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A poesia e a psicoterapia

por oficinadepsicologia, em 21.03.12

Autor: Gustavo Pedrosa

Psicólogo Clínico

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Gustavo Pedrosa

A criação do poema é tangente ao inicio do processo terapêutico. 

 

Estabelecemos um objectivo e, com base no sonho, emoção e sentimentos, damos cor e vida a uma sincronia de palavras e frases, dançando com estímulos, personagens e caminhos, que tentamos ordenar numa mistura entre o real e o que é apenas percepção.

Descrevemos sentimentos, desejos e o que antecipadamente imaginámos, mas o mais complexo é confrontarmo-nos com a definição da nossa própria personagem.

 

Como no filme "Florbela", no qual o evoluir das cenas permite ouvir o queimar dos cigarros com maior intensidade, como uma aliteração que nos transporta para a vivência do texto, também o terapeuta, durante o relato, se serve da empatia para a vivência de uma vida que não é a sua. 

São caminhos de um mapa claro e fácil, pelo menos na ideia inicial, na inspiração. No final, mesmo sem nada rimar, mesmo sem ponto em comum com o pretendido, tudo nos faz sentido.

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publicado às 10:37

Entrevista no feminino

por oficinadepsicologia, em 07.03.12

A todas as Mulheres, os nossos votos de uma Vida Feliz! :)

 

Autora: Vera Martins

Psicóloga Clínica

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Vera Martins

Coração ou razão?
Coração, sempre!

Intuição ou certeza?
Intuição, concerteza!

Fácil ou difícil?
Dificilmente é fácil!

Simples ou complexo?
O simples é sempre complexo!

Teoria ou prática?
Na prática, uma boa teoria!

Princípio ou fim?
O princípio do fim!

Dizer ou pensar?
AMAR!

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publicado às 10:18

Dia Mundial da Saúde Mental

por oficinadepsicologia, em 11.10.11

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SAÚDE MENTAL versus DOENÇA MENTAL

 

OS NOSSOS MEDOS

Conhecer-te, Conhecermo-nos, Conheceres-me;

Que pergunta vaga no quotidiano de hoje, teremos tempo para o fazer, quando este corre mais célere que o próprio tempo de pensar e sentir?

Será que nos conhecemos? Será que temos tempo ou capacidade de pensar como seremos na hora, minuto, ou segundo seguinte?

Tentaremos! Tentamos sempre viver de uma forma adaptada, adaptada aquilo que todos consideram normal, encaixar em parâmetros e normas conscientes ou inconscientes de valores múltiplos.

Como será possível prever aquilo que faremos, quando nem ao certo sabemos o que somos!

E cabe-nos a nós pensar, a Saúde Mental o que é?

Uma forma adaptada de viver? Uma ausência de sintomas que nos tornam enfermos e pobres?

Nós defendemo-nos contra a descompensação através de uma adaptação da nossa maneira de pensar e sentir, que vai colorir os nossos comportamentos com os outros e transformar-se em traços de carácter.

Mas será que uma personalidade considerada “normal” pode entrar em qualquer momento da sua existência na patologia mental? Assustador não é? Fronteira ténue que pode existir!

Este artigo pretende conseguir, uma reflexão ou um equacionar convosco, sobre estes conceitos, considerando o indivíduo num suporte de interação entre os fatores bio-psico-sociais em que a qualidade de vida emerge como fundamental.

Nesta perspectiva, muitos foram os autores que se debruçaram sobre a Dialéctica normalidade-patologia, lembrei-me de destacar vários deles citados por Bergeret (1997), nomeadamente Braussais (1772-1838), célebre médico francês que apresenta a doença como “uma irritação” ou uma “debilidade” em relação ao estado “normal”. E acrescento, a questão, como uma irritação ou uma falta de forças relativamente àquilo que é exigido ou o que nos rodeia?

Também Bernard (1865), referido pelo mesmo autor, para quem “qualquer doença é tão-só a expressão perturbada de uma função normal”; e Leriche (1953), afirmando que “não existe fronteira previsível entre fisiológico e patológico, podendo resumir-se a saúde ao estado de silêncio dos órgãos”. Sim, porque estes falam assim como as emoções, emoções essas que por vezes nos dizem coisas que não queremos ouvir, a que não ligamos, porque é mais fácil ouvir a linguagem do corpo, é mais aceite!

O pensar “estou mentalmente doente “, “estou maluco”, “isto passa”, “o que os outros vão dizer?”, quando só a nós nos cabe o direito de pensarmos sobre nós próprios e a nossa qualidade de vida, porque todos nós podemos adoecer e isso não nos tornará mais fracos, porque fracos serão aqueles que não são capazes de reconhecer a própria doença e aceitá-la como sendo normal, tal como é normal ter uma simples dor de barriga.

Os modelos que vemos como tradicionais, de pensar na saúde e doença têm vindo a mostrar-se inadequados, uma vez que a actual meta dos cuidados de saúde é, para a maioria das pessoas manter o seu funcionamento e bem-estar. Não só a cura e sobrevivência são importantes, mas é-o ainda mais a Qualidade de Vida.

 

 “ ...dar mais anos à vida e mais vida aos anos....”

 

                                                                                  (Amorim & Coelho, 1999)

 

 

 

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publicado às 09:30

Dia Mundial da Depressão

por oficinadepsicologia, em 01.10.11

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Neurastemia

Sinto hoje a alma cheia de tristeza!

Um sino dobra em mim Avé-Maria!

Lá fora, a chuva, brancas mãos esguias,

Faz na vidraça rendas de Veneza…

 

O vento desgrenhado chora e reza

Por alma dos que estão nas agonias!

E flocos de neve, aves brancas, frias,

Batem asas pela Natureza…

 

Chuva…tenho tristeza! Mas porquê?!

Vento…tenho saudades! Mas de quê?!

