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Final de casamento

por oficinadepsicologia, em 12.10.11

E-mail recebido

 

 

"Desculpe incomodar, mas estou precisando de ajuda. Vamos começar pelas apresentações: Meu nome é A, tenho 38 anos e uma filhota de 5 anos. Estou casada a 11 anos, com mais 4 de namoro.

Neste momento vivo o meu luto da separação e em conflito constante. Há 1 ano que que vasculho dentro de mim o desejo que até então tinha por meu marido, mas nada encontro. Há um ano que vivo fechada numa “jaula” que eu mesma criei. Não consigo, simplesmente dizer: Acabou. Quero o divórcio.

Não há ninguém extra conjugal, apenas ruiu/despareceu o sentimento. Precisei deste ano para me testar e impor limites à minha certeza, mas esta é uma decisão que todos os dias ganha mais consistência em mim. Mas não tenho coragem para dizer a meu marido. Não é tanto pelo medo que tenho de poder vir a ser julgada como insensível, mas apenas porque não tenho coragem. Não sei como fazer…o que dizer.

Pode me ajudar, aconselhar?"

 

 

 

publicado às 16:45

Esta multifacetada preguiça

por oficinadepsicologia, em 12.10.11

Autora: Irina António

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Irina António

O exercício de criar novas facetas aos fenómenos da nossa vida é uma das práticas mais habituais no processo terapêutico. Para perceber melhor como isso acontece, quero propor-vos uma experiência com um fenómeno muito bem conhecido por todos nós – a preguiça.   

A preguiça é uma qualidade reconhecida pela falta de vontade de trabalhar expressa pela moleza e lentidão. Mas este é um ponto de vista tradicional, consegue encontrar os outros?

 

Actualmente, com o ritmo de vida alucinante que todos levamos no nosso dia a dia, a preguiça pode ser vista como um mecanismo de defesa que nos “obriga” a parar, sendo que a falta de vontade de fazer seja o que for pode servir de sinal da sobrecarga física e psicológica do nosso organismo. Os fisiólogos têm um termo “inibição protectora” que significa mais ou menos o seguinte: quem trabalha sem ter consciência dos limites, um dia pode acordar sem forças. O organismo deixa de obedecer ao seu dono e começa boicotar as incitativas dele. O dono começa a ter enorme vontade de dormir, ficar deitado no sofá, falar horas pelo telefone com a amiga, ver todos filmes que tinha gravado há muito tempo e tantos outros “caprichos” dignos de um verdadeiro preguiçoso. Esta situação pode surgir com alguma frequência no meio de pessoas mais conhecidas como “Workahólic” cujo dia, como se costuma de dizer, tem “25 horas”.

 

 

 

publicado às 09:24

Adaptação à escola

por oficinadepsicologia, em 11.10.11

E-mail recebido          

 

"Bom dia.

  

Gostaria de pedir a Vossa opinião em relação ao comportamento do meu filho, após a entrada na Infantil.

 

 Meu filho tem 3 anos e esteve sempre em casa comigo. Na semana passada começou a frequentar a infantil e não tem corrido nada bem. A caminho da escola, conversamos e ele diz todo o tempo que não gosta do Colégio. Eu digo que ele já é crescido e todos os meninos crescidos vão para o Colégio para fazer amigos, brincar e aprender a fazer coisas divertidas. Prometo-lhe que vou lá estar até que a professora vá para a sala com eles e que nessa altura ele terá que dar um beijinho e seguir para a sala com os colegas.  Com alguma relutância e com um ar triste, mas sem chorar, ele cumpre o prometido e vai para a sala de aula.  Quando vou buscá-lo, abraça-me e chora por um longo período e as auxiliares informam-me  que ele chora imenso na hora do almoço, vomita e na hora do lanche recusa-se a provar tudo que é novo.

