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Dia Mundial da Saúde

por oficinadepsicologia, em 08.04.11

O Dia Mundial da Saúde é celebrado a 7 de Março, assinalando a data da fundação da Organização Mundial de Saúde.
Todos os anos a OMS selecciona um tema relativo a um problema chave de ordem global e organiza, quer através de eventos internacionais, quer através de eventos regionais e locais, acções de sensibilização e divulgação sobre esse mesmo tema.

O Dia Mundial da Saúde em 2011 irá focar a "Resistência antimicrobiana e a sua propagação global".
A resistência aos agentes antimicrobianos ameaça a efectividade dos vários tratamentos às doenças infecto-contagiosas assim como o avanço da medicina nesse sentido.
Para enfatizar o tema deste ano, a OMS tem feito campanhas essencialmente sobre as doenças infecto-contagiosas, como o HIV, a tuberculose e as epidemias de malária.

A OMS planeia actuar junto dos governos mundiais e das instituições financeiras por detrás deles, para que se implementem as políticas e as práticas necessárias para prevenir e conter a imergência de super-vírus altamente resistentes e ao mesmo tempo providenciar os cuidados apropriados aos infectados.

O lema deste ano: "Se não actuarmos hoje, não haverá cura amanhã"

 

Pesquisa e redacção feita por Maria João Galhetas

 

 

 

"Actuar hoje, para que não seja necessário actuar amanhã"

Todos nós sabemos que “vale mais prevenir do que remediar”. Aplicamos muitas vezes este ditado popular no nosso dia-a-dia, mas, infelizmente, poucas vezes à nossa saúde. E aqui, a saúde mental não é excepção e tende a ser a mais esquecida, como se não fosse de extrema importância e não pudesse ter repercussões físicas. Prevenir, em termos de saúde, não implica só e apenas fazer exames com regularidade, ter as vacinas em dia, marcar consultas de rotina. Implica sobretudo ouvir o nosso corpo, a nossa mente, estar atento ao que se passa em nós sem aquela velha premissa do “Isto passa! É só uma fase”. Na saúde mental prevenir é também palavra de ordem. Dela pode depender o sucesso de qualquer intervenção e a contenção de possíveis danos.

Pense nisto… e seja feliz com saúde!

Ana Crespim

 

 

O Dia Mundial da Saúde deste ano convida-nos a reflectir sobre a forma como a actuação rápida pode prevenir o agravamento, ou mesmo irreversibilidade, das limitações à nossa saúde. Quando falamos em Saúde Mental, não sei se podemos falar, em absoluto, em irreversíveis. Mas sabemos, isso sim, que muito daquilo que é o nosso sofrimento psicológico pode ser prevenido ou muito mais rapidamente diminuído se o abordarmos de forma rápida e decidida.  O exemplo mais flagrante deste princípio será o da perturbação de pânico. A investigação demonstra que, quanto mais cedo se iniciar o seu tratamento em psicoterapia, mais favorável é o seu prognóstico. Porquê, perguntar-se-á o leitor? Porque o pânico é uma manifestação de medo que se aprende. Quando nos afastamos das situações que associamos aos ataques, perdemos oportunidades de aprender que o nosso medo é infundado. Pelo contrário, reforçamos a ideia que se nos mantivermos longe das situações que evitamos nos sentimos bem. Com o passar dos anos, passamos a evitar cada vez mais as situações que possam ser remotamente assustadoras... Ao ponto de já nem sairmos de casa. Pois, aquilo que vemos é que muitas vezes só se procura ajuda ao fim de 5, 10 anos a aprender e reforçar o medo. Mais difícil desfazer 10 anos de aprendizagens que uma aprendizagem recente!

Pois, armemo-nos deste exemplo para relembrar um velho ditado: mais vale prevenir que remediar! Que é como quem diz, não deixe para amanhã o que pode resolver hoje. Que depois... paga com juros!

