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Entre diagnósticos: quem sou eu?

por oficinadepsicologia, em 09.09.12

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Sinto-me tão desiludido com a minha vida, tão desmotivado, tão "desesperançado" que não sei onde fui buscar a ousadia de escrever estas palavras e enviá-las para um desconhecido...
Uma parte de mim diz-me que isto é inútil, que isto é bem capaz de ser interpretado como um inútil "grito por ajuda" e não uma tentativa de esclarecer uma dúvida, mas... aqui vai a minha questão:
Após alguns anos de terapia e de algumas desistências, foi-me diagnosticado um distúrbio de personalidade evitante. Algo que começou com uma "simples falta de aptidões sociais" passou a "distemia" depois foi "fobia social" e agora é a minha própria personalidade que está "danificada" (é uma perspectiva assustadora)... por razões que não vou referir aqui, desisti, mais uma vez, da terapia que andava a fazer (ou a tentar fazer) e agora sinto que não tenho forças para voltar a tentar novamente. Sinto-me sozinho nesta luta... já li bastante acerca de distúrbios da personalidade mas não encontrei nada acerca de possíveis formas de lidar com um problema destes sem envolver psicólogos e/ou psiquiatras. Por isso aqui estou a perguntar-lhe se a psicoterapia é a única abordagem capaz de ajudar-me a "reparar" (ou pelo menos "remendar") a minha personalidade?


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publicado às 16:35

Fluoxetina na ansiedade

por oficinadepsicologia, em 28.08.12

 

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Bom dia equipa!

Ao realizar uma busca sobre sites fidedignos que me pudessem ajudar com algumas questões, encontrei o vosso.
Tenho 31 anos e aos 16 sofri de Distúrbio de Pânico associado a Depressão. Desde essa altura que tenho regularmente crises de ansiedade agudas e que entro e saio de quadros depressivos. Na altura não fui acompanhada por um psicólogo tendo apenas tomado um ampla gama de fármacos que pararam os sintomas mais graves mas não preveniram a sua reaparição. Desde alguns anos a esta parte, também influenciada pela minha própria formação em psicologia, tenho tido acompanhamento e tentado de todas as formas que conheço "ficar boa". Digo assim, "ficar boa" porque para mim é como se tivesse uma espécie de entidade maligna dentro do meu peito. Que me engana, me impede de ver, de sentir, de viver "normalmente". Enfim, todos aqueles sintomas típicos mas que experimentados são tão mais aterradores e assassinos do que quando os lemos num livro da especialidade.
A minha questao prende-se essencialmente com o uso da Fluoxetina. Comecei a usar este farmaco há uma semana por primeira vez.  Não sei se todas as pessoas que sofrem ansiedade ou depressão passam pela rejeição aos fármacos mas eu passei. Preconceito, medo etc. Agora "rendo-me" e estou a iniciar a conselho da minha psiquiatra a fluoxetina. Gostaria de saber a vossa opinião sobre o seu uso em quadros de ansiedade e depressão com uma duração de muitos anos, Também referir que desde que comecei a tomar aumentou bastante a minha ansiedade, tenho rigidez muscular principalmente nos ombros e braço direito e tenho insónias. Vejo pelo folheto que é normal mas como poderei baixar a ansiedade até que comece a fazer efeito? Coloco estas questões porque as consultas de psiquiatria e psicologia  aso espaçadas no tempo e apenas voltarei no fim do mês, vivo fora de Portugal. Não sei se este tipo de questões são as que se colocam no vosso site, de qualquer forma muito obrigada!
R.M.


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publicado às 21:14

Mastigação Nocturna

por oficinadepsicologia, em 22.07.12

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Caros Srs.

De há algum tempo para cá tenho sido alertada pelo meu parceiro para o facto de, durante o sono, parecer mastigar pastilha elástica. Segundo ele passo todo o sono a "mastigar". E também a atirá-lo cama fora. Ao que parece reclamo a cama para mim. Mas de manhã não me recordo de nada.
Em média sempre durmi umas 5/6h por noite no máximo. Não consigo dormir mais.
Que eu me lembre nunca tive este tipo de comportamento durante o sono, pelo menos que alguém me tivesse alertado.

Com os melhores cumprimentos
C.

 


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publicado às 12:53

Desafios de uma mãe e mulher

por oficinadepsicologia, em 12.07.12

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Boa tarde ,

Tenho um filho de 4 anos que nunca se alimentou bem, mas a situação tem vindo a piorar e já acorda a dizer que não quer comer nada. Vários médicos me têm dito para relativizar a situação, que é normal, que ele está bem...mas a verdade é que eu, mãe, não sinto nada disso. A sensação que tenho é que o meu filho vive tristonho e tem um qq bloqueio emocional, forte, que o tem vindo a prejudicar.

