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Vencer a ansiedade social é possível

por oficinadepsicologia, em 09.05.11

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

 

Inês Mota

Uma das principais tarefas que temos desde que nascemos e que continuamos a ter ao longo do nosso desenvolvimento é socializar.

 

E se é verdade que ultrapassamos muitas destas situações com sucesso, acontece também que gravamos de forma penosa algumas memórias desagradáveis acerca da relação com os outros: histórias de intimidação, abuso, histórias de vergonha e de invalidação.

 

Desta forma o Mundo da relação com os outros não se torna um lugar apetecível, pelo contrário torna-se assim em lugar temível e até a evitar.

A partir daqui é incontornável, mesmo em situações que racionalmente nos possam parecer inofensivas, somos invadidos por uma experiência exacerbada de medo: a ansiedade a subir de forma exponencial acompanhada de sensações físicas muito desagradáveis (corar, tremer, suar) que se tornam dificilmente “controláveis” e que acabam por desafiar os limites da nossa compreensão.

 

Assim, esta ansiedade acaba por ser extremamente perturbadora em situações como: apresentações, na participação em reuniões ou aulas mas também em interacções informais como: participar em conversas, ir a festas, ir a lojas ou até mesmo andar de transportes públicos.

 

 

 

publicado às 20:19

Falar com o corpo

por oficinadepsicologia, em 09.05.11

Autora: Inês Mota

Psicóloga Clínica

 

Para as palavras serem ouvidas o corpo também fala.
Ensine-o a dizer sim, não ou talvez!,  com convicção.

Para começar mantenha estas ideias em mente:

- Não existem formas certas ou erradas de nos expressarmos, mas sim formas mais ajustadas de acordo com as pessoas, as situações.

- Não há pessoas que se expressem bem e outras mal : NINGUÉM se expressa  100% bem com todas as pessoas e em todas as situações . O resultado depende então de muitos factores: das  pessoas com quem estamos, das situações onde nos encontramos e como nós nos estamos a sentir naquele momento.

- Lembre-se: pode fazer pedidos e pedir favores. Pode demonstrar emoções positivas (alegria, orgulho, estima, atracção), fazer e receber elogios. Pode também expressar sentimentos menos positivos (queixas, ressentimento, discordância, intimidação, desejo de estar sozinho) e pode recusar pedidos.

 

 

Passemos agora à acção:

 

publicado às 09:28

Sabia que...?

por oficinadepsicologia, em 08.05.11

Autora: Isabel Policarpo

Psicóloga Clínica

 

 

Isabel Policarpo

O método utilizado na tentativa de suicídio,  pode ser um indicador importante do risco associado a subsequentes tentativas de suicídio?

 

O suicidio é uma das causas mais comuns de morte entre aqueles que têm entre 15 e 44 anos.

Os estudos têm demonstrado que as pessoas que previamente atentaram contra a sua  vida, apresentam um risco acrescido de cometer de suicídio à posteriori. A presença de perturbações psíquicas e abuso de substâncias, afiguram-se igualmente como outros factores de risco conhecidos.

No presente estudo seguiram-se pessoas que já tinham feito tentativas de suicídio usando diferentes métodos e verificou-se que o risco de ser bem sucedido no suicídio é particularmente elevado junto daqueles que anteriormente o tentaram através de enforcamento, afogamento ou saltar de um local alto. Por exemplo, a ocorrência de suicídio é seis vezes maior após uma tentativa por enforcamento, e quatro vezes maior após  uma tentativa por afogamento, do que após uma tentativa por envenenamento, que é aliás o método mais comum.

Estes resultados podem ser úteis na avaliação imediata de risco após uma tentativa de suicídio.

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publicado às 09:58

As noites dos casais...

por oficinadepsicologia, em 07.05.11

Autor: Nuno Mendes Duarte

Psicólogo Clínico

 

