Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




16 de Abril - Dia Mundial da Voz

por oficinadepsicologia, em 16.04.11

A utilização da voz aparece como instrumento terapêutico. A eficácia da terapia pode depender da maneira de utilizar a voz. O trabalho em torno da voz é fundamental, o modo de falar é tão importante quanto aquilo que é dito. A voz é uma das principais vias de auto-expressão e refere-se a tudo o que implica ressonância interna, ao eu interno, à consciência. Para além da função expressiva, a voz pode apresentar uma direcção e a questão de temporalidade.

Tânia Cunha

 

 

 

Xiu, Xiu!
Vamos ouvir a nossa voz, sim a voz que guarda o nosso riso de criança,
o dos nossos filhos ou o dos filhos dos outros.
Ouçamos aquilo que ela tem para nos dizer ecoando as nossas emoções,
ao pestanejar de um abrir e fechar de olhos enquanto as imagens e
recordações passam.
Demos voz ao silêncio que teima em ficar expulsando-o cá para fora
para alguém que nos consegue ouvir e dar-lhe significado, sim! Porque
as emoções têm sons, sons graves e agudos que se transformam em
melodias compostas na pauta das nossas vidas, sendo todas elas
aceitáveis pois foram as que nos fizerem sentido compor no momento.
E em pautas de Dós, Dós por nós, e Dós pelos outros, fomos e vamos
indo numa correria de todos os dias saltando entre cantatas, prelúdios
e alegros que compõem o que queremos dizer, a nossa voz.
Bom Dia da Voz.

Fátima Ferro

 

 

 

 

 

A voz… raramente pensamos nela, na sua importância. De facto, ela sai sem sequer darmos conta. É quase tão automática como respirar. Mas quando estamos afónicos? Como é? O que se sente? Pensamos de facto nela, na sua importância, na falta que nos faz e nas limitações comunicacionais que implica. Ela é mais que uma forma de comunicar conteúdos. Ela reflecte sentimentos, estados de alma. Podemos sorrir com a voz, as palavras podem soar a doces ou a amargas. Tudo importa: tom, timbre, colocação, expressão emocional impressa. Mas já pensou que existem outras vozes? Outras que não as faladas? E a voz do que sente, do que pensa? Aquela vozinha interior, que tantas vezes ignora-mos ou gostaríamos de conseguir ignorar. Será menos importante? Como será que ela se sente quando nos recusámos a ouvi-la? Talvez afónica, desvalorizada. Ninguém gosta de sentir que não está a ser ouvido, que as suas palavras estão a soar no vazio. É quase como se não dessem importância ao que pretendemos comunicar. Será justo fazer à nossa voz interior aquilo que não gostamos que nos façam a nós?

Pense nisso… faça-se ouvir, dando espaço a ouvir-se também.   

Ana Crespim

 

 

Em psicoterapia focamo-nos não só no que diz o cliente, mas também em “como diz”.

A voz é um recurso poderoso, um meio importante de interacção e autoexpressão que reflecte muito sobre o funcionamento físico e psicológico do seu dono. Conectando com a voz da pessoa, conectamos também com o reflexo de diversas faces da relação que a mesma estabelece com o mundo. Às vezes a espontaneidade desta relação torna-se comprometida devido aos factores sociais e psicológicos, cujo bloqueio se espelha na expressão vogal. Para despertar a força da voz com toda a sua amplitude emocional, Kristin Linklater, autora do livro Freeing the Natural Voice, propõe trabalhar no sentido de recuperar o ritmo e a profundidade respiratória, bem como de atenuar a tensão corporal.

Irina António

 

 

 

A voz é o instrumento mais poderoso e fantástico que pode existir! Se tem um carácter terapêutico nas consultas de Psicologia, na Hipnose Clínica, ganha um papel de destaque fundamental ao sucesso da terapia. Mais do que o conteúdo das palavras, a entoação, volume, e expressão da voz em Hipnose Clínica, comunica um vasto leque de estados de espírito, que podem variar entre a vivacidade e alegria, tristeza e dor. O poder curativo da terapia passa assim pela alma da voz do hipnoterapeuta, que apesar de bem treinada, não perde a genuinidade e espontaneidade do momento. Estando o cliente de olhos fechados, a voz é o único ponto de contacto entre o terapeuta e o mundo (voz) interior do cliente, ganhando assim, vida própria no percurso do processo terapêutico.