Ó neve que destino triste o nosso!

 

Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!

Gritem ao mundo inteiro esta amargura,

Digam isto que sinto que eu não posso!! ...

 

Florbela Espanca, in “Livro de Mágoas”

Tânia da Cunha

 

 

 

http://youtu.be/u8SjHXoJ0LY

Iolanda Maria

 

 

 

 

 

No sentir….

De não sentir

O que o sentir devia

No desassossego de sentir

A eterna apatia

 

Não há lugar…

Nem pessoa….

Que satisfaça esta lacuna

Não há carne…nem alma

Que aguente sentir coisa alguma

 

Esta melancolia sem fim

De ter esquecido de sentir

Neste vazio em mim

Um desespero de querer partir

 

Escuto teias de palavras

Na impaciência do sofrimento

Na inquietude aguardo

A esperança do sentimento

 

Outrora a emoção

O meu corpo conheceu

Jaz agora a indiferença

Da paixão que esqueceu

 

Susanne Diffley

 

 

 

A Depressão no Idoso

É com frequência que hoje em dia se ouve e vê nos órgãos de comunicação social, casos de pessoas idosas que vivem sós e que acabam por falecer mergulhadas num profundo estado de tristeza, e apatia sem que ninguém dê por elas. Em nome de tudo isso e o que isso traduz, lembrei-me de neste Dia Europeu da Depressão deixar este texto ilustrado por estes slides que a todos toca.

A depressão é considerada hoje em dia, um problema de saúde pública importante que afecta pessoas de todas as idades, levando a sentimentos de tristeza e isolamento social que muitas vezes têm como desfecho o suicídio.

É nas idades mais avançadas que ela pode atingir os mais elevados índices de morbilidade e mortalidade, na medida em que assume formas incaracterísticas, muitas vezes difíceis de diagnosticar e, consequentemente, de tratar.

Em consequência, a principal dificuldade que se coloca aos profissionais de saúde é o diagnóstico correcto deste quadro clínico, que, em muitos casos, está associado ao facto de a maioria dos idosos, negar a sua depressão e não procurar o tratamento adequado, e as pessoas que os rodeiam e com quem convivem habitualmente associarem à idade avançada, a melancolia e a tristeza devido a perdas afectivas, económicas, sociais, doenças crónicas, etc. não valorizando as suas queixas.

Aceitando por exemplo, com uma resignação demasiado fácil, que um septuagenário, se encontre “habitualmente” triste ou só após o falecimento do seu, ou da sua, companheira.

Os sintomas que normalmente aparecem nestes estados depressivos podem ser relativamente inespecíficos, tais como a astenia, as perturbações de sono, tristeza e ansiedade, desinteresse por hábitos e/ou prazeres que lhe eram habituais. Os sintomas mais específicos são os que decorrem da depressão do humor, bem como a lentidão psicomotora.

Na realidade, o idoso apresenta-se, muitas vezes, com múltiplos sintomas confusionais e preocupações somáticas, negando o humor disfórico ou não o vivenciando. A existência de doenças físicas concomitantes pode constituir um factor confusional no diagnóstico, visto que a maioria dos idosos personifica a interacção entre doenças físicas e psiquiátricas. No entanto é importante ficar alerta sempre que se excluam causas orgânicas e/ou estejam presentes sintomas da síndrome depressivo (anergia, variação diurna do humor e insónia precoce), ou ainda a eventuais tratamentos “específicos” que não melhoraram o quadro clínico.

 À semelhança do que se verifica nos adultos mais jovens, é importante efectuar-se uma avaliação clínica rigorosa e discriminativa entre a evolução daquilo que é uma situação de luto e a instalação de um quadro depressivo duradouro. Embora seja actualmente consensual que as razões que “favorecem” a depressão aumentam quase automaticamente com a idade, inclusive, tal como já vimos, existem várias perdas relacionadas, já não é, por outro lado, possível deixar de se tratar adequadamente o idoso.

E por tratamento adequado entenda-se também a instituição de um determinado número de medidas de carácter psicossocial tendentes a evitar o deslize para o que poderá ser um quadro depressivo ou para o isolamento.

Um bom dia Europeu da Depressão

Fátima Ferro

 

 

 

Rotina

Passamos pelas coisas sem as ver,

gastos, como animais envelhecidos:

se alguém chama por nós não respondemos,

se alguém nos pede amor não estremecemos,

como frutos de sombra sem sabor,

vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade

 

 

 

As mãos  

Que tristeza tão inútil essas mãos 
que nem sempre são flores 
que se dêem: 
abertas são apenas abandono, 
fechadas são pálpebras imensas 
carregadas de sono. 

Eugénio de Andrade

 

Maria João Galhetas

 

 

 

Depressão

De: Luiz Tanus

 

Os mais profundos redutos da alma
No pensamento, grande inquietação,
Algo terrível nos retira a calma
Esta maldita dor é depressão.

A apatia é seu melhor sintoma
A indiferença, a amiga fiel;
A letargia leva a mente ao coma
E ofusca a luz, com seu escuro véu.

O mundo todo se torna cinzento
Para quê viver, se alegria não se tem ?
As tentativas de encontrar alento
Terminam sempre em total desdém.

Os dias longos, mais parecem anos,
Sem uma luz para iluminar a sorte;
Não raras vezes, momentos insanos,
Acreditamos ser melhor a morte.

E nessas horas, pungentes, sofridas,
Do triste encontro com demonios seus;
Procure esperança aguerrida, procure a alcançar
Já que essa sina terrível vai consumir quem não acreditar.

Filipa Jardim Silva

 

 

 

Café pode prevenir depressão nas mulheres

Duas ou mais chávenas de café por dia pode ser a solução para evitar a depressão no sexo feminino. A conclusão é de um estudo onde participaram mais de 50 mil mulheres.

