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Orçamento emocional em crise? Os casais e a mudança

por oficinadepsicologia, em 16.12.10

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

 

Com as recentes alterações nos planos político e económico que se reflectem de forma muito concreta no nosso país, muitas serão as situações imprevistas como, despedimentos, aumentos nas prestações das casas e alterações aos créditos que conduzirão necessariamente as famílias de hoje a mudanças céleres e inesperadas.

 

 

Sem as precauções devidamente “amortizadas” as famílias serão colocadas perante desafios específicos que necessariamente passarão por decisões enquadradas na gestão do seu orçamento financeiro e que continuem tendencialmente a ser ajustadas às tarefas do casal, ao bem-estar e desenvolvimento dos filhos, apoio e cuidados aos pais e à família alargada, no caso de eventuais situações críticas de familiares próximos.

 

Parece um cenário adensado e complexo, o da gestão financeira que recairá pesadamente sobre os ombros do elemento gestor da família: o casal.

 

A comunicação social já fala e traduz em números as realidades alteradas pelo que, a expectativa é enorme sobre a acomodação após o embate da onda; como se seguirão os períodos de reorganização às mudanças ditadas pelas grandes estratégias globais e que se traduzirão nas tarefas específicas levadas a cabo pelas famílias e pelo casal enquanto elemento gestor?

 

 

 

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publicado às 10:02

O seu Natal! Exercício de auto-hipnose.

por oficinadepsicologia, em 15.12.10

Autora: Susanne Diffley

Hipnoterapeuta Clínica

 

 

Então como vão os preparativos do Natal? Já entrou em contagem decrescente?

 

 

Se é super-organizado aproveitou os saldos de Setembro para comprar os presentes de Natal. Se é organizado anda com listas e “sub-listas” nos bolsos, e já só lhe faltam uns presentes de ultima hora. Até já encomendou o peru e comprou as nozes. Se é do tipo descontraído deixa que os outros se preocupem com os preparativos de Natal e encolhe os ombros sem compreender bem o porquê de todo este rodopio. Se é mesmo muito descontraído, até aproveita o Natal para fazer umas férias até às Bahamas e evitar aquela reunião anual de família, que termina inevitavelmente em discussões acesas e desgastantes. E por último pode ser daquelas pessoas que está em negação relativamente ao Natal, e no dia 24 de Dezembro salta da cama e corre freneticamente (sem levar a lista das compras), para as lojas e compra todos os presentes à última hora (esquecendo-se de algumas pessoas claro).

 

Será então que o Natal pode ser aquilo que nós decidimos que seja? Podemos criar o nosso Natal?

Por curiosidade fiz uma busca no Google acerca do stress no Natal. Surgiram 20.600.000 resultados!

 

Depois lembrei-me duma família com quem passei alguns Natais, que parece ter criado o seu  próprio estilo Natalício. São muitos filhos e vivem espalhados por vários países. Todos os Natais tiram férias e reúnem-se na casa dos pais. Trazem as mulheres, os maridos e os filhos e todos de algum modo cabem naquela casa. Não existem presentes, mas existe árvore de Natal e uma enorme lareira. Desligam-se os telemóveis e a televisão. Na mesa de Natal há sempre pão caseiro, um enorme bolo, e um bule de chá Earl Grey. A família passa os dias de Natal em casa, saindo só para brincar na neve com as crianças no quintal. Ficam à volta da mesa, conversam, cantam, contam histórias. Os amigos vão entrando pela porta da cozinha, bebem chá e aquecem as mãos na lareira. Tudo parece fluir…de um modo natural, sem discussões, sem correrias e sem barrigas a abarrotar de comida.

 

 

 

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publicado às 12:18

A função das emoções

por oficinadepsicologia, em 14.12.10

Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

 

As emoções servem para estabelecer a nossa posição no confronto com o meio ambiente e levam-nos ao encontro de certas pessoas, objectos, estratégias de acção e ideias, enquanto ao mesmo tempo nos afastam de outras.

 

 

Algumas das emoções básicas são padrões inatos, que nascem com a pessoa e não requerem aprendizagem. No entanto, a expressão ou a inibição das emoções, tanto na infância como na vida adulta, depende do desenvolvimento cognitivo do indivíduo e do contexto cultural em que vive.

 

Podem estar ligadas tanto a comportamentos considerados normais como a manifestações anómalas de conduta.

