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Ao soar das badaladas

por oficinadepsicologia, em 31.12.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

 

Desejo é algo que se idealiza como bom, mas nem sempre está sob o nosso controlo – desejo de saúde, de segurança, de… Intenções equivalem a uma mobilização para um curso de acção, habitualmente sob o nosso controlo. Assim, de um ponto de vista de saúde mental, melhor será irmos comendo as passas da meia-noite ao ritmo de intenções para o próximo ano e não da formulação de desejos vagos que magicamente acreditamos que se vão realizar apenas porque tocam as 12 badaladas. Troquemos, portanto, desejos por intenções e, para dar uma ajuda, deixamos 12 intenções promotoras de equilíbrio emocional – talvez queira aproveitar alguma ou talvez fique motivado a reflectir um pouco sobre as suas, para condicionar o curso da sua vida.

  1. Movimentar-me todos os dias um pouco – está demonstrado que o exercício físico aeróbico regular e moderado tem um forte efeito regulador das emoções e melhora o funcionamento cerebral
  2. Permitir-me dormir 7 a 8 horas por noite – é a dormir que o cérebro integra as aprendizagens e processa as emoções
  3. Comer saudável – os nutrientes físicos com que carregamos o corpo estão intimamente ligados à saúde mental
  4. Manter as situações em perspectivas – uma certa higiene diária da escala que aplicamos às situações vividas é fundamental para não aumentarmos desnecessariamente as proporções do que nos vai acontecendo
  5. Relaxar diariamente – entre 10 a 20 minutos diários dedicados a uma qualquer actividade de relaxamento tem um efeito estabilizador das emoções
  6. Sociabilizar-me regularmente, garantindo um pouco de tempo de qualidade entre amigos e família – ajuda fortemente no bem-estar emocional, já que é através e com os outros que nos integramos a nós próprios
  7. Defender as minhas necessidades individuais, para estar bem e tranquilo e poder recarregar-me e disponibilizar recursos também para aqueles que me rodeiam
  8. Procurar activamente fontes de prazer e bem-estar para a minha vida, para evitar o desgaste emocional que advém do uso excessivo do cinzento e descolorido
  9. Investir em cursos de acção que me possam trazer maior crescimento pessoal e ocupacional no futuro
  10. Focar a minha atenção naquilo que quero, naquilo que valorizo, naquilo que me é confortável em vez de me deixar monopolizar pelo outro lado da medalha
  11. Fazer um esforço consciente por me recordar diariamente daquilo que gosto em mim e nos que me rodeiam, naquilo por que posso estar grato, deixando que o meu olhar repouse nas coisas que me aquecem a alma
  12. Contribuir, de qualquer forma, para o bem-estar de quem me rodeia e o bem global da minha comunidade

FELIZ ANO NOVO!

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publicado às 09:20

Deixar de fumar

por oficinadepsicologia, em 08.10.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Aconselhar o fumador dependente a deixar de fumar constitui uma tarefa difícil. É preciso que ele tenha força de vontade. O fumador deve querer, ele próprio, efectivamente deixar de fumar e decidir, de uma vez por todas, que vai abandonar o vício. Se o fumador não estiver motivado, o hábito vier de longa data e o consumo for excessivo, o fumador ao abster-se de fumar precisa, não raramente, de apoio psicológico.

Transcrevem-se, em seguida, algumas sugestões a seguir para tentar deixar de fumar:

  • Marque o dia em que vai deixar de fumar. Poderá ser uma data significativa, tal como um aniversário, um fim de semana, o início de férias.
  • Comunique a sua intenção à família, amigos e pessoas com quem trabalha, no sentido de obter o seu apoio.
  • Mastigue pastilhas elásticas ou rebuçados.
  • Mantenha as mãos ocupadas com uma moeda, chave, caneta.
  • Retire do seu alcance objectos relacionados com o tabaco, como isqueiros ou cinzeiros e não tenha tabaco.
  • Procure estar sempre ocupado, dedicando-se a várias actividades e passatempos.
  • Evite as situações que mais desencadeiam desejo de fumar.
  • Tente alterar hábitos e rotinas.
  • Faça exercício, pratique desporto e ande a pé.

