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Salte! E agarre a vida com as duas mãos!

por oficinadepsicologia, em 01.10.12

Autora: Filipa Jardim Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim Silva

Quantas vezes demos por nós num enevoado de dias uns a seguir aos outros, em que se perde a noção do tempo, em que o corpo mexe-se por si mesmo, em que o paladar se fica pelos rótulos das embalagens? Muitas vezes o ritmo dos dias, a pressão dos “devos”, a intolerância dos “tenhos”, a insegurança dos “não consigo” faz-nos entrar numa espécie de piloto automático, em que nos enchemos de tudo que depressa fica em nada, quase como que se nos anestesiássemos e deambulássemos por semanas e meses entre compromissos, espaços e pessoas mas sem tempo para sentir. O tabaco é um escape, a comida é um substituto, o ansiolítico é uma pausa, o isolamento é um silêncio. Andamos com um pacote de críticas e desculpas no bolso para fácil acesso, uma tesoura numa mão a recortar o tempo em fragmentos e um lápis preto na outra a sublinhar o que não corre bem, o que está por fazer, o que foi mal feito, o que não temos.

 

E de repente, subitamente ou de forma algo prevista, paramos ou somos forçados a parar, sustemos o ar, olhamos para dentro de nós e à nossa volta e não sabemos bem onde estamos nem como aí chegámos. Predomina uma sensação de atordoamento a par de uma tentativa de encadear um conjunto de acontecimentos, à procura do sentido lógico que nos levou ali, das supostas razões tão justificativas de tudo, das perguntas encaixotadas e agora desembrulhadas, uma a seguir à outra, na expectativa de resposta. O ar brota como se tivéssemos estado a suster a respiração durante muito tempo, e agora inspirássemos pela primeira vez, profundamente.

 

E naquele instante sabemos que não será mais possível voltar a viver da mesma maneira. Sentimos a urgência de acordar o corpo e experienciar na pele tudo o que nos rodeia, encher cada palavra de sentido, escolher cada pessoa com intenção, degustar cada alimento à procura da descrição perfeita da mistura de sabores e texturas. Olhamos para o relógio e lembramo-nos do seu peso, sabemos que este tempo de lucidez pode ser curto se não nos mantivermos acordados e conscientes de que não queremos mais voltar a ser zombies nas nossas vidas. Acesso de lucidez, clarividência, insight… muitas serão as designações disponíveis para apelidarmos aquele momento em que o tempo se congela, o ruído se afasta, os outros se calam e ouvimo-nos, pura e simplesmente, ouvimo-nos.

 

Uma segunda oportunidade de quase renascermos. Depois de nos sentirmos não quereremos voltar a nos anestesiar, seja com o que for, de que forma for. Antecipamos a força da tentação do automatismo das acções, da repetição de palavras habituais e de padrões conhecidos. Mas se nos empenharmos em fomentar esta atitude de observadores de nós de forma plena e consciente, numa postura de aceitação e sem julgamento, conseguiremos nos sintonizar cada vez mais com o que realmente somos e não com o que achávamos que eramos, conseguiremos nos focar no que queremos de verdade e não no que já tínhamos decidido que era bom, conseguiremos nos permitir sentir quem é especial e não quem é indicado.

 

Agarrar a vida com as duas mãos às vezes pode implicar saltar rumo ao desconhecido, deixarmo-nos ir confiando em nós, sentindo a mudança de ventos em tempo real. No momento do embate inicial o corpo pode doer, a visão pode não devolver o que esperávamos, a mente pode acusar confusão mas o prazer de sentir o mundo com lucidez e agarrar com firmeza no leme das nossas vidas compensará. Salte!

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publicado às 12:04

Saudades

por oficinadepsicologia, em 21.09.12

Autora: Filipa Jardim Silva

Psicóloga Clínica

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Sente falta de algo ou alguém que um dia teve e já não tem

Ambiciona voltar a encontrar-se dentro do labirinto que há em si

Um suspiro acorda-o todas as manhãs

Dúvidas habitam-no sistematicamente

Angustia olhar para o calendário aparentemente vazio

Dias uns a seguir aos outros

Encarrilhados em tonalidades cinzentas

Somam um amontoado de horas de desprazer pela vida.

 

Talvez possa estar a sofrer de um mal chamado Saudades. Do que foi e já não é, do que nunca foi e sempre esperou que fosse, do que lhe prometeram que iria ser e não chegou. De quem partiu demasiado cedo, de quem se ausentou sem aviso prévio, de quem fugiu injustamente, de quem nunca chegou e estava anunciado.