Francisco de Soure

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publicado às 22:38

Mãe preocupada

por oficinadepsicologia, em 08.04.11

E-mail recebido

 

"Boa noite,

 

Gostaria da sua opinião no seguinte assunto:

 

Tenho uma filha com 27 anos que está a fazer o seu doutoramento no estrangeiro. Tem uma relação de 8 anos com uma pessoa e há cerca de um ano atrás pediram para eu e o meu marido fazermos de fiadores numa casa. Na altura o argumento apresentado pela minha filha, foi de que precisava de manter algo que fosse comum aos dois para a relação se manter. Recordo-me de dizer que os sentimentos é que mantinham a relação e não as paredes de uma casa. Mas lá se fez a compra. Ela partiu em estágio para um país bem longe daqui, mas regressou passados dois meses para a Europa para continuar o estágio e posteriormente está a fazer o doutoramento. A relação foi sempre muito complicada com muitas discussões à mistura. Conhecem-se desde crianças. Agora ele descobriu emails (entrou ma área dela) escritos para uma pessoa com quem se encontrou talvez duas vezes, mas que vive em Portugal. Isto deu origem a uma ruptura. Ela tentou tudo porque sempre lhe deu razão a ele, mas ele não quer continuar e agora ela já está cansada de "pedir" até porque como deve calcular, está com uma grande responsabilidade de fazer o seu doutoramento nos próximos 3/4 anos. Ele nunca quis arriscar ir viver para lá, apesar de dizer que a "ama" muito. Isto já falei com os dois, não tomo partidos, dei-lhe razão a ele, mas agora já acho que é demais. Se não quer, cada um parte para o seu caminho. Ela já pensa assim também. Acontece que a casa está aqui a entravar a questão , porque ele diz que ela não tem sequer direito à casa para dormir. Ora eu só quero saber, se eu estou a pensar mal, ou se agora ele já não está a exagerar e a "servir-se" da atitude dela para ficar por "cima". Isto provoca muito sofrimento de parte a parte e também o meu porque até sempre o tratei como filho. Devo desligar-me e aconselhar que se separem definitivamente? ou devo fazer ainda mais um esforço para que se entendam? É o que tenho feito sempre, mas já estou cansada e agora tenho de ouvir o pai, como se a culpa fosse minha. Isto já é peso a mais.

 

Muito obrigado pelo sua atenção. Aguardo os seus comentários.

 

 

Com os melhores cumprimentos

D"

 

 

 

 

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publicado às 16:45

Depressão

por oficinadepsicologia, em 07.04.11

E-mail recebido

 

"Bom dia,

 

Gostaria de obter ajuda...

 

Não sei o que se passa comigo mas sinto-me muito cansada, não consigo dormir de noite (já há mais de um mês que não durma uma noite inteira), não tenho motivação para nada, o meu marido já começa a reclamar porque só quero ficar em casa, não tenho apetite para nada, o meu humor esta sempre a mudar (ora estou triste ora estou irritada). 

Não gosto do meu trabalho... Odeio o que faço e não consigo arranjar emprego em mais lado nenhum por isso tenho de aqui ficar.Trabalho com uma pessoa que me desgasta, que me faz sentir mal perante tudo e todos.

Todos os dias tenho dores de cabeça horríveis. Sinto me farta de tudo! 

Perdi a vontade de fazer as coisas que mais gosto.

Podem ajudar me?

 

Obrigada

C"

 

 

 

 

 


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publicado às 15:02

Perda de peso motivada por stress

por oficinadepsicologia, em 07.04.11

E-mail recebido

 

"Boa tarde Dra Madalena Lobo e a toda a equipa da Oficina de Psicologia.

O meu caso é o seguinte: desde hà três meses para cá que tenho vindo a perder bastante peso (por volta de 6/7 kg). A minha alimentação em nada mudou, como de tudo, só tenho cuidado na confecção dos alimentos(tento evitar os fritos, modero os doces e gorduras) No entanto, passei por períodos de bastante stress emocional, directamente ligados à minha actividade profissional e estabilidade financeira, que me deitaram muito abaixo e inclusivé me tiraram o sono. Comecei a beber tisanas à noite e ajudou um pouco, mas o estado de ansiedade e tristeza manteve-se.

Agora ainda me encontro abaixo do peso e a minha vida profissional já se encontra mais estável, no entanto, como é uma situação que pode ser sempre modificável, sinto que o meu estado de ansiedade nunca desaparece. O que me aconselha para descontraír e consequentemente ganhar algum peso?

