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Há sempre alguém que nos enerva...!

por oficinadepsicologia, em 11.07.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Madalena Lobo

 

 

A avaliar pelo número de clientes que me relatam fortes irritações com alguém do trabalho, diria que deve ser quase universal termos um foco de mal-estar, mais ou menos constante, com alguém com quem nos cruzamos profissionalmente. Seja um chefe (já lá estive…), um colega (também já lá estive) ou um colaborador directo (suspiro), há sempre alguém que concentra as nossas energias negativas, contra quem ruminamos nos minutos vagos e que interfere com o nosso sono e boa-disposição.

Se for esse o seu caso – e, provavelmente, é mesmo – aqui ficam algumas sugestões para conter os amargos de boca, e restante elementos contributivos para rugas e cabelos brancos.

    1. Por muito que lhe custe, lembre-se que o seu alvo de irritação não tem qualquer responsabilidade no assunto; ele ou ela apenas é quem é, e existirão muitas pessoas (ou mesmo que sejam poucas…) que aprovam e estimam o seu jeito de ser. Essa pessoa apenas tem comportamentos que tocam nalguma corda sensível sua; sua, logo sua propriedade; logo, sua responsabilidade. Não é ele(a) que é _________ (preencha o espaço em branco como for mais adequado ao seu caso), mas sim você que se irrita com isso.
  • Esforce-se por assumir a perspectiva correcta: o trabalho é aquele sítio para onde vamos diariamente (pronto, está bem, que nos engole cruelmente durante horas infindas!) na expectativa de um retorno financeiro que nos permita ter uma vida decente. Não é a nossa família, nem o nosso grupo de amigos. Estimarmos e sermos estimados, no contexto do nosso grupo profissional, é um bónus importante a que todos aspiramos, porque nos consola a alma e simplifica a vida, mas não é, de todo, o objectivo final. Por isso, é aceitável não gostarmos de algumas pessoas que nos rodeiam e não há necessidade de personalizarmos as questões – basta não irmos almoçar com elas… E lembrarmo-nos que, felizmente, não as temos de levar para casa!
  • Tente encontrar aspectos nessa pessoa que lhe sejam agradáveis e ir mantendo a atenção neles. Seguramente que existem aspectos positivos, mesmo nessa pessoa em que está a pensar, não? Os outros, que o(a) estimam o que vêem nele(a)? E não, a ideia não é apaixonar-se por ele(a)… É apenas regular a irritação que sente.
  • Desenvolva um interesse genuíno por o(a)conhecer melhor – o ser humano é muito complexo, cheio de nuances e características contraditórias, rico e complexo. Aprofundar o conhecimento de alguém é encontrar toda essa riqueza que nos afasta da lógica extremada do “branco ou preto” e, portanto, dificulta-nos as emoções também polarizadas.
  • Se existirem comportamentos que lhe desagradam fortemente, seja assertivo! Em vez de ir acumulando irritação, partilhe com essa pessoa aquilo que se passa, colocando a ênfase na busca de soluções conjuntas e consensos. Lembre-se que a comunicação assertiva tem por base a responsabilização pessoal pela reacção, ou seja, é o oposto de um discurso acusatório do outro. Experimente descrever objectivamente a situação que o incomoda, explicar o impacto que isso tem em si e sugerir o que gostaria que acontecesse em alternativa. Vai ver que lhe simplifica a vida e diminui dores de cabeça!

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publicado às 17:57



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