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Dia da Mãe

por oficinadepsicologia, em 01.05.11

 

 

    

     Catarina Mexia

 

 

 

 

 

 Ser mãe é  viver um amor absoluto, diariamente,

numa entrega total e permanente a um outro que não eu.

É um contínuo desvendar, de um novo mundo cativante,

numa viagem ondulante de inquietação e calmaria.

É um estar sempre presente e um dar quase infinito,

capaz de transcender o racional.

É procurar compreender o incompreensível,

receber a novidade, a diferença e a estranheza.

É assumir uma dimensão imensa de aconchego,

tentando simultaneamente promover a autonomia, e deixar ir.

Ser mãe é um permanente desafio, e acima de tudo, uma dádiva eterna.

Joana Florindo

 

 

 

 

 

Ser Mãe

Será possível saber quando começa o “ser Mãe”?

…quando, em crianças, brincamos aos papás e mamãs, calçando sapatos de salto alto, pintando os lábios e cuidando dos filhos que imaginamos?

...quando desejamos e planeamos ter um filho?

…quando descobrimos que uma vida, um ser “nosso”, cresce dentro de nós?

…quando nasce efectivamente esse filho?

Será difícil saber. Mas possível sentir.

Ser Mãe, será, certamente, sempre e incondicionalmente, Amor.

Inês Marques

 

 

 

 

 

Logo desde o nascimento que o papel da mãe se destaca com aquilo que podemos chamar de vinculação, enfatizando o cariz emocional ou afectivo. Inicialmente, a mãe funciona como uma ponte para o mundo, pela qual a criança vai estruturando os primeiros conteúdos, que são uma espécie de representações do mundo que a criança interioriza como benéficas ou ameaçadoras. A confiança que a criança deposita na mãe cria condições para que o ego infantil desenvolva uma relação optimista com o mundo. O modo como a mãe elabora esses conteúdos e os vai transmitindo à criança em desenvolvimento, é fundamental para o seu equilíbrio emocional. Uma relação deficiente da criança com a mãe, transmissora das primeiras noções e impressões, compromete a sua evolução psico-afectiva. Quantas vezes já não assistiram uma mãe a transformar inquietação em segurança, desconforto em bem-estar, tornando tolerável a angústia, fazendo o filho sentir-se amado e compreendido.

Tânia Cunha

 

 

 

Relação Materna como Relação de Vinculação

 

Ao nascer as crianças passam por várias etapas de desenvolvimento motor, psíquico e social. A presença da mãe é um dos agentes externos estimulantes para as respostas determinantes da criança (afectivas e comportamentais).

É essa relação entre mãe e filho que se constituirá a primeira relação objectal da criança onde a existência de um vínculo se transforma numa das primeiras relações sociais humanas, passando de uma relação intra-uterina e de simbiose psíquica durante os primeiros anos de vida, para uma relação alargada de interacções sociais.

O envolvimento físico e emocional que se estabelece na relação mãe-bebé permite que a criança cresça equilibradamente para fazer face às necessidades e dificuldades do dia-a-dia.

A mãe, ao interpretar e ao responder satisfatoriamente às necessidades orgânicas e aos estados emocionais do seu filho, não só disponibiliza prazer e satisfação no presente, como influencia muitos aspectos da sua constituição psicológica, do seu espaço psíquico no futuro.

Assim a um processo de vinculação securizante corresponderá uma melhor regulação emocional favorecendo posteriormente a confiança da criança em si própria, a sua capacidade para ultrapassar as dificuldades, em se sentir bem consigo mesma e com os outros, e em desenvolver novas aprendizagens (uma vez que se sente segura, a criança canaliza a sua energia psíquica para a exploração do meio que a rodeia).

 Neste Dia Muito Especial: Feliz Dia para todas as Mães

 Fátima Ferro

 

 

 

 

 

 

Desde pequenas que brincamos com bonecas, que imitamos as nossas mães, que aprendemos que um dia seremos mães.

