desnecessárias.
  • §  A indecisão faz perder tempo, mas uma decisão errada e apressada causará mais stress, a longo prazo.
  • §  Controlar os subordinados em pequenos detalhes leva tempo e provavelmente desmoraliza-os.
  • §  As interrupções telefónicas são perdas de tempo. Peça às pessoas que voltem a telefonar ou a algum dos seus colegas que atenda as chamadas.

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publicado às 20:15

Hipnose Clínica e Demência?

por oficinadepsicologia, em 07.01.13

Autora: Susanne Marie França

 

Psicóloga Clínica

 

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Susanne França

Num estudo comparativo entre dois grupos de pessoas com demência, em que um grupo foi submetido a uma intervenção terapêutica convencional, e o outro, a uma intervenção com Hipnoterapia Clínica, foi verificado que as pessoas do grupo da Hipnoterapia registaram uma melhoria significativa na capacidade de concentração, memória e socialização, comparativamente ao grupo não submetido à terapia com hipnose. 

 

Um dos factores importantes é o efeito do relaxamento induzido pela hipnose. Este ajuda a lidar com a sintomatologia associada à ansiedade e humor depressivo, e contribui para o aumento dos níveis de motivação para levar a cabo rotinas diárias e participar em actividades de carácter social. A terapia de sugestão associada ao relaxamento pode igualmente ajudar a melhorar a capacidade de concentração e memória.

 

Os sintomas característicos da demência são a perda lenta e progressiva da memória, concentração e capacidade de aprendizagem. A perda de memória pode envolver a memória a curto prazo em que factos recentes são esquecidos, ou a longo prazo, com perda de memórias e recordações antigas, perda da capacidade de escrever, dificuldade em reconhecer pessoas chegadas, reconhecer lugares e executar rotinas diárias e sofrer alterações no modo de ser e de interagir com os outros.

 

Apesar de ser mais comum em pessoas com mais de 65 anos, a demência pode igualmente afectar pessoas jovens que tenham determinadas doenças, lesões cerebrais ou estejam expostas e/ou consumam substâncias tóxicas.

 

Estima-se que cerca de 7.3 milhões de cidadãos europeus sejam vítimas de uma forma de demência. Em Portugal o numero ronda os 90 000, com tendência a aumentar em parte devido ao envelhecimento cada vez mais característico e notório da população. O prognóstico ainda é mais deprimente quando nos deparamos com uma previsão de duplicação destes valores até ao ano de 2040 (European Collaboration on Dementia).

 

Se é verdade que a Hipnose Clínica não cura a sintomatologia associada à demência, é igualmente verdade que  pode ajudar em muito a controlar e gerir a ansiedade, aumentar a capacidade de concentração e memória e motivar para a socialização diminuindo assim o isolamento e a depressão associada.

 

Assim, o mais importante a reter parece ser que a Hipnose Clínica parece poder contribuir para o melhoramento da qualidade de vida dos pacientes com demência.

 

 

Fonte: University of Liverpool (2008, July 28). Hypnosis Shown to Reduce Symptoms of Dementia.

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publicado às 19:46

A ausência de desejo sexual na mulher

por oficinadepsicologia, em 06.01.13

Autora: Joana Florindo

 

Psicóloga Clínica

 

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Joana Florindo

Um número cada vez maior de mulheres tem chegado à consulta de Sexologia com queixas de falta de desejo sexual. Afirmações como “não tenho qualquer vontade de me envolver sexualmente”, “tento sempre arranjar uma desculpa para não chegarmos aí” ou “por mim não tínhamos sexo”, são frequentemente escutadas em espaço terapêutico, sendo expressas quer por mulheres mais jovens quer por mulheres mais maduras, e comummente acompanhadas por sentimentos de tristeza e frustração.

 

Na maioria dos casos, encontramo-nos perante o que clinicamente se designa de “Desejo Sexual Hipoactivo”. E o que é que isto quer dizer? Que existe uma forte diminuição, ou ausência, de fantasias e pensamentos sexuais, de desejo de se envolver sexualmente, ou não se sentir de todo disponível para esse envolvimento, causando sofrimento e mal-estar individual e no casal.

 

E contrariamente ao que se possa pensar, não se tratam de casos isolados. O desejo sexual hipoactivo é mesmo apontado como a disfunção sexual mais frequente no universo feminino.  A investigação nacional sobre a prevalência das disfunções sexuais femininas indica mesmo que cerca de um terço das mulheres portuguesas sente falta de desejo sexual.