Consulte o artigo completo em: http://www.jn.pt/paginainicial/sociedade/interior.aspx?content_id=2025522
Cristina Sousa Ferreira

 

 

Estou triste ou Sou triste?

Esta distinção é fundamental no diagnóstico da depressão. Depressão significa isso mesmo, um declive, um desnível, um vale, um abatimento, um enfraquecimento, um esgotamento. É um termo utilizado em diversos contextos onde estas são as características.

Quando o assunto é o ser humano, falamos destas características no que refere a emoção e ao corpo. É um abatimento, um enfraquecimento da energia vital do indivíduo.

Quando passamos por uma mudança, uma perda, um luto, é natural que o nosso corpo reaja dessa forma, fazendo um recolhimento e tirando um tempo para o devido processamento de todas essas ocorrências. E aqui, poderíamos dizer algo do género: perante estes acontecimentos, estou triste.

Quando a depressão surge em forma de patologia ou perturbação, a situação é diferente. Neste caso a pessoa sofre de sintomas marcados e prolongados no tempo, de uma forma desproporcional aos eventos, ou mesmo na ausência de qualquer tipo de evento.

Os sintomas neste caso podem variar entre tristeza acentuada, apatia, perda de energia, cansaço, pensamentos negativos com ou sem ideias suicidas, pessimismo, alterações do desejo sexual, desinteresse, preocupações excessivas com o sentido da vida ou da morte, alterações no sono e no apetite entre outros (mais informações: http://oficinadepsicologia.com/depressao).

Neste caso, surge no indivíduo a noção de “eu sou triste” como uma identificação com o próprio sentimento de abatimento.

É possível resolver a situação? Sim! Procure os indicadores em si ou nas pessoas que o rodeiam e peça ajuda. A psicoterapia é um meio eficaz no tratamento da depressão.

Factores de Risco e Sinais de Alerta:

- Pessoas com episódios de depressão no passado;

- Pessoas com história familiar de depressão;

- Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;

- Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;

- Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;

- Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);

Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;

- Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;

- Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;

- Pessoas idosas:

- Repare se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico;

- Se apresenta queixas físicas;

- Se sente qualquer um dos sintomas referidos.

Fabiana Andrade

 

 

 

 

Neste dia mundial da depressão penso que seria importante pensar nas pessoas que nos estão próximas e que por uma razão ou por outra estão deprimidas. 

Há várias coisas que se podem fazer para alegrar uma pessoa que se encontra num estado depressivo: 

-Fazer uma visita - Passar algum tempo com esta pessoa, passar-lhe o seu calor, o seu amor e a sua compreensão poderá ser altamente importante para esta pessoa caminhar para a sua regeneração emocional. 

-Fazer um telefonema - Por vezes não é possível de todo visitar... Mas existe sempre a possibilidade do contacto via telemóvel. Hoje em dia existem redes altamente económicas que permitem falar quase gratuitamente. Um telefonema pode fazer a diferença!

-Enviar uma mensagem por telemóvel - Esta é também outra possibilidade de dar uma palavra amiga a alguém deprimido. 

-Enviar um e-mail - Em pouco tempo é possível escrever algo com significado que pode ajudar alguém de quem gostamos a sorrir. 

-Enviar um postal- É também algo altamente acessível e que tem sempre muito significado.

-Enviar uma canção que a ajude a sorrir. 

-Enviar um poema, uma citação... Até uma reflexão pode ter peso. 

- Enviar um video cómico pelo Youtube. Rir é sempre muito importante até para relativizar a situação.

 

Como vê existem muitas formas, estas são apenas algumas, para dar um pouco de alegria a alguém deprimido. 

 

Vou deixar-vos com o segundo andamento do Concerto para Piano e Orquestra de Sergei Rachmaninov que foi dedicado ao seu hipnoterapeuta que o ajudou a sair da sua crise depressiva, provocada pela não aceitação por parte do público russo do seu primeiro concerto para Piano e Orquestra. 

 

http://www.youtube.com/watch?v=znlUBaLH2zY&feature=related

 

Faça do dia da Depressão, um dia diferente. 

António Norton

 

 

 

DEVE CHAMAR-SE TRISTEZA

 

Deve chamar-se tristeza 
Isto que não sei que seja 
Que me inquieta sem surpresa 
Saudade que não deseja. 
Sim, tristeza - mas aquela 
Que nasce de conhecer 
Que ao longe está uma estrela 
E ao perto está não a Ter. 

Seja o que for, é o que tenho. 
Tudo mais é tudo só. 
E eu deixo ir o pó que apanho 
De entre as mãos ricas de pó.

 

Fernando Pessoa

Rita Alves

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publicado às 17:06

Perspectivas do coração <3

por oficinadepsicologia, em 29.09.11

Autores: Oficina de Psicologia

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“Fico com o coração apertado”

“O coração tem razões que a razão desconhece”

“No coração do homem é que reside o princípio e o fim de tudo”

O coração é o órgão que tem sido usado metaforicamente desde há muitos anos, para designar o centro das emoções dos Homens. Mesmo sabendo que as emoções começam no cérebro, continuamos a referir-nos ao coração como o seu regente.

O coração, tal como o resto do corpo todo, podem e devem ser vistos como a totalidade do nosso ser. Emoção, pensamento, sensação, espiritualidade, sexualidade, são as nossas dimensões e estão todas interligadas e relacionadas, funcionando como um conjunto que pode ser mais ou menos saudável.

Se algo em nós não funciona bem, um órgão, um pensamento, uma emoção, nós na nossa totalidade sofremos com isso, assim, cuidar de nós passa a ser a nossa principal tarefa na vida. Cuidar do corpo é cuidar de tudo.

Nesse dia, dia do Coração, torne o seu corpo mais saudável do que estava ontem: faça uma caminhada, faça um check up, coma refeições saudáveis, fume menos um cigarro ou não fume de todo. Ame-se e cuide-se hoje e sempre!