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publicado às 14:02

Saiba como driblar os pensamentos desagradáveis

por oficinadepsicologia, em 06.10.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da

Tendencialmente os pensamentos e sentimentos negativos atraem a sua atenção para coisas de que não gosta e podem fazer com que subestime as suas características positivas e a sua capacidade para resolver os problemas. Aqui ficam umas dicas que podem ser úteis para o ajudar a ter uma visão mais equilibrada:

  • Evite discussões sobre os seus sentimentos desagradáveis pois trata-se de um esforço inútil – opte por enfrentar os problemas reais;
  • Peça aos amigos e/ou familiares que interrompam essas conversas e mudem para temas positivos;
  • Vasculhe no seu álbum de memórias ocasiões agradáveis do passado e faça planos para as voltar a repetir;
  •   Considere sempre explicações alternativas para os acontecimentos ou pensamentos desagradáveis;
  • Faça uma lista das suas três melhores qualidades – talvez com a ajuda de uma familiar ou amigo;
  • Traga a lista consigo e leia-a três vezes sempre que tenha pensamentos negativos,
  • Faça um registo diário de todos os pequenos acontecimentos agradáveis que lhe aconteceram e converse diariamente sobre eles com um amigo;
  • Mantenha-se, a si e à sua mente, ocupado, planeando e realizando tarefas construtivas e que lhe dêem prazer.

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publicado às 11:04

Estou desempregado!

por oficinadepsicologia, em 04.10.11

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

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Cristina Sousa Ferreira

Várias vezes mudei de passeio para não enfrentar um amigo pois já  previa aquela pergunta: - Olá , eu estou a trabalhar e tu fazes o quê?

E quantas  vezes preferi ficar em casa para não ter que ouvir os meus amigos, mais uma vez: - Então já arranjaste emprego?

Já não suporto ouvir estas perguntas!

E aqueles insuportáveis  olhares de pena.... ,  aquele comentário  “.. que chatisse acabaram as férias, é horrível voltar a trabalhar”

 Idiotas, é tão bom voltar a trabalhar. Que ódio!

Que vergonha, ESTOU DESEMPREGADO! Como posso enfrentar os meus amigos, a minha família, como posso enfrentar a vida? Não quero expor publicamente a minha vulnerabilidade, a minha fraqueza. Sinto-me derrotado, com falta de dignidade, sem valor.

Nas demonstrações de amizade, de solidariedade, eu vejo manifestações de pena.... Centro-me em mim, porque é o que eu sinto por mim... tenho pena de mim!

 

Esta letargia que “não me larga”, que me leva a procrastinar, a adiar as coisas mais simples como refazer o meu CV , responder àquele anúncio, ou mesmo vestir-me e sair à rua. Esta inércia reforça o meu sentimento de incapacidade, de vergonha e de culpa (não fui capaz de segurar o emprego, não valho nada), que por sua vez  me incentivam à letargia e acabam por confirmar que de facto sou incapaz.... e o ciclo vicioso continua e continua e continua.

 

A vergonha e a culpa combinam-se para complementar e confirmar as minhas auto-avaliações com as condições externas :” não tenho valor porque estou desempregado” “ fui rejeitado portanto não sou bom”.

 

Vergonha, culpa, medo , insegurança, ansiedade? Se não deixar que este medo, esta ansiedade e esta insegurança  lhe paralisem os sentidos então são mobilizadores de novas energias e vão ajudá-lo a seguir em frente, e deixá-lo  alerta para as novas oportunidades.

 

 

 

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publicado às 17:13

Perspectivas do coração <3

por oficinadepsicologia, em 29.09.11

Autores: Oficina de Psicologia

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“Fico com o coração apertado”

“O coração tem razões que a razão desconhece”

“No coração do homem é que reside o princípio e o fim de tudo”

O coração é o órgão que tem sido usado metaforicamente desde há muitos anos, para designar o centro das emoções dos Homens. Mesmo sabendo que as emoções começam no cérebro, continuamos a referir-nos ao coração como o seu regente.

O coração, tal como o resto do corpo todo, podem e devem ser vistos como a totalidade do nosso ser. Emoção, pensamento, sensação, espiritualidade, sexualidade, são as nossas dimensões e estão todas interligadas e relacionadas, funcionando como um conjunto que pode ser mais ou menos saudável.