 

Convém, contudo, destacar que a diminuição ou a ausência do desejo sexual nem sempre se traduz numa disfunção sexual. Não nos podemos esquecer que “desejo” resulta de uma interacção complexa entre factores biológicos, psicológicos, socioculturais e relacionais, sendo flutuante ao longo da vida.

 

Devemos considerar que o desejo pode estar relacionado, por exemplo, com factores de stress e cansaço, com estados emocionais de ansiedade e depressão, com a toma de determinados medicamentos como alguns antidepressivos ou agentes quimioterapêuticos, com conflitos relacionais no casal, ou com factores biológicos como as alterações hormonais.

 

Se considerarmos todas as idiossincrasias contextuais com que os casais se deparam e a ausência de desejo se prolongar no tempo, durante pelo menos 6 meses, e for vivenciada com sofrimento e mal-estar individual e relacional, é fundamental a consulta de um especialista.

 

A intervenção psicológica nestes casos, após um processo inicial de avaliação completa e cuidadosa, que abranja as componentes médica e psicológica, passa essencialmente pela psicoterapia e pela terapia sexual, tendo como principal objectivo o re-enfoque da vivência sexual no prazer, trabalhando destacadamente a intimidade emocional e comunicacional do casal.

 

Mas porque cada caso é um caso, devendo-se sempre considerar a experiência individual, não hesite em procurar ajuda especializada de forma a avaliar cuidadosamente o que se passa consigo.

 

Para saber mais sobre Desejo Sexual Hipoactivo, ou qualquer outra disfunção sexual, não hesite em consultar a nossa página: http://oficinadepsicologia.com/psicoterapia/sexologia-clinica

 

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publicado às 18:33

Privacidade Global

por oficinadepsicologia, em 05.01.13

Autora: Catarina Mexia

 

Psicóloga Clínica

 

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Catarina Mexia

"Se há no mundo alguma coisa mais irritante do que sermos alguém

de quem se fala, é ninguém falar de nós."

Óscar Wilde

 

 

As noções de privacidade e intimidade são aquisições recentes na evolução da cultura ocidental. Aliás, a título de curiosidade, antigamente as camas tinham dossel porque não existia uma dependência da casa reservada ao casal, podendo esta estar colocada num local de passagem ou partilhado por outros.

 

Até há pouco tempo, nas comunidades mais pequenas, as portas não se fechavam e era comum partilhar as casas de acordo com as necessidades e o prazer da companhia.

 

O mundo ocidental tem vindo a evoluir de uma dimensão pública para a privada. O fim dos anos 80 e o início dos anos 90, com o aparecimento da geração cocoon, foi a expressão mais clara deste movimento, que atinge atualmente contornos patológicos no Japão, com os adolescentes capazes de passar dois, três ou até sete anos fechados no seu quarto sem qualquer contato direto com o mundo exterior.

 

O aparecimento do teletrabalho, da Internet, da televisão interativa vieram favorecer este movimento centrípeto na vida das pessoas, do qual os portugueses não são exceção.

 

Paradoxalmente, ou talvez não, e na medida em que nos refugiamos cada vez mais no nosso canto, cresce o interesse por programas designados por reality shows e proliferam os blogues, de escrita ou de fotografia, os facebook,  verdadeiros diários online acessíveis a qualquer um na Internet. São ferramentas do mundo moderno que podem ser sinónimo de liberdade de expressão e possibilidade de exercer um direito da democracia, mas a verdade é que revolucionam o conceito de privacidade e o que podemos fazer com ela.

 

Quanto às "novelas da vida real", onde um punhado de pessoas são pagas para conviverem num espaço confinado, com regras específicas e num tempo determinado, com frequência me questiono o que leva estas pessoas a fazê-lo e porque tem tanto impacto junto do público.

 

O processo de construção da noção de privacidade ocorre simultaneamente com o da construção da identidade e do conceito de si próprio face aos outros. É um conceito que vai sendo alicerçado em normas, valores e crenças da cultura em que vamos evoluindo e que vamos absorvendo através do meio familiar e social desde a mais tenra infância. Este é uma das características que mais cedo começa a ser estruturada na construção da personalidade do ser humano.

 

Muitos dos comportamentos que o bebé e mais tarde a criança desenvolvem, voltados para o autoconhecimento do seu corpo e associados a necessidades fisiológicas, vão ser remetidos para a esfera do privado por modelação do meio social e familiar, nomeadamente no que respeita aos sentimentos de pudor. A forma como cada um vai viver a sua intimidade e privacidade são o resultado da forma como a afetividade é estimulada, como é respeitada a sua autonomia e como a família lida com os limites do próprio face aos pais e ao exterior.