 

Tudo o que relatei até agora, parece-me "normal" na fase de adaptação de qualquer criança, sobretudo uma criança que esteve 3 anos em casa com a mãe. O que me preocupa é o facto de o meu filho ter pesadelos todas as noites, com crises de choro e enquanto dorme diz: "Mamã, mamã, quero a minha mamã".  Não consigo acalmá-lo, falo com ele, digo que estou ali, pego-o ao colo, mas ele não reage, continua aos prantos, a chamar por mim. As crises de choro têm sido cada dia mais intensas e até mesmo no fim de semana isso ocorreu.

 

Penso que falhei quando coloquei o meu filho desde o primeiro dia de escola, durante o horário integral (das 10h às 16h), mas neste momento sinto que estarei agindo de forma errada, se diminuir o seu tempo no infantário.

 

Estou completamente perdida e não sei o que fazer.  Ficarei extremamente agradecida se puderem me dar alguma ajuda.

 

 

 

Os meus melhores cumprimentos,

JC"      

 

 

 

 

publicado às 15:50

Dia Mundial da Saúde Mental

por oficinadepsicologia, em 11.10.11

www.oficinadepsicologia.com

 

SAÚDE MENTAL versus DOENÇA MENTAL

 

OS NOSSOS MEDOS

Conhecer-te, Conhecermo-nos, Conheceres-me;

Que pergunta vaga no quotidiano de hoje, teremos tempo para o fazer, quando este corre mais célere que o próprio tempo de pensar e sentir?

Será que nos conhecemos? Será que temos tempo ou capacidade de pensar como seremos na hora, minuto, ou segundo seguinte?

Tentaremos! Tentamos sempre viver de uma forma adaptada, adaptada aquilo que todos consideram normal, encaixar em parâmetros e normas conscientes ou inconscientes de valores múltiplos.

Como será possível prever aquilo que faremos, quando nem ao certo sabemos o que somos!

E cabe-nos a nós pensar, a Saúde Mental o que é?

Uma forma adaptada de viver? Uma ausência de sintomas que nos tornam enfermos e pobres?

Nós defendemo-nos contra a descompensação através de uma adaptação da nossa maneira de pensar e sentir, que vai colorir os nossos comportamentos com os outros e transformar-se em traços de carácter.

Mas será que uma personalidade considerada “normal” pode entrar em qualquer momento da sua existência na patologia mental? Assustador não é? Fronteira ténue que pode existir!

Este artigo pretende conseguir, uma reflexão ou um equacionar convosco, sobre estes conceitos, considerando o indivíduo num suporte de interação entre os fatores bio-psico-sociais em que a qualidade de vida emerge como fundamental.

Nesta perspectiva, muitos foram os autores que se debruçaram sobre a Dialéctica normalidade-patologia, lembrei-me de destacar vários deles citados por Bergeret (1997), nomeadamente Braussais (1772-1838), célebre médico francês que apresenta a doença como “uma irritação” ou uma “debilidade” em relação ao estado “normal”. E acrescento, a questão, como uma irritação ou uma falta de forças relativamente àquilo que é exigido ou o que nos rodeia?

Também Bernard (1865), referido pelo mesmo autor, para quem “qualquer doença é tão-só a expressão perturbada de uma função normal”; e Leriche (1953), afirmando que “não existe fronteira previsível entre fisiológico e patológico, podendo resumir-se a saúde ao estado de silêncio dos órgãos”. Sim, porque estes falam assim como as emoções, emoções essas que por vezes nos dizem coisas que não queremos ouvir, a que não ligamos, porque é mais fácil ouvir a linguagem do corpo, é mais aceite!

O pensar “estou mentalmente doente “, “estou maluco”, “isto passa”, “o que os outros vão dizer?”, quando só a nós nos cabe o direito de pensarmos sobre nós próprios e a nossa qualidade de vida, porque todos nós podemos adoecer e isso não nos tornará mais fracos, porque fracos serão aqueles que não são capazes de reconhecer a própria doença e aceitá-la como sendo normal, tal como é normal ter uma simples dor de barriga.