Se algo em nós não funciona bem, um órgão, um pensamento, uma emoção, nós na nossa totalidade sofremos com isso, assim, cuidar de nós passa a ser a nossa principal tarefa na vida. Cuidar do corpo é cuidar de tudo.

Nesse dia, dia do Coração, torne o seu corpo mais saudável do que estava ontem: faça uma caminhada, faça um check up, coma refeições saudáveis, fume menos um cigarro ou não fume de todo. Ame-se e cuide-se hoje e sempre!

Bia Andrade

 

 

A linguagem do coração que por vezes não sabemos ou não queremos ler, porque se aproxima daquilo que temos na alma.

Ao ler um livro de Kahlil Gibran retirei alguns excertos que nos põem a pensar e que pensei partilhar convosco em torno deste tema.

 “…Eu gostaria de abrir o meu peito, tirar o meu coração dali, e levá-lo nas minhas mãos para que todos o pudessem ver. Porque não há maior desejo num homem do que revelar-se a si mesmo, ser compreendido pelo seu próximo; todos nós queremos que a luz que colocamos atrás da porta seja posta no meio da sala, à frente de todos.

O primeiro poeta deste mundo deve ter sofrido muito quando pôs de lado o arco e a sua flecha, e tentou explicar aos seus amigos o que tinha sentido diante de um pôr-do-sol. É bem possível que esses amigos tenham ridicularizado o que ele dizia, mas ele fê-lo mesmo assim, porque a verdadeira Arte exige que o artista tente mostrar-se. Ninguém pode conviver sozinho com a beleza que é capaz de perceber…”

“…Os nossos corações são muito melhores que nós mesmos e-entre os sentimentos e as maneiras que temos para descrever esses sentimentos-existem mil véus. Quando alguém consegue trabalhar de dentro para fora, vive num estado de constante renascimento. É uma reconstrução diária de si mesmo.”

Ao ler estas passagens pensei que num  processo terapêutico é muitas vezes o que acontece, um trabalhar de dentro para fora, um permitir de um abrir daquilo que temos no coração, um expressar de emoções que por vezes são difíceis de tocar, tirando véus que colocamos ao longo das passagens da nossa vida e que nos vão permitindo viver sem vergonhas porque o que achamos de pior está escondido por receio do julgamento, e não precisamos de ser poetas para podermos usar esta arte.

Esquecendo que o que vemos com o coração por vezes é invisível aos nossos olhos.

“Na sombra de um templo, o meu amigo apontou-me um cego.

O meu amigo disse-me: “Este é o homem mais sábio do mundo”.

Aproximámo-nos, e eu perguntei “desde quando é o senhor cego?”

“Desde que nasci”

“Eu sou um astrónomo”, comentei.

“Eu também”, respondeu o cego. E disse, colocando a mão no peito: “Observo aqui dentro os muitos sóis e as muitas estrelas.”

Neste dia do coração, vamos abri-lo e ver com ele o que está à nossa volta, vamos tratar dele com carinho pois ele é promotor do nosso bem-estar não só físico como também psicológico

 E vamos poder dizer:

“O meu coração hoje está sereno, e as angústias de sempre foram substituídas pela calma e pela alegria que sempre procurei”.

Bem ajam as estrelas e os sóis que temos nele.

Fátima Ferro

 

 

 

www.youtube.com/watch?v=01R9PHbSkDE&feature=related

 

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

Uma história para o coração:

Quando eu não estava olhando

"Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira e, imediatamente, eu tive vontade de fazer outro para você.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua e eu aprendi que é legal tratar bem os animais.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazendo comida e levando para uma amiga que estava doente e aprendi que todos nós temos que ajudar e tomar conta uns dos outros.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu senti você me dando um beijo de boa noite e me senti amado e seguro.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós e aprendi que temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que tinha que ser responsável quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi que você estava preocupada e eu quis fazer o melhor de mim para ser alguem melhor.
Quando você pensava que eu não estava olhando eu aprendi a maior parte das lições de vida que eu precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando eu crescesse.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria te dizer:

Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!"

Precisamos estar cientes daqueles olhos e ouvidos observando e escutando tudo que fazemos e falamos. Todos nós influenciamos não somente os mais novos, que nos observam, mas outros também. Aqueles ao nosso redor, no trabalho ou na escola, pessoas estão nos observando, até em momentos quando não percebemos.

