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Não consigo parar de comer!

por oficinadepsicologia, em 12.08.11

Autora: Filipa Jardim da Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim da Silva

Apesar de se ouvir falar menos, o Binge Eating constitui, tal como a bulimia e a anorexia nervosa, uma doença do comportamento alimentar. Este distúrbio é caracterizado por episódios de ingestão descontrolada de comida, pelo menos 2 dias por semanas durante pelo menos 6 meses, e consequente aumento de peso. Na maioria das vezes, a grande ingestão de comida não significa que a pessoa sinta fome, mas sim uma vontade incontrolável e inexplicável de comer, à qual tende a seguir-se sentimentos de culpa e vergonha, o que leva a que muitos destes episódios aconteçam quando a pessoa está sozinha. A voracidade alimentar assemelha-se à bulimia no que respeita à elevada ingestão de alimentos mas, ao contrário desta, não é provocado o vómito nem é feito qualquer tipo de comportamento compensatório do excesso alimentar.

 

De um modo geral, as pessoas com crises de voracidade alimentar sentem-se fora de controlo, perdidas num ciclo vicioso de ingestão alimentar excessiva, sentimentos de culpa e arrependimento, restrição alimentar/ dieta e nova ingestão alimentar voraz.

 

O problema da compulsão alimentar tem muitas vezes origem na infância aquando da formação dos hábitos alimentares, em que a comida pode ser associada a compensação, amor, conforto ou a uma forma de ultrapassar o stress e conflitos emocionais. O excesso de peso serve igualmente de escudo, sobretudo quando se tratam de vítimas de abuso sexual, constituindo uma estratégia de desinvestimento no corpo com vista a tornarem-se menos atraentes e a manterem os outros à distância.

 

 

 

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publicado às 10:44

Como manter saudável uma relação amorosa?

por oficinadepsicologia, em 11.08.11

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton

O título pode parecer algo pretensioso... Não pretendo ter a resposta para algo tão complexo e, por vezes, insolúvel, como descobrir como consertar uma relação amorosa que, por vezes se apresenta como problemática e disfuncional, mas estou convicto que reúno algumas ideias que poderão ser úteis no sentido de fomentar e desenvolver uma relação amorosa.

 

A metáfora que, para mim, melhor descreve a ideia de cuidar de uma relação amorosa é a metáfora do jardineiro: O jardineiro passa a vida a regar o seu jardim, cuida das suas flores e olha por e para elas todos os dias com carinho e atenção. Usa um bom regador e procura manter o seu jardim bonito e bem tratado. Como resultado, as flores ficam viçosas, cheias de brilho, de côr e de luz.

 

Quando estamos numa relação amorosa temos de ser como um jardineiro que olha todos os dias pelo seu jardim.  Devemos olhar para a pessoa amada e tentar perceber se está bem connosoco, ou se surgiu algum atrito, algo que  a perturbou.  Se algo está a perturbar o ciclo de vida de uma flôr, o jardineiro procura ir minunciosamente, quase com uma perícia de um cirugião perceber o que poderá estar a danificar a flôr. No amor o mesmo cuidado também deve exisitir. Se algo não está bem então deverá surgir a comunicação. O falar sobre o que poderá estar a perturbar a harmonia que outrora existiu no casal.

 

 

 

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publicado às 08:55

Parentalidade positiva

por oficinadepsicologia, em 10.08.11

Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

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Inês Afonso Marques

Uma criança “porta-se mal”quando…

Para mim, é gritar. Para mim, é bater. Para mim, é não fazer o que eu mando. Para mim, é chamar nomes. Para mim, é não parar quieta. Para mim, é tudo isso e muito mais. E para si?

Quando a criança se “porta mal”, ela sente-se com frequência assustada, insegura, com receio. Ela necessita de uma disciplina gentil, mas firme e consistente. Sabendo que podem contar com os seus pais nesta orientação gentil, firme e consistente, a criança sente-se mais segura e calma.

Como transmitir essa segurança à criança?

