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O calor da humanidade

por oficinadepsicologia, em 24.07.12

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

www.oficinadepsicologia.com

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Antonio Norton

Como sair da depressão? Se ajudar o outro ajuda-se a si!

Quando falamos de depressão falamos de uma estado de lassidão, de falta de energia anímica, de motivação, falta de vontade de lutar e de enfrentar os desafios que a vida, continuamente, coloca.

Falamos de uma anulação do investimento que a pessoa faz sobre si mesma. De algum modo, deixamos de acreditar em nós mesmos.

Quando penso em depressão, surge-me a ideia de subnutrição de afecto e de encurralamento. Alguém deprimido, é alguém que sente que chegou ao "fim da linha" e que não existe nem nunca existirá uma saída.

Gostaria de reflectir sobre a ideia de subnutrição de afecto. Quando estamos deprimidos sentimos uma carência de afecto. É como se estivéssemos fechados sobre nós próprios. É como se nada tivéssemos para dar e como se as outras pessoas à nossa volta não existissem. Estamos, pois, afundados num poço escuro.

 

Como sair deste buraco? Como encontrar alguma luz?

As nossas emoções são o principal responsável pela forma como percepcionamos a realidade que nos rodeia. Quando nos sentimos tristes e desamparados, fechados sobre nós mesmos, é natural que vejamos a nossa vida como um lugar cinzento onde não apetece estar, viver, sentir, ser.

Estamos desvitalizados, murchos e sem vida...

O que é preciso? O que fazer?

 

Na minha opinião de Psicólogo Clínico algo de extrema importância para a resolução do quadro negro que apresento é o contacto humano, o toque humano, o sentir que o outro nos quer bem e nos valoriza. Se estivermos abertos ao outro poderemos reciclar-nos emocionalmente. A espontaneidade de alguém que vive e está noutro "comprimento de onda" poderá ser um tónico para abalar a nossa rigidez depressiva. O rir, o brincar, a espontaneidade, a partilha que outro ser humano nos pode proporcionar poderá abalar e contribuir enormemente para colorir o nosso mundo interno.

 

Com isto quero dizer que é muito importante conviver! Estar com outras pessoas. O isolamento na depressão agrava o quadro. A nossa ruminação depressiva apodera-se de nós, vivemos totalmente encerrados e cada vez o nosso mundo fica mais negro.

Mas mais importante que o convívio é a partilha de significativas experiências no contacto humano. Se estamos deprimidos muitas vezes saímos e procuramos conviver mas, como estamos “negros”, as nossas interacções e partilhas redundam em futilidade e superficialidade. Se nos encontramos simplesmente por encontrar e se não damos nada de nós, é natural que o outro se torne aversivo.

O que é importante é ter experiências de contacto humano, ricas! Muito ricas!

 

E com esta ideia gostaria de introduzir a importância de nos sentirmos úteis! De podermos ajudar o próximo! Poder e conseguir ajudar outra pessoa, é algo extremamente valioso. Se sentirmos que alguém estima e reconhece esta ajuda, a nossa auto-estima começará a modificar-se!

Se agradecerem a nossa ajuda com uma palavra, com um olhar ou com um gesto, a nossa auto-estima muda!

O importante é ajudar!

E por vezes, para ajudar nem é preciso falar muito. Quando estamos muito deprimidos não desejamos falar. Tudo nos cansa. Então, podemos simplesmente ajudar com gestos ou com acções.

 

E como podemos ajudar?

Eu proponho acções de voluntariado, de humanismo, de partilha, de dar e receber!

Existem inúmeras acções de voluntariado espalhadas pelo país.

Vou deixar aqui uma lista delas:

http://www.fundacaoeugeniodealmeida.pt/banco-voluntariado/areas.asp

Esta é apenas uma de inúmeras listas de voluntariado que existem.

 

Quando você ajuda outro ser humano, também se ajuda a si mesmo.

Quando você faz bem a outra pessoa, também faz bem a si mesmo.

O amor que dá ao outro, é o amor que dá a si.

E quando se sentir nutrido afectivamente começará a ver o mundo de outra forma. O negro e o cinzento deixarão de ser as cores dominantes do seu mundo interior. Vai sentir-se melhor! Acredite!

Vai conhecer pessoas sem segundas intenções que estão na onda de ajudar e que vão transmitir-lhe energia positiva.

 

Mudando o outro, muda-se a si mesmo.

Pense nisto.

publicado às 16:06


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