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À beira de um ataque de nervos

por oficinadepsicologia, em 09.02.10

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

 

Fala-se muito em stress. Mas afinal, como é que ele acontece no nosso organismo?

O Sistema Nervoso Autónomo (que recebe esta designação porque não temos controlo consciente sobre ele) divide-se em Simpático e Parassimpático. Estes dois sistemas, de um modo geral, têm funções contrárias. No entanto, nenhum está totalmente inactivo em nenhum momento, pois quando um reage, o outro diminui a sua actividade. Digamos que, quando um deles nos quer complicar a vida, o outro entra em nossa defesa. Para tornar mais fácil esta imagem, pense que o simpático, que a maior parte das pessoas acha particularmente antipático, gosta de heavy metal; e que o parassimpático gosta de música clássica, bem calminha e harmoniosa.

 

Imagine que vai ao volante, atrasado para o trabalho (coisa que nem costuma acontecer). Vê as horas a passar e perde-se em pensamentos do tipo: “Logo hoje estou a apanhar tanto trânsito!”. Distrai-se, o carro da frente para e você só dá por isso em cima do acontecimento e tem de realizar uma travagem brusca de modo a não bater. O que é que acontece no seu corpo? Aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial, respiração acelerada, enfim, o Sistema Nervoso Simpático entra em acção. Este sistema actua mobilizando energia, de modo a permitir que o organismo responda a situações de stress, como se carregasse no acelerador da sua capacidade de reacção. Tem, portanto, uma função adaptativa, permitindo-nos sobreviver em situações de possível perigo.

 

Já o Sistema Nervoso Parassimpático, “coloca água na fervura”. Ele entra em acção nos momentos de repouso e relaxamento e os sinais da sua activação são, aproximadamente, os opostos dos anteriores. Ele é o seu travão.

Existe um espaço, que pode ser designado por “janela de conforto”, referente a um valor mínimo e máximo de sinais de activação do sistema simpático que toleramos de uma forma adaptada e funcional. Abaixo do limite inferior desta “janela de conforto” ficamos apáticos. Acima do limite superior estamos incomodados, desconfortáveis, o que nos pode conduzir a uma situação de desgaste e exaustão.

 

No meio da vida agitada que todos temos, convém saber carregar no travão e activar o parassimpático, para que não acelere a um ponto a que o seu organismo tenha que o multar.

Algumas estratégias para lidar com o stress:

- Identifique quais os seus limites e diga “BASTA!” quando não aguenta mais;

- Procure perceber o que é que o incomoda e o deixa mais stressado;

- Reserve um tempo para si e para aquilo que lhe dá prazer;

- Partilhe as suas preocupações com a família e/ou amigos. Vai ver que se sente mais leve;

- O agendamento das actividades diárias pode ser uma ferramenta útil para o ajudar a organizar o seu dia e distinguir o possível do impossível;

- Procure relaxar – respire com calma e evite a tensão muscular prestando atenção frequente ao estado do seu corpo;

- E a mais importante de todas: Não se esqueça de ser feliz!

 

publicado às 19:08


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