Bia Andrade

 

 

A linguagem do coração que por vezes não sabemos ou não queremos ler, porque se aproxima daquilo que temos na alma.

Ao ler um livro de Kahlil Gibran retirei alguns excertos que nos põem a pensar e que pensei partilhar convosco em torno deste tema.

 “…Eu gostaria de abrir o meu peito, tirar o meu coração dali, e levá-lo nas minhas mãos para que todos o pudessem ver. Porque não há maior desejo num homem do que revelar-se a si mesmo, ser compreendido pelo seu próximo; todos nós queremos que a luz que colocamos atrás da porta seja posta no meio da sala, à frente de todos.

O primeiro poeta deste mundo deve ter sofrido muito quando pôs de lado o arco e a sua flecha, e tentou explicar aos seus amigos o que tinha sentido diante de um pôr-do-sol. É bem possível que esses amigos tenham ridicularizado o que ele dizia, mas ele fê-lo mesmo assim, porque a verdadeira Arte exige que o artista tente mostrar-se. Ninguém pode conviver sozinho com a beleza que é capaz de perceber…”

“…Os nossos corações são muito melhores que nós mesmos e-entre os sentimentos e as maneiras que temos para descrever esses sentimentos-existem mil véus. Quando alguém consegue trabalhar de dentro para fora, vive num estado de constante renascimento. É uma reconstrução diária de si mesmo.”

Ao ler estas passagens pensei que num  processo terapêutico é muitas vezes o que acontece, um trabalhar de dentro para fora, um permitir de um abrir daquilo que temos no coração, um expressar de emoções que por vezes são difíceis de tocar, tirando véus que colocamos ao longo das passagens da nossa vida e que nos vão permitindo viver sem vergonhas porque o que achamos de pior está escondido por receio do julgamento, e não precisamos de ser poetas para podermos usar esta arte.

Esquecendo que o que vemos com o coração por vezes é invisível aos nossos olhos.

“Na sombra de um templo, o meu amigo apontou-me um cego.

O meu amigo disse-me: “Este é o homem mais sábio do mundo”.

Aproximámo-nos, e eu perguntei “desde quando é o senhor cego?”

“Desde que nasci”

“Eu sou um astrónomo”, comentei.

“Eu também”, respondeu o cego. E disse, colocando a mão no peito: “Observo aqui dentro os muitos sóis e as muitas estrelas.”

Neste dia do coração, vamos abri-lo e ver com ele o que está à nossa volta, vamos tratar dele com carinho pois ele é promotor do nosso bem-estar não só físico como também psicológico

 E vamos poder dizer:

“O meu coração hoje está sereno, e as angústias de sempre foram substituídas pela calma e pela alegria que sempre procurei”.

Bem ajam as estrelas e os sóis que temos nele.

Fátima Ferro

 

 

 

www.youtube.com/watch?v=01R9PHbSkDE&feature=related

 

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

Uma história para o coração:

Quando eu não estava olhando

"Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira e, imediatamente, eu tive vontade de fazer outro para você.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua e eu aprendi que é legal tratar bem os animais.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazendo comida e levando para uma amiga que estava doente e aprendi que todos nós temos que ajudar e tomar conta uns dos outros.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu senti você me dando um beijo de boa noite e me senti amado e seguro.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós e aprendi que temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que tinha que ser responsável quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi que você estava preocupada e eu quis fazer o melhor de mim para ser alguem melhor.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu aprendi a maior parte das lições de vida que eu precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando eu crescesse.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria te dizer:

Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!"

Precisamos estar cientes daqueles olhos e ouvidos observando e escutando tudo que fazemos e falamos. Todos nós influenciamos não somente os mais novos, que nos observam, mas outros também. Aqueles ao nosso redor, no trabalho ou na escola, pessoas estão nos observando, até em momentos quando não percebemos.

Mary Rita Schilke Korzan (livro "Stories For The Heart" - “Contos Para O Coração"

Cristina Sousa Ferreira

 

 

 

Sobre o tema do coração começaria com esta frase do pensador francês Blaise Pascal:

 "O coração tem razões que a razão ignora."

 É uma frase muitissimo interessante, uma vez que nos leva à eterna dicotomia entre razão e coração, entre a parte racional, cognitiva, dos pensamentos, das cognições, das teorias, das percepções, das expectativas, das construções, das elaborações, das interpretações e a parte das emoções, do inconsciente, do irracional, do sensitivo, do intuitivo, do visceral, do impulsivo, do imediato, do não pensado.

 Tanto a razão como a emoção são ambos veiculos que tomamos para expressar o nosso comportamento, as nossas acções no plano prático, quotidiano da vida.

 Qualquer momento da nossa vida, qualquer estímulo, qualquer situação é permeado e percorrido por um lado racional e um lado emocional. Todos os momentos da nossa vida existem na simultaneidade desta dicotomia eterna.

 Perante qualquer situação existem pensamentos que desencadeiam interpretações, muitas vezes, esses pensamentos nem sequer são conscientemente elaborados, mas isso não impede que estes tenham a sua actuação implicita, automatizada. São aquilo a que chamamos os pensamentos automáticos e estes estão sempre presentes.

 Mas além deste fluxo cognitivo constante que pauta a percepção de qualquer realidade ainda existem as emoções... Estas emoções podem ser congruentes com os nossos pensamentos, andar lado a lado ou de mão dada com eles, ou ser oposta a tais pensamentos.

 Quando estamos perante contradições entre a razão e o coração é importante ouvir o coração. E porquê? Porque a razão é filha da nossa maturidade cognitiva, é uma intepretação da realidade mais recente e que não passa de uma percepção ou de uma construção da realidade. A emoção, ou se quisermos, o coração é mais primitivo, no sentido de mais inconsciente, de mais antigo. As emoções escondem algo mais profundo, menos construido, menos intelectual, mais virgem, mais puro, mais original, no sentido de origem.