Susanne Diffley

 

 

 

 

 

A nossa voz, tantas vezes usada para gritar deve ser lembrada sempre como um dos melhores meios para comunicar. Muitos são os casais que se queixam de não saberem comunicar. É verdade, usam a voz para gerar ruído e não como este maravilhoso aparelho fonético que nos permite transformar ideias, emoções, imagens em algo perceptível para o outro que, estando disponível para nos ouvir, permite que gere um verdadeiro fluxo comunicacional riquíssimo que constrói e mantém qualquer relação.

Catarina Mexia

 

 

Sei que te canto, quando a falar sussurro e a minha voz se faz mel

Há dias que silenciosa melhor me entendo

Seguindo-se outros que trauteio o que se agita cá dentro

E também choro, suspiro e depois grito…

Se grito labaredas e incendeio o ar, sinal inequívoco que algo tem de mudar

Quem me conhece, conhece a minha voz e todas as cores e flores que ela incorpora,

pedaços de tudo, bocados de nada, canto de anjos e hinos infernais, rumores de outrora

Maria João Galhetas

     

 

 

A voz é um dos valiosos meios que dispomos para sermos nós. Usando a voz, podemos dizer o que “vai cá dentro”. Tanto pelo conteúdo que a voz transporta, como pela forma que a voz adopta.

Os especialistas apontam vários cuidados a ter para manter a saúde da voz. Realço um deles – não grite.

No caso dos pais, em relação aos seus filhos, há momentos em que lhes parece inevitável a voz elevar-se. Chateados, irritados, furiosos, os pais recorrem ao volume da sua voz como forma de mostrar a sua autoridade. Gritam para se fazerem ouvir. Em momentos de tensão, os corações dos pais e dos filhos parecem distanciar-se de forma vertiginosa. Gritar parece-lhes assumir a única forma de permitir que a mensagem corra os km de distância emocional momentânea. Contudo, ao gritar, aquilo que os pais estão a fazer é modelar um comportamento que não é desejado. A criança aprende que se gritar talvez consiga atingir o que pretende. E, assim, uma escalada de gritos poderá ter início. Ao gritar mostramos vulnerabilidade e descontrolo – tudo aquilo que um pai não quer transmitir na educação dos filhos.

Lembre-se que a “forma” como a voz se faz ouvir deve estar em sintonia com o objectivo da mensagem que a voz conduz.

Inês Marques

 

 

 

- (...)Já estamos aqui há 30 minutos e ainda não parei de falar. Sabes, não consigo parar de falar

- Não consegues, como assim?

- Então, eu sou a voz! É suposto falar. É esta a minha natureza.

- Mas podes fazer diferente

- Queres dizer que posso calar-me?! Mas eu não gosto do silêncio. Eu e o silêncio não nos damos bem...

- O silêncio às vezes parece mesmo assustador, mas também tem uma voz que pode ser profunda e doce ou mesmo reconfortante.

Isabel Policarpo

 

 

 

A voz! O que ela significa para ti?

Decidi assim dar voz, à voz humana e obtive diversas respostas.

Para muitos a voz é um meio de comunicação; um caminho ou forma de nos exprimirmos; Para outros são sons produzidos nas cordas vocais que saem pela nossa boca; Ou então, a voz representa a vontade; personifica a alma interior do ser humano em formato áudio. Que difícil é dar voz à voz, disseram outros.

Mas que voz é essa? Perguntaram outros. É a voz que fala, que canta, que sente, que tem o dom da expressão? É a voz do outro, de todos nós? Ou é a voz interna, à qual se dermos som nos descobrimos, e se a calarmos fugimos?

É a tua Voz! É tudo isso e muito mais, é quem dá palavra, tom e cor ao pensamento, ao sentir e ao ser.

Helena Gomes

 

 

 

 

Damos tanta atenção ao que é dito que esquecemos imenso “como” é dito. E nessa forma como dizemos, a voz representa, aproximadamente, 55% do total de uma mensagem que comunicamos. E quando o tom de voz de alguém não bate certo com o conteúdo da mensagem, ficamos com uma pulga atrás da orelha... É que pelos vistos, a voz é bem mais “sincera”, espontânea e emocional!

Luís Gonçalves

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:44



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D