Mary Rita Schilke Korzan (livro "Stories For The Heart" - “Contos Para O Coração"

Cristina Sousa Ferreira

 

 

 

Sobre o tema do coração começaria com esta frase do pensador francês Blaise Pascal:

 "O coração tem razões que a razão ignora."

 É uma frase muitissimo interessante, uma vez que nos leva à eterna dicotomia entre razão e coração, entre a parte racional, cognitiva, dos pensamentos, das cognições, das teorias, das percepções, das expectativas, das construções, das elaborações, das interpretações e a parte das emoções, do inconsciente, do irracional, do sensitivo, do intuitivo, do visceral, do impulsivo, do imediato, do não pensado.

 Tanto a razão como a emoção são ambos veiculos que tomamos para expressar o nosso comportamento, as nossas acções no plano prático, quotidiano da vida.

 Qualquer momento da nossa vida, qualquer estímulo, qualquer situação é permeado e percorrido por um lado racional e um lado emocional. Todos os momentos da nossa vida existem na simultaneidade desta dicotomia eterna.

 Perante qualquer situação existem pensamentos que desencadeiam interpretações, muitas vezes, esses pensamentos nem sequer são conscientemente elaborados, mas isso não impede que estes tenham a sua actuação implicita, automatizada. São aquilo a que chamamos os pensamentos automáticos e estes estão sempre presentes.

 Mas além deste fluxo cognitivo constante que pauta a percepção de qualquer realidade ainda existem as emoções... Estas emoções podem ser congruentes com os nossos pensamentos, andar lado a lado ou de mão dada com eles, ou ser oposta a tais pensamentos.

 Quando estamos perante contradições entre a razão e o coração é importante ouvir o coração. E porquê? Porque a razão é filha da nossa maturidade cognitiva, é uma intepretação da realidade mais recente e que não passa de uma percepção ou de uma construção da realidade. A emoção, ou se quisermos, o coração é mais primitivo, no sentido de mais inconsciente, de mais antigo. As emoções escondem algo mais profundo, menos construido, menos intelectual, mais virgem, mais puro, mais original, no sentido de origem.

Quando surgem as emoções, quando ouvimos as emoções, quando brotam as emoções então as máscaras da razão, da intelectualização caiem por terra e a pureza e a crueza das emoções surge.

 As emoções alojam-se no nosso corpo, no sentir o corpo, na dinâmica do corpo.

Quando ouvimos o coração percebemos os conflitos que existem dentro de nós mesmos, os conflitos com os outros, as alegrias e o amor que sentimos.

 Toda a educação deveria visar entender ou sentir as razões da razão e as razões do coração.

 Já os filosofos gregos entenderam o quão fundamental é a Arte como veiculo de expressão emocional e a Matemática como apologia da racionalidade. E é fundamental balancear e conviver harmoniosamente com estes dois polos.

 Entendo a psicoterapia justamente como o reequilibrio desta díade. A psicoterapia não é um debate intelectual, um esgrimir argumentos de forma arrogante ou narcisica, é um trabalho genuíno de reencontro, de reequilibrio da razão e da emoção.

Pessoas excessivamente emocionais, muito impulsivas, muito imediatas, que vivem constamente dramas emocionais precisam de ouvir a razões da razão, encontrar a sua parte adulta dentro delas mesmas que impoe limites, que prioriza situações, que estabelece regras internas, que esquematiza e da ordem ao caos e pessoas excessivamente racionais, que vivem no mundo da razão, do dever ser, dos conceitos, das teorias, que vivem apenas e só na sua cabeça, nos seus pensamentos, que teorizam sobre tudo e sobre todos, que vivem presos às suas armadilhas conceptuais precisam de ouvir aquilo que Pascal chamou as razõoes do coração, precisam de escutar o seu corpo, ouvir as suas emoções, conhece-las, explora-las e não ter medo delas, nomeá-las, aprofudar a sua capacidade imagética, o seu fluir e o seu sentir, não ter medo de entrar e mergulhar nas suas emoções.

Qualquer psicoterapia deverá procurar o abraço entre a razão e a emoção.

Neste dia tão especial oiça verdadeiramente o seu coração.

