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Perturbações emocionais e vulnerabilidade

por oficinadepsicologia, em 09.12.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

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Tânia da Cunha

Estudos demonstram que a depressão e os estados de ansiedade constituem as duas principais perturbações baseadas nas emoções, afectando cada um cerca de um quinto das pessoas nas sociedades industrializadas ocidentais em qualquer altura das suas vidas.

Estas perturbações emocionais são geralmente causadas da mesma maneira que as emoções negativas, por acontecimentos graves. Mas as perturbações emocionais não são só emoções intensas ou duradouras. Para ficarem deprimidas geralmente as pessoas também têm de ser vulneráveis.

 

É amplamente aceite que os episódios de depressão são usualmente iniciados por qualquer evento grave na vida ou dificuldade. No entanto, nem todos os que experienciam sérias adversidades sofrem de depressão ou estados de ansiedade. O que tornará então uma pessoa mais vulnerável que outra?

 

Vários estudos apontam factores de vulnerabilidade para o aparecimento das perturbações emocionais como: a experiência precoce, a auto-estima, o pensamento baseado na apreciação, o apoio social ou até mesmo os efeitos genéticos.

No que diz respeito à experiência precoce, considera-se que a vulnerabilidade da negligência precoce pode enviesar a percepção que temos de nós próprios, como não merecedores de amor e cuidado. 

 

Relativamente à auto-estima, existem evidências científicas que pensar negativamente acerca de nós mesmos parece estar envolvido em casos sérios de depressão, bem como em casos menos sérios de fracasso nalguma tarefa.

 

As relações próximas têm um enorme efeito sobre o facto de as pessoas desenvolverem ou não uma depressão em resposta às adversidades. Parece que ter um relacionamento íntimo actua como um amortecedor. Neste sentido, o apoio social produz um pequeno efeito por si mesmo, mas amortece o impacto dos acontecimentos negativos e das dificuldades da vida quando estes ocorrem.

 

Quanto à influência dos efeitos genéticos, estudos sugerem que podemos herdar tendências que aumentem o risco de depressão e de ansiedade.

 

Ainda assim, se identificou alguns destes factores de vulnerabilidade, não desespere:

  • Não subvalorize as pequenas coisas. Aprender de novo a sentir prazer é uma forma de terapia;
  • Não queira exigir de si próprio tarefas exageradas;
  • Evite o isolamento social;
  • Não adie a procura de um apoio profissional.

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publicado às 10:17


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