Quantas vezes ouviram a pergunta “e para quando um bebé?”, depois de estarem casadas ou mesmo porque passaram dos 30 anos?!

A nossa sociedade, a nossa cultura, os pequenos grupos onde estamos inseridos, têm um papel muito importante na aprendizagem que fazemos de determinados papeis, por exemplo, o papel de mãe, de mulher de alguém, de profissional entre outros. Muitos destes papéis são úteis para vivermos em sociedade, para sabemos como nos devemos comportar em grupo e dizem-nos “o que devemos ser”.

Mas…e quando perdemos o nosso bebé? E quando o nosso filho nasceu com problemas e não é a criança perfeita dos anúncios de televisão? E quando o nosso filho não é a pessoa que gostaríamos que ele fosse?!

Como isso tudo foi possível se sabíamos à partida como devíamos ser e tentámos não errar?

Nestes casos começamos a pensar que fomos más mães, que falhámos, que o nosso corpo não funcionou, ou que estamos a ser castigadas por algo, mesmo quando não sabemos porquê.

Os papéis não dão espaço para imprevistos, para surpresas, para situações não planeadas, e se estamos presos a eles, não sabemos lidar com estas situações que fazem parte da vida de qualquer um.

A desconstrução destes papéis e o encontro da própria experiência individual é fundamental. A aceitação de quem somos enquanto pessoas, enquanto mulheres, enquanto filhas, enquanto mães e dentro de qualquer uma das dimensões do nosso ser, permite que vivamos a nossa própria experiência como uma experiência única. Assim, estamos abertas para todas as situações típicas da vida, ou seja, situações não perfeitas e preparadas.

 

Ser mãe é antes de mais nada ser pessoa e viver em estado de amor por estas qualidades e limitações. Passamos a viver a nossa experiência presente intensamente, com responsabilidade e entrega, livres de culpas desnecessárias.

O meu desejo para todas as mães, para as que ainda vão ser e para aquelas que perderam os seus filhos, é que sejam felizes. Neste dia assim como em todos os outros!

Bia Andrade

 

 

 

Ser mãe...

 

Ser mãe significa ser capaz de dar afecto, amor, ternura, carinho, protecção e apoio ao seu/à sua filho/a. Significa assumir o papel de cuidadora. Ser mãe pode ser das experiências mais maravilhosas, gratificantes e únicas. Ser mãe pode ser um dos momentos mais especiais e marcantes da vida de qualquer mulher. Só uma mãe sabe o que é ter um filho dentro de si, que esperneia, que está vivo, que dá pontapés e coices e que reage a tanto, mesmo estando envolvido no liquido amniótico protector.

Mas nem sempre uma mulher consegue ser mãe quando quer...Por vezes, sem haver uma aparente explicação o corpo da mulher rejeita o feto e dá-se um aborto espontâneo...gostaria de dirigir as minhas palavras em particular para essas mulheres que sofreram uma situação tão traumática como seja a de sofrer um aborto espontâneo...

De repente o corpo, o corpo que deu uma alegria tão imensa, acaba por agir de uma forma, aparentemente incompreensível e rejeita o feto. Os primeiros momentos são de um choque profundo, de um estado de incompreensão, incredulidade... Parece que se vive um pesadelo. Depois dá-se o acordar e o entrar em processo de revolta. "Eu não conheço o meu corpo", Surgem muitas vezes estados de ansiedade. O corpo já não é mais a sua casa. O seu local de conforto e protecção. Parece agir e ter vida própria e capaz de uma decisão tão dolorosa para si... É natural surgir uma revolta perante o próprio corpo. É natural existir um estado de alguma anedonia, de disforia, de insatisfação, de desmotivação, de sintomatologia depressiva, de vazio, de perda. Surge muitas vezes um difícil sentimento de culpa que conduz a uma considerável diminuição da auto-estima, quase como se deixasse de confiar na sua capacidade para ser mãe... Não confia no seu corpo nem em si... Surge, muitas vezes, uma rejeição de si própria, que conduz a uma divisão interior, a um mal-estar e a uma consequente intensidade na sintomatologia ansiosa...