 

Recordo-me de que há algum tempo atrás senti a necessidade de trabalhar com uma mãe e um filho pré-adolescente os limites e noção de privacidade, pois havia alguma dificuldade em compreender que o espaço da casa de banho era privado e, como tal, não era o melhor local para se entrar e contar histórias ou fazer pedidos. Mas esta mãe levou cerca de dez anos para sentir que precisava de demarcar este espaço da sua privacidade.

 

Existem algumas situações de desvio à normalidade e que podem constituir-se em áreas do foro da psicopatologia. Nestas, alterações no desenvolvimento harmonioso da esfera afectiva da pessoa enquanto criança traz alterações à forma de vivenciar o desejo e a sua capacidade de se envolver numa relação afectiva plena, gerando-se, no limite, uma dissociação entre o ato sexual, a afectividade e a relação interpessoal. Subjacente está muitas vezes o medo de entrega e problemas sérios de autoimagem e autoconfiança.

 

Qualquer um de nós, no entanto, tem características de voyeur e ou exibicionista em maior ou menor grau, sem estarem associadas ao ato sexual.

 

Contudo, uma das questões que se coloca na atualidade remete para que as nossas vidas possam ser alvo dos olhares de terceiros, sem o nosso conhecimento ou consentimento. E este é um assunto polémico, na medida em que ao fazê-lo atentamos contra uma das necessidades mais básicas do indivíduo, que é a segurança e a noção de controlo da sua vida. Mais uma vez, e paradoxalmente, fazemo-lo em nome da segurança, sendo indiscutível o seu valor em casos de violência.

 

Mas, num sentido da perversidade, ser espiado pode ter consequências sérias ao nível de um aumento da ansiedade, alterações de humor e um crescente sentimento de insegurança por desconhecimento das intenções e consequências de quem o faz. Se existir uma exposição dos factos espiados, pode haver um comportamento do indivíduo no sentido do isolamento, evitando ou recusando mesmo o contacto com terceiros.

 

Mas, o que nos atrai nas pessoas que aceitam expor a sua vida privada? Na realidade todos somos diferentes em público e em privado. O comportamento humano é produto da personalidade, mas também do meio em que nos encontramos. E a situação contém normas, rituais, regras, crenças, etc., que são interiorizadas através do nosso processo de socialização e que nos orientam para o que pode ou não ser feito em público e em privado.

 

Se para cada um de nós esta é uma verdade que reconhecemos com facilidade, ficamos sempre na dúvida se o mesmo se passa com outros, especialmente quando se tratam de figuras muito mediatizadas. Assim, quando pensamos nas "novelas da vida real", estamos a falar da outra face da moeda, ou seja, do exibicionismo mais ou menos voluntário. Como diria Andy Warhol, todos temos direito a "15 minutos de fama", mas esta só acontece se for testemunhada por outros e, para tal, algumas pessoas esforçam-se ativamente para a conseguirem.

 

A procura da visibilidade pública através da divulgação de pormenores do âmbito da nossa intimidade e privacidade está muitas vezes associada a ganhos secundários, sejam eles dinheiro ou o reconhecimento social. Tal permite recuperar alguma da autoestima perdida, que se vai reconstruindo aos poucos pelo reconhecimento do público, de amigos, dos outros. Afinal, a nossa autoestima é também resultado de um processo interativo.

 

 

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publicado às 15:47

E qual a minha Patologia?

por oficinadepsicologia, em 04.01.13

Autor: Gustavo Pedrosa

 

Psicólogo Clínico

 

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Gustavo Pedrosa

Em saúde mental, existem publicações quase “bíblicas”. O DSM – IV – TR e o CID – 10 são as referências da Psicopatologia; publicações que servem de referência aos diagnósticos e às estatísticas utilizadas para as terapias. No entanto, são tão importantes, como por vezes inúteis.

 

Raramente os nossos clientes possuem um quadro clinico claro, conciso e sem comorbidez, ou seja, raramente apresentam apenas sintomas de uma patologia.

 

Acima de tudo, estas publicações são pontos de referências para os terapeutas agruparem sintomas e para dirigirem as suas diferentes formas de fazer terapia, pois servem apenas para realizar diagnósticos simples e claros.