Os modelos que vemos como tradicionais, de pensar na saúde e doença têm vindo a mostrar-se inadequados, uma vez que a actual meta dos cuidados de saúde é, para a maioria das pessoas manter o seu funcionamento e bem-estar. Não só a cura e sobrevivência são importantes, mas é-o ainda mais a Qualidade de Vida.

 

 “ ...dar mais anos à vida e mais vida aos anos....”

 

                                                                                  (Amorim & Coelho, 1999)

 

 

 

publicado às 09:30

Deixar de fumar

por oficinadepsicologia, em 08.10.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

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Tânia da Cunha

Aconselhar o fumador dependente a deixar de fumar constitui uma tarefa difícil. É preciso que ele tenha força de vontade. O fumador deve querer, ele próprio, efectivamente deixar de fumar e decidir, de uma vez por todas, que vai abandonar o vício. Se o fumador não estiver motivado, o hábito vier de longa data e o consumo for excessivo, o fumador ao abster-se de fumar precisa, não raramente, de apoio psicológico.

Transcrevem-se, em seguida, algumas sugestões a seguir para tentar deixar de fumar:

  • Marque o dia em que vai deixar de fumar. Poderá ser uma data significativa, tal como um aniversário, um fim de semana, o início de férias.
  • Comunique a sua intenção à família, amigos e pessoas com quem trabalha, no sentido de obter o seu apoio.
  • Mastigue pastilhas elásticas ou rebuçados.
  • Mantenha as mãos ocupadas com uma moeda, chave, caneta.
  • Retire do seu alcance objectos relacionados com o tabaco, como isqueiros ou cinzeiros e não tenha tabaco.
  • Procure estar sempre ocupado, dedicando-se a várias actividades e passatempos.
  • Evite as situações que mais desencadeiam desejo de fumar.
  • Tente alterar hábitos e rotinas.
  • Faça exercício, pratique desporto e ande a pé.

publicado às 14:02

Aprender novamente a viver

por oficinadepsicologia, em 07.10.11

Autor: Pedro Garrido

Psicólogo Clínico

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Pedro Garrido

Quando crescemos somos constantemente motivados a procurar e pensar num percurso de vida. Elaboramos planos e sonhos, que passam a ser para nós motores que nos puxam em direcção a um futuro que nos parece sorrir. O que fazer quando as circunstâncias de vida nos fazem parar e repensar um futuro alternativo. A Esquizofrenia é uma doença que afecta 1% da população mundial (OMS), e que surge normalmente entre os 18 e os 25 anos. Foi também verificado que quando mais precoce é o seu surgimento, mais grave são as suas consequências. Sendo que surge numa idade ainda de maturação da pessoa e de implementação de um projecto de vida, torna-se complicado sem apoio especializado, aprender a viver nesta nova condição.  Assim sendo o que fazer quando uma família se depara com esta problemática? Com a mudança da lei da saúde mental, permitiu estabelecer locais onde pessoas com um grau de incapacidade devido a esta doença pode começar a projectar um possível futuro. Podemos encontrar fóruns sócio-ocupacionais, que são espaços de horário laboral, nos quais os utentes podem adquirir competências que ainda não tinham conseguido ou perderam com o decorrer da doença. Existem também residências, onde vivem, com apoio especializado, que variam mediante o grau de incapacidade e empresas que foram criadas com o objectivo de integrar profissionalmente pessoas portadoras de doença mental.

 

Assim sendo o primeiro passo é contactar uma das várias IPSS (ex: ARIA, GIRA, AEIPS, etc) que trabalham com esta doença e solicitar a integração nos seus espaços ocupacionais. Depois da avaliação das competências a adquirir é elaborado um Programa Integrado de Reabilitação, no qual consta os diferentes objectivos (hábitos de higiene, competências pessoais e profissionais, adesão à medicação). O processo de integração profissional é um passo seguinte. No caso de haver necessidade residencial, visto que pessoas com esta doença puderam nunca ser totalmente autónomas, a integração em residências é uma possibilidade, e são várias as instituições que providenciam este serviço, sendo que assim as próprias famílias podem ter uma vida mais autónoma, podendo assim estabelecer relações mais saudáveis com os seus familiares. Estas instituições são comparticipadas pela Segurança social e assim os preços praticados são bastante razoáveis.

