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Percepções

por oficinadepsicologia, em 16.12.11

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

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António Norton
Querer mostrar um determinado traço de personalidade a alguém poderá influênciar a percepção que cria dessa pessoa!
 
Talvez não seja má ideia de todo relembrar este facto a próxima vez que encontrar alguém novo!
 A ideia que quer passar de si próprio irá influenciar a avaliação que fará da pessoa que está a conhecer! Ou seja, não é apenas a outra pessoa que será influenciada pela ideia que lhe quer transmitir, mas também você próprio fará um julgamento diferente da outra pessoa!
Este é o resultado de um estudo que incluiu centenas de participantes que viram um pequeno filme e depois discutiram-no com outro participante. 
Desta grande amostra, metade recebeu um objectivo bem definido: Quando fosse conversar com a nova pessoa teria que se fazer passar por um sujeito introvertido, extrovertido, esperto, confiante ou feliz. 
Portanto teria, de alguma forma, de condicionar o seu discurso e o seu comportamento não verbal. 
Após uma breve conversa, todos os participantes faziam uma breve avaliação de si próprios e da pessoa com quem tinham falado, de acordo com uma série de traços de personalidade, previamente determinados. 
As pessoas, que tinham ordens para condicionar o seu comportamento verbal e não verbal de acordo com uma característica pré-definida, acabaram por avaliar de uma forma inferior essa mesma característica na pessoa com quem falaram. Ou seja, se, por exemplo estavam a se fazer passar por felizes acabaram por considerar que a pessoa, com quem estavam a falar, estava menos feliz que eles. 
Estes resultados apresentaram valores estatísticos significativos, o que leva a supor que tal não parece ser fruto do acaso... Apenas o traço enfatizado pelos sujeitos sujeitos à ordem é que era avaliado de forma inferior, comparativamente com o próprio sujeito. 
Tal deve-se ao facto de que, quando queremos enfatizar uma determinada característica em nós acabamos por sobre-valorizar e criar expectativas muito altas na outra pessoa e normalmente essa pessoa não atinge tais expectativas, o que pode gerar frustração, ou distanciamento posterior, ou desinteresse. 
Ou seja, se por exemplo, estamos a conhecer uma pessoa por quem nos sentimos atraídos e somos extremamente enfáticos na forma como mostramos estar felizes por estar com essa pessoa, provavelmente vamos achar que essa pessoa não está assim tão feliz por nos ver. O importante a reter é que se tal acontecer isso não significa que a pessoa não esteja interessada em si, apenas significa que a sua percepção do outro está condicionada pelo seu investimento exagerado no que quer transmitir.

publicado às 11:56



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