 

Em muitos casos, estes diagnósticos são mais importante para os clientes do que para os terapeutas. A necessidade que atualmente as pessoas têm em catalogar as suas patologias e em explicar o seu mau estar, leva a que haja uma procura de uma semântica patológica.

 

Também temos que perceber que, nessa necessidade de catalogar e agrupar patologias, há muitas vezes alguns fatores sociais envolvidos. Nos anos 90 falava-se em depressão; no início do milénio o autismo e a hiperatividade foram termos que começaram a ser usados com muito mais frequência e, atualmente, muito se discute sobre as pessoas bipolares.

 

Este movimento de patologia social poder-se-á explicar pela evolução na compreensão ou desenvolvimento de programas terapêuticos para cada quadro clínico, ou simplesmente pela exposição das problemáticas que anteriormente eram escondidas do panorama social.

 

As perturbações do desenvolvimento foram também muito exploradas nos últimos anos. Como referido acima, o autismo e a hiperatividade são termos que atualmente estão muito presentes no contexto escolar.

 

Também relativamente a outras patologias presentes na fase de desenvolvimento, notou-se que os familiares começaram a procurar nomes para os sintomas. Muitas vezes notamos que, por exemplo na deficiência mental, se procura saber qual a síndrome que explica a razão da existência dessa deficiência. Claro que, neste caso, além da categorização, há também a procura de uma razão e de um termo clinico que seja socialmente aceite mais facilmente. E, neste caso, mesmo os técnicos que não estão ligados diretamente à saúde mental, mas que trabalham com este tipo de população, perguntam frequentemente qual a causa e a patologia da deficiência mental.

 

Tudo isto serve apenas para explicar que nem sempre é fácil fazer um diagnóstico claro e conciso, pois em muitos casos existe comorbidez com diversas patologias, além dos sintomas “escondidos” ou menosprezados pelo cliente, dificultando o diagnóstico claro. E esse diagnóstico serve muito mais a compreensão e aceitação do cliente, do que a estruturação terapêutica leva a cabo pelo técnico de saúde mental.  Trata-se muitas vezes de uma estruturação pessoal e social, e não tanto de uma estruturação patológica.

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publicado às 15:25

À Descoberta dos Nossos Traços de Personalidade

por oficinadepsicologia, em 03.01.13

Autora: Isabel Policarpo

 

Psicóloga Clínica

 

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Isabel Policarpo

Geralmente gostamos de perceber melhor quem somos e de como são as pessoas que nos são mais importantes. Neste sentido, e tendo como ponto de partida a teoria dos “Cinco Factores de Personalidade” – extroversão, neuroticismo, abertura à experiência, afabilidade e consciência, aqui fica o desafio de descobrir onde se encontra em cada um desses traços.     

 

É importante notar que cada um dos cinco traços da personalidade representa um intervalo entre dois extremos. Por exemplo, a dimensão extroversão representa um continuum entre a extroversão e a introversão extrema. No mundo real, a maioria das pessoas tende a estar em algum lugar entre as duas extremidades de cada dimensão. Acresce que apesar da posição relativa que tendemos a ocupar nas diferentes dimensões, cada um de nós tem ainda a capacidade de se movimentar em cada um dos eixos de acordo com as situações e circunstâncias.

 

Aqui fica uma descrição sucinta de cada um desses cinco traços que representam grandes áreas da personalidade. Cabe-lhe a si perceber como tendencialmente se posiciona em cada uma dessas dimensões e encontrar a constelação única dos seus traços de personalidade.

 

Abertura à experiência

As pessoas abertas à experiência são intelectualmente curiosas, criativas, imaginativas e mais propensas a manter ideias pouco comuns. Apreciam a arte, a aventura, a variedade de experiências e são sensíveis à beleza. 

 

Na outra extremidade as pessoas mais fechadas à experiência tendem a ter interesses mais convencionais e tradicionais. Preferem o simples, o directo e o óbvio, sobre o complexo, o ambíguo e o subtil. Privilegiam a familiaridade em detrimento da novidade, porque são cautelosas e resistentes à mudança. Podem olhar as artes e as ciências com desconfiança e/ou considera-las desinteressantes.

 

Consciência

A consciência é a tendência para mostrar autodisciplina, para agir com sentido do dever e com vista a alcançar metas pré-definidas. Há uma preferência pelo planeamento e reflexão, em detrimento de um agir baseado na espontaneidade. As pessoas tendem a ser organizadas, eficientes, conscientes dos detalhes e apresentam um bom controle de impulsos.

