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Quando a preocupação passa a ser excessiva

por oficinadepsicologia, em 03.12.11

Autora: Isabel Policarpo

Psicóloga Clínica

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Isabel Policarpo

Sempre que estamos com um problema, isto é com uma situação em relação à qual prevemos um desfecho potencialmente negativo, sentimos desconforto e ansiedade e uma das primeiras estratégias que utilizamos para fazer face a essa circunstância é através da preocupação.

 

A preocupação é uma actividade iminentemente cognitiva que permite identificar ameaças potenciais e activar a resolução de problemas quer através da construção de cenários, quer através do equacionar de hipóteses e/ou soluções alternativas.

 

A preocupação surge assim como uma tentativa de maximizar os bons resultados e de minimizar o impacto dos efeitos negativos, ou seja de reduzir a imprevisibilidade e simultaneamente aumentar a sensação de controle face ao desconhecido e/ou inesperado.

 

Será que toda a preocupação é útil e desejável? Quando é que a preocupação deixa de ser funcional para passar a ser disfuncional?

 

É importante ter a noção de que estamos a falar de um continuum entre o “normal” e o “patológico”  e não numa situação em que há pessoas que não se preocupam e outras que se preocupam. Todos nós temos algum nível de preocupação, a diferença está na quantidade e na capacidade de controlar a preocupação, isto é para lá de um determinado limite ela é disfuncional e perturbadora do funcionamento normal e regular da pessoa.

 

 

 

publicado às 16:15

O mistério psicológico dos queques e das massagens

por oficinadepsicologia, em 02.12.11

Autora: Cristina Sousa Ferreira

Psicóloga Clínica

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Cristina Sousa Ferreira

Nos tempos que correm pode dispensar conselhos de como gastar o dinheiro com sabedoria? Eu não dispenso!

Dunn, Gilbert e Wilson publicaram um artigo em que nos alertavam:   “ Se o dinheiro não o faz feliz então provavelmente não o está a gastar bem “. É com base neste artigo,  e em estudos realizados por Nelson & Meyvis (2008), que Jeremy Dean “researcher”  na University College London nos dá alguns conselhos.

Começo por partilhar alguns estudos bastante curiosos.

 

Duas massagens pelo preço de uma!

Massagem

 

 

Constituíram-se dois grupos de pessoas a quem foram feitas massagens de 3 minutos. Num dos grupos fez-se uma interrupção de 20’ a meio,  enquanto que no outro grupo a massagem foi contínua.

Quem gostou mais?  O que lhe parece?

Estava à espera que fosse o grupo que teve uma massagem contínua? Pois enganou-se,   aconteceu exactamente o contrário. As pessoas do Grupo em que a massagem foi interrompida durante 20’’, gostaram mais do que os outros. Esta quebra impediu-os de se aclimatarem à massagem e ao prazer que ela proporciona. Quando nos habituamos às coisas elas dão-nos menos prazer.  Pois, é mesmo assim.

 

Duas vezes o preço será duas vezes mais agradável?

Se comer dois queques em vez de um acha que vai sentir o dobro da satisfação? Ficar mais satisfeito até fica, mas não fica 2 vezes mais satisfeito.

É certamente melhor dar uma dentada num queque do que não comer queque nenhum,   mas não é duas vezes melhor dar duas dentadas seguidas.

queques

Quando vamos a um jogo de futebol, a um teatro ou a um concerto gostamos mais de ficar nos lugares da frente do que nas cadeiras lá de trás. Vemos melhor, ouvimos melhor e estamos mais próximo dos “artistas”. Mas acha que valerá a pena pagar o dobro do preço? Em termos de prazer que retiramos não vale a pena. Não vamos apreciar o espectáculo duas vezes mais e a nossa satisfação não vai ser duas vezes maior.

 

Saboreie  as pequenas coisas

Normalmente evitamos quebrar as experiências agradáveis e optamos por interromper as desagradáveis procurando aumentar o prazer e diminuir o desprazer.  Será que resulta?

Em alguns estudos foi possível demonstrar que,  interrompendo  experiências de consumo, podemos  tornar as experiências agradáveis mais agradáveis e, as desagradáveis mais irritantes. 

E é aqui que o mistério dos queques e das massagens é revelado.

 

Se fizermos muitas pequenas coisas que nos dêem prazer teremos mais prazer de uma forma geral e sentir-nos-emos mais felizes. É por isso que muitas vezes pequenos prazeres batem prazeres maiores. É por isso que 2 massagens de menor duração nos dão maior prazer e um queque de cada vez também.

As quebras impedem a adaptação ao prazer ou ao desprazer e, como resultado, intensificam a experiência seguinte que se torna mais prazeirosa.

Em termos da nossa satisfação global resulta melhor comprarmos  bilhetes mais baratos e irmos  a 2 espectáculos, do que irmos a 1 só porque resolvemos comprar os bilhetes  mais caros para as filas da frente.

Se formos capazes de apreciar as pequenas coisas da vida seremos mais felizes!

Vá, vá lá a um café com um amigo, a um passeio à “borla” pelo jardim ou à beira-mar e porque não ver aquele espectáculo que tanto gosta mas nos lugares mais atrás.

Aprecie a sua vida e os seus pequenos prazeres.  Será mais divertido e mais feliz a longo prazo.

publicado às 10:42

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