 

 

 

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publicado às 09:17

O Eu, o Outro e os Facebooks

por oficinadepsicologia, em 13.12.10

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

 

 

Gostaria que reflectíssemos sobre algo que me parece importante.

 

Já nos tempos da Faculdade ouvia a expressão “o Homem é um ser biopsicosocial”. E, de facto é. Sobre tal, não restam quaisquer dúvidas.

 

Gostaria que nos concentrássemos ,em particular, na parte do “social”.... Se eu olhar para mim vejo que tenho óculos. Este objecto, que eu uso diariamente representa, em si, o trabalho conjunto de vários homens, desde os estudiosos da óptica, até aos estudiosos da mecânica ocular, passando pelos designers da armação e.t.c. Basta pensar nisto para ter a noção de como estamos, de algo modo, todos ligados uns aos outros e mais importante ainda de como precisamos uns dos outros. Como dizia Mário de Sá Carneiro: “Eu não sou eu nem sou o outro,sou qualquer coisa de intermédio...” E esta ideia transmite uma grande verdade: Todos estamos ligados e somos feitos de um pouco de cada um de nós. Eu gostaria de reflectir justamente sobre esta dependência do outro.

 

 

 

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publicado às 08:39

Se eu soubesse o que sei hoje...

por oficinadepsicologia, em 10.12.10

Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

 

 

Acontece tantas vezes termos este pensamento, demasiadas, digo eu. Na realidade, podemos andar diariamente a punirmo-nos com este tipo de arrependimento desumano perante situações que correram mal na nossa vida. Quando grande parte delas nem sequer passavam pelo nosso controlo, dependendo de pessoas ou factores exteriores!

 

 

Como por exemplo, aquela relação amorosa que nos entusiasmava tanto ao início, mas que rapidamente se tornou um ciclo de mal estar mútuo. Ou aquela proposta de trabalho que rejeitámos por acharmos que outra melhor iria vir a seguir. Ou ainda aquele curso de faculdade pelo qual lutámos até à exaustão enquanto estudantes, abdicando da nossa vida pessoal e social. São imensos os exemplos que nos perseguem e que nos impedem de viver o dia-a-dia. A cada dia que passa, sentimos que temos menos valor. Ficamos tristes, ansiosos, vulneráveis, dependentes. Que “nunca” seremos felizes e que falhamos “sempre”.

 

 

 

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publicado às 15:30

Agora a sério: vamos brincar!

por oficinadepsicologia, em 09.12.10

Autor. Raúl Caeiro

Psicólogo Clínico

 

 

Quando pensamos em brincar, provavelmente pensamos em crianças. Com grande probabilidade, não ocorrerá pensarmos em primeiro lugar em adultos. Contudo, temos documentos (nomeadamente pinturas e representações gráficas) que nos mostram que o jogo era algo muito praticado por adultos na Idade Média. O que aconteceu nestes 500 anos? Teremos perdido algo muito importante na nossa cultura?

 

 

Decidi partilhar convosco o trabalho de um autor cujo trabalho acompanho por considerar notável. Stuart Brown é um psiquiatra americano que, no decurso da elaboração de perfis psicológicos de homicidas, bem como de investigação científica sobre este tema, se deparou com a ausência de comportamentos de brincar nas histórias de vida destes indivíduos. Os dados dos estudos que levou a cabo com outros investigadores apontam para a conclusão de a privação das experiências de brincar (a supressão das normais actividades de brincar no desenvolvimento de uma criança) terem contribuído fortemente para tornarem mais susceptíveis à violência os indivíduos estudados. Este tipo de estudos em populações de risco sensibilizaram Stuart Brown para a importância do brincar, levando-o a questionar sobre este tipo de experiências sempre que entrevistava alguém. Assim, no outro pólo deste contínuo, constatou a presença activa do brincar nas histórias de vida de indivíduos de sucesso em várias áreas profissionais.

 

Porque vos trago este autor? Porque ele nos fala da seriedade do acto de brincar. Apresentando dados da Biologia Animal, o autor mostra como comportamentos fixos, rígidos e estereotipados, como o de comer, podem levar a um outro fim, quando determinados sinais físicos dos animais estão presentes (ex: olhar meigo, garras retraídas, dentes e presas ocultos, movimentos circulares, etc.). Esses sinais permitem aos animais entrar num estado alterado no qual podem explorar o possível: fazer algo que não fariam sem a presença dos sinais do brincar.