Lembre-se que tanto a razão como o seu coração são fundamentais para o seu equilibrio e para a sua harmonia interior.

António Norton

 

 

O risco cardiovascular e o Stress

Como é amplamente conhecido a Doença Cardiovascular é uma doença relacionada com: factores de risco não modificáveis, como hereditariedade, idade e sexo; factores de risco convencionais modificáveis (como hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade, vida sedentária); determinados aspectos de ambiente social.

Pode-se considerar, que, na actualidade, se vive em reacção crónica de alarme, com “cargas” e “descargas” viscerais constantes, o que contribui para se desenvolvam “problemas” de saúde, nomeadamente estados ansiosos e depressivos, fadiga crónica, originando má qualidade de vida.

Qualquer acontecimento desagradável, pode-lhe causar preocupações, provocar stress – emocional e psicológico – que é vivido como ameaça. Por este motivo, logo que a situação provocadora de stress seja identificada, é necessário recorrer a estratégias apropriadas de gestão de stress e ansiedade (http://oficinadepsicologia.com/loja/shop/stress-ansiedade/).

Não se esqueça que o sistema cardiovascular é um dos mais afectados na resposta biológica ao stress.

Tânia da Cunha

 

Imagino que já sabia que o nosso coração não é só um simples órgão, mas sim uma das estruturas com o mais alto nível de organização e o índice de variabilidade do ritmo cardíaco é um dos mais precisos parâmetros do organismo que sinaliza o nosso estado psicoemocional. O Coração é um laboratório complexo com o seu centro de coordenação que elabora e transmite informação, dando uma contribuição valiosa para o modo de perceber e interagir com o mundo. Nos anos 70 John e Beatrice Lacey chegaram à conclusão que o cérebro e o coração comunicam entre si, estando numa troca de informação permanente. O coração, com sua lógica própria, e as suas “linhas de orientação” não são só reconhecidas pelo cérebro, mas também cumpridas pelo mesmo.

 

O sistema cardiovascular retém conhecimento sobre desenvolvimento de outros sistemas do organismo e crie uma espécie de suporte para seu crescimento e evolução, construindo literalmente uma base que predetermina o nosso desenvolvimento. No período embrionário o coração “cria” o nosso cérebro.

 

Será que a complicação de tomar decisões em diversas áreas da nossa vida vai precisamente da falta de comunicação entre o coração e o cérebro, apoiando–se na racionalidade? Será que o aumento da popularidade de técnicas meditativas, técnicas que ajudam estabelecer o contacto entre o nosso corpo e a mente que tranquilizam a mente desacelerando a sua actividade e abrindo espaço para o prazer de sentir e de estar? Se calhar, precisamos mesmo de “voltar” às origens para encontrar o equilíbrio, cuja falta sentimos com tanta intensidade nos dias de hoje.

 

Cuide do seu coração, cuide de si!  

Irina António 

 

 

 

Técnica Quick Coherence  (para obter rapidamente a coerência cardíaca)

Para conseguir chegar rapidamente a um estado de coerência cardíaca, no tempo de um minuto, guiando-se pelas 3 eficazes etapas da técnica Quick Coehrence

 

Usando o poder presente no seu coração de forma a equilibrar pensamentos e emoções, conseguirá atingir um estado mais elevado de energia, clareza mental e pode, basicamente, sentir-se rapidamente melhor em qualquer situação ou contexto.

Use esta técnica de coerência cardíaca, especialmente quando começar a sentir-se agastado por uma emoção negativa tal como a frustração, irritação, ansiendade ou zanga.

Permita-se encontrar a calma e a harmonia interior que serão reflectidas num batimento cardíaco mais coerente, facilitando as funções cerebrais e permitindo o melhor acesso a uma inteligência superior.

 

- Esta técnica de coerência cardíaca ajuda-o a atingir um estado de equilíbrio e coerência internos, permitindo o acesso à inteligência do Coração.

Usa o poder do seu coração para equilibrar pensamentos e emoções, permitindo que atinja um estado neutro e plácido, que lhe proporcionará uma maior clareza de pensamentos.

É uma técnica poderosa que lhe permitirá conectar-se com a zona energética do seu coração, ajudando-o a reduzir estados de stress, equilibrando as suas emoções, fazendo-o sentir-se melhor rapida e eficazmente.

