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Amores adolescentes

por oficinadepsicologia, em 05.02.10

Autora: Ana Magalhães

Psicóloga Clínica

 

Desde sempre, o Amor é a instância que comanda a vida.

Segundo Aristóteles o Amor é a força que une os quatro elementos da natureza, o fogo, a terra a água e o ar; é a força que move as coisas, as conduz e as mantém juntas.

Platão argumenta que o Amor é a falta, a insuficiência e a necessidade; é o desejo de adquirir e possuir o que não se possui, é o interesse incorporado à alma.

Freud entende o Amor como a especificação e sublimação de uma força instintiva originária, a líbido, que se tende a manifestar desde os primeiros instantes da vida humana.

Camões diz que “Amor é fogo que arde sem se ver e ferida que dói e não se sente...”

Shakespeare diz “duvida da luz dos astros, de que o sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia no meu amor”.

 

De repente uma troca de olhares e... clique.

Borboletinhas na barriga, sensação de tremores, formigueiro no corpo.

É como se de repente nos sentíssemos atingidos por um arrebatamento violento e a partir desse momento apenas pudéssemos escutar o bater acelerado do nosso coração.

 

publicado às 12:38

Será da medicação?

por oficinadepsicologia, em 05.02.10

E-mail recebido

Bom dia

Há cerca de um ano comecei a ter sérios problemas de saúde, que me levaram ao hospital várias vezes. Numa ocasião, o INEM foi-me buscar a casa e diagnosticaram-me de imediato um enfarte, o que felizmente não se confirmou. Os sintomas eram comuns às várias situações por que passei, e consistiam numa súbida brusca de tensões, dores no corpo, dormência nos membros, tonturas fortes, coração acelerado, falta de ar, etc... Enfim , só coisas boas.
Depois de ter feito todos os exames que o médico me aconselhou (coração, rins, etc...) nada foi descoberto o que apontava para um problema psicológico.
O médico a quem recorri no inicio do problema receitou-me então Paroxetina (1 comprimido de manhã), Sedoxil (1/2 comprimido à noite) e Victan (em SOS).
Lá fui fazendo a medicação e aqueles "ataques" diminuiram de frequência e de intensidade, mas não me sentia bem. Dormia mal, andava irritado e sem paciência. Foram meses a fio. Recorri então a um psicólogo, e ainda fiz meia dúzia de consultas, mas acabei por desistir devido à falta de tempo e aos custos envolvidos.
Comecei há cerca de 2 meses a fazer o desmame da medicação, pensando que iria melhorar e actualmente estou a tomar 1 quarto de Paroxetina de manhã, dia sim, dia não e o Sedoxil deixei por completo. Tenho tomado o Victan com alguma frequência (tipo 2 a 3 vezes por semana) pois acho que estou a piorar. Não sei se serão sintomas de privação...
Durmo cerca de 4 horas por noite, acordando várias vezes com o coração acelerado, tonturas, fortes dores no topo da cabeça e grande ansiedade. Fico bastante tempo acordado com estes sintomas, acabando por adormecer para mais um curto e agitado sono seguido dos mesmos sintomas... isto dura há quase duas semanas, estou a chegar ao limite. Durante o dia por vezes surgem-me as mesmas complicações que tento disfarçar e lutar contra, mas não é fácil...
Acham que estes últimos sintomas serão próprios do desmame? Como os posso atenuar? Ou por outro lado, devo retomar a medicação?

Fico na expectativa dos V/ comentários e da V/ ajuda.


Obrigado.

 

publicado às 11:01

Amor Platónico

por oficinadepsicologia, em 04.02.10

Autora: Catarina Mexia

Psicóloga Clínica

 

O amor platónico ou o amor idealizado deve o seu nome a Platão (350 a.C.), filósofo grego que acreditava na existência de dois mundos: o das ideias, onde tudo era perfeito e eterno, e o mundo real, finito e imperfeito, cópia mal acabada do mundo ideal.

Nesse sentido, viver um amor platónico é viver em dois mundos simultaneamente: um onde estamos sozinhos e outro onde namoramos, somos felizes e realizados com a pessoa perfeita que é objecto do nosso amor.

Amor impossível. Este tipo de amor baseado no impossível envolve a mistificação do ser amado, que é geralmente colocado numa posição inatingível. Ocorre muito frequentemente durante a adolescência e em jovens adultos, principalmente em pessoas mais tímidas, introvertidas e que sentem mais dificuldade em aproximar-se de quem amam. A insegurança, imaturidade e inibição emocional estão muitas vezes na origem deste comportamento. A forte idealização do objecto amado gera o medo de não atender aos seus anseios, o que contribui para amar à distância e impede viver a experiência não só de amar mas também de nos sentirmos amados, não só de cuidarmos e nos preocuparmos mas também de nos sentirmos acolhidos e amparados. Esta troca de experiências emocionais é que permite o sentimento de que amar vale a pena, com a vantagem acrescida de poder ainda ajudar a superar conflitos e dificuldades do quotidiano.

 

publicado às 08:05

A Depressão no casal

por oficinadepsicologia, em 02.02.10

Autora: Inês Alexandre

Psicóloga Clínica

 

A depressão de um dos elementos de um casal pode ser avassaladora para uma relação. Os testemunhos são muitos, e, infelizmente, algumas vezes o final não é feliz. Mas existem formas de mudar este final, como o demonstram alguns casais sabedores, muitas vezes sem o saber…

 

Dados recentes indicam que, em Portugal, um quarto da população sofre de depressão, cerca de 2,5 milhões de pessoas. A depressão é definida como um conjunto de sintomas, que vão desde sintomas físicos como a perda ou aumento do apetite e do peso, insónia ou hipersónia, fadiga, etc, a sintomas mais subjectivos como a perda de interesse pelas actividades que antes davam prazer, sentimento de inutilidade ou culpa, sensação de tristeza profunda. Nenhuma depressão é igual de pessoa para pessoa. De um modo geral, a depressão é uma forma de olhar o mundo e a vida: o futuro deixa de existir, tudo é visto de uma forma desesperantemente negra. Quem por lá passa diz que ninguém que nunca tenha passado por isso compreenderá o desespero. No entanto, a informação, o amor e a capacidade de empatia permitem uma ajuda eficaz por parte dos outros.

 

 

publicado às 09:47

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