Quando surgem as emoções, quando ouvimos as emoções, quando brotam as emoções então as máscaras da razão, da intelectualização caiem por terra e a pureza e a crueza das emoções surge.

 As emoções alojam-se no nosso corpo, no sentir o corpo, na dinâmica do corpo.

Quando ouvimos o coração percebemos os conflitos que existem dentro de nós mesmos, os conflitos com os outros, as alegrias e o amor que sentimos.

 Toda a educação deveria visar entender ou sentir as razões da razão e as razões do coração.

 Já os filosofos gregos entenderam o quão fundamental é a Arte como veiculo de expressão emocional e a Matemática como apologia da racionalidade. E é fundamental balancear e conviver harmoniosamente com estes dois polos.

 Entendo a psicoterapia justamente como o reequilibrio desta díade. A psicoterapia não é um debate intelectual, um esgrimir argumentos de forma arrogante ou narcisica, é um trabalho genuíno de reencontro, de reequilibrio da razão e da emoção.

Pessoas excessivamente emocionais, muito impulsivas, muito imediatas, que vivem constamente dramas emocionais precisam de ouvir a razões da razão, encontrar a sua parte adulta dentro delas mesmas que impoe limites, que prioriza situações, que estabelece regras internas, que esquematiza e da ordem ao caos e pessoas excessivamente racionais, que vivem no mundo da razão, do dever ser, dos conceitos, das teorias, que vivem apenas e só na sua cabeça, nos seus pensamentos, que teorizam sobre tudo e sobre todos, que vivem presos às suas armadilhas conceptuais precisam de ouvir aquilo que Pascal chamou as razõoes do coração, precisam de escutar o seu corpo, ouvir as suas emoções, conhece-las, explora-las e não ter medo delas, nomeá-las, aprofudar a sua capacidade imagética, o seu fluir e o seu sentir, não ter medo de entrar e mergulhar nas suas emoções.

Qualquer psicoterapia deverá procurar o abraço entre a razão e a emoção.

Neste dia tão especial oiça verdadeiramente o seu coração.

Lembre-se que tanto a razão como o seu coração são fundamentais para o seu equilibrio e para a sua harmonia interior.

António Norton

 

 

O risco cardiovascular e o Stress

Como é amplamente conhecido a Doença Cardiovascular é uma doença relacionada com: factores de risco não modificáveis, como hereditariedade, idade e sexo; factores de risco convencionais modificáveis (como hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade, vida sedentária); determinados aspectos de ambiente social.

Pode-se considerar, que, na actualidade, se vive em reacção crónica de alarme, com “cargas” e “descargas” viscerais constantes, o que contribui para se desenvolvam “problemas” de saúde, nomeadamente estados ansiosos e depressivos, fadiga crónica, originando má qualidade de vida.

Qualquer acontecimento desagradável, pode-lhe causar preocupações, provocar stress – emocional e psicológico – que é vivido como ameaça. Por este motivo, logo que a situação provocadora de stress seja identificada, é necessário recorrer a estratégias apropriadas de gestão de stress e ansiedade (http://oficinadepsicologia.com/loja/shop/stress-ansiedade/).

Não se esqueça que o sistema cardiovascular é um dos mais afectados na resposta biológica ao stress.

Tânia da Cunha

 

Imagino que já sabia que o nosso coração não é só um simples órgão, mas sim uma das estruturas com o mais alto nível de organização e o índice de variabilidade do ritmo cardíaco é um dos mais precisos parâmetros do organismo que sinaliza o nosso estado psicoemocional. O Coração é um laboratório complexo com o seu centro de coordenação que elabora e transmite informação, dando uma contribuição valiosa para o modo de perceber e interagir com o mundo. Nos anos 70 John e Beatrice Lacey chegaram à conclusão que o cérebro e o coração comunicam entre si, estando numa troca de informação permanente. O coração, com sua lógica própria, e as suas “linhas de orientação” não são só reconhecidas pelo cérebro, mas também cumpridas pelo mesmo.

 

O sistema cardiovascular retém conhecimento sobre desenvolvimento de outros sistemas do organismo e crie uma espécie de suporte para seu crescimento e evolução, construindo literalmente uma base que predetermina o nosso desenvolvimento. No período embrionário o coração “cria” o nosso cérebro.

 

Será que a complicação de tomar decisões em diversas áreas da nossa vida vai precisamente da falta de comunicação entre o coração e o cérebro, apoiando–se na racionalidade? Será que o aumento da popularidade de técnicas meditativas, técnicas que ajudam estabelecer o contacto entre o nosso corpo e a mente que tranquilizam a mente desacelerando a sua actividade e abrindo espaço para o prazer de sentir e de estar? Se calhar, precisamos mesmo de “voltar” às origens para encontrar o equilíbrio, cuja falta sentimos com tanta intensidade nos dias de hoje.

 

Cuide do seu coração, cuide de si!  

Irina António 

 

 

 

Técnica Quick Coherence  (para obter rapidamente a coerência cardíaca)

Para conseguir chegar rapidamente a um estado de coerência cardíaca, no tempo de um minuto, guiando-se pelas 3 eficazes etapas da técnica Quick Coehrence

 

Usando o poder presente no seu coração de forma a equilibrar pensamentos e emoções, conseguirá atingir um estado mais elevado de energia, clareza mental e pode, basicamente, sentir-se rapidamente melhor em qualquer situação ou contexto.

Use esta técnica de coerência cardíaca, especialmente quando começar a sentir-se agastado por uma emoção negativa tal como a frustração, irritação, ansiendade ou zanga.

Permita-se encontrar a calma e a harmonia interior que serão reflectidas num batimento cardíaco mais coerente, facilitando as funções cerebrais e permitindo o melhor acesso a uma inteligência superior.