 

Ele não está no infantário, vai este ano para a pré-escola (setembro), pelo que passa o dia inteiro nos meus pais. Qd saio do trabalho, eu ou o meu companheiro vamos buscá-lo. No entanto a sua vontade de ficar conosco lá em casa a dormir é nula. pede os avós. Ontem p.e., “obriguei-o “ a ficar em casa...foi um desvario total, uma gritaria ....mas decidi que teria de ficar e ficou. No entanto sinto que durante a noite não tem um sono tranquilo...parece que o corpinho dele está sempre eléctrico e que em contacto com o meu estremece, como se tivessemos energias opostas, que se repelem.

 

Amo o meu filho mais do que tudo e do que todos. Sei que a situação do pai dele nos deixar, o meu filho tinha 15 dias, não me deixou grande coisa a nível emocional, mas tentei ultrapassar... No inicio costumava dizer que se não tivesse o meu filho “seria uma rainha”, como se o menino me tivesse tirado espaço, autonomia e me obrigasse a uma vida de responsabilidades. Esta dualidade é terrível, passo-lhe toda esta ansiedade e vivemos a cada dia num clima de Paz/Guerra, Amor /Ódio!

 

Preciso de ajuda com urgência, pq preciso de ajudar o meu filho...já andei em psiquiatria, psicologia  mas nada resolve esta angústia, esta mágoa. Quem me conhece sabe que sou uma bem disposta mas acho que cada vez mais é uma alegria superficial, pq estou sempre triste e preocupada com o meu filhote. Por favor ajudem-me ou informem de quem possa ajudar.. Não tenho grandes possibilidades financeiras.

 

Certa da vossa ajuda

OBG!

M.

 

 

 

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publicado às 19:45

Alteração de comportamento

por oficinadepsicologia, em 08.07.12

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Boa tarde,
 

Ultimamente apetece-me isolar, não me apetece falar com ninguém, e quando estou a falar com alguém não consigo encarar a pessoa, faltam-me as palavras, estou preocupado, até porque a minha actividade profissional me obriga a falar e a conviver. O que devo fazer?

 

P.D.

 

 


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publicado às 23:49

Final de casamento

por oficinadepsicologia, em 12.10.11

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"Desculpe incomodar, mas estou precisando de ajuda. Vamos começar pelas apresentações: Meu nome é A, tenho 38 anos e uma filhota de 5 anos. Estou casada a 11 anos, com mais 4 de namoro.

Neste momento vivo o meu luto da separação e em conflito constante. Há 1 ano que que vasculho dentro de mim o desejo que até então tinha por meu marido, mas nada encontro. Há um ano que vivo fechada numa “jaula” que eu mesma criei. Não consigo, simplesmente dizer: Acabou. Quero o divórcio.

Não há ninguém extra conjugal, apenas ruiu/despareceu o sentimento. Precisei deste ano para me testar e impor limites à minha certeza, mas esta é uma decisão que todos os dias ganha mais consistência em mim. Mas não tenho coragem para dizer a meu marido. Não é tanto pelo medo que tenho de poder vir a ser julgada como insensível, mas apenas porque não tenho coragem. Não sei como fazer…o que dizer.

Pode me ajudar, aconselhar?"

 

 

 

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publicado às 16:45

Adaptação à escola

por oficinadepsicologia, em 11.10.11

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"Bom dia.

  

Gostaria de pedir a Vossa opinião em relação ao comportamento do meu filho, após a entrada na Infantil.

 

 Meu filho tem 3 anos e esteve sempre em casa comigo. Na semana passada começou a frequentar a infantil e não tem corrido nada bem. A caminho da escola, conversamos e ele diz todo o tempo que não gosta do Colégio. Eu digo que ele já é crescido e todos os meninos crescidos vão para o Colégio para fazer amigos, brincar e aprender a fazer coisas divertidas. Prometo-lhe que vou lá estar até que a professora vá para a sala com eles e que nessa altura ele terá que dar um beijinho e seguir para a sala com os colegas.  Com alguma relutância e com um ar triste, mas sem chorar, ele cumpre o prometido e vai para a sala de aula.  Quando vou buscá-lo, abraça-me e chora por um longo período e as auxiliares informam-me  que ele chora imenso na hora do almoço, vomita e na hora do lanche recusa-se a provar tudo que é novo.

 

Tudo o que relatei até agora, parece-me "normal" na fase de adaptação de qualquer criança, sobretudo uma criança que esteve 3 anos em casa com a mãe. O que me preocupa é o facto de o meu filho ter pesadelos todas as noites, com crises de choro e enquanto dorme diz: "Mamã, mamã, quero a minha mamã".  Não consigo acalmá-lo, falo com ele, digo que estou ali, pego-o ao colo, mas ele não reage, continua aos prantos, a chamar por mim. As crises de choro têm sido cada dia mais intensas e até mesmo no fim de semana isso ocorreu.

 

Penso que falhei quando coloquei o meu filho desde o primeiro dia de escola, durante o horário integral (das 10h às 16h), mas neste momento sinto que estarei agindo de forma errada, se diminuir o seu tempo no infantário.