- Esta técnica eficaz permite-lhe reduzir o stress no próprio momento, acalmando-o e fazendo sentir-se mais confortável com a situação que atravessa.

- Permitirá que se ligue mais ao momento presente e à própria vida.

- Poderá rapidamente experienciar uma “ injecção” de clareza mental.

 

O coração é um gerador primário do ritmo corporal, influenciando os processos cerebrais que controlam o sistema nervoso, a função cognitiva e as emoções.

Conseguindo uma maior coerência cardíaca, facilitará a função do cérebro, permitindo-lhe acesso à sua inteligência superior, ajudando-o assim a melhorar a sua concentração, a sua intuição, a sua criatividade e melhorando a sua capacidade de decisão.

Quando se experimenta a coerência cardíaca, a performance é indubitavelmente melhorada, tal como se pode observar nos atletas de alto nível.

Irá sentir-se confiante, positivo, concentrado e calmo, sentindo ao mesmo tempo um aumento da sua energia.

 

 

 

 

 

A técnica para obter a coerência cardíaca (Quick Coehrence Technique)

 

1º passo- Foque toda a sua atenção na zona em volta do seu coração, a zona no centro do seu peito.

Se preferir, nas primeiras vezes que utilizar esta técnica, coloque a sua mão no peito ajudando a focar-se na zona do coração.

 

2º passo- Respirar com o coração.

Respire profundamente mas de forma normal e sinta a respiração passando através da zona do coração.

Ao inspirar, sinta a sua respiração fluindo pela zona do coração e ao expirar, sinta a sua respiração como saindo de dentro dessa mesma zona.

Respire devagar, um pouco mais profundamente que o normal.

Continue com estes movimentos respiratórios até sentir que encontrou o seu ritmo interno natural, um ritmo que o faça sentir-se bem.

 

3º passo- Sinta com o coração. 

Ao mesmo tempo que mantém a sua concentração no acto de “respirar através do coração”, active uma emoção positiva.

Relembre uma sensação que lhe traga alegria ou prazer, uma situação em que se sentiu feliz e tente voltar a experimentar o sentiu nesse momento.  

Uma das formas mais fáceis de conseguir gerar uma sensação positiva, uma emoção focada no coração, é recordar um lugar especial ou lembrar o amor que sente por um familiar ou amigo ou mesmo a afeição que sente pelo seu animal de estimação.

- Este é o passo mais importante deste processo!

 Aplique esta técnica de um minuto, logo de manhã quando acordar, antes ou durante telefonemas ou reuniões laborais, no meio de uma conversa difícil, debaixo de pressão ou quando se sentir esmagado pelo peso dos acontecimentos.

Também poderá usar esta técnica sempre que precisar de maior coordenação, rapidez e fluidez nas suas acções.

 Este texto foi adaptado ao português e foi baseado nos ensinamentos de Heathmath, de Childre e Rozman.

 Maria João Galhetas

 

 

 

http://www.aniboom.com/animation-video/241955/Radiohead---Reckoner/

 

Temos apenas 1 coração por isso cuide dele, cuide de si!

 

http://www.aniboom.com/animation-video/85201/Amor-Redondo/

 

O que molda o seu coração?

Helena Gomes

 

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publicado às 12:54

Primeiros dias de Outono

por oficinadepsicologia, em 27.09.11

Autora: Filipa Cristóvão

Psicóloga Clínica

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Filipa Cristóvão

Os primeiros dias de Outono, que coincidem também com o final das férias são muitas vezes um momento em que surgem estados de desânimo. O voltar às rotinas que é conotado como algo aborrecido, tem contudo a vantagem de ajudar a introduzir algum equilíbrio no dia-a-dia.

Algumas pequenas regulações podem fazer desta entrada na estação toda uma experiência agradável, saudável e de mudança:

 

- Verifique a sua higiene de sono. Com o Inverno a aproximar-se, precisará de mais horas para fazer face ao desgaste. Dormir fora do horário, não é restabelecedor, pois o sono pode estar desfasado de outros ritmos biológicos do corpo.

Experimente acordar com uma luz natural, ou livre se do despertador e adquira uma luz gradual, pois esse é o sinal para o qual o nosso cérebro está preparado para acordar harmoniosamente.