 

- Esta técnica de coerência cardíaca ajuda-o a atingir um estado de equilíbrio e coerência internos, permitindo o acesso à inteligência do Coração.

Usa o poder do seu coração para equilibrar pensamentos e emoções, permitindo que atinja um estado neutro e plácido, que lhe proporcionará uma maior clareza de pensamentos.

É uma técnica poderosa que lhe permitirá conectar-se com a zona energética do seu coração, ajudando-o a reduzir estados de stress, equilibrando as suas emoções, fazendo-o sentir-se melhor rapida e eficazmente.

- Esta técnica eficaz permite-lhe reduzir o stress no próprio momento, acalmando-o e fazendo sentir-se mais confortável com a situação que atravessa.

- Permitirá que se ligue mais ao momento presente e à própria vida.

- Poderá rapidamente experienciar uma “ injecção” de clareza mental.

 

O coração é um gerador primário do ritmo corporal, influenciando os processos cerebrais que controlam o sistema nervoso, a função cognitiva e as emoções.

Conseguindo uma maior coerência cardíaca, facilitará a função do cérebro, permitindo-lhe acesso à sua inteligência superior, ajudando-o assim a melhorar a sua concentração, a sua intuição, a sua criatividade e melhorando a sua capacidade de decisão.

Quando se experimenta a coerência cardíaca, a performance é indubitavelmente melhorada, tal como se pode observar nos atletas de alto nível.

Irá sentir-se confiante, positivo, concentrado e calmo, sentindo ao mesmo tempo um aumento da sua energia.

 

 

 

 

 

A técnica para obter a coerência cardíaca (Quick Coehrence Technique)

 

1º passo- Foque toda a sua atenção na zona em volta do seu coração, a zona no centro do seu peito.

Se preferir, nas primeiras vezes que utilizar esta técnica, coloque a sua mão no peito ajudando a focar-se na zona do coração.

 

2º passo- Respirar com o coração.

Respire profundamente mas de forma normal e sinta a respiração passando através da zona do coração.

Ao inspirar, sinta a sua respiração fluindo pela zona do coração e ao expirar, sinta a sua respiração como saindo de dentro dessa mesma zona.

Respire devagar, um pouco mais profundamente que o normal.

Continue com estes movimentos respiratórios até sentir que encontrou o seu ritmo interno natural, um ritmo que o faça sentir-se bem.

 

3º passo- Sinta com o coração. 

Ao mesmo tempo que mantém a sua concentração no acto de “respirar através do coração”, active uma emoção positiva.

Relembre uma sensação que lhe traga alegria ou prazer, uma situação em que se sentiu feliz e tente voltar a experimentar o sentiu nesse momento.  

Uma das formas mais fáceis de conseguir gerar uma sensação positiva, uma emoção focada no coração, é recordar um lugar especial ou lembrar o amor que sente por um familiar ou amigo ou mesmo a afeição que sente pelo seu animal de estimação.

- Este é o passo mais importante deste processo!

 Aplique esta técnica de um minuto, logo de manhã quando acordar, antes ou durante telefonemas ou reuniões laborais, no meio de uma conversa difícil, debaixo de pressão ou quando se sentir esmagado pelo peso dos acontecimentos.

Também poderá usar esta técnica sempre que precisar de maior coordenação, rapidez e fluidez nas suas acções.

 Este texto foi adaptado ao português e foi baseado nos ensinamentos de Heathmath, de Childre e Rozman.

 Maria João Galhetas

 

 

 

http://www.aniboom.com/animation-video/241955/Radiohead---Reckoner/

 

Temos apenas 1 coração por isso cuide dele, cuide de si!

 

http://www.aniboom.com/animation-video/85201/Amor-Redondo/

 

O que molda o seu coração?

Helena Gomes

 

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publicado às 12:54

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

por oficinadepsicologia, em 10.09.11

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

 

Francisco de Soure

O suicídio constitui-se, actualmente, como uma causa de morte de dimensão significativa a nível mundial. A OMS estima que, a cada dia, cerca de 3000 pessoas terminem com a sua vida de forma voluntária e que, para cada uma que concretiza o acto, outras 20 o tentem. É assustador pensar que, a cada dia, qualquer coisa como 60000 pessoas procurem para si a morte. Só em Portugal, serão cerca de 1200 pessoas por ano. E mais assustador se torna se considerarmos as graves repercussões que uma morte por suicídio tem nas famílias e pessoas chegadas de quem o comete.

 

Quem nunca considerou o suicídio como um cenário possível costuma ter dificuldade em compreendê-lo. O mais básico dos nossos instintos é o da auto-preservação. Assim sendo, como explicar a nós próprios um acto que da forma mais gritante contraria este instinto? Compreender o suicídio é compreender o desespero. Injustamente apelidado de “uma chamada de atenção”, o atentado à própria vida é visto por quem o comete como a única saída possível para uma situação intolerável, a única forma de acabar com a dor, ou uma oportunidade quase mágica de começar de novo. O suicídio aparece, frequentemente, associado a quadros de depressão. De facto, a investigação aponta para que cerca de 15% das pessoas que tentam ou cometem suicídio estarão clinicamente deprimidas. E as estatísticas da OMS apontam, também, para que a depressão continue a aumentar de forma galopante, particularmente nos países ocidentais.

 

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publicado às 11:08

Dia Mundial da Saúde Sexual

por oficinadepsicologia, em 03.09.11

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publicado às 19:56

O nosso carinho por quem vive o mundo à esquerda!

por oficinadepsicologia, em 13.08.11

 

Fabiana Andrade

Ayrton Senna, Pelé, Romário, Benjamin Franklin, Benjamin Netanyahu, John D. Rockefeller, Cole Porter, George Michael, Jimi Hendrix, Judy Garland, Seal, Bruce Willis, Cary Grant, Charlie Chaplin,  Christian Slater, Diane Keaton, Julia Roberts, são pessoas que partilham pelo menos uma característica: SER CANHOTO!