As saudades são um sentimento que habitam em muitos de nós e que nos obrigam a um baloiçar persistente: para trás guardando o que há para guardar, para a frente ganhando impulso para o momento presente e futuro. Desgastamo-nos no balançar mas reciclamos energia neste movimento, até que ele se extingue, sinal de que o baloiço parou e as saudades acalmaram. Por vezes precisamos entrar no parque infantil que existe em todos nós. Escorregamos por dificuldades, driblamos obstáculos, escondemo-nos dos dias difíceis, baloiçamos pela vida.

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publicado às 20:16

Entre diagnósticos: quem sou eu?

por oficinadepsicologia, em 09.09.12

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Sinto-me tão desiludido com a minha vida, tão desmotivado, tão "desesperançado" que não sei onde fui buscar a ousadia de escrever estas palavras e enviá-las para um desconhecido...
Uma parte de mim diz-me que isto é inútil, que isto é bem capaz de ser interpretado como um inútil "grito por ajuda" e não uma tentativa de esclarecer uma dúvida, mas... aqui vai a minha questão:
Após alguns anos de terapia e de algumas desistências, foi-me diagnosticado um distúrbio de personalidade evitante. Algo que começou com uma "simples falta de aptidões sociais" passou a "distemia" depois foi "fobia social" e agora é a minha própria personalidade que está "danificada" (é uma perspectiva assustadora)... por razões que não vou referir aqui, desisti, mais uma vez, da terapia que andava a fazer (ou a tentar fazer) e agora sinto que não tenho forças para voltar a tentar novamente. Sinto-me sozinho nesta luta... já li bastante acerca de distúrbios da personalidade mas não encontrei nada acerca de possíveis formas de lidar com um problema destes sem envolver psicólogos e/ou psiquiatras. Por isso aqui estou a perguntar-lhe se a psicoterapia é a única abordagem capaz de ajudar-me a "reparar" (ou pelo menos "remendar") a minha personalidade?


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publicado às 16:35

Começar de novo

por oficinadepsicologia, em 09.09.12

Autora: Filipa Jardim Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim Silva

Paro, olho à volta e demoro uns segundos até que a visão deixe de ficar turva. Sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião em câmara lenta. Cinco caixotes e duas malas é o que ocupa três anos da minha vida. 1095 dias reduzidos a tão pouco espaço físico, mas arquivados numa biblioteca imensa dentro do meu espaço psicológico. As coisas pesam pouco, as recordações pesam toneladas. Fecho os olhos à espera que por um segundo esteja a ter um pesadelo, mas depressa o eco de sons nesta casa vazia me puxam para a realidade. Acabou. O amor juntou-nos, o amor separou-nos. Filmes em sucessivo correm dentro da minha cabeça: filmes de amor, de suspense, de terror, de drama por fim. Tivemos tudo, terminámos no nada, quando as palavras se esvaziaram, quando nos perdemos de nós.

 

O Sol invade o meu espaço sem pedir autorização, recorda-me que começou um novo dia, quase a gritar-me que também eu estou a começar uma vida nova. Empurro-me até a um banho frio que me acorda para o momento presente. Limpo as lágrimas, visto-me e arregaço as mangas. Os músculos estão fracos, a mente trémula, mas tudo se treina e fortalece. É tempo de começar de novo no dia de hoje com intervalos para chorar o ontem e instantes para sonhar o amanhã. Não tenho resposta a todos os porquês mas também não ambiciono ter. Fecho a porta aos “se’s” que se atropelam uns aos outros. Guardo o que há bom de guardar, e a cada dia que passa a respiração serena, o sono acalma e o apetite volta. Por uma história de amor não ter um final feliz não significa que foi um fracasso. Recuso-me a sintetizar três anos da minha vida a uma palavra como falhanço. Todas as gargalhadas que dei foram magia pura, todas as partilhas cúmplices conquistas, todas as aprendizagens feitas são heranças eternas que nem o tempo nem gente podem apagar. Ninguém me tira o amor que vivi mas também ninguém me pode puxar para a vida novamente, apenas eu. É tempo de recomeçar. Voltar a preencher os dias de maneiras distintas, descobrir sítios até agora desconhecidos, viajar sozinha, carregar sacos pesados, dar espaço a novas pessoas. Não é uma vida a substituir a outra, é uma nova vida. Passado algum tempo recordo com um sorriso a história vivida e sim, há noites chuvosas que me levam a derramar uma lágrima de nostalgia sobre o que foi e mais ainda podia ter sido. Mas o dia amanhece e revigora a alma, para esta que é mesmo uma vida nova. Estou agora numa relação comigo mesma, e como em qualquer início de relação estou a descobrir-me, a mimar-me, a tentar surpreender-me, à procura das palavras que me fazem brilhar o olhar, dos sítios que me aquecem a alma, dos cheiros que me arrepiam, dos sabores que me extasiam.