Os meus maiores cumprimentos,

M"

 

 

 


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publicado às 14:46

O inferno são os outros

por oficinadepsicologia, em 07.04.11

Autor: Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

 

 

Que me perdoe o fantástico Jean-Paul Sartre por usar como título de um texto meu uma das suas mais famosas frases. É que ela capta na perfeição aquilo que encontro regularmente nos meus clientes e não resisti. Até que ponto grande parte das nossas dificuldades não passará pela preocupação que temos pela presença, avaliação, julgamento, aprovação ou crítica das pessoas que nos rodeiam? Ou o impacto que dado evento ou pessoa deixou dentro de nós? É isso que quero reflectir consigo agora.

 

 

Há uns anos atrás, e quando comecei a dar formação profissional, não me foi fácil estar perante salas cheias de pessoas a olhar para mim enquanto era suposto passar-lhes conhecimentos e orientar momentos práticos, num ambiente relacional favorável. Sempre me senti confortável a falar em público mas confesso que às vezes, só o facto de antecipar esta situação profissional me causava ansiedade. E para mim, a dificuldade era aumentada quando iniciava um novo curso e não conhecia os meus novos formandos! Olho agora para esses momentos perfeitamente naturais para alguém em início de carreira e farto-me de rir de mim mesmo. Se aquelas salas estivessem vazias, será que sentiria tais dificuldades? É que eu era o mesmo, os conteúdos e a forma de os passar também. O que mudava era a sala estar cheia ou vazia, “os outros”. Os reais e, acima de tudo, os que tinha na cabeça!

 

 

 

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publicado às 09:07

Ajuda psicológica na gravidez e pós-parto

por oficinadepsicologia, em 06.04.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

Tânia da Cunha

A gravidez é expressa, por modificações psicológicas importantes. Uma das primeiras transformações é a alteração da imagem corporal, que é parte integrante de uma alteração global e contínua do funcionamento orgânico da mulher.

 

 

Cada gravidez é única. Toda a mulher reage à sua própria maneira ao encadeamento perfeito dos acontecimentos fisiológicos. A mesma mulher pode reagir diferentemente de gravidez para gravidez. No entanto, há uma certa qualidade da experiência interior que parece ser característica do estado de gravidez.

 

As mulheres vivem a gravidez como um acontecimento tanto psicológico como físico. Mudanças na imagem do corpo, secreções de hormonas, e a confusão de apoios circundantes em mudança e expectativas culturais são inevitavelmente espelhadas na psique, na vida mental da mulher grávida. Mudanças na identidade vão de mãos dadas com mudanças no corpo e nos papéis sociais. O processo pode ser suave ou violento, fonte de confiança ou assustador, feliz ou triste, mas é seguramente de mudança.

 

 

 

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publicado às 19:10

Auto-retrato nas perturbações alimentares

por oficinadepsicologia, em 05.04.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

 

 

Joana Florindo

Desenhar é também uma forma de nos expressarmos. Com a ajuda de um lápis, de um pincel ou de um pedaço de carvão, podemos expor livremente num espaço inabitado, as nossas emoções, fantasias, desejos ou realidades. Por detrás de uma mistura solta de traços e cores, podemos expressar verdades, nada fáceis de comunicar por palavras.

 

 

De acordo com uma investigação recente, conduzida pela Universidade de Haifa e pelo Achva Academic College, Israel, e citada na edição on-line de 15 de Fevereiro de 2011 do Medical News Today, o desenho, neste caso o auto-desenho da imagem corporal, pode ser uma boa ferramenta no diagnóstico de mulheres com anorexia ou bulimia, ou que apresentem tendência para estas perturbações alimentares. E isto, porque, os resultados desta investigação revelaram que as mulheres com anorexia ou bulimia tendiam a desenhar-se com características físicas proeminentemente diferentes, quando comparadas com as que não tinham qualquer diagnóstico de perturbação alimentar ou com aquelas que apresentavam um peso considerado normal.

 

O estudo avaliou um total de 76 mulheres, das quais 36 estavam diagnosticadas com anorexia ou bulimia, 20 não apresentavam diagnóstico de perturbação alimentar, mas tinham excesso de peso, e 20 não tinham diagnóstico de perturbação alimentar e tinham o peso considerado normal. Cada uma delas, respondeu a dois questionários de avaliação de perturbações alimentares e desenhou a sua imagem corporal, sem qualquer orientação específica ou restrição para esse desenho.

 

 

 

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publicado às 08:48

Rotinas da hora do deitar

por oficinadepsicologia, em 04.04.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

 

 

Inês Afonso Marques

 

A criança sentir-se-á menos tensa se souber o que vem a seguir, deitar-se-á sem resistências e adormecerá mais depressa.