  • Nuno Mendes Duarte
    Um gosta de luz, o outro gosta de tudo escuro: colocar uma pequena luz fora do quarto, que satisfaz quem dela precisa e prejudica ao mínimo quem precisa da escuridão. Aos poucos, se possível, ir diminuindo a intensidade da luz no exterior até ser capaz de dormir na obscuridade total, que é mais aconselhável.
  • Um dos dois levanta-se para ir à casa de banho durante a noite: Não acenda as luzes. Pode ter uma pequena lanterna junto à cama para poder fazer o caminho sem se magoar em lado nenhum.
  • Se acordou e ficou desperto: Simplesmente, vá para outra parte da casa durante o tempo que necessitar, para evitar incomodar quem está a dormir. Fique a saber que quando acordamos a meio da noite o pior que podemos fazer é ficar às voltas na cama.
  • Se se deita mais tarde que o seu parceiro que já está a dormir: Prepare antecipadamente ter de se vestir noutra divisão e entre no quarto às escuras. 
  • Se se levanta mais cedo que o seu parceiro: Prepare a roupa que vai vestir no dia a seguir e coloque-a fora do quarto. Isso também o ajuda a que nada falte no dia seguinte.
  • Nunca se deitem com um problema por resolver: Uma das coisa que mais dificulta o descanso é levar ressentimentos para a cama. Discutam com respeito e digam tudo o que sentem, até conseguirem chegar a um acordo que vos permita dormir descansados!

publicado às 17:23

Quando o medo da separação causa sofrimento

por oficinadepsicologia, em 06.05.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

 

 

Inês Marques

Muitas crianças experimentam um medo extremo, exagerado, despropositado, de se separarem dos seus cuidadores. Há crianças que recusam ir para a escola, outras referem pesadelos cujo tema é a perda. Há crianças que se queixam de dores, náuseas ou vómitos sempre que antecipam uma separação, mesmo que breve, dos cuidadores, outras recusam-se a estar sozinhas. Independentemente das “formas” que toma a ansiedade de separação manifestada pela criança pode deixar toda a família vulnerável, comprometendo o equilíbrio psicológico individual e da própria família. Muitos pais perguntam quando devem procurar ajuda.

 

 

Quando…

- a intensidade das emoções e a frequência dos episódios de ansiedade é significativamente superior ao esperado para idade da criança…

- a ansiedade interfere na capacidade de adaptação da criança e compromete significativamente algumas áreas da sua vida, como a alimentação, o sono, as relações, ou a aprendizagem…

- o sofrimento da criança se torna incapacitante para os próprios cuidadores…

- os sintomas ansiosos persistem no tempo…

… Soa o alarme. São sinais de alerta. Pode ser importante, e bastante útil, procurar ajuda junto de profissionais especializados, no sentido de diminuir os níveis de sofrimento, reencontrar a tranquilidade e estabilizar as emoções.

publicado às 16:49

Como lidar com a procrastinação

por oficinadepsicologia, em 05.05.11

Autora: Isabel Policarpo

Psicóloga Clínica

 

 

 

Isabel Policarpo

 

 

Procrastinar é evitar um trabalho ou uma tarefa que tem que ser feita. A procrastinação pode assumir muitas formas e muitas caras e nem sempre é fácil percebermos que estamos a adiar uma tarefa. Hoje vamos ajudá-la(o) a fazê-lo.

 

 

Qual é a forma da sua procrastinação?

 

  1. Age como se por ignorar o trabalho, ele acabasse por se ir embora?
  2. Subestima o trabalho envolvido na tarefa ou sobrestima as suas capacidades e recursos para realizar o trabalho? Isto é, diz a si mesmo, que é fácil e que só precisa de uma hora para realizar a tarefa que geralmente demora 6 horas?
  3. Ilude-se, acreditando que uma performance medíocre ou inferior aos standards é aceitável?
  4. Engana-se, substituindo uma actividade por outra?
  5. Dramatiza mais o seu empenho na tarefa, do que na prática investe na mesma? Está num constante estado de improdutividade, de preparação para o trabalho, sem nunca trabalhar?
  6. Persevera, mas apenas numa parcela do trabalho? Como quando por exemplo escreve e reescreve o parágrafo de um texto?
  7. Fica paralisado quando tem que decidir entre alternativas? Demora tanto tempo a decidir o que vai fazer, que quando se apercebe já não tem tempo para realizar nenhuma das actividades que tinha equacionado fazer?
  8. Acredita que a repetição de pequenos atrasos é inofensiva? Interrompe o seu trabalho para ir  5 minutos ao facebook e quando dá por si já passou mais de uma hora?

 

 

O que pode fazer para ultrapassar a procrastinação?

