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Pensamentos estranhos

por oficinadepsicologia, em 13.06.10

E-mail recebido

 

Tenho uns pensamentos estranhos, isso vem de pequena.. Imagino coisas más com as pessoas, principalmentes das qual gosto. Por exemplo, meu pai esta com uma faca a cortar o pao imagino logo ele se cortanto da pior forma..tenho muitas vezes esses tipos de pensamentos, gostaria de saber quais medidas tomar para parar isso..ou será normal? muito obrigada pela atençao.

 

Resposta

 

Cara S.

De facto, os pensamentos de que fala devem ser muito assustadores para si. Espero ajudá-la ao dizer que fazem parte da perturbação obsessivo-compulsiva, sendo bastante comuns nas pessoas que sofrem desta perturbação da ansiedade.

 

Todos nós nos habituámos a achar que os pensamentos que temos, de alguma forma, reflectem aquilo que somos, e nos colocam mais próximo de agir em conformidade com eles. E, no entanto, nada poderia ser menos verdadeiro... Que o diga qualquer pessoa habituada a pensar que deveria terminar aquele trabalho, estudar hoje aquele capítulo, ou arrumar a casa, mas que, por mais que o repita em pensamento, o dia escorre sem que tenha saído do sofá onde se encontra confortavelmente instalada...

 

A esmagadora maioria das pessoas (95% de acordo com um estudo) refere ser assaltada por pensamentos que não quis ter, que não fazem parte da sua realidade do dia-a-dia e que não convidou a aparecerem na sua cabeça. A maior parte de nós, nestas circunstâncias, ignora-os com um encolher de ombros (ou um pequeno arrepio, dependendo do tipo de pensamentos) e consegue deixá-los correr num segundo plano da nossa consciência, sem nos deixarmos encadear por eles. Algumas outras pessoas, sem que se saiba bem porquê, ficam presas na angústia que esses pensamentos lhes provocam o que, de uma forma paradoxal - e, sim, perversa, mesmo - cria as condições para que eles voltem renovadamente, com insistência desesperante. Nestas situações, como parece ser o seu caso, é fundamental procurar ajuda para voltar a ficar bem.

 

A perturbação obsessivo-compulsiva (é preciso recorrer a uma consulta com um profissional de saúde para se certificar de que é este o diagnóstico no seu caso) tem sido bastante estudada nas últimas décadas e existem tratamentos psicoterapêuticos muito eficazes na remissão total ou parcial da sua sintomatologia. Por favor, não hesite e recorra a um psicólogo qualificado (procure um psicólogo de orientação cognitivo-comportamental) - se for essa a sua escolha, teremos, naturalmente, muito gosto em recebê-la na Oficina de Psicologia. Entretanto, talvez queira analisar a informação que temos preparada em http://www.oficinadepsicologia.com/ocd.htm.

 

Abraço solidário,

Madalena Lobo

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publicado às 18:40



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