 

 Isto significa que o seu hemisfério cerebral direito predomina sobre o esquerdo. O hemisfério direito é responsável pelo controle de todos os movimentos do lado esquerdo do corpo. O seu predomínio faz com que todos os gestos da mão esquerda e do pé esquerdo, tenham uma maior precisão.

Os canhotos representam de 5 a 15 % da população mundial, são uma “grande” minoria num mundo de destros. Como qualquer minoria, enfrentam as dificuldades diárias num mundo que não é pensado para eles.

 

Durante muito tempo e mesmo nos dias de hoje, os canhotos muitas vezes são conotados de desajeitados ou desastrados. As crianças eram corrigidas pelos pais e pela escola, no sentido de deixarem de ser canhotas, dificultando a evolução das suas potencialidades e auto-estima.

Hoje em dia, já há estudos que mostram que os canhotos pensam mais rápido que os destros na realização de algumas actividades, têm uma maior capacidade na percepção tridimensional do pensamento e de processar informações simultâneas, têm uma visão diferente do mundo e por vezes são susceptíveis a alguns problemas de saúde como por exemplo a epilepsia. Mostram ainda que esta é uma população que se destaca em alguns desportos, como a natação ou o ténis.

 

Dia 13 de Agosto foi designado o Dia Internacional do Canhoto. Sabemos que os dias nacionais e internacionais surgem para nos lembrar de algo que na verdade devíamos lembrar todos os dias, neste caso, o canhoto é uma pessoa! Como tal, é um igual, um par, um ser humano, que merece que o mundo também seja pensado para si, que merece não ser discriminado, não ver o seu caminho dificultado ou a sua auto-estima diminuída. Vamos todos começar a levantar da cama com o pé esquerdo e com um grande sorriso nos lábios?!

Bia Andrade

 

 

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publicado às 15:03

Dia da Amizade

por oficinadepsicologia, em 20.07.11

www.oficinadepsicologia.com

 

Ana Crespim

Amizade... poucas palavras têm a enorme responsabilidade de dizer tanto. O que há de mais precioso do que sabermos que temos amigos com quem podemos contar? Existem muitas coisas na vida que passam... passam com o tempo, passam por nós... Umas deixam marcas, outras nem tanto, mas a amizade não. Ninguém fica indiferente quando ela aparece. Quando verdadeira, vem mesmo para ficar, cria raízes, tal como uma árvore, que se solidificam com o passar do tempo. Em terapia, ela também tem uma palavra muito forte a dizer... é considerada factor protector, recurso para enfrentar os dissabores da vida e força motora para o arranque e manutenção da caminhada psicoterapêutica.

No Dia Internacional da Amizade, promova sorrisos. Ligue aos responsáveis por esta palavra fazer sentido na sua vida e verbalize o quanto eles são importantes para si.

Tenha um feliz dia da Amizade.

Ana Crespim

 

 

 

Os Provérbios da Amizade

Como todos sabemos, os provérbios são ditos, frases e expressões populares que transmitem e comunicam conhecimentos comuns relacionados

Susanne Diffley

 

com aspectos universais da vida. Sendo a amizade intemporal, universal e dotada de uma aparente simplicidade, tão dificil de descrever e definir, deixo-vos aqui alguns proverbios que no meu sentir, resumem de uma forma pragmática, directa e suscinta, o valor inestimavel e incalculavel da verdadeira amizade. 

·          Muitos conhecidos, poucos amigos”

·         “Defeitos do meu amigo, lamento mas não maldigo”

·         “Amigo diligente é melhor do que parente”

·         “Se tens um amigo vai vê-lo com frequência, pois os espinhos e as ervas daninhas invadem toda a trilha não percorrida”

·         “Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca”

·         “Censura teus amigos na intimidade e elogia-os em público”

·         “Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade”

·         “A amizade é o porto da vida”

·         “A amizade não conhece o esquecimento”

·         “A inimizade do sábio é menos prejudicial do que a amizade do ignorante”

Susanne Diffley

 

 

 

Fabiana Andrade

Tendo em conta o dia internacional da amizade, decidi perguntar a alguns pacientes o significado que cada um atribui ao “ser amigo”, aqui estão algumas respostas:

. “estar presente”

. “incondicionalidade”

. “uma segunda família”

. “uma família escolhida”

. “uma relação leve, livre de cobranças”

. “segurança e diversão garantida”

Estas são apenas algumas das muitas respostas que obtive, pois o “ser amigo” ou a amizade tem diferentes significados para cada uma das pessoas. Uma opinião no entanto, é unânime: a amizade é muito boa!

Esta afirmação é provada cientificamente por vários estudos que mostram que o isolamento e a solidão são prejudiciais à saúde.

A solidão aumenta o risco de perturbações do foro depressivo, alcoolismo, obesidade e sedentarismo, perturbações cardíacas, diminuição da qualidade do sono e da capacidade cognitiva. Além disso, parece estar associada ao aumento da pressão sanguínea, das atividades do hipotálamo, da glândula pituitária e do córtex adrenal (vinculados ao hormônio do estresse, o cortisol), alterações no sistema imunológico, arteriosclerose, diabetes, inflamações e contrações nos vasos sanguíneos

Ter amigos contribui para a sensação de estar socialmente conectado, para o aumento da troca de informações, aprendizagens, partilha de experiências. Além disso, segundo alguns estudos, ter amigos contribui para uma maior longevidade. Pessoas com uma boa rede de amigos e confidentes vivem 22% mais tempo do que aqueles que se isolam.

Os amigos são grande promotores de saúde, incentivando uns aos outros a procurarem cuidado médico ou psicológico, fazer exercício, parar de beber ou fumar e procurar hábitos de vida saudáveis.