O que fazer perante tal? Muitas vezes o ideal é procurar um psicoterapeuta que a possa conduzir para a vivência livre e espontânea, sem tabus, nem recriminações, nem censuras da experiência dolorosa da perda. Quantas vezes não choramos a perda? Porque temos de trabalhar e não podemos... Porque em casa não queremos criar mau ambiente para o marido ou os filhos e então não chora a sua perda e dá-se como que um bloqueio emocional. Tudo fica por resolver a nível emocional... Um terapeuta que o leve à vivência da dor e depois que a ajude a fazer as pazes consigo mesma e com o seu corpo, que a conduza a um reencontro com a harmonia e a aceitação do seu corpo.

Também me gostaria de dirigir às mães que perderam abruptamente os seus filhos. Ninguém verdadeiramente pode perceber o grau e a intensidade de tal dor. Só mesmo quem sofreu uma perda assim tão brutal! É natural que fique deprimida e que se culpabilize por algo que, muitas vezes, simplesmente nada podia fazer para alterar. E aceitar a perda é o primeiro passo no caminho do reencontro consigo mesma, com a sua auto-estima e a força de continuar a viver e a superar desafios. Primeiro reconhecer e aceitar a perda, depois guardar tudo o que de bom o seu filho/a lhe deu e seguir com esse tesouro tão valioso que são as memórias e tudo o que o seu filho/a lhe deu que de alguma forma o mudou para sempre. Celebrar o seu/a sua filho/a no dia da mãe, será um testemunho vivo da memória de tudo o que lhe deixou.

Porque uma vez mãe sempre mãe, esse sentimento não se apaga.

Feliz dia da mãe

António Norton

 

 

 

 

Para mim, a mãe será sempre sinónimo de amor incondicional. De colo quente, calmo e aconchegante. De um anjo que  protege,  dá segurança e confiança. De alguém que está lá por nós e nos põe em primeiro lugar. De capacidade de resilência e compaixão, capaz de desculpar e  renovar sempre e uma vez mais a sua esperança em nós.

Isabel Policarpo

 

 

 

O Dia da Mãe criou uma imagem estereotipada, que nos traz à mente imagens de mães jovens e bonitas, com filhos lindos e maridos dedicados. Esta família resplandece felicidade! É a imagem de uma família perfeita!

Não consigo deixar de pensar nas mães que vão ter que passar este dia, com a dor infindável da morte de um filho, das mães viúvas e divorciadas que fazem malabarismos para criar os seus filhos sozinhas, nas mulheres que não conseguiram ser mães, e a cada Dia da Mãe fazem o luto dos filhos que tanto desejaram ter, das mães já velhinhas, por vezes vulneráveis e doentes, que por razões diversas encaram uma vida de solidão.

Vamos no dia 1 de Maio pensar em todas estas mães!

Deixo-vos umas quadras de uma querida tia, talento prodigioso no piano, que decidiu trocar as teclas do piano pela vida de mãe. Teve cinco filhos. Estamos a falar de uma mulher da década dos anos 20, que nasceu e viveu a sua vida numa pequena ilha Açoriana.

 

Ser Mãe

Ser mãe é embalar nos braços

Um sonho lindo e profundo

É andar presa nos laços

Do maior amor do mundo!

 

Ser mãe é viver a amar

É sem receber tudo dar,

A tudo renunciar

É viver e recordar!...

 

Fernanda França, 1976

Susanne Diffley

 

 

 

 

 

“Com três letrinhas apenas se escreve a palavra Mãe!”… lembram-se desta frase?

Pois eu tenho-a bem presente, como exemplo da pequenez das palavras, tantas vezes insuficientes para conter o vasto mundo de significados que encerram.

Não há mundo mais vasto que o de Mãe.