 

Algumas sugestões para evitar batalhas na hora de deitar:

  • Comece por dar uma indicação verbal do que se irá passar. “Daqui a 5 minutos, é hora de preparar para ir dormir.”
  • Estabeleça e cumpra um horário em que os rituais da hora de deitar tenham início.
  • Dê um banho quente à criança. Ajuda a criança a sentir-se cuidada e relaxa.
  • Lavar as mãos e os dentes, mudar a fralda, vestir o pijama, são sinais que informam a criança sobre o aproximar do deitar.
  • Incentive a criança a dar um beijo/abraço de boa noite aos restantes elementos da família. Algumas crianças gostam também de desejar boa noite à lua, ao boneco preferido ou ao animal de estimação.
  • Partilhem um jogo calmo, no chão do quarto. Escolha um jogo simples, divertido e que entretenha a criança sem induzir muita excitação.
  • Conversem sobre o dia que está a terminar e antecipem os bons momentos do dia seguinte.
  • Leiam uma história. À semelhança do banho antes do deitar, o ritual da história, é dos mais populares.
  • Cante algumas músicas, de melodia tranquilizante.
  • Ponha um CD a tocar, procurando baixar o volume, antes de sair do quarto da criança.
  • Baixe a intensidade das luzes do quarto.
  • Seja consistente no cumprimento das rotinas diárias da hora de ir dormir.

 

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publicado às 19:10

Dicas para estimular a linguagem numa criança

por oficinadepsicologia, em 02.04.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

 

  • Inês Afonso Marques
    Sempre que possível, mantenha o contacto ocular com a criança enquanto fala com ela, e quando ela se dirige a si para falar.
  • Não interrompa a criança. Dê-lhe o tempo que ela necessita para falar. E, se não perceber tudo o que ela diz, tome atenção à linguagem corporal, pois esta é muito rica.
  • Converse muito com a criança. Enquanto bebés, as horas do comer, do banho, do deitar e do brincar, são excelentes para fortalecer laços emocionais, e para estimular a linguagem conversando com o bebé. As viagens, de carro ou nos transportes, são também óptimos momentos para conversar. Os temas surgirão naturalmente!
  • Leia histórias com a criança. Ela irá adorar ouvir as diferentes características que o discurso pode assumir.
  • Digam lenga-lengas.
  • Não fale “à bebé” com a criança. Lembre-se que é um modelo para ela, por isso seja um modelo adequado, falando como é esperado que a criança fale.
  • Crie a necessidade da criança falar, por exemplo, retirando-lhe do alcance um objecto que deseje, ou dando-lhe duas opções de escolha em relação a qualquer assunto.
  • Encoraje o relacionamento com outras crianças.
  • Quando a criança diz mal uma determinada palavra não a critique, nem ridicularize. Principalmente, se estiver junto a outras pessoas! No sentido de a ajudar a ultrapassar as dificuldades, repita a palavra de forma correcta e não seja demasiado insistente a pedir-lhe que a repita correctamente. Uma boa tentativa pode ser reforçada!
  • Esteja atento e mostre interesse pelo que a criança diz.

 

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publicado às 16:48

Dificuldades de aprendizagem

por oficinadepsicologia, em 01.04.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

 

 

Tânia da Cunha

As Dificuldades de Aprendizagem são um dos maiores obstáculos à escolaridade dos alunos que desencadeiam um grande desassossego nos pais.

 

 

As crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar dificuldades de aquisição da fala, problemas ao nível da percepção motora, problemas visuais, problemas de cálculo, problemas de leitura, entre outros.

 

A aprendizagem é uma construção pessoal, consequente de um processo experiencial; interior à pessoa; uma alteração do comportamento relativamente estável. Trata-se de uma construção pessoal, uma vez que qualquer aprendizagem passa através da experiência pessoal de quem aprende, numa procura de equilíbrio entre o adquirido e o que falta adquirir, através de mecanismos de assimilação e acomodação.

Para além de todo o trabalho de reeducação que a criança possa realizar na escola, o papel dos pais é muito importante em todo o desenvolvimento das crianças e no caso de crianças com dificuldades de aprendizagem, este papel ganha uma dimensão muito maior.

 

É importante que os pais em parceria com professores e outros técnicos que trabalhem com a criança:

 

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publicado às 17:58

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