  • Identifique as formas mais usuais da sua procrastinação e quando elas surgirem no seu dia-a-dia “ponhas-as em sentido”
  • Procure perceber qual(ais) são os teus problemas e receios
  • Identifique os seus objectivos, sem esquecer as suas forças e fraquezas, bem como os seus  valores e prioridades.
  • Compare as suas acções com os seus valores e prioridades e procure que os mesmos estejam em consonância
  • Tome decisões honestas acerca do teu trabalho. Se quer despender pouco tempo num trabalho, admita-o e não deixe que os sentimentos de culpa interfiram com esse facto. Pese as consequências das diferentes formas de investimento num projecto e encontrs o retorno óptimo do teu investimento..
  • Trabalhe para adquirir a compreensão do que é necessário para realizar essa tarefa num determinado contexto
  • Distinga entre as actividades que dramatizam o seu sentido de empenho, e aquelas que o ajudam a concluir a tarefa. Dedique apenas a quantidade de  tempo apropriado a cada parte da tarefa. Desenvolva uma perspectiva sobre todo o projecto e visualize os passos necessários à sua execução.

Bom Trabalho!

Procrastinar é evitar um trabalho ou uma tarefa que tem que ser feita. A procrastinação pode assumir muitas formas e muitas caras e nem sempre é fácil percebermos que estamos a adiar uma tarefa. Hoje vamos ajudá-la(o) a fazê-lo.

 

Qual é a forma da sua procrastinação?

 

1.    Age como se por ignorar o trabalho, ele acabasse por se ir embora?

2.    Subestima o trabalho envolvido na tarefa ou sobrestima as suas capacidades e recursos para realizar o trabalho? Isto é, diz a si mesmo, que é fácil e que só precisa de uma hora para realizar a tarefa que geralmente demora 6 horas?

3.    Ilude-se, acreditando que uma performance medíocre ou inferior aos standards é aceitável?

4.    Engana-se, substituindo uma actividade por outra?

5.    Dramatiza mais o seu empenho na tarefa, do que na prática investe na mesma? Está num constante estado de improdutividade, de preparação para o trabalho, sem nunca trabalhar?

6.    Persevera, mas apenas numa parcela do trabalho? Como quando por exemplo escreve e reescreve o parágrafo de um texto?

7.    Fica paralisado quando tem que decidir entre alternativas? Demora tanto tempo a decidir o que vai fazer, que quando se apercebe já não tem tempo para realizar nenhuma das actividades que tinha equacionado fazer?

8.    Acredita que a repetição de pequenos atrasos é inofensiva? Interrompe o seu trabalho para ir  5 minutos ao facebook e quando dá por si já passou mais de uma hora?

 

 

O que pode fazer para ultrapassar a procrastinação?

·         Identifique as formas mais usuais da sua procrastinação e quando elas surgirem no seu dia-a-dia “ponhas-as em sentido”

·         Procure perceber qual(ais) são os teus problemas e receios

·         Identifique os seus objectivos, sem esquecer as suas forças e fraquezas, bem como os seus  valores e prioridades.

·         Compare as suas acções com os seus valores e prioridades e procure que os mesmos estejam em consonância

·         Tome decisões honestas acerca do teu trabalho. Se quer despender pouco tempo num trabalho, admita-o e não deixe que os sentimentos de culpa interfiram com esse facto. Pese as consequências das diferentes formas de investimento num projecto e encontrs o retorno óptimo do teu investimento..

·         Trabalhe para adquirir a compreensão do que é necessário para realizar essa tarefa num determinado contexto

·         Distinga entre as actividades que dramatizam o seu sentido de empenho, e aquelas que o ajudam a concluir a tarefa. Dedique apenas a quantidade de  tempo apropriado a cada parte da tarefa. Desenvolva uma perspectiva sobre todo o projecto e visualize os passos necessários à sua execução.

Bom Trabalho!

publicado às 15:55

Perante uma situação de mudança

por oficinadepsicologia, em 02.05.11

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

 

 

Fabiana Andrade

Perante uma situação de mudança, a maioria de nós tende a passar pelas seguintes etapas de adaptação:

 

 

. Choque – neste momento a pessoa sente-se ameaçada pela mudança, demonstra alguma incapacidade para agir proactivamente e encontra comportamentos de defesa perante a situação

. Negações Defensivas – aqui começam a surgir sentimentos de raiva, vitimização, injustiça, medo e desespero. Mantém-se uma rigidez de pensamento, ou seja, a pessoa tenta agarrar-se à sua maneira habitual de fazer as coisas, mas fica frustrada pois está perante uma situação que exige novos recursos

