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Ajuda psicológica na gravidez e pós-parto

por oficinadepsicologia, em 06.04.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

Tânia da Cunha

A gravidez é expressa, por modificações psicológicas importantes. Uma das primeiras transformações é a alteração da imagem corporal, que é parte integrante de uma alteração global e contínua do funcionamento orgânico da mulher.

 

 

Cada gravidez é única. Toda a mulher reage à sua própria maneira ao encadeamento perfeito dos acontecimentos fisiológicos. A mesma mulher pode reagir diferentemente de gravidez para gravidez. No entanto, há uma certa qualidade da experiência interior que parece ser característica do estado de gravidez.

 

As mulheres vivem a gravidez como um acontecimento tanto psicológico como físico. Mudanças na imagem do corpo, secreções de hormonas, e a confusão de apoios circundantes em mudança e expectativas culturais são inevitavelmente espelhadas na psique, na vida mental da mulher grávida. Mudanças na identidade vão de mãos dadas com mudanças no corpo e nos papéis sociais. O processo pode ser suave ou violento, fonte de confiança ou assustador, feliz ou triste, mas é seguramente de mudança.

 

 

Tal como acontece com outras crises existenciais, a gravidez cria um equilíbrio delicado entre experiências positivas e negativas, entre expansão e regressão. É provável que cada momento de alegria, antecipação, criatividade e hilaridade seja compensado por um de ansiedade, ambivalência, perda e medo.

 

A vulnerabilidade crescente relaciona-se, sem dúvida, com medo de perigos desconhecidos, quer sejam interiores, quer sejam exteriores. A mulher já não conhece o seu próprio corpo e perdeu o sentido de como aparece aos outros.

 

Do ponto de vista da prevenção em saúde mental, a gravidez é um momento particular e privilegiado de intervenção, uma vez que a mulher está sujeita a um regime organizado de cuidados de saúde, para os quais, na maior parte das vezes, está motivada e desperta. Por esse motivo, a intervenção em grupos de grávidas pode ser um espaço privilegiado para a transmissão de informação e para a verbalização de ansiedades e expectativas relativas à gravidez e puerpério.

 

É fundamental oferecer um espaço de expressão e elaboração das experiências vividas durante a gravidez, o parto e o puerpério, bem como auxiliar na preparação do corpo para o parto, e também para as modificações vividas ao longo do ciclo grávido-puerperal.

 

As mais recentes pesquisas acerca da vida intra-uterina apontam para a riqueza de experiências que cercam a existência do feto, um ser activo, capaz de contactar-se com o ambiente do útero materno, com a sua mãe e com o mundo, através de corpo da mulher grávida. É aí, portanto, no início da existência do homem, que está o início de toda a relação.

 

A realização de acompanhamento psicológico durante a gravidez pode contribuir para uma vivência mais saudável desse período maturacional, prevenindo perturbações no processo de desenvolvimento gravídico e consequentes ocorrências patológicas, como complicações no parto e distúrbios emocionais no pós-parto, ou ainda, e de forma mais negativa, o parto prematuro.

 

 

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publicado às 19:10



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