 

- A luz é muito importante no bem-estar. Influencia diversas funções do cérebro emocional, os instintos vitais, apetite, libido, ciclos menstruais, humor, energia de acção e regulação da temperatura e do metabolismo das gorduras,

Tente dar um pequeno passeio a pé diariamente que lhe permitam receber este nutriente extra e gratuito.

 

- Enriqueça a sua alimentação. O cérebro é um órgão altamente especializado que beneficia de nutrição específica, dadas as exigências a que está sujeito. Alguns estudos sugerem que um desequilíbrio na relação entre ácidos gordos Ómega 3 e Ómega 6 podem contribuir para estados de tristeza, falta de energia, ansiedade, insónia entre outros.

 

- Pratique desporto – Aumentar o nível de actividade tem inúmeros benefícios, desde o humor, à prevenção da depressão, à capacidade de sentir e apreciar o prazer e restabelecimento da coerência cardíaca.

 

- Aprenda algo novo - Aproveite esta fase para aprender algo que sempre quis e não teve oportunidade. Quer seja uma arte, uma língua ou um desporto, irá certamente aumentar a sua motivação e interesse pelos pequenos prazeres da vida

 

- Descubra na meditação ou no relaxamento profundo, um recurso que lhe estará sempre disponível para os desafios que se lhe impõe diariamente http://oficinadepsicologia.com/loja/relaxamento/

 

- Inicie os seus dias com um pensamento ou imagem positiva que lhe traga bem-estar. E porque não, uma imagem do Verão que guardará até ao próximo ano!

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publicado às 10:50

Os chefes também se educam

por oficinadepsicologia, em 21.09.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

Quando pensamos em educação, automaticamente pensamos em crianças. E, no entanto, os adultos com quem lidamos no dia-a-dia também são passíveis de serem educados – assim mesmo, sem aspas! – e, curiosamente, com um conjunto de regras muito semelhante ao utilizado para a educação infantil.

 

Se na base de qualquer acto educativo se encontra a tentativa de conformidade ao meio ambiente, seja ele social ou familiar, com vista à melhoria das interacções interpessoais, então porque é que, regra geral, nos esquecemos de educar pessoas que gostaríamos que tivessem uma melhor relação connosco – mais útil, mais respeitosa, mais proveitosa, mais agradável? Por exemplo, o nosso chefe?

 

Alguns aspectos a ter em conta na “educação” dos chefes:

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publicado às 10:33

Saiba como conquistar a pontualidade

por oficinadepsicologia, em 20.09.11

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

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Irina António

Ser pontual é uma virtude que todos nós procuramos conquistar ao longo da vida, uns com mais sucesso que outros. O caminho desta conquista guarda um mistério: se uns conseguem naturalmente chegar a horas, outros nem por isso. Sendo que as circunstâncias da vida não se diferenciam: vivem na mesma cidade, passam pelas mesmas estradas, apanham o mesmo comboio, compram o despertador nas mesmas lojas, trabalham mais ou menos as mesmas horas por dia, a questão não parece estar presa às mesmas, mas sim à atitude assumida perante o seu tempo e o dos outros.

 

Ser pontual é chegar mesmo à hora marcada, nem mais tarde, nem mais cedo. O exercício de afinar a atitude pontual inicia-se por admitir que se tem um problema com a pontualidade. Para obter uma melhor percepção do impacto dos seus atrasos, ponha-se no lugar da pessoa que está à espera há horas e imagine também como estará o seu estado emocional. E o que poderá surgir desta experiência? “Está atrasado porque tem coisas mais importantes para fazer”, “está atrasado porque se esqueceu de mim”, “está atrasado porque não é uma pessoa de confiança”, “está atrasado porque não tem respeito pelo meu tempo” e tantas outras do género. A disposição para estar com a pessoa atrasada já não é a mesma, e no caso contrário, a pessoa pontual acaba sempre por ganhar “um bónus” perante os olhos dos outros.