  • Cumpra as suas promessas. A criança precisa de saber que pode confiar em si. Evite fazer promessas que, depois, não pode cumprir. Mesmo quando fala de castigos, assegure-se que posteriormente os conseguirá manter. Ajude a criança a compreender que “sim é sim” e “não é não”.
  • Interrompa as situações problemáticas com rapidez. Não argumente com a criança, mas também não faça do seu poder a única forma de se fazer ouvir. Evite perder o controlo. A criança precisa de sentir que os pais se sentem controlados. A verdade é que ao irritar-se tenderá a gritar, a usar a força e a fazer promessas que não conseguirá cumprir. A imagem de um pai ou mãe descontrolado apenas contribui para que a criança se sinta mais assustada, insegura, em perigo. Por todos este motivos, quanto mais cedo conseguir controlar um problema, menor a probabilidade de se sentir zangado ou frustrado.
  • Aprecie a criança. Todos os comportamentos têm um objectivo. Alguns desses “maus comportamentos” têm como objectivo receber atenção. Se o objectivo é ter atenção, então, o ideal é que ela seja dada na sequência de “comportamentos bons”.

Com treino, será cada vez mais eficiente em questões de disciplina. A criança acalma mais depressa e você conseguirá ter mais energia para tirar prazer da vossa relação. Descubra actividades que ajudam a criança a sentir-se especial. Pode ser algo “grande” como ir ao cinema ou algo mais simples como cozinharem um bolo juntos.

A disciplina e a diversão têm uma origem comum… O Amor pelos seus filhos.

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publicado às 11:25

A teia ansiosa

por oficinadepsicologia, em 09.08.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

 

A ansiedade pode ser compreendida como um sentimento normal e transitório, emocionalmente desagradável, apresentando uma funcionalidade adaptativa, deste modo, uma experiência comum a todos os seres humanos.

Determinado nível de ansiedade é essencial para conseguimos um rendimento máximo ou óptimo, ainda assim, se a estimulação ansiogénica for excessiva excedendo as capacidades adaptativas do indivíduo, falamos de ansiedade patológica. Nesta linha de raciocínio, uma perturbação de ansiedade é entendida como um padrão comportamental não adaptativo de resposta ansiogénica.

As perturbações de ansiedade são distúrbios de saúde mental mais prevalentes na população em geral, que requerem tratamento. Os doentes com este tipo de patologia recorrem frequentemente os serviços de urgência médica.

Para uma melhor compreensão enuncia-se os sintomas mais frequentes da ansiedade:

  • Psíquicos: Humor ansioso (inquietude); Medos (multidão, desconhecidos, abandono, escuridão); Dificuldades cognitivas (dificuldade de concentração, alteração de memória); Perturbações afectivas (impaciência, irritabilidade, instabilidade emocional, agressividade); Insónia; Despersonalização (sensação de não estar em si); Desrealização (sensação de estar noutra realidade).
  • Corporais: Tensão muscular; Cansaço; Cãibras; Dores de Cabeça; Tremores; Sudorese; Palpitações; Sensação de falta de ar; Hipertensão; Extremidades frias; Náuseas; Rubor ou palidez; Cólicas; Diarreia; Dor pré-cordial; Boca seca; Urgência urinária.
  • Comportamentais: Evitamento de situações; Isolamento Social; Rituais (limpeza, organização, contagem etc.); Abuso de álcool ou drogas; Comportamentos suicidários.
  • Perceptivos: Ilusões (percepção deformada de um objecto real).

 

É importante reter que as perturbações de ansiedade afectam a maneira como a pessoa pensa, sente e age, se não forem tratadas causam sofrimento.  

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publicado às 11:00

Vá para fora cá dentro... de si!

por oficinadepsicologia, em 08.08.11

Autor: Luis Gonçalves

Psicólogo Clínico

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Luis Gonçalves

Enquanto gozo o meu muito desejado período de férias de Verão, lembrei-me de lhe escrever. É que posso estar a banhos e bem longe do frenesim do consultório mas nem por isso me esqueço de si.

 

Nestes tempos difíceis que Portugal vive, muitas pessoas não têm possibilidade de ir de férias. É que a margem financeira é curta para gozarem uns dias fora. Essa impossibilidade surge então como uma fonte extra de insatisfação e de desesperança numa dura realidade, povoada de incertezas e sombras. Para imensa gente, as horas de calor passam sem que nada aconteça…seja profissional ou relacionalmente. No entanto…

Está a ser terrivelmente injusto para si próprio se concluiu que não merece férias. Tenho a certeza que tem feito um grande esforço para reorientar a sua vida: o cansaço que sente é a maior prova disso. Valorize-o e não perca a fé: as grandes conquistas na nossa vida são feitas de pequenos passos. Todos precisamos de recarregar baterias, viver é uma tarefa imensamente exigente. E se não lhe é possível estar fora fisicamente, vá para fora dentro de si. Isso é o que marca a diferença, sermos capazes de cuidar de nós internamente. Veja esta altura como uma fase de renascimento, lembre-se do movimento das marés que todos os dias renovam os locais por onde passam. Crescer, imaginar, sorrir, acreditar ou definir prioridades e planos de ação são o maior bronzeado que poderá ganhar neste Verão!