 

Estou completamente perdida e não sei o que fazer.  Ficarei extremamente agradecida se puderem me dar alguma ajuda.

 

 

 

Os meus melhores cumprimentos,

JC"      

 

 

 

 

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publicado às 15:50

Separação

por oficinadepsicologia, em 08.09.11

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"Gostaria apenas que alguém me desse um Conselho. É a 1ª vez que eu e meu marido vamos sair 2 dias sem os nossos filhos.

Não sei bem como lhe hei-de dizer pois eles vão querer ir também. A minha filha só consegue adormecer com o pai. Na 1ª noite acho que ainda dá para arranjar a desculpa que fomos buscá-los mas que estavam a dormir, e na 2ª? É mais complicado.

Por outro lado não sei se lhes devo mentir ou dizer a verdade mesmo que fiquem a chorar. Tenho muito medo que fiquem com medo e com algum trauma.

Como devo fazer?

 

Grata pela atenção

 

 

EC"

 

 

 



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publicado às 20:02

Encruzilhada

por oficinadepsicologia, em 07.09.11

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"Boa tarde,

 

Acabo de ler o artigo "Algo diferente na realização de objectivos" de Irina António e o mesmo deu-me coragem para vos escrever sobre algo que me atormenta e não sei como resolver.

 

Actualmente encontro-me a viver uma fase da minha vida muito complicada. Uma fase de grande indefinição, de insegurança e até revolta comigo mesma, pois sei que antes não era assim. Sei o que não quero mas não sei o quero. Actualmente não me sinto realizada profissionalmente e quero muito mudar de actividade mas não consigo pensar em nada como alternativa. Se hoje acordo e quero ser médica, amanhã posso acordar e afinal sentir que quero ser produtora de moda. Isto leva a que nunca saia do mesmo sítio causando-me muita ansiedade, e vá vendo o tempo e a vida a passar à espera de um milagre.

 

Será isto o quê? Falta de identidade ou autoconhecimento? Bloqueios emocionais? stress pós-traumático?

 

O que me aconselham? Existe alguma terapia para estes casos? Preciso urgentemente de me redescobrir e ver o caminho que devo seguir.

 

Gratos cumprimentos,

 

MJ"

 

 

 


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publicado às 01:15

Medo e autonomia

por oficinadepsicologia, em 06.09.11

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"Boa tarde,

Tive conhecimento do vosso site através da minha irmã, e como tem conhecimento da situação que me preocupa, aconselhou-me a pedir ajuda e aqui estou eu ...

Tenho 41 anos, sou casada e temos um filho com 12 (faz 13 a 22 Set) e ele é o motivo da preocupação, é uma criança, penso que mais um jovem, sociável, um aluno razoável, poderia ser melhor mas é muito preguiçoso (o que nestas idades penso que todos são um bocadinho), de um modo geral acho que não me posso queixar, é um excelente filho ...
Mas, o problema é que existem algumas situações que se têm vindo a arrastar ao longo destes anos e que eu não acho que seja saudável para ele (nem para nós pais) continuar a crescer assim:
- tem uma "dependência psicológica" de mim (mãe) que não acho saudável, por exemplo, esteve de férias com a tia, durante uma semana e para além de ligar uma série de vezes durante o dia para saber se estava tudo bem, enviava uma série de msn, se por acaso eu não atendia o telemóvel ou se não respondia naquele instante à msn, ele insiste quase sem dar tempo de eu responder, parece que ele tem que tomar conta de nós e não ao contrário ...

- o meu marido trabalha por turnos e muitas vezes não dorme em casa, logo ele dorme comigo (se calhar não o deveria fazer), mas o dormir é quase em cima de mim, porque a cama é larga, mas a perna, o braço e mais de metade do corpo dele tem que estar agarrado ao meu ! Se for eu a passar uma noite fora de casa, o dormir com o pai já não é problema, ele dorme no quarto dele e não fica aborrecido !

- Quando eu e o pai saímos para o trabalho, quer saber que chegamos bem, acho que tem um pavor de nos perder e de ficar sozinho, que não faz muito sentido !

É um conjunto de situação que não acho que sejam muito normais para a idade dele, e a realidade, é que esta "obsessão" que eu acho que ele sente, principalmente por mim,
não é nem vai ser benéfica na vida dele, e apesar de ele já ter sido acompanhado à uns 2 anos por uma psicóloga de quem ele até gostava, acho que o assunto não ficou resolvido na cabeça dele ... existem medos que não são expressos por palavras ( e ele até fala muito), mas as atitudes que tem não me parecem adequadas.

Também sei, que este será um tema dificil de se responder por mail, mas queria saber que me aconselham a procurar ajuda especializada, consultei no vosso site as consultas, mas também não sei muito bem se será uma consulta para criança ou para adulto, pois nem sei se ele estará disponivel para ir, pois ele não acha que essas atitudes sejam inadequadas para a idade dele.

Fico a aguardar um conselho, sugestão ...

Muito Obrigado,


E"

 

 

 

 

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publicado às 12:25


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