 

Na outra ponta da escala as pessoas têm dificuldade em regular e dirigir os seus impulsos, tendendo a ser indisciplinadas, inconsistentes e pouco confiáveis.

 

Extroversão

Esta característica inclui características como sociabilidade, loquacidade, assertividade e expressividade emocional. A extroversão é caracterizada por emoções positivas e pela tendência para procurar estimulação no exterior e na companhia dos outros. Os extrovertidos gostam de estar com as pessoas, e muitas vezes são vistos como cheios de energia. Tendem a ser entusiastas, orientados para a acção e são propensos a dizer "Sim!" ou "Vamos lá!" às oportunidades de excitação. Em grupo gostam de falar, afirmar-se e de chamar a atenção para si.

 

Na outra extremidade da escala os introvertidos têm menos necessidade de socialização e de actividade. Tendem a ser calmos, discretos, reservados e solitários. A falta de envolvimento social não deve ser interpretada como timidez ou depressão, simplesmente têm menos necessidade de estimulação e precisam de mais tempo para estarem sós. Podem igualmente ser activos e enérgicos, simplesmente não socialmente.

 

Afabilidade

Esta dimensão de personalidade inclui atributos como confiança, altruísmo, bondade e carinho.

É a tendência a ser compassivo e cooperativo, a gerar harmonia social em detrimento de uma atitude antagónica e de suspeição em relação aos outros. As pessoas tendem a ser agradáveis, atenciosos, simpáticos, generosos e a ter uma visão optimista da natureza humana.

 

Na outra ponta da escala os indivíduos pouco afáveis colocam o interesse próprio acima do dos outros. Tendem a ser despreocupados com o bem-estar do outro e menos propensos a entenderem-se com os demais. O seu cepticismo sobre as pessoas em geral, faz com que sejam desconfiados, hostis e pouco cooperativos.

 

Neuroticismo

Esta dimensão da personalidade inclui a tendência para experimentar facilmente emoções desagradáveis como ansiedade, raiva, irritabilidade, instabilidade emocional, tristeza e vulnerabilidade. São pessoas emocionalmente reactivas e vulneráveis ao stress e a estímulos aversivos. Têm tendência a interpretar situações normais como ameaças e vivenciam as pequenas frustrações como situações irremediavelmente difíceis. As suas reacções emocionais negativas tendem a persistir por períodos longos de tempo. A dificuldade na regulação emocional diminui a capacidade da pessoa para pensar com clareza, tomar decisões e lidar de forma eficaz com o stress.

 

Na outra ponta da escala, os indivíduos que pontuam baixo nesta característica são menos reactivos. Tendem a ser calmos, seguros e emocionalmente estáveis.

 

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publicado às 20:06

Sabe o que deve fazer se ficou sem emprego esta manhã?

por oficinadepsicologia, em 02.01.13

Autora: Cristina Sousa Ferreira

 

Psicóloga Clínica

 

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Cristina Sousa Ferreira

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1-      Telefone, envie mails, contacte pelo menos 10 dos seus amigos mais próximos nas próximas horas e conte-lhes o que aconteceu. Dá-lhe algo para fazer e, para além disso,  contar a sua história ajuda-o a sentir-se menos mal.

 

2-  Tenha uma conversa com a sua família próxima e conte-lhes o que precisam de saber sobre a sua perda de emprego. Eles preocupam-se  consigo mas também se perguntam como se estará a sentir e como podem ajudar. Podem ter receio de perguntar, por isso “abra o jogo” voluntariamente e mantenha-os informados.

 

3- Se tem papéis legais para rever e assinar, peça uma opinião jurídica.

 

4- Mantenha-se calmo, respire, mantenha-se calmo, respire, mantenha-se calmo. Respire. Experimente este exercício disponivel no site da OP .

 

5- Se precisar de chorar, chore. Chorar não é vergonha. Chorar não vai mudar a situação mas liberta um pouco as emoções causadas pelo despedimento. Cada lágrima  tem algo para contar e traz consigo o peso das preocupações e tristezas, contribuindo deste modo para uma sensação de alívio.

 

6- Se não conseguir dormir esta noite navegue pela internet, vai ver que não está sózinho.

 

7- Vá a uma livraria ou procure on-line dicas sobre a transição de carreira e comece já a ler e aprender mais sobre o processo de procura de emprego.