 

 

 

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publicado às 09:58

Como reagir aos amigos imaginários

por oficinadepsicologia, em 07.08.11

Autora: Maria de Fátima Ferro

Psicóloga Clínica e educacional

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Maria de Fátima Ferro

Por volta dos 3 ou 4 anos, as crianças preferem brincar em conjunto em vez de o fazerem sozinhas. A amizade começa a ser compreendida como envolvendo o partilhar dos brinquedos ou das coisas dos outros.

 

É por volta desta altura que começam a aparecer os amigos imaginários indicando que a imaginação das crianças se está a desenvolver. Os próprios diálogos que as crianças mantêm com os amigos privados são preciosos e servem muitas vezes de ensaios para as relações existentes e o iniciar de novas. São um sinal de um desenvolvimento emocional e cognitivo saudável, e os pais não precisam de se preocupar, a não ser que a criança se isole demasiado, ou que ao longo do tempo ele não desapareça.

 

A capacidade de construir um mundo imaginário e pessoas imaginárias, de dar vida a um boneco é um indício de que elas se estão a desenvolver rapidamente e a testar os limites do seu mundo. Isto torna-se uma maneira de afastar os demónios que as cercam – a zanga, o ciúme, a mentira, o egoísmo, a colocar características suas no seu amigo, algumas vezes até quando tentam fugir à responsabilidade das suas maldades. etc.  Permitem às crianças descobrirem de modo seguro o que querem ser. Elas podem dominar esses amigos, controlá-los e à custa deles, serem boas ou más com toda a segurança.

 

 

 

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publicado às 10:18

Estradas em campos alentejanos

por oficinadepsicologia, em 06.08.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

Imagine um campo no Alentejo – pode ser feito dos verdes infinitos e improváveis que compõem o Inverno, ou na miríade de cores que os salpicam na Primavera ou ainda nos dourados e palhas que caracterizam o Verão. Enfim, dou-lhe liberdade criativa!

 

Agora imagine-se num carro (de preferência eléctrico, para ser mais ecológico, sim? E, já agora, um todo-o-terreno, que os campos podem ser traiçoeiros), escolha uma trajectória e passe pelo campo. Um, dois quilómetros, o que lhe apetecer e o que o seu carro aguentar, claro está. E ninguém disse que era fácil entrar por um campo adentro, aos altos e baixos, zonas enlameadas, covas insuspeitas escondidas atrás dos arbustos… Agora, olhe para trás. Vê-se bem por onde passou o carro, não vê? As ervas, flores, terra estão amassadas, calcadas, nos pontos onde as rodas passaram.

 

No entanto, se não voltar lá durante, digamos, umas duas semanas, já terá muita dificuldade em encontrar o sítio por onde passou. Mas continuemos a imaginar…

 

Agora o seu círculo de amigos do Facebook (sim, esses 5.000) vêm todos atrás de si, nos seus carros, a pisarem exactamente o mesmo caminho e todos os dias o voltam a percorrer (do outro lado há uma tasquinha com petiscos de “alto lá com ela”, claro). Uns dias depois de começar este estranho passatempo, teremos uma simpática estradinha de terra batida, por onde se transita facilmente, e com uma velocidade que já admite provas de rally. Se mantivermos o trajecto, o número de vezes que for necessário, pode ter a certeza que a Junta de Estradas começará a pensar asfaltar o caminho e, quem sabe mesmo, ainda nasça uma auto-estrada imponente, que nos faça ir do ponto A ao ponto B enquanto o Diabo esfrega um olho.

 

Também nós temos caminhos internos, neuronais, que nos permitem aceder a informações e estados emocionais ou somáticos. E quanto mais os percorremos, mais esses caminhos se estabelecem, gravam, ampliam, se tornam mais fluidos e rápidos. Há apenas um pequeno detalhe operacional que nos obriga a prestar atenção: o nosso corpo é basicamente amoral, ou seja, não tem qualquer noção de certo-errado, bom-mau, excepto no que diz respeito à sobrevivência do organismo. Por isso, tanto permite um caminho para o recanto mais paradisíaco, como um outro directo ao ermo mais inóspito e solitário – se o mandar ir por aí, é por aí que ele vai!

