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Anti-depressivos e efeitos secundários

por oficinadepsicologia, em 05.05.10

Autor: Francisco de Soure

Psicólogo Clínico

 

Quando falamos em anti-depressivos falamos em um dos fármacos mais frequentemente prescritos no nosso país. O seu uso tem-se tornado recorrente e cada vez mais abundante. Seria, sem dúvida, interessante verificar em quantos lares portugueses se pode encontrar, por exemplo, uma embalagem de fluoxetina. Provavelmente, numa larga percentagem.

 

Uma das temáticas em torno dos anti-depressivos que mais polémica tem gerado ao longo dos anos prende-se com os seus efeitos secundários. Qual a sua taxa de presença entre os utentes de cuidados de saúde mental? Qual a real intensidade? Quais os riscos associados a eles? Todas estas questões estão certamente presentes na mente dos médicos ao prescrever, assim como certamente na lista de preocupações dos utentes a quem lhes são receitados estes medicamentos.

 

 

 

publicado às 18:42

Terapia de casal: nas suas mãos!

por oficinadepsicologia, em 04.05.10

Autora: Inês Alexandre

Psicóloga Clínica

 

- Tiraste o frango do congelador?

- Não me disseste para tirar o frango.

- Claro que disse, tu é que já não me ouves. E mesmo sem ouvir não podias simplesmente ter pensado no que iríamos jantar hoje?

- (silêncio, virando costas) Nunca sou eu que trato disso. Não tenho culpa que o dia te tenha corrido mal.

- O que estás aí a dizer?!

(Silêncio)

- Ouviste??? Perguntei-te o que estás a dizer! Como é possível que não entendas o meu cansaço? Sonho com a hora de vir para casa, e de podermos estar finalmente os dois juntos e bem. Como é possível que não me compreendas, ao final de todo este tempo?!

- E tu, como é possível que não me compreendas?!

 

Este é um tipo de diálogo frequente nos casais que acorrem a sessões de terapia. Por vezes são muitos os anos de insatisfação, de crise continuada, de conflito, de afastamento, de discussões prolongadas e sem resolução aparente. Vemos o que foram juras de amor eterno e sonhos prometidos transformam-se em dias cinzentos, e perguntamo-nos o que foi feito de nós.

 

No entanto, há esperança, mesmo para casais com problemas graves e prolongados no tempo. Um estudo realizado por Andrew Christensen e publicado no daily science do mês de Abril mostra-nos que mesmo os casais com altos níveis de insatisfação crónica melhoram significativamente com a terapia. Neste estudo participaram 134 casais em terapia que frequentaram um programa de terapia de casal que incidia sobre dois aspectos: as mudanças positivas, incluindo melhores formas de comunicar; as reacções emocionais dos dois elementos, sendo trabalhada a compreensão e a sensibilidade. No final do programa dois terços dos casais mostraram melhorias significativas, que na sua maioria se mantiveram ao longo dos anos.

 

 

 

publicado às 10:24

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