Então, como fomentar uma rede saudável de amigos?

. exponha-se, saia quando for convidado com uma atitude de abertura perante a situação e às pessoas presentes

. esteja curioso e interessado em vez de ter uma atitude de defesa ou julgamento

. participe em acções que lhe tragam preenchimento, como por exemplo, voluntariado, onde tenha oportunidade de fazer algo positivo por alguém e conhecer pessoas novas.

Bia Andrade

 

 

 

Neste dia procuramos apenas provocá-lo com alguns provérbios que o façam reflectir sobre a amizade:

Nuno Mendes Duarte

"Um amigo falso é um inimigo secreto."

"Só se confia num amigo depois de comer com ele um quilo de sal."

"Quem é amigo de todos, não o é de ninguém."

"No aperto e no perigo é que se conhece o amigo."


E o estimado leitor que amigo quer ser hoje?

As boas amizades dependem não só do outro mas também de nós.

Faça um esforço para que os falsos amigos destes provérbios não sejam um retrato de si!

Nuno Mendes Duarte

 

 

 

Isabel Policarpo

Poderiamos certamente escrever muito sobre os amigos e a importância que estes têm no nosso bem estar, no nosso ego e no colorido que emprestam à nossa vida. Mas quando penso na amizade de imediato me lembro da frase que ouvi há dias – “Os amigos são a família que escolhemos para nós” – e sinto que ela não pode ser mais verdadeira. E que este simples facto nos dá um imenso “poder”. De repente, podemos partir à procura de quem nos ama e de quem nós amamos. Podemos escolher com quem estar e de que forma estar. Podemos encontrar espaços e tempos de harmonia e paz. Podemos sentir-nos desejados e bem-vindos. E deixar simplesmente o tempo correr.

Isabel Policarpo

 

 

 

Amigos, contam-se por uma mão e não a enchem!

Oiço frequentemente esta expressão em contexto clínico, e nela vejo um misto de orgulho e de inquietação. Orgulho por se ter poucos mas bons

Helena Gomes

amigos, Inquietação pela possibilidade de não sermos queridos por todos. Desde muito novos somos incutidos com a ideia de que ter muitos amigos é sinal de pertença a um meio, de popularidade, de beleza, de alegria, de estar bem com tudo e com todos. Mas o que é isto da amizade?

Peço-vos que olhem para o trecho do livro “O Principezinho” que vos apresento, mas não se esqueçam de procurar a criança que há em vós senão correm no erro de não o compreenderem J

Raposa: Por favor…prende-me a ti!

Principezinho: Eu bem gostava, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer…

Raposa: Só conhecemos as coisas que prendemos a nós. Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!

Principezinho: E o que é preciso fazer?

Raposa: É preciso ter muita paciência. Primeiro sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto…

Como disse Saint- Exupéry neste livro de encantar, o essencial é invisível para os olhos, é o tempo que perdemos com aqueles a quem nos damos, que os tornam tão importantes para nós, é aqui que reside o poder de fazermos amigos, e é na lembrança desta verdade que reside a verdadeira amizade.

Helena Gomes

 

 

 

 

Joana Florindo

Amigo (Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca')

Mal nos conhecemos 
Inaugurámos a palavra «amigo». 

«Amigo» é um sorriso 
De boca em boca, 
Um olhar bem limpo, 
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece, 
Um coração pronto a pulsar 
Na nossa mão! 

«Amigo» (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?) 
«Amigo» é o contrário de inimigo! 

«Amigo» é o erro corrigido, 
Não o erro perseguido, explorado, 
É a verdade partilhada, praticada. 

«Amigo» é a solidão derrotada! 

«Amigo» é uma grande tarefa, 
Um trabalho sem fim, 
Um espaço útil, um tempo fértil, 
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa! 

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

Joana Florindo







 


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publicado às 15:48

Reis e Raínhas

por oficinadepsicologia, em 01.06.11

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Ateliê “Reis e Rainhas”

Crianças dos (6-10 anos de idade) e respectivos Pais

Dia 4 de Junho 2011 (17h30 às 19h00) – Av. Paris, nº 4, 5º andar - Lisboa

 

Muitas vezes os pais no dia-a-dia, não têm tempo para estarem e brincarem com a criança. Encaram a brincadeira com um carácter desvalorizativo como se fosse algo improdutivo e trivial. No entanto é necessário encararmos a brincadeira de outra forma, porque brincar é benéfico para a criança pois proporciona-lhe a oportunidade para aprenderem quem são, o que podem fazer e como se podem relacionar com o mundo que as rodeia.

 

 

 

 

A brincadeira contribui para criarem uma relação mais próxima e laços afectivos mais fortes com a família, promovendo um aumento da sua auto-estima, permitindo explorar a criatividade, ensina-as a falar sobre os seus sentimentos, pensamentos, etc. Por outro lado, ajuda-as nas competências sociais, ensinando-as a saberem esperar pela sua vez, a partilharem, e a serem sensíveis aos sentimentos dos outros.

 

Neste ateliê oferecemos algumas sugestões aos pais sobre como brincarem com os seus filhos, evitando algumas tendências comuns para dominarem a brincadeira e de fazerem com que a criança se aborreça. Utilizaremos formas para estimular as competências cognitivas, e criativas e sociais da criança através do brincar.

 

Será realizado um jogo num tapete mágico, onde se pede a cada uma das crianças e respectivos pais, que lancem um dado gigante. De acordo com os números obtidos cada criança avança o número de casas assinalado. Se calharem nos quadrados marcados terão que desempenhar determinadas tarefas de interacção pré-definidas.

 

Será um espaço de partilha para ambos, onde irão levar sugestões para casa.

 

Data Limite de Inscrições – 3 de Junho 2011 – contacto@oficinadepsicologia.com

Custo: 20€ por agregado familiar

Número de Inscrições Limitado

 


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publicado às 14:52


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