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Fobia de Cães

por oficinadepsicologia, em 29.03.12

E-mail recebido

 

"Boa tarde,

 

 Tenho um filho com 14 anos que tem muito medo de cães. Neste momento está a ficar cada vez mais limitado e até isolado nas sua rotina, não vai a casa de ninguém que tenha um cão , não vai ao parque da cidade porque tem medo de encontrar um cão.

 

 Gostava de saber  como posso ajudar o meu filho a ultrapassar este medo.

 

 Obg,

P"

 

 

Cara P

 

Antes de mais, muito obrigado por nos ter contactado. Imaginamos que, ao fazê-lo, esteja muito preocupada com o seu filho. De facto, se é muito perturbador viver com uma fobia de forma directa, igualmente perturbador será para uma mãe ver um filho adolescente a ficar progressivamente limitado nas suas oportunidades de crescimento e socialização devido a uma fobia. Quando falamos em fobias falamos em medos irracionais, que originam em nós comportamentos quer de fuga, quer de evitamento. No caso do seu filho, o evitamento parece estar a adquirir proporções que se revelam de tal ordem que a sua vida parece completamente condicionada à fobia. A investigação informa-nos que, em situações de fobia, a manutenção do comportamento de evitamento apenas origina um aumento do medo disfuncional. Quanto mais evitamos, menos oportunidades temos de constatar que o medo é desadequado, e mais espaço deixamos para a imaginação conceber cenários cada vez mais catastróficos e assustadores. Felizmente, sabemos que as fobias chamadas simples (as que se aplicam apenas a uma situação concreta, como um animal) são dos temas mais estudados em psicologia, e uma das questões para as quais a psicoterapia tem melhores respostas, com elevadíssimas taxas de eficácia. Especialmente tendo em conta que o seu filho se encontra numa idade em que o nosso cérebro é muito flexível. Ainda assim, é importante compreender que a correcção destas questões deve ser feita em contexto de psicoterapia, com o acompanhamento de um técnico especializado! Se não for esse o caso, corremos o risco de agravar o medo desadequado.

Espero que as ideias que lhe deixamos a ajudem a encontrar soluções. Se lhe pudermos ser úteis de mais alguma forma, por favor não hesite em contactar-nos.

 

Um abraço,

Francisco de Soure

Oficina de Psicologia

 

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publicado às 11:46


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