. Reconhecimento – nesta fase, a pessoa ganha mais informação sobre a situação, a rejeição à mudança diminui, reconhece o facto de ter perdido alguma coisa e contempla o ganho de outras, explora os prós e contras da situação e reflecte sobre possibilidades de acção

. Aceitação e adaptação – finalmente há a interiorização da mudança, a pessoa faz as adaptações necessárias e segue em frente, reconhecendo as oportunidades e benefícios e utilizando a nova situação a seu favor

 

Se sentir que não está a conseguir passar por estas etapas e está preso numa visão negativa da mudança que ocorreu na sua vida, ficam aqui dicas para lidar com a situação:

. Reconheça que a mudança está a acontecer e não ignore a situação

. Liste as necessidades que advém desta mudança e crie os recursos para as satisfazer (peça ajuda!)

. Descubra que vantagens esta mudança pode trazer

. Encontre um significado positivo para o que está a acontecer

. Passe a pensar na adversidade como uma circunstância e uma aprendizagem

. Responda à questão: sou uma vítima das circunstâncias ou um agente transformador das mesmas?

. Pense criativamente e encontre forma de utilizar os obstáculos a seu favor

. Escolha uma atitude de protagonismo, inteligência e abertura em vez de vitimização e desespero

. Procure o apoio necessário caso perceba que não consegue resolver a situação sozinho

. Encontre formas de aliviar os sintomas de ansiedade e desespero sem se desviar do problema

. Cuide de si, faça coisas que gosta, fortaleça-se pois precisa neste momento de mais energia do que precisaria numa situação mais estável

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publicado às 18:10

Dependência/independência nas relações amorosas

por oficinadepsicologia, em 02.05.11

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

 

 

António Norton

Uma relação é formada por três sistemas, o EU, o TU e o Nós. Cada célula é diferente e tem necessidades e mundivisões distintas, aspirando à sua liberdade.

 

Para uma relação funcionar tem que haver um respeito por estes três sistemas. Sem respeito e com aglutinação rapidamente se entra em desequilibrio e dá-se mais cedo ou mais tarde o caos.

 

O Eu é uma unidade que, obviamente já existia antes da relação, que tem a sua personalidade, a sua idiossincrasia, as suas ambições, os seus interesses, a sua vida e a sua independência.É uma célula que sempre foi crescendo e se desenvolvendo.

 

O Tu é a outra célula que partilha das mesmas peculiaridades do eu.

 

Finalmente o Nós é a nova construção, é o novo núcleo. A célula mãe da relação. Sem este "nós" não há relação. O "nós" é a célula que se forma através da união do "eu" e do "tu",que tem a sua própria individualidade formada pelos momentos vividos pelas duas unidades, que são o seu bem relacional mais precioso: os momentos que passaram juntos, os passeios que deram, os filhos de ambos, a sua casa, as suas músicas, os seus locais, os seus termos carinhosos, enfim tudo aquilo que dá uma identidade própria e unica a esta terceira célula. Se esta célula não for alimentada então a relação inevitavelmente acaba porque não é regada, nem construida activa e conscientemente. Para tudo funcionar tem que haver um respeito sagrado pelo "nós".

 

 



publicado às 10:30

Dia da Mãe

por oficinadepsicologia, em 01.05.11

 

 

    

     Catarina Mexia

 

 

 

 

 

 Ser mãe é  viver um amor absoluto, diariamente,

numa entrega total e permanente a um outro que não eu.

É um contínuo desvendar, de um novo mundo cativante,

numa viagem ondulante de inquietação e calmaria.

É um estar sempre presente e um dar quase infinito,

capaz de transcender o racional.

É procurar compreender o incompreensível,

receber a novidade, a diferença e a estranheza.

É assumir uma dimensão imensa de aconchego,

tentando simultaneamente promover a autonomia, e deixar ir.

Ser mãe é um permanente desafio, e acima de tudo, uma dádiva eterna.

Joana Florindo

 

 

 

 

 

Ser Mãe

Será possível saber quando começa o “ser Mãe”?

…quando, em crianças, brincamos aos papás e mamãs, calçando sapatos de salto alto, pintando os lábios e cuidando dos filhos que imaginamos?

...quando desejamos e planeamos ter um filho?

…quando descobrimos que uma vida, um ser “nosso”, cresce dentro de nós?

…quando nasce efectivamente esse filho?

Será difícil saber. Mas possível sentir.

Ser Mãe, será, certamente, sempre e incondicionalmente, Amor.

Inês Marques

 

 

 

 

 

 

publicado às 10:22

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