 

Agora lembre-se de todos aqueles momentos que se permite remoer sobre ofensas e preocupações várias, ou se deixa ficar a observar os filmes gravados na sua memória sobre as partes más da sua vida, ou a criar cenários futuros de negrume e catástrofe. De cada vez que o faz, acede ao estado interno correspondente, feito de pensamentos, conclusões, emoções e reacções corporais. De cada vez que o faz, ensina o seu organismo a aceder a esse estado interno de forma mais rápida e eficiente. De cada vez que o faz, contribui mais um pouco para uma auto-estrada de acesso a esse estado interno. Má ideia!

 

Mas se, em alternativa, trouxer à consciência, de uma forma pró-activa, os estados que gostaria que lhe estivessem mais acessíveis de uma forma quotidiana e os mantiver “acesos” por um ou dois minutos, várias vezes ao dia (vá, uma ou duas, se for uma pessoa horrivelmente ocupada…), estará a contribuir para uma rede viária interna que o leva direitinho ao bem-estar! Boa ideia, certo?

 

E como fazer? Nada mais simples! Aproveite os minutos de desperdício que pontuam os seus dias – todos os temos! São os semáforos fechados, as filas de trânsito, a pausa para anúncios a meio da série de TV favorita, aqueles momentos das reuniões em que falam mas não dizem nada, a espera para ser atendido na caixa do supermercado, o tempo do duche e até o de lavar os dentes… Todos somados, têm por resultado muito tempo diário que pode ser aproveitado para a construção de estradas internas que nos levem directos a bem-estar e ao pleno usufruto do nosso potencial intelectual, criativo e emocional.

 

Nesses momentos, traga à recordação uma memória que lhe transmita algo de positivo: um exemplo de auto-confiança ou de se sentir estimado, de orgulho pessoal ou de competência, de relaxamento ou de alegria. Escolha o que lhe parecer mais adequado à forma como se pretende sentir nesse momento. Se tiver dificuldade em encontrar uma recordação que corresponda à emoção desejada, encontre o que de mais próximo consiga ou, em alternativa, crie a imagem de um bom modelo da qualidade que gostaria de ter neste momento. Com essa recordação ou exemplo bem presente no seu espírito, visualize-a tão nitidamente quanto possível, incluindo todas as componentes sensoriais que lhe pertençam. Talvez esse seu modelo tenha uma voz ou riso muito característico – consegue escutá-lo? Talvez a sua memória de um acontecimento vivido contenha um cheiro ou uma qualidade de temperatura especial que lhe ficou associado – consegue senti-lo? Agora repare como o facto de estar a aceder a essa recordação ou modelo o faz sentir; repare como o seu corpo reage, as emoções que sente.

 

E permaneça durante esse minuto que, de outra forma, teria sido desperdiçado apenas embrenhado nas sensações, a deixar-se fluir com elas. E, em cada minuto subsequente de desperdício, faça o mesmo. E sempre que sentir que o seu espírito resolveu ir passear por caminhos que não lhe interessam, apenas são destrutivamente negativos, repita este exercício. De cada vez, traçando a sua estrada de acesso às emoções e qualidades que lhe são úteis, para que se torne progressivamente mais fácil, quase automático, chegar a um destino onde possa ser feliz e cumprir o seu potencial.

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publicado às 12:11

Dicas para renovar o interesse sexual

por oficinadepsicologia, em 05.08.11

Autor: António Norton

Psicólogo Clínico

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António Norton

É natural que a intensidade e o fulgor sexual tenham tendência a esmorecer à medida que a relação amorosa vai ganhando estabilidade e continuidade. A paixão sexual muitas vezes dá quase lugar à hibernação. Passamos do estádio de tensão sexual para o de desinteresse. O corpo, o cheiro, o toque, a magia e a excitação iniciais deixam de ter a intensidade que tinham e passam a ser mais banalizadas e secundarizadas.

 

O que fazer para manter viva a chama sexual? Aqui ficam algumas dicas:

 

  • Procure manter o contacto sexual e não o restrinja apenas ao quarto

No inicio da paixão é comum os amantes não se conseguirem despegar um do outro. É natural esta necessidade quase inevitável de fusão. Cada vez que passam um pelo outro existe um beijo, um toque, um olhar sedutor, um sorriso diferente, uma carícia mais erótica. Quando a relação atinge uma certa habituação passa quase a haver uma separação entre a área sexual, propriamente dita, e as tarefas domésticas/familiares. O que é importante é manter alguma erotização no contacto com o seu parceiro/parceira. Relembrando-lhe que sexo não é apenas confinado a um determinado espaço ou tempo. As brincadeiras sexuais furtivas e inocentes permitem criar e aumentar o desejo sexual. Muitas vezes essas brincadeiras não conduzirão a um envolvimento sexual, mas terão o condão de despertar e aumentar o desejo sexual.