 

Esta é a história da Alice que podia chorar o ontem mas estaria a enevoar a visão do hoje e a bloquear o amanhã. Podia lamentar o que não resultou e até quiçá procurar culpados, mas estaria a reduzir uma história de amor a um desencontro final. Podia designar-se de pouco afortunada mas nunca gostou de rótulos. Preferiu arrumar a bagagem das viagens passadas e seguir com uma mochila leve no presente. A Alice não é mais que ninguém e conhece bem as suas fragilidades, mas desde que saiba que merece e quer ser feliz, tem as coordenadas necessárias que a orientam por entre as tempestades e conduzem a oásis perdidos. Porque é sempre possível começar de novo.

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publicado às 11:01

Fluoxetina na ansiedade

por oficinadepsicologia, em 28.08.12

 

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Bom dia equipa!

Ao realizar uma busca sobre sites fidedignos que me pudessem ajudar com algumas questões, encontrei o vosso.
Tenho 31 anos e aos 16 sofri de Distúrbio de Pânico associado a Depressão. Desde essa altura que tenho regularmente crises de ansiedade agudas e que entro e saio de quadros depressivos. Na altura não fui acompanhada por um psicólogo tendo apenas tomado um ampla gama de fármacos que pararam os sintomas mais graves mas não preveniram a sua reaparição. Desde alguns anos a esta parte, também influenciada pela minha própria formação em psicologia, tenho tido acompanhamento e tentado de todas as formas que conheço "ficar boa". Digo assim, "ficar boa" porque para mim é como se tivesse uma espécie de entidade maligna dentro do meu peito. Que me engana, me impede de ver, de sentir, de viver "normalmente". Enfim, todos aqueles sintomas típicos mas que experimentados são tão mais aterradores e assassinos do que quando os lemos num livro da especialidade.
A minha questao prende-se essencialmente com o uso da Fluoxetina. Comecei a usar este farmaco há uma semana por primeira vez.  Não sei se todas as pessoas que sofrem ansiedade ou depressão passam pela rejeição aos fármacos mas eu passei. Preconceito, medo etc. Agora "rendo-me" e estou a iniciar a conselho da minha psiquiatra a fluoxetina. Gostaria de saber a vossa opinião sobre o seu uso em quadros de ansiedade e depressão com uma duração de muitos anos, Também referir que desde que comecei a tomar aumentou bastante a minha ansiedade, tenho rigidez muscular principalmente nos ombros e braço direito e tenho insónias. Vejo pelo folheto que é normal mas como poderei baixar a ansiedade até que comece a fazer efeito? Coloco estas questões porque as consultas de psiquiatria e psicologia  aso espaçadas no tempo e apenas voltarei no fim do mês, vivo fora de Portugal. Não sei se este tipo de questões são as que se colocam no vosso site, de qualquer forma muito obrigada!
R.M.


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publicado às 21:14

Ecos do vazio dentro de nós

por oficinadepsicologia, em 06.08.12

Autora: Filipa Jardim Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim Silva

Por entre o frenesim dos dias que correm uns atrás dos outros estamos permanentemente acompanhados. Se formos de transportes públicos para o trabalho sentimos o calor físico de tanta companhia em espaços por vezes insuficientes, se formos de carro acompanham-nos os locutores dos programas de rádio de início e fim de dia, se formos a pé o ruído dos carros impera. Quando estamos em casa a televisão está ligada e enche o espaço, quando estamos no trabalho esquecemo-nos do que é o silêncio por entre telefonemas, reuniões e solicitações permanentes. E depois as relações: profissionais, de amizade, amorosas e familiares. Vozes que nos ocupam o espírito, convites que nos preenchem a agenda, amor que nos aquece a alma.