 

8- Vá ao site da Oficina de Psicologia e descubra o Programa que temos para si - Brevet OPEm sessões individuais e em  Grupo pode melhorar a sua qualidade de vida, aprender a descomplicar as suas emoções e aprender e a reaprender competências diversas.

 

Há muita, muita coisa para pensar, contemplar e fazer enquanto lida com esta situação. Hoje, amanhã, este fim de semana, um passo atrás do outro, você pode fazer isto – dizer a si mesmo que vai conseguir.

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publicado às 11:59

Renascer, nunca é tarde para renascer

por oficinadepsicologia, em 01.01.13

Autor: Luís Gonçalves

 

Psicólogo Clínico

 

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Luís Gonçalves

Há anos na vida em que o tempo passa... passa sem se passar nada. Um vazio de entusiasmo, de brilho e de desafios que nos entristece minuto a minuto. Os dias e as noites arrastam-se e o traço da nossa estrada esbate-se sem retorno ou conserto. Não nos apetece, não vale a pena.

 

Ficámos velhos por dentro e deixámos para trás aquele sorriso por quem os nossos avós se apaixonaram um dia. Perdemos cedo demais a inocência e achamos agora que sabemos demais. Desistimos de ser surpreendidos e apenas sobrevivemos, abdicámos de viver. Deixámos de regar a árvore da vida por não acreditarmos que ela voltasse a florescer...

E, num dia como outro qualquer, a magia acontece. Uma gota de chuva gélida entra-nos na alma pelo nosso corpo cansado do tal nada. Subitamente, apetece renascer quem somos, como se não houvesse um amanhã. Num piscar de olhos, um arrepio leva-nos ao frenesim de uma criança que corre, salta, se suja e brinca com tudo o que este e o outro mundo lhe dão. Porque para ela todos os minutos são curtos, deliciosamente curtos.

 

Brinque.

Revisite tudo o que já fez, quem amou, quem perdeu, o que conquistou.

 

Percorra outra vez o caminho que fez centenas de vezes para ir para a escola e descubra que, afinal, esta vida é mais e melhor do que nos convencemos.

 

Saboreie o seu prato preferido e acompanhe-o com a sua bebida de eleição. Tenha prazer. Volte às suas raízes, relembre a pessoa única que é e que o tempo queria apagar.

 

Ame.

Relembre que as pessoas podem ser amáveis, justas e sinceras sem pedir nada em troca. Que os nossos sonhos de infância eram a coisa mais bela e pura que alguma vez tivémos. E que vamos bem a tempo de lá chegar, porque a vitalidade do dia e a inspiração da noite jamais se perderam. Estiveram sempre lá, tal e qual as pessoas mais importantes da sua vida.

 

Sonhe.

Descobrimos até que esse passado que você e eu vivemos já não pesa. Ficámos tão leves que a liberdade que hoje sentimos nos empurra sabiamente para a felicidade. Saímos da zona de conforto que se tornou desconfortável e partimos rumo ao horizonte. É que tudo o que vivemos tornou-se uma fonte de aprendizagem que nos permite agora dar e receber como nunca, aproveitando a vida da melhor forma. A sua forma.

 

Liberte-se.

E como um menino que cai e se levanta com um sorriso traquina ou uma menina que colhe uma bonita flor no local mais inacessível do jardim, também você pode ultrapassar qualquer obstáculo. Abraçando-o. Sim porque naqueles tempos tudo parecia simples e puro, sem limites. Permita-se mesmo a fechar os olhos e deixar-se cair para trás em direção à existência, há sempre alguém que nos agarra. Deixe partir o medo e a culpa.

 

Abraçe.

Não deixe nada por dizer ou por fazer. Descanse muito mas divirta-se mais. Tire o relógio, desligue o computador e atire com o telemóvel, por breves momentos que sejam. Há sítios e pessoas que precisam de si há tanto, mas tanto, tempo. Deixe a sua marca. Viaje com a curiosidade da primeira visita de estudo. Aprenda e ensine como quando repetia a tabuada em voz alta com os seus melhores amigos. Ria-se de tudo e de nada. Declare-se à pessoa que o(a) deixa fora de si. Beije-a e dê-lhe a mão. Lembre-se do quanto ficava feliz quando o(a) convidavam para entrar num jogo ou brincadeira. Isso, convide as pessoas que o rodeiam todos os dias.

 

Sorria.

Repare que a mesma nuvem não passa outra vez. Acredite na mudança.

E tudo começou com uma simples gota. Uma gota de vida.

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publicado às 17:47


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