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Desenrede-se das suas conversas internas

por oficinadepsicologia, em 15.01.10

Autor: Pedro Albuquerque

Psicólogo Clínico

 

É surpreendente como nos sentimos livres quando somos capazes de ver que os nossos pensamentos são apenas pensamentos e não “nós mesmos” ou a “realidade”. Por exemplo, se tiver o pensamento de que tem que ter um certo número de coisas feitas hoje, ou de que as coisas têm de ser de determinada maneira e não reconhecer que isso é um pensamento, mas antes agir como se isso fosse “a verdade”, então criou nesse momento uma realidade, na qual realmente acredita, que essas coisas têm de ser feitas hoje ou que têm de ser dessa maneira.

Se encontrar que está a ter um comportamento que de alguma forma não esteja ao serviço do que é mais valorizado para si, é muito provável que sinta que a sua vida está a ser conduzida, o que frequentemente origina sentimentos ansiedade e sensações de tensão. Portanto, enquanto está a praticar mindfulness, se surgir algum pensamento de que tem que fazer determinadas coisas hoje, tem que estar bastante atento a ele enquanto pensamento ou pode acabar por fazer essas coisas sem saber.

Por outro lado, quando um pensamento desses surgir, se conseguir dar um passo ao lado e vê-lo claramente (sair da corrente de pensamento), então poderá estabelecer prioridades e decisões acerca do que realmente precisa de ser feito, ou do que realmente importa que seja feito. Por isso, o simples facto de reconhecer os seus pensamentos como pensamentos pode libertá-lo da realidade distorcida que os pensamentos frequentemente criam, o que permite um maior sentido de gestão da própria vida.

 

Seguem-se algumas coisas que podemos fazer com os pensamentos difíceis:

1.    Observe os pensamentos a surgirem e a partirem, sem sentir que tem que seguir o que eles dizem.

2.    Ver os pensamentos como acontecimentos em vez de lhe reagir como se fossem factos. Pode acontecer que este tipo de acontecimento (pensamento) ocorra em relação a determinados sentimentos. Isto é, frequentemente encontramo-nos a pensar acerca do como nos estamos a sentir. É tentador encarar esses pensamentos como sendo verdadeiros. No entanto, continua a caber-lhe a si decidir se esses pensamentos são verdadeiros e como quer lidar com eles.

3.    Escreva os seus pensamentos num papel. Isto permite que os veja de uma forma que é menos emocional e avassaladora. O tempo entre ter o pensamento e escrever o pensamento pode dar-lhe um momento para reflectir em que medida esse pensamento está ao serviço de acções significativas e importantes para si.

4.    Coloque as seguintes questões:

a.    Este pensamento saltou automaticamente para a minha consciência?

b.    Condiz com os factos da situação?

c.     Existe alguma coisa neste pensamento que eu possa questionar?

d.    Como é que eu pensaria noutra altura? Com outra disposição?

e.    Existem alternativas a este pensamento?

5.    Para pensamentos particularmente difíceis, pode ajudar se adoptar outra perspectiva: Olhe intencionalmente para os pensamentos, de uma forma balanceada, com a mente aberta, permita que a sua “mente esclarecida”, não avaliadora, não julgadora, forneça a perspectiva.

 

publicado às 08:33


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