 

Até que ao virar da esquina eis que, um dia, surge o vazio. Sem aviso prévio, sem ter sido convidado instala-se súbita e inesperadamente nas nossas vidas. Reclama por um espaço dentro de nós que nos ecoa estranheza, desconforto, medo. Por vezes chega pela mão de uma morte, de uma catástrofe natural ou de um acidente, outras faz-se acompanhar pelo um fim de uma relação, por uma traição, por um despedimento. Apanha-nos quase sempre de surpresa este vazio que ecoa pontos de interrogação e outros tantos de exclamação. A sensação inicial de atordoamento é frequente, à procura de marcos de referência para uma realidade distinta da habitual, à procura de chão. E por vezes tem de se caminhar sem saber bem por onde, mas caminha-se, um passo de cada vez, provoca-se movimento. Mais à frente abastecemo-nos de zanga, de um sentimento de injustiça que nos rasga de dentro para fora, que nos faz duvidar se seremos novamente capazes de confiar na vida e de nos entregarmos por inteiro ao presente. Achamos que não, mas depois reconsideramos. Por vezes rasgam-se horas, umas atrás das outras, hipotecam-se dias e anulam-se momentos. E a saudade, do que foi e já não é, do calor que já se extinguiu, da proximidade que se perdeu, da construção que ruiu. Numa outra estação, mais adiante e mais serenos, permitimo-nos finalmente a estar com o espaço vazio dentro de nós. Mal ou bem, já não nos é estranho, já não o questionamos nem nos revoltamos contra ele. Começamos simplesmente a conhecê-lo, a medir-lhe os limites, a ouvir os seus ecos, a senti-lo na nossa pele, a apreciar os seus efeitos em nós, agora diferentes também. Por vezes este vazio possibilita mudanças que a falta de espaço interna aprisionava. Mudanças que não existiam num horizonte próximo nem como necessárias ou benéficas. Estar-se preenchido é positivo, mas por vezes entra-se num registo de piloto automático em que os braços e vozes dos outros nos guiam, e deixamos de questionar, simplesmente vamos na corrente, que é certa e faz sentido.

 

Importa por isso procurarmos estar connosco mesmos, percebermos o que é nosso e o que é dos outros num trabalho de individuação persistente, de fortalecimento do que realmente somos sozinhos e não apoiados ou ao lado dos outros. Importa guardarmos espaço para o vazio de alguns momentos, um vazio imprevisível e criativo, que pode dar balanço para fora e para a frente. Importa testarmos limites e nos colocarmos em posições algo desconfortáveis de vez em quando para não perdermos o hábito de conduzirmos em piloto manual, sem instruções e com fraca visibilidade.

 

A vida tem muito de imprevisível, o que tem tanto de fantástico como de assustador. Cabe-nos a nós nos treinarmos no dia-a-dia para que em alturas de mudança súbita dos ventos consigamos fazer frente às adversidades, superar obstáculos e construir novos caminhos.

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publicado às 17:50

Mastigação Nocturna

por oficinadepsicologia, em 22.07.12

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Caros Srs.

De há algum tempo para cá tenho sido alertada pelo meu parceiro para o facto de, durante o sono, parecer mastigar pastilha elástica. Segundo ele passo todo o sono a "mastigar". E também a atirá-lo cama fora. Ao que parece reclamo a cama para mim. Mas de manhã não me recordo de nada.
Em média sempre durmi umas 5/6h por noite no máximo. Não consigo dormir mais.
Que eu me lembre nunca tive este tipo de comportamento durante o sono, pelo menos que alguém me tivesse alertado.

Com os melhores cumprimentos
C.

 


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publicado às 12:53

De pequenino se educa o paladar

por oficinadepsicologia, em 17.07.12

Autora: Filipa Jardim Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim Silva

A ingestão de água pode mudar a forma como comemos. Pelo menos, esta é a conclusão de uma investigação publicada no Jornal Científico Appetite e dirigida por Bettina Cornwell da Universidade de Oregon e por Anna McAlister da Universidade Michigan State. Estes resultados vêm reforçar outros trabalhos feitos anteriormente e indicações nutricionais persistentemente dadas nos últimos anos.

 

O artigo apresenta dois estudos distintos. Um envolveu uma amostra de 60 jovens adultos americanos, com idades entre os 19 e os 23 anos e debruçou-se acerca do papel das conjugações entre bebida e comida. O segundo estudo foi feito com 75 crianças americanas de idade pré-escolar (3 a 5 anos) e visou determinar o papel das bebidas no consumo de vegetais.

 

Os participantes mais velhos, podendo escolher, elegeram a combinação de refrigerantes acompanhados por comidas mais calóricas e salgadas em detrimento de legumes. Na experiência feita com as crianças, observou-se que estas comeram mais vegetais crus (cenouras e pimentos vermelhos) quando servidos com água do que quando acompanhados por uma bebida adocicada. Estes resultados evidenciam a influência da escolha da bebida servida à refeição na seleção e quantidade de alimentos ingeridos.

