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Desconfianças sérias

por oficinadepsicologia, em 19.03.10

Email recebido

 

Boa tarde.
O meu nome é A., e venho desta forma pedir a vossa ajuda para saber qual a melhor maneira de ajuda o meu irmão.
Passo a explicar o histórico dele para que seja mais facil o enquadramento e para que se perceba qual a dimensão do problema.
O meu irmão foi sempre uma pessoa que se inferiorisou em relação aos colegas e aos amigos, facto que muitas vezes fazia com que "gosassem" com ele, no entanto considero que tenha sido até á data um individuo normal, responsavel, e com respeito pelo proximo.
É uma pessoa informnada e inteligente.
Ele tem 34 anos, e há 6 anos teve, aquilo a que vulgarmente se chama de ataques de pânico, tinha desconfianças para com os colegas de trabalho, achava que todos o queriam prejudicar etc etc, e chegou a dspedir-se por isso mesmo.
Nessa altura convenci-o a ir  consultar um psiquiatra, o qual lhe disse que ele tinha tido uma psicose, que não se sabe porque é que isso acontece a algumas pessoas e fez um tratamento.
Desde essa data que toma todos os dias a "risperidona" (julgo que seja este o nome) - 1 por dia.
Há cerca de 1 ano começou a fazer uma dieta e a correr (para emagrecer, pois tinha deixado de fumar e engordou bastante), passado algum tempo, começou a ter uma perna presa, foi ao médico, e foi-lhe dito que isso se devia ao medicamento....ou seja passou a tomar meio, ou nenhum nos dias em que ia correr...
Desde há 1,5 meses que está pior da dita psicose, deixou completamente de tomar a medicação porque diz que não lhe faz nada, porque os médicos lhe disseram para tomar os comprimidos para não lhe voltar a acontecer o mesmo e ele já se sentiu mal outra vez ( com medos, com frio, com vontade de comer muitos doces).
Está outra vez com desconfianças em relação aos colegas de trabalho (algumas com alguma razão, mas muitas não - eu conheço bem uma pessoa que trabalha com ele e que relata episodios que coicindem com o que ele diz, mas muitas vezes vesse perfeitamente que são fantasia da cabeça dele), começou a desconfiar e apontar todos os defeitos do mundo á namorada ( com quem  vive e deverá casar em junho), já me "bisbilhotou o telemovel para ver mensagens minhas com a namorada.
Ou seja ele está descrente de qualquer tipo de tratamento, e neste momento já acho que ele deixou de ter conciência da verdadeira dimensão do seu problema, porque não consegue descernir a fantasia da realidade (o que até há pouco tempo não acontecia, ou seja ele era capaz de fantasiar ou de se sentir ameaçado por alguém, mas depois até em tom de brincadeira era capaz de dizer "isto é coisa de doidos").

Queria saber que tipo de acompanhamento é que ele deveria seguir, se existe algum tipo de psicoterapia para estes casos, qual a melhor maneira de o ajudar ( porque muitas vezes não sei se é melhor "ralhar" com ele e chama-lo á razão, ou ter muita calma e tentar que ele fique mais calmo e com confiança em mim...) e acima de tudo saber até onde pode ir - ou seja qual será o estado dele daqui a 6 meses, 1 ano se não seguir nenhum tratamento???

Antecipadament agradeço a vossa resposta, que espero anciosamente.

 

Resposta

 

Cara A.

A situação que nos relata é de uma imensa seriedade. A medicação que o seu irmão toma não pode ser interrompida (ou tomada apenas nalguns dias) sem acompanhamento directo do seu médico psiquiatra. O diagnóstico efectuado, em conjunto com a medicação que ele se encontra a tomar, indiciam uma situação que tem, em absoluto, de estar acompanhada por psiquiatria.

 

A nossa melhor sugestão é de que, aproveitando a boa relação e carinho que os dois parecem ter, o consiga convencer a ir ouvir o médico psiquiatra, que, estamos certos, lhe explicará as consequências da não toma dos medicamentos, bem como os motivos pelos quais deve ter um apoio psicofarmacológico.

 

Esperamos que consiga convencê-lo e que ele ultrapasse esta situação de modo a poder manter a sua ocupação profissional e bem-estar emocional.

 

Abraço,

Madalena Lobo

 

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publicado às 23:38


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