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Perder peso e ganhar liberdade emocional

por oficinadepsicologia, em 15.06.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Joana Florindo

Temos vindo a assistir, nos últimos tempos, a um crescente interesse social sobre a problemática da obesidade. A especial atenção que a comunicação social lhe tem dado, através de artigos, reportagens e programas de televisão, tem contribuído para uma mais ampla consciencialização desta realidade, bem como das suas consequências.

 

            A Obesidade assume-se como um dos maiores problemas de saúde das sociedades ocidentais, devido à sua elevada taxa de prevalência, e é reconhecida mundialmente como um problema de saúde pública, que transporta graves problemas de saúde física, psicológica e social.

 

Sabemos que resulta de uma diversidade de factores, que se manifestam de forma diferente de pessoa para pessoa, e que vão desde a genética, a factores sociais e culturais, passando por factores comportamentais, como o consumo alimentar hipercalórico e o sedentarismo. Mas, convém realçar, que existem ainda variados aspectos psicológicos e emocionais que afectam este consumo alimentar, potenciando um maior aumento de peso.

 

Isto tende a acontecer quando a ingestão alimentar se apresenta como a resposta habitual a intensos sentimentos de tristeza, inquietação ou zanga, que parecem impossíveis de gerir. Quando a comida é percebida como a “melhor amiga” , que pode estar sempre presente, no confronto com situações particularmente difíceis, vão-se estabelecendo fortes relações de dependência. Estas, quando prolongadas no tempo, em muito favorecem o crescente aumento de peso.

 

            Este movimento de procura de apaziguamento emocional imediato, que à primeira vista parece ser uma estratégia reconfortante e eficaz, é também bastante desadequada do ponto de vista do funcionamento emocional, impedindo a vivência, a expressão e a regulação natural dos sentimentos e emoções.

 

            Nesse sentido, a intervenção da Psicologia nesta área, mais do que trabalhar a implementação e manutenção de hábitos alimentares saudáveis e de prática de actividade física, e incidir ao nível do controlo dos impulsos, promove um amplo trabalho de expressão emocional.

publicado às 19:32

Regras e limites

por oficinadepsicologia, em 12.06.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Um dos temas principais e de maior dificuldade que alguns pais apresentam na árdua tarefa de educar os seus filhos, diz respeito a normas e limites.

 

  • Lembre-se que muitas vezes a desobediência está associada ao seguinte pensamento: “ Ajuda-me a conter-me, recorda-me os limites, zanga-te comigo e não te deixes vencer, porque preciso de ti forte, seguro do que fazes e me dizes, mesmo que te enganes”.
  • Dedique algum tempo a reflectir com o seu filho as regras que pretende implementar: Escrevam em conjunto dez normas que existam em vossa casa, verifiquem a utilidade de cada uma e caso não fique claro dê uma explicação de cada uma.
  • Tenha presente: As regras devem ter uma função de protecção e não podem ser vividas como castigo, ameaça ou humilhação.
  • Reavalie as regras de tempos a tempos: As crianças precisam de ter horas bem definidas para as suas actividades diárias, a hora de dormir, do banho, das refeições, dos trabalhos de casa.
  • As crianças funcionam muito melhor com recompensas do que com ameaças. Isto não retira a importância dos castigos na hora certa.
  • Dizer não sem vacilar: quando disser não, seja firme, esta é a forma mais eficaz das crianças entenderem que não significa mesmo não.

publicado às 20:36

Dietas rígidas e efeito iô-iô

por oficinadepsicologia, em 11.06.11

Autora: Joana Florindo

Psicóloga Clínica

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Joana Florindo

As dietas tendem a apresentar-se como uma resposta milagrosa para um emagrecimento rápido e muito desejado. Especialmente as mais rígidas e restritivas, que prometem uma redução de peso extraordinária e surpreendente, num reduzido período de tempo.

 

Contudo, bem sabemos que quanto mais rígidas e exigentes forem essas dietas, maior a privação alimentar que tendem a provocar, e maior a probabilidade de desencadearem, mais cedo ou mais tarde, as tão temidas e indesejáveis “crises de voracidade alimentar. Estas “crises”, acabam não só por deitar toda a dieta por água abaixo, como também todo o esforço que até então foi sendo suportado, para seguir um plano alimentar tão rígido. E é assim comum, a pessoa ver-se novamente envolvida nos seus velhos hábitos alimentares, desregulados e descuidados, e recuperar também todo o peso que até então tinha perdido.