 

 

 

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publicado às 20:44

Quem disse que uma só pessoa não podia mudar o mundo?

por oficinadepsicologia, em 07.12.10

 

 

 

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publicado às 17:30

Alguns problemas específicos em psicoterapia infantil

por oficinadepsicologia, em 07.12.10

Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

A psicoterapia infantil tem como objectivo ajudar a criança e os pais e/ou cuidadores, quando alguma coisa não está bem no desenvolvimento emocional ou social da criança.

 

O objectivo do terapeuta infantil e da terapia não é fazer crianças bem-educadas, nem que se adaptem a todas as fantasias, expectativas e sonhos dos adultos, nem mesmo que sejam os melhores da turma.

O objectivo da terapia pretende que a criança se vá realizando como pessoa, e que vá desenvolvendo as suas potencialidades e os seus próprios valores.

Evidentemente, os pais são muito importantes no processo terapêutico, mas sempre com a atenção focada na criança, que é protagonista da intervenção.

 

Problemas Específicos


Comportamento Agressivo

A agressividade pode resultar da ausência de estratégias para lidar com o ambiente que lhe provoca raiva e medo, frequentemente associado a sentimentos de ira, rejeição, insegurança, ansiedade, mágoa, sentido de identidade difuso, fraca auto-estima, incapacidade de expressão emocional.

 

Raiva

A raiva é emoção muito temida, ameaçadora, suprimida, geralmente o bloqueio mais profundo que impede o senso de totalidade e bem-estar da pessoa, esconde geralmente um sentimento de mágoa.

A energia gasta para contenção do sentimento desencadeia comumente contracções musculares e dores (de cabeça, barriga, no peito), inibe a capacidade de concentração e origina muitas vezes comportamentos inadequados.

É necessário criar um espaço em que a criança pode exprimir raiva de forma segura, permitir que a criança esteja consciente da raiva, a conheça e assuma como sua, para que não fuja ao sentimento nem o exprima de forma indirecta/nociva.

 

Hiperactividade

 

 

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publicado às 12:11

Hipocondria

por oficinadepsicologia, em 07.12.10

Email recebido

 

Doutora, queria falar um pouco consigo sobre uma coisa que me atormenta e que não sei como ver resolvida.

Desde muito novo que eu tenho pavor a doenças. Seja de que tipo for.

Se eu tiver uma mínima dor começo logo a imaginar o pior. Ando constantemente a pesquisar na Internet os sintomas de várias doenças, para ver se alguma corresponde aquilo que sinto. Eu não sei o que fazer, pois isto deixa-me completamente transtornado. Não paro de pensar que posso estar gravemente doente. O que posso fazer? Obrigado.

 

 

 

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publicado às 00:09

Quando o corpo adoece...

por oficinadepsicologia, em 06.12.10

Autora: Tânia Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

Para alguns autores, a definição de psicossomática, pode ser entendida, como uma filosofia, porque envolve uma visão do ser humano, uma maneira de definir o ser humano, e uma ciência que tem como objecto os mecanismos de interacção entre dimensão mental e dimensão corporal.

 

 

A doença como veículo de comunicação e contacto constitui, para mim como psicoterapeuta, uma área de especial interesse.

 

Desde cedo que o “adoecer psicossomático” pode andar de mãos dadas com o indivíduo, como as doenças infantis que curiosamente a grande parte delas que atinge as crianças afectam sobretudo os olhos, o nariz, os ouvidos, a garganta e a pele.

 

Segundo Lise Bourdeau, uma doença infantil é uma mensagem recebida pela criança como efeito de se deixar perturbar com o que se passa à sua volta e sentir cólera interior. A criança pode ter dificuldade em exprimir o que sente porque não sabe como fazer ou porque os adultos não lhe permitem que o faça. As doenças infantis, sobrevêm muitas vezes no momento em que a criança não recebe bastante atenção, não é bastante admirada.

 

Entendo o “adoecer psicossomático” como uma carência a dois níveis, intimamente relacionados, o afectivo e o relacional no processo de crescimento psíquico do próprio.

 

O trabalho corporal é parte integrante da Gestalt terapia, em que a atenção ao corpo é permanente com a observação da postura, respiração, olhar, voz etc.

 

 

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publicado às 13:34



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