 

Hoje já é possível viver uma vida, mesmo sofrendo de esquizofrenia.

publicado às 10:26

Saiba como driblar os pensamentos desagradáveis

por oficinadepsicologia, em 06.10.11

Autora: Tânia da Cunha

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Tânia da

Tendencialmente os pensamentos e sentimentos negativos atraem a sua atenção para coisas de que não gosta e podem fazer com que subestime as suas características positivas e a sua capacidade para resolver os problemas. Aqui ficam umas dicas que podem ser úteis para o ajudar a ter uma visão mais equilibrada:

  • Evite discussões sobre os seus sentimentos desagradáveis pois trata-se de um esforço inútil – opte por enfrentar os problemas reais;
  • Peça aos amigos e/ou familiares que interrompam essas conversas e mudem para temas positivos;
  • Vasculhe no seu álbum de memórias ocasiões agradáveis do passado e faça planos para as voltar a repetir;
  •   Considere sempre explicações alternativas para os acontecimentos ou pensamentos desagradáveis;
  • Faça uma lista das suas três melhores qualidades – talvez com a ajuda de uma familiar ou amigo;
  • Traga a lista consigo e leia-a três vezes sempre que tenha pensamentos negativos,
  • Faça um registo diário de todos os pequenos acontecimentos agradáveis que lhe aconteceram e converse diariamente sobre eles com um amigo;
  • Mantenha-se, a si e à sua mente, ocupado, planeando e realizando tarefas construtivas e que lhe dêem prazer.

publicado às 11:04

Estou desempregado!

por oficinadepsicologia, em 04.10.11

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

www.oficinadepsicologia.com

 

Cristina Sousa Ferreira

Várias vezes mudei de passeio para não enfrentar um amigo pois já  previa aquela pergunta: - Olá , eu estou a trabalhar e tu fazes o quê?

E quantas  vezes preferi ficar em casa para não ter que ouvir os meus amigos, mais uma vez: - Então já arranjaste emprego?

Já não suporto ouvir estas perguntas!

E aqueles insuportáveis  olhares de pena.... ,  aquele comentário  “.. que chatisse acabaram as férias, é horrível voltar a trabalhar”

 Idiotas, é tão bom voltar a trabalhar. Que ódio!

Que vergonha, ESTOU DESEMPREGADO! Como posso enfrentar os meus amigos, a minha família, como posso enfrentar a vida? Não quero expor publicamente a minha vulnerabilidade, a minha fraqueza. Sinto-me derrotado, com falta de dignidade, sem valor.

Nas demonstrações de amizade, de solidariedade, eu vejo manifestações de pena.... Centro-me em mim, porque é o que eu sinto por mim... tenho pena de mim!

 

Esta letargia que “não me larga”, que me leva a procrastinar, a adiar as coisas mais simples como refazer o meu CV , responder àquele anúncio, ou mesmo vestir-me e sair à rua. Esta inércia reforça o meu sentimento de incapacidade, de vergonha e de culpa (não fui capaz de segurar o emprego, não valho nada), que por sua vez  me incentivam à letargia e acabam por confirmar que de facto sou incapaz.... e o ciclo vicioso continua e continua e continua.

 

A vergonha e a culpa combinam-se para complementar e confirmar as minhas auto-avaliações com as condições externas :” não tenho valor porque estou desempregado” “ fui rejeitado portanto não sou bom”.

 

Vergonha, culpa, medo , insegurança, ansiedade? Se não deixar que este medo, esta ansiedade e esta insegurança  lhe paralisem os sentidos então são mobilizadores de novas energias e vão ajudá-lo a seguir em frente, e deixá-lo  alerta para as novas oportunidades.