 

Mas, ingressar numa nova dieta, possivelmente mais exigente que a anterior, é muitas vezes a resposta seguinte, e sem se dar conta, dá entrada em infindáveis ciclos de dieta que se vão traduzindo em constantes oscilações de peso, promovendo o tão conhecido “efeito iô-iô”. 

 

O acompanhamento psicológico nas situações de regime alimentar é crítico para a manutenção dos estados motivacionais que suportam o esforço e para a regulação de emoções que desregulam a coerência necessária, quando se visa a mudança de um estilo de vida alimentar que possa perdurar no tempo.

publicado às 20:39

Estratégias para combater a procrastinação III

por oficinadepsicologia, em 11.06.11

Autora: Isabel Policarpo

Psicóloga Clínica

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Isabel Policarpo

Agora que já descobriu que tem tendência para procrastinar, isto é para evitar um trabalho ou uma tarefa que tem que ser feita, vamos dar-lhe algumas estratégias para o ajudar a ultrapassa-la.

  1. Divida e conquiste. Segmentar a tarefa é muito importante não só porque ajuda a motivar-se, como pequenos segmentos do trabalho são sempre mais fáceis de gerir. Desdobrar o trabalho é menos ameaçador.
  2. Procure distribuir de forma equilibrada os pequenos passos que compõem a tarefa dentro do espaço temporal que tem disponível, criando assim um fluxo de trabalho constante e que em nenhum momento é excessivo.
  3. Tenha consciência de que os seres humanos precisam periodicamente de variar e de relaxar.
  4. Procure auto reforçar-se. Crie incentivos para si mesmo. “Se acabar… faço…”.
  5. Use a regra dos 10 minutos. Quando não lhe apetecer iniciar uma tarefa diga “Vou fazê-lo durante 10m”. Se for necessário vai trabalhando em blocos de 10 minutos.
  6. Quando chegar o momento de trabalhar e se sentir tentado a procrastinar, sente-se 5 minutos e pense no que está prestes a fazer. Encare as consequências emocionais e físicas da procrastinação e depois faça o que é melhor… sem desculpas ou segundos pensamentos.
  7. Imagine-se como agiria se não tivesse tendência para procrastinar. Defina na sua mente como seria e o que faria e desempenhe esse papel ou imagine que durante a próxima hora não vai procrastinar. Quando tiver acabado avalie a sua acção. Fiz um bom trabalho? Como é que se sente?
  8. Quando sente um impulso para trabalhar no seu projecto, siga-o e ponha “mãos à obra”. Termine apenas quando já não lhe apetecer fazer mais.
  9. Estabeleça prioridades.

 

publicado às 13:07

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton

Em momentos de desespero, perante a vertigem avassaladora do fim iminente de uma relação vivida como algo absoluto, único, irrepetível e extraordinário, algo sem o qual a vida perde o seu significado, a sua côr, a sua essência, o seu sumo a sua razão de ser. Perante algo percepcionado como tão assustador, tenebroso e dramático, uma pessoa pode-se socorrer da última arma que ainda tem, da última réstia de esperança, do último sopro.Pode reunir as suas últimas forças e dizer algo ao parceiro ,que não vê outra solução a não ser a separação: “Se te fores embora, se me abandonares, se me deixares, mato-me!”

 

Dizer algo assim é profundamente  violento, tanto para a pessoa que profere tais palavras e que põe a hipótese de terminar com a sua vida, como para a pessoa que as ouve, que fica herdeiro de um profundo sentimento de culpa e responsalidade. Passa a carregar um pesadissímo peso e acaba por ficar totalmente limitada no seu poder de escolha e de liberdade existencial.

 

O que fazer perante tal ameaça? Não ouvir a súplica da pessoa que outrora amámos e partir, correndo o risco de esta se suicidar sem apelo nem agravo? Ou ficar na relação e perpetuar  algo em que já não se acredita, mas tendo a compensação do alivio do peso da responsabilidade do fim da vida da outra pessoa?

