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Este consultório da Oficina de Psicologia tem por objectivo apoiá-lo(a) nas suas questões sobre saúde mental, da forma mais directa possível. Coloque-nos as suas dúvidas e questões sobre aquilo que se passa consigo.
Autora: Joana Fojo Ferreira
Psicóloga Clínica
Go to the heart of danger for there you will find safety
[Vai ao coração/âmago do perigo, lá encontrarás segurança]
Provérbio Chinês
Proponho uma reflexão sobre o que são e de onde vêm as perturbações da ansiedade.
A ansiedade é matreira: dirige a nossa atenção para as nossas sensações corporais ou para estímulos externos percepcionados como perigosos, para esconder o significado implícito deste medo exagerado. A pessoa ansiosa como que foge de si própria, desenvolve estratégias de evitamento que se materializam nos sintomas de ansiedade e, neste esforço de evitar o contacto com as suas feridas psicológicas, vai reforçando mais e mais a sua percepção negativa de si.
Como é que se desenvolve uma perturbação da ansiedade?
Cada vez mais se reconhece que as perturbações da ansiedade têm origem em experiências de vida dolorosas: experiências traumáticas, traições por outros significativos, respostas ineficazes a acontecimentos de vida, entre outros. Estas experiências criam feridas do self, percepções negativas de si, como incapaz de lidar com os desafios da vida, e estas feridas são tão poderosas, estão tão presentes na vida das pessoas (embora de uma forma implícita, não consciente), que as tornam hipersensíveis a qualquer situação no presente que se assemelhe de alguma forma a estas memórias dolorosas, que active a ferida. No esforço de prevenir a exposição a estas feridas, desenvolvem-se estratégias de protecção desadequadas, que são os sintomas mais visíveis da ansiedade.
Como é que se quebra este ciclo de sintomatologia ansiosa?
Apesar destes comportamentos de protecção desadequados trazerem algum alívio imediato por impedirem o contacto com as feridas, tendem a agravar o sofrimento por reforçarem a perspectiva negativa de si, como incapaz, desadequado, vulnerável…
Apesar do sofrimento imediato que acarreta entrar em contacto com as nossas feridas psicológicas e com as memórias dolorosas que lhes deram origem, é este contacto, no seio de uma relação terapêutica segura e apoiante, que permitirá atender a elementos adaptativos que não foram anteriormente processados e recuperar uma imagem de si mais positiva, capaz de mobilizar recursos para lidar de forma eficaz com os desafios da vida.
A Oficina de Psicologia reabre este mês grupos terapêuticos que se têm mostrado muito eficazes no tratamento de perturbações de ansiedade, temos grupos de ansiedade generalizada, de pânico e de fobia social. Consulte a nossa página e solicite a integração no grupo que mais se adequar à sua problemática. Não adie mais o seu bem-estar.