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Ano Novo, Vida Nova... sem depressão, de preferência!

por oficinadepsicologia, em 04.01.11

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico


 

 

“Ano Novo, Vida Nova!”, diz o povo. E quem ande na rua sabe que nós, portugueses, apostamos muito neste chavão. Um ouvido atento “topa”, nos cafés, nos transportes, na fila do supermercado, as resoluções e promessas já repetidas por todos. “É a partir do Ano Novo que faço dieta”, ajuramenta uma senhora no café, com um olhar culpado sobre o pastel de nata que se prepara para devorar;  “Assim que entre no ano que vem, a ver se deixo de fumar”, promete uma mãe ao filho, entre um cigarro e outro, batendo o pé impacientemente; “Para o ano começo a arrumar as contas e as facturas para o IRS como deve ser”, compromete-se um cliente na farmácia, enquanto se queixa da penalização que sofrera; “Em Janeiro, sem falta, volto para o ginásio”, é a aposta do estudante que acaba de entrar no autocarro depois de um sprint. Promessas, como estas, ouvimo-las todos os anos. Especialmente quando o ano que termina foi duro, cansativo, ou pouco satisfatório. Nessas alturas, só queremos poder prometer a nós próprios que, no ano que vem, vamos ser felizes... Para muitos, 2010 foi um ano assim. A crise que se anuncia e desmente há anos começa a deixar mossa no nosso ânimo, na nossa esperança, no sentido de humor que nos caracteriza. E 2011, tudo o indica, será um ano igualmente difícil. Os aumentos nas taxas de desemprego e impostos, no acesso ao crédito, nos combustíveis,  nas rendas de casa e afins fez-se acompanhar de uma paralização na carreira de muitos, na queda do poder de compra, na redução na confiança na economia e instituições. 2010 foi um ano que trouxe momentos muito duros e, para muitos de nós, que deixou marcas, e 2011 não promete ser melhor.

Não quer isto dizer que seja altura de baixar os braços e ir abaixo. Bem pelo contrário! Na Oficina de Psicologia acreditamos, de facto, que Ano Novo pode e deve implicar vida nova! Especialmente para aqueles que, durante o ano que cessa, se debateram com a desesperança que tão frequentemente resulta em situações de depressão. E sabemos que, para cada vez mais pessoas, esta é uma realidade muito dura que acresce àquelas que a situação do país nos traz.

É exactamente a pensar nestas pessoas que vou iniciar no próximo dia 20 de Janeiro, pelas 19h30, o Grupo Terapêutico de Depressão. Neste grupo, vamos trabalhar no sentido de desenvolver estratégias para retomar o nível de actividade que frequentemente se perde quando nos deprimimos, e recuperar o prazer na realização destas tarefas. Partindo daqui, desenvolveremos estratégias para gerir os pensamentos negativos que nos invadem quando estamos deprimidos, e para lidar com a tristeza, frustração e zanga connosco próprios que também caracterizam a depressão. Sempre apontando a prevenir que a queda na depressão se repita.  Se sente que o ano que passou resultou em, ou contribuiu para, o agravamento de uma situação de depressão, contacte-nos!

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publicado às 17:55



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