 

 

 

publicado às 21:04

Ansiedade existencial

por oficinadepsicologia, em 08.06.11

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

A compreensão do conceito de Ansiedade Existencial é útil no sentido de integrarmos as nossas experiências de ansiedade como sendo experiências sem as quais, uma grande parte da nossa existência deixaria de fazer sentido.

 

Do ponto de vista existencial, olhar para a patologia é olhar para o Homem que sofre, estar mais perto dele e vê-lo como alguém que existe para além da perturbação que o traz ao consultório. Todos os outros aspectos da existência do indivíduo são igualmente importantes. O homem não está separado da sua perturbação, do seu corpo, dos seus sintomas e queixas, tudo isso acontece na sua existência ao mesmo tempo que o seu processo decorre, assim, quer a ansiedade como qualquer outro tipo de experiência ajustada ou não, é vista como uma dimensão com significado que pode ser desvelado no contexto da Psicoterapia.

 

Muitos autores da Psicoterapia Existencial, fazem a distinção entre ansiedade e medo, e esta nos ajuda a compreender melhor a natureza difusa da ansiedade. A ansiedade é caracterizada pelo facto de que a ameaça não está em lugar nenhum. As pessoas referem muitas vezes o medo de situações que não aconteceram, e como tal, não existem no presente.

O medo por sua vez, está relacionado com a percepção de uma ameaça real e é desta forma, uma emoção protectora contra esta ameaça percebida.

 

Então, qual é a origem da ansiedade?

 

 

 

publicado às 11:44

Dicas para ajudar numa depressão

por oficinadepsicologia, em 07.06.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Não se isole: se recebeu más notícias ou se teve um problema grave, tente conversar sobre a situação e os seus sentimentos com alguém de maior intimidade. Muitas vezes, é possível apaziguar os efeitos de uma situação penosa chorando ou falando com alguém em quem se confie.

 

Diga Não à Inactividade: saia de casa e faça exercício físico ligeiro, nem que seja uma caminhada. Isto vai ajudá-lo a sentir-se em boas condições físicas e pode também facilitar dormir melhor. Enquanto não se sentir em condições para trabalhar, é conveniente manter actividades habituais como executar as tarefas simples, cumprir as rotinas diárias, a actividade ajudará a manter a mente afastada dos sentimentos dolorosos, que apenas contribuem para que se sinta mais deprimido quando mergulha neles. Também contribuirá para que se sinta menos desamparado.

 

Cuide da sua alimentação: mesmo que não lhe apetece muito comer procure ter um regime alimentar equilibrador. Opte por fruta e os vegetais frescos. Muitas pessoas com depressão podem perder peso e consequentemente ter défices vitamínicos, o que não contribui para a sua recuperação.

 

Distraia-se dos pensamentos desagradáveis: embora possa ser difícil, é útil tomar a decisão de não pensar neles e ocupar a sua mente com outros pensamentos.

 

Registe os acontecimentos agradáveis: tente fazer um registo diário de todos os acontecimentos agradáveis que lhe aconteceram e converse sobre eles com um familiar ou amigo.

 

Aprenda técnicas de relaxamento e auto-controlo emocional: com a prática constante e a assimilação das técnicas ensinadas conseguirá importantes benefícios físicos e psicológicos.

 

Lembre-se: a depressão trata-se de uma doença por que muitas outras pessoas já passaram e que acabará por melhorar, mesmo que neste momento lhe pareça o contrário.

publicado às 12:32

Autora: Ana Crespim

Psicóloga Clínica

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Ana Crespim

Todos nós temos as nossas “obsessões”, às quais muitas vezes nos referimos como “manias”. Quantos de nós não sentimos necessidade de endireitar um quadro que está torto, ou de organizar determinadas coisas de uma dada maneira? Mas será que isto faz de nós obsessivos? A questão prende-se, essencialmente, com o que está por trás do que fazemos e da existência ou não de sofrimento associado. O que é que eu quero dizer com isto? Uma coisa é sentirmos prazer em ter as coisas arrumadas ou gostarmos de que, esteticamente, as coisas à nossa volta estejam bonitas, arrumadas, direitas. Outra completamente diferente é quando, do não cumprimento de certas “tarefas”, resulta sofrimento psicológico. Por exemplo: Podemos gostar de deixar a cama feita e o quarto arrumado antes de sair de casa. No entanto, se não tivermos tempo, se acordamos um pouco mais tarde, pensamos algo do tipo: “Bem, paciência, não vou estar a perder tempo com isto agora” e saímos de casa sem pensar mais no assunto. No caso da perturbação Obsessivo-Compulsiva, o cenário seria outro, mais nesta linha: “Não, eu tenho mesmo que fazer isto, porque se não o fizer, algo de mau vai acontecer” e, atrasados ou não, comprometendo ou não o nosso horário, toca de fazer a cama e arrumar tudo.