 

Segundo a professora Cornwell, as nossas preferências de paladar são fortemente influenciadas pela exposição repetida a determinadas comidas e bebidas. Desde uma idade precoce as crianças habituam-se a associar bebidas doces e calóricas a comida salgada e gordurosa. Por exemplo: quando se come batatas fritas com um hamburger o acompanhamento tende a ser um refrigerante, mas se pensarmos numa bebida a acompanhar sopa talvez surja água. Percebe-se como a escolha da bebida tende a influenciar a seleção da comida, o que exalta o impacto das decisões feitas pelas famílias à hora da refeição bem como a urgência em sensibilizar cantinas escolares e mesmo restaurantes.

 

Torna-se, assim, claro que existem inúmeros ganhos em fazer acompanhar as refeições apenas por água, com vista a permitir que o paladar se diversifique em pleno e não se habitue à intensidade de alimentos açucarados ou salgados, fixando-se nessas escolhas em detrimento de outras mais saudáveis. Esta simples mudança na alimentação diária pode ter um impacto significativo no combate ao problema crescente da obesidade, tanto em crianças como em adultos. Mudanças pequenas e consistentes como esta tornam-se fundamentais quando nos recordamos que a Organização Mundial de Saúde designa a obesidade de “epidemia do século XXI” e de que o custo indireto total da obesidade em Portugal, no ano de 2002, foi estimado em cerca de 200 milhões de euros (Pereira & Mateus, 2003). Quando hoje for preparar as suas refeições lembre-se: disponibilize apenas água para si e para as suas crianças. Reduzirá nas despesas ao final do mês e ganhará em saúde!

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publicado às 11:01

Desafios de uma mãe e mulher

por oficinadepsicologia, em 12.07.12

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Boa tarde ,

Tenho um filho de 4 anos que nunca se alimentou bem, mas a situação tem vindo a piorar e já acorda a dizer que não quer comer nada. Vários médicos me têm dito para relativizar a situação, que é normal, que ele está bem...mas a verdade é que eu, mãe, não sinto nada disso. A sensação que tenho é que o meu filho vive tristonho e tem um qq bloqueio emocional, forte, que o tem vindo a prejudicar.

 

Ele não está no infantário, vai este ano para a pré-escola (setembro), pelo que passa o dia inteiro nos meus pais. Qd saio do trabalho, eu ou o meu companheiro vamos buscá-lo. No entanto a sua vontade de ficar conosco lá em casa a dormir é nula. pede os avós. Ontem p.e., “obriguei-o “ a ficar em casa...foi um desvario total, uma gritaria ....mas decidi que teria de ficar e ficou. No entanto sinto que durante a noite não tem um sono tranquilo...parece que o corpinho dele está sempre eléctrico e que em contacto com o meu estremece, como se tivessemos energias opostas, que se repelem.

 

Amo o meu filho mais do que tudo e do que todos. Sei que a situação do pai dele nos deixar, o meu filho tinha 15 dias, não me deixou grande coisa a nível emocional, mas tentei ultrapassar... No inicio costumava dizer que se não tivesse o meu filho “seria uma rainha”, como se o menino me tivesse tirado espaço, autonomia e me obrigasse a uma vida de responsabilidades. Esta dualidade é terrível, passo-lhe toda esta ansiedade e vivemos a cada dia num clima de Paz/Guerra, Amor /Ódio!

 

Preciso de ajuda com urgência, pq preciso de ajudar o meu filho...já andei em psiquiatria, psicologia  mas nada resolve esta angústia, esta mágoa. Quem me conhece sabe que sou uma bem disposta mas acho que cada vez mais é uma alegria superficial, pq estou sempre triste e preocupada com o meu filhote. Por favor ajudem-me ou informem de quem possa ajudar.. Não tenho grandes possibilidades financeiras.

 

Certa da vossa ajuda

OBG!

M.

 

 

 

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publicado às 19:45

Alteração de comportamento

por oficinadepsicologia, em 08.07.12

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Boa tarde,
 

Ultimamente apetece-me isolar, não me apetece falar com ninguém, e quando estou a falar com alguém não consigo encarar a pessoa, faltam-me as palavras, estou preocupado, até porque a minha actividade profissional me obriga a falar e a conviver. O que devo fazer?

 

P.D.

 

 


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publicado às 23:49


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