 

 

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publicado às 08:52

Está cansado e não se pode dar ao luxo de férias?

por oficinadepsicologia, em 04.08.11

Autora: Madalena Lobo

Psicóloga Clínica

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Madalena Lobo

 

Acontece-nos a todos, talvez mais agora, em tempos de contenção. Por isso vamos falar de uma tendência humana para raciocinar em termos de extremos: ou tudo ou nada, ou preto ou branco, num claro daltonismo para os tons de cinza.

Ter férias é bom, claro! Quanto mais, melhor! Mas, se não for possível, também não será por isso que não teremos um merecido descanso. O nosso cérebro, curiosamente, não precisa de grandes blocos compactos de “dolce fare niente” para repousar e reiniciar a máquina. Por isso, aqui vão algumas sugestões, que permitem ser encaixadas no dia-a-dia, em fins-de-tarde, horas de almoço ou fins-de-semana, e que cumprem com o que a nossa fisiologia requer para obter um estado de repouso.

  • Faça coisas diferentes, nos momentos que pode. Porque não o jantar hoje ser de pique-nique num jardim próximo? Que tal um passeio por um dos (infelizmente poucos) parques públicos? Se fosse turista em Portugal, na sua cidade, o que teria a tentação de visitar? Porque não combinar almoçar com um amigo que também não tenha ainda rumado para o Algarve e experimentar uma cozinha internacional que não conheçam? Já foi ver o espectáculo de golfinhos do Zoo? E um curso de jardinagem ao final da tarde? Surf, já aprendeu? E os espectáculos de jazz que agitam Agosto?
  • Planifique os tempos livres – Agosto liberta tempo, em trânsito, em tarefas profissionais, que, se não tivermos pensado em alternativas de ocupação, se arrisca a ser absorvido sem grande préstimo. Aproveite qualquer pausa que tenha a meio do dia para a transformar em momentos de qualidade, absorvendo com intensidade esse momento presente.
  • Imagine que tem uma ou duas horas de férias por dia: o que lhe apetece fazer, e que seja próprio de um tempo de férias? Sair com amigos? Visitar um sítio próximo do seu local de residência, mas onde não vá há algum tempo ou a propósito do qual tem curiosidade e acabou por nunca visitar? Ler um livro? Dar um mergulho na praia?
  • Procure actividades que lhe sejam motivadoras e interessantes – o descanso (também) se obtém com uma ocupação de tempo gratificante.
  • Agora que há menos trânsito, durma até mais tarde. E aproveite o sol até quase às 9 da noite. E a animação das noites de Verão… já que vai dormir até mais tarde :=)

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publicado às 10:11

Saiba como ajudar um familiar ou amigo com depressão

por oficinadepsicologia, em 03.08.11

Auora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

A família e os amigos são muitas vezes um pilar fundamental para quem sofre de depressão.

  • Escute atentamente – tente escutar com cuidado, sem ter expectativas de que tem a responsabilidade de resolver ou modificar os problemas;
  • Postura empática – coloque-se no lugar do outro e dê-se conta o que sentiria se o mesmo lhe estivesse a acontecer a si. Isto pode possibilitar uma melhor compreensão daquilo que se passa com o seu familiar ou amigo;
  • Informe-se - a depressão é uma doença e não um estado meramente de tristeza; quanto mais souber sobre o assunto, mais poderá ser eficaz na ajuda que presta
  • Seja disponível – dedique algum tempo encorajando-o não só a falar como também a optar por actividades saudáveis, como por exemplo exercício físico moderado;
  • Valorize-o – fale-lhe sobre as características que particularmente lhe agradam;
  • Esclareça as suas dúvidas – se tiver dúvidas sobre o tipo de tratamento prescrito, não hesite em esclarecer-se junto do profissional de saúde que acompanha o seu familiar;
  • Participe em actividades de auto-ajuda: ofereça a sua ajuda, mas cuide também de si.
  • Insista em que a pessoa procure ajuda especializada - esse será o melhor favor que lhe poderá fazer!

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publicado às 16:16



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