 

A perturbação Obsessivo-Compulsiva caracteriza-se pela presença de pensamentos desagradáveis e recorrentes (chamados de obsessões), geradores de ansiedade, a qual tende a ser libertada sobre a forma de comportamentos repetitivos e ritualizados (que assumem o nome de compulsões) – no entanto, podem manifestar-se sob a forma de pensamentos, não tendo que ser, obrigatoriamente, comportamentos observáveis (por exemplo: a repetição mental de certas palavras, números, orações, etc.). Apesar de as pessoas que sofrem desta perturbação terem a consciência da que as suas obsessões e compulsões são irracionais e/ou excessivas, não conseguem ter controlo sobre elas, pará-las.

 

Obsessões mais frequentes

Preocupações relacionadas com a sujidade, presença de germes e medo de ser contaminado

Medo de ter comportamentos violentos ou agressivos

Sentir-se altamente responsável pela segurança dos outros

Pensamentos religiosos repetitivos

Pensamentos de caris erótico

 

 

 

publicado às 10:01

As emoções do desemprego

por oficinadepsicologia, em 04.06.11

Autora: Helena Gomes

Psicóloga Clínica

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Helena Gomes

Ouvimos diariamente declarações como “o desemprego está a crescer até níveis inquietantes”, “mais de 600 mil desempregados em 2011”, “a crise económica traz consigo uma crise social”, “ o aumento do desemprego tem um carácter explosivo”. O desemprego é uma das piores consequências da situação económica em que nos encontramos.

 

Esta situação social resulta numa vulnerabilidade e instabilidade não só de carácter financeiro, como igualmente psicológico. Como consequência, deparamo-nos com sucessivas situações de empregos ocasionais, e de precárias condições laborais, de segregação de grupos com condicionantes específicas, como a idade, de um sucessivo estar de “corda ao pescoço” vivido também por aqueles que têm os seus empregos em risco. Viver no desemprego implica não ter dinheiro, que implica não pagar as contas, que implica na diminuição de algumas actividades, na perda de noção de estruturação do seu tempo e do contacto social, aumento do sentimento de não se estar a ser útil na sociedade e, por sua vez, de esta os estar a abandonar. Que papel tenho na sociedade, e o que o futuro me reserva, quando vou conseguir ter a minha casa, o que o futuro reserva aos meus filhos/ netos, são questões e inseguranças recorrentes.

 

               

publicado às 21:36

A auto-estima nas crianças

por oficinadepsicologia, em 03.06.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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  • Tânia da Cunha
    O desenvolvimento da auto-estima, auto-conceito e auto-imagem é determinado em grande medida pelas mensagens que a criança recebe dos outros em relação a si, a criança recolhe também do ambiente dados que confirmem estas mensagens dos pais, e acrescenta ainda o seu próprio material fantasioso.
  • Comportamentos que podem indiciar uma baixa auto-estima – choramingar, necessidade de vencer, trapacear em jogos, perfeccionismo, distribuir doces/ dinheiro/ brinquedos, procurar formas de chamar a atenção.
  • É importante ajudar a criança a eliminar as suas mensagens negativas e reformular as positivas.
  • Tente não contradizer a criança, quando esta expressa sentimentos negativos a respeito de si própria – a mudança surge apenas de dentro da criança – ela precisa de um espaço em que seja permitida e aceite a expressão destes sentimentos.
  • As crianças com baixa auto-estima precisam de actividades que envolvam experiências com os sentidos, focalizando as diferenças e semelhanças entre elas próprias e outras pessoas, objectos, animais, vegetais, etc. A consciência destas diferenças contribuirá para que se percepcionem com novo apreço, passando a entrar em contacto com os outros sob este novo prisma.

publicado às 18:04



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