 

 

 

publicado às 17:13

Procrastinar

por oficinadepsicologia, em 04.10.11

Autora: Helena Gomes

Psicóloga Clínica

www.oficinade psicologia.com

 

Helena Gomes

Quantas vezes acorda e se deita a pensar naquele trabalho que tem de fazer, naquele exame para o qual tem de estudar, no quarto que tem de limpar, na pilha de roupa para engomar, na conversa que tem que ter com o namorado/ amigo, mas acaba por adiar ao ponto de lhe causar desconforto, mas mesmo assim havendo sempre outras 1001 justificações que o levam a evitar o início ou o completar da tarefa/ decisão… Se tal lhe acontece, se tenta evitar então está a procrastinar.

 

Alguns estudos revelam que:

  • Filhas que tendem a procrastinar são muitas vezes alvo de uma educação autoritária;
  • As mulheres que procrastinam sofrem também de uma baixa auto-estima;
  • A procrastinação também pode resultar de relações familiares negligentes e de relações sociais insatisfatórias e disruptivas;
  • Resultados académicos baixos estão frequentemente interligados à procrastinação;
  • O medo de falhar resulta muitas vezes no acto de procrastinar;
  • A ausência de métodos de estudo leva a uma tendência em adiar ou não completar a tarefa ou seja a procrastinar;
  •  O uso problemático da internet é muitas vezes usado como meio de evitar a tarefa;
  • Para alguns estudantes procrastinar surge como uma estratégia para ajudar a gerir, múltiplas tarefas e as emoções dai resultantes.

A procrastinação é assim um fenómeno complexo, com elementos cognitivos, afectivos e comportamentais que nos levam intencionalmente a fazer o que a cultura popular denomina de “engonhar” “pastelar” e que trás frequentemente consequências negativas, tanto no nosso dia-a-dia com o relatório que não entregámos a tempo, com a roupa que não temos para vestir; o exame para o qual não estudámos… Faça a si mesmo a questão: “Porque estou a procrastinar, porque adio ou evito?” A resposta pode ser surpreendente e muito esclarecedora, e lembre-se que "O ideal está em ti. Mas, o obstáculo para a sua realização também está em ti. (Thomas Carlyle)"

 

 

publicado às 10:18

O bébé nasceu

por oficinadepsicologia, em 03.10.11

Autora: Filipa Jardim da Silva

Psicóloga Clínica

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Filipa Jardim da Silva

A maior parte das pessoas descreve a sua vida A.B. e D.B., ou seja, antes do bebé e depois do bebé. O nascimento de um filho é um marco de mudança, descrito por muitos com um misto de nostalgia pelos tempos anteriores de maior disponibilidade, aceitação das novas rotinas, realização pela concretização do papel parental, satisfação pela nova etapa familiar.

 

Independentemente das especificidades de cada relação conjugal, a chegada do primeiro filho é provavelmente a maior mudança da vida de um casal. Tudo muda em relativamente pouco tempo e em alguns casos as bases da relação são afectadas pelas alterações que se impõem. O maior desafio prende-se, em muitas situações, em lidar com as mudanças emocionais que resultam deste acontecimento, que nem sempre são equivalentes no homem e na mulher nem passíveis de serem previsíveis. Para além das alterações hormonais na mulher que ocorrem ao longo da gravidez e depois do parto, responsáveis por alguma labilidade emocional com a qual nem sempre é fácil lidar, há mudanças que surgem aquando da adopção do papel parental. O amor que um pai e uma mãe experienciam imediatamente após o nascimento do seu primeiro filho é de tal modo intenso e avassalador que origina frequentemente interrogações que até à data nunca haviam surgido.

 

É normal que os membros do casal atravessem uma fase que oscila entre o embevecimento com o seu bebé e a sensação de anulação, o que reforça a importância que cada um faça um esforço para que a ligação não se perca. A mudança requer adaptação, e consequentemente tempo e tolerância. A comparação com outros casais revela-se inútil e desgastante pelo que é importante aceitar que não há famílias perfeitas, nem super-homens ou mulheres. Cada caso é único e as necessidades de cada membro de cada casal devem ser claramente partilhadas para que a comunicação seja eficaz e o projecto de construção de uma família feliz posso continuar.

publicado às 10:13



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