 

Se pretende ficar com esse bónus mais vezes, experimente as seguintes sugestões:

 

 

 

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publicado às 12:21

Dorme que nem um anjinho

por oficinadepsicologia, em 06.09.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

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Inês Afonso Marques

Não entre em guerras na hora de deitar os seus filhos. E não me refiro a guerras de almofadas. Refiro-me àqueles dias em que as crianças usam todo o poder da sua imaginação para fazer malabarismos com vista a adiar, adiar, adiar e adiar a hora de deitar. Só mais 5 minutos. Tenho saudades tuas. Tenho fome. Tenho sede. Preciso de ir à casa de banho. Tenho frio. Tenho calor. Tenho mais sede…

 

Shhhh… Hora da caminha.

 

- Dedique algum tempo a conversar com a criança. Especialmente quando têm pouco tempo para conviver com os pais antes de irem dormir, as crianças apreciam uma pequena conversa antes de se deitarem. Dediquem alguns minutos a conversar sobre como correu o dia e como antecipam o dia seguinte.

- Estabeleça rotinas. As rotinas são sinónimo de previsibilidade. A previsibilidade é sinónimo de segurança. Se o seu filho for pequeno pode fazer um quadro com imagens dos principais momentos da rotina do deitar, por exemplo, vestir o pijama, lavar os dentes, canção, história, beijo de boa noite, apagar a luz. Esse quadro pode mesmo ser composto por fotografias da criança a realizar a sua rotina. Trata-se de uma pequena agenda visual.

- Negoceie oferecendo escolhas. Não ceda a pedidos que farão adiar a hora de dormir. Em alternativa, dê à criança a possibilidade de participar na rotina, fazendo escolhas. Hoje qual das histórias queres ouvir? A lebre e a tartaruga ou a cigarra e a formiga?

- Mantenha-se calmo e firme. É notório que algumas crianças possuem um enorme poder de persuasão, tentando negociar conquistas até á exaustão dos pais. Se se sentir irritado, não se deixe envolver pela frustração. Fale calmamente e de forma assertiva, mantendo “as regras” definidas.

 

Adormeceu… Dorme que nem um anjinho.

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publicado às 11:11

Preparar, iniciar e acelerar rumo à auto-confiança

por oficinadepsicologia, em 05.09.11

Autora: Filipa Jardim da Silva

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Filipa Jardim Silva

Se tivesse um baú de recursos e competências à sua disposição e lhe pedisse para eleger aquele que considera que lhe seria mais útil nas mais diversas situações de vida, provavelmente escolheria a auto-confiança. Não é por acaso que pessoas com uma postura activa, segura e decidida atraem confiança e admiração dos pares, enquanto alguém constantemente nervoso, atrapalhado e inseguro sente-se mais facilimente criticado e sozinho. Muitos sentem-se perdidos na aventura em busca da auto-confiança, podendo ficar emaranhados num ciclo de auto-desvalorização, desesperança, incapacidade de lidar com obstáculos e dificuldades e mais inferioridade.

A boa notícia é que existem mapas para esta aventura e que a auto-confiança pode realmente ser aprendida e construída. Como? – perguntará. Não se constrói por magia nem em poucos minutos. Constrói-se numa viagem, que implica preparação, fazer-se à estrada e por fim acelerar em direcção ao sucesso. Como para qualquer viagem, é necessário assegurar-se que leva todos os mantimentos e utensílios necessários.

 

Preparação da Viagem

Primeiro prepare a sua mochila com a substituição do guião do seu diálogo interno, de incapacitante e sabotador para positivo e encorajador; os pensamentos positivos pesam menos e incentivam a ir mais longe. Depois registe os feitos já alcançados, o que lhe permitirá reconhecer com mais facilidade o sucesso e bem-estar quando surgirem na sua viagem. Pense nos seus pontos fracos e fortes e nas oportunidades e obstáculos do seu caminho, e isso permitirá gerir os seus recursos optimizando as competências e encontrando soluções para as dificuldades. Segue-se a definição de metas: onde quer chegar no final desta viagem e quais as paragens que necessita fazer para gerir o esforço e se abastecer. No início, é melhor estabelecer pequenas etapas, um pequeno passo é suficiente para iniciar uma grande mudança. Na sua mochila não entram os conceitos “desistência” nem “fracasso”, pelo que se porventura se sentir tentado a levá-los, coloque-os de parte e lembre-se que perante as dificuldades da viagem reavaliará os objectivos definidos e poderá ter de traçar novas estratégias, mas continuará sempre, persistentemente, no caminho rumo à meta estabelecida.

 

 

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publicado às 12:06


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