Colo-me à minha filha, no momento em que ela nasce. Colo-me porque ela é, agora, parte de mim que vive o resto da vida fora de mim. Colo-me para a proteger. Ou para me proteger e sorrir. Colo-me, mesmo que ela mais tarde se queira descolar, sem perceber porquê, e sabendo apenas que assim é. Com uma mãe, assim é...

Vínculo intuitivo, puro, afectivo, excessivo, urgente, aflitivo, incondicional, belo, sofrido. Mesmo quando a minha filha não provém de mim ou do meu sangue, dou-lhe toda a vida, se precisar, para que ela viva feliz.

Mesmo quando não é nada disto, mãe é mãe? Não, não podemos dizer que mãe é mãe. Mãe só é mãe quando é mãe, mesmo que não saiba ser mãe, mas faz tudo para ser boa mãe.

Porque aqui entre nós, quando um filho vai nascer ainda não se sabe ser mãe. Ser mãe também se aprende, tanto como se aprende a ser filha ou filho. Mesmo que faça tudo mal, eu podia estar a tentar fazer tudo bem.

Ser mãe é também uma escolha. De vida.

Obrigado às mães que dão vida, e permitem a vida. Que saibam cuidar dela é a única coisa que se lhes pede.

Nuno Mendes Duarte

 

 

Houve vários momentos cruciais no meu processo de autoconhecimento, entre os quais o trabalho sobre a relação com a minha mãe, que ocupou um lugar muito especial. É verdade que a relação entre mãe e filha não está muitas vezes presente nas nossas conversas habituais, só se for com algumas amigas mais especiais, e mesmo assim...

Até porque o contacto entre mãe e filha acaba por ser tão próximo que quase não se sente como uma interacção entre duas pessoas separadas, como se a comunicação entre elas passasse através de um canal com linguagem própria, transmitindo muitas mensagens “nutritivas”, mas também algumas delas “tóxicas”. Tudo o que está relacionado com responsabilidade, dependência, expectativas, confiança e muitas outras coisas que nem sempre têm uma ligação directa à mãe, estão enraizadas em nós graças a esta figura grande e imprescindível. O trabalho de crescimento pessoal tanto da mãe, como da filha, pode alterar os modos de relacionamento entre as duas. O bom desenvolvimento desta relação, mesmo que pelo caminho surjam alguns momentos dramáticos, continua até chegar o momento em que acontece um verdadeiro encontro entre a mãe e a filha, duas mulheres adultas que comunicam igual para igual e sentem felizes uma ao lado da outra. Este é um cenário ideal, mas todos nós, mães e filhas, podemos tê-lo como fio orientador, sabendo que o caminho até lá pode variar significativamente, porque todas as relações são únicas, como as pessoas que as constroem.   

Irina António

 

 

 

 

 

 “Mãe há só 1, a minha e mais nenhuma”; “Quem tem 1 mãe tem tudo, quem não tem mãe, não tem nada”; “ Não há amor como o de mãe”…frases, provérbios, exaltações culturais do que significa ser mãe.

Mas o que significa realmente ser mãe? É biológico, está marcado no código genético? É um conjunto de comportamentos, capazes de providenciar à criança tudo, o que é indispensável à sua sobrevivência? É se eu não quiser ser mãe? Deixo de ser boa pessoa? Ser mulher é o mesmo que ser mãe e vice-versa? A nossa cultura e a nossa biologia estabelece um prazo, imposição, uma ordem de acontecimentos, dá vontade de gritar “Que pressão”

No meio de todas as pressões, dificuldades, imposições e desejos, perde-se o verdadeiro significado e beleza de ser mãe, esse dom que só nós, mulheres temos, pode e tem um grande peso, mas acima de tudo, mães do passado, do presente e do futuro…ser MÃE é saber amar, amparar, ensinar o nosso bem mais precioso, no caminho da vida, para um dia este poder saber voar. Um bem aja a todas vós, Mães!

Helena Gomes

 

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publicado às 10:22



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