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Quando a terapia faz sentido

por oficinadepsicologia, em 11.01.12
Rita Castanheira Alves

Uma cliente, nova por certo, mas tão capaz e tão permeável à terapia, ao espaço terapêutico, tão sedenta de trabalhar o que a atrapalha, de expor o que a sufoca, de partilhar com quem se recolhe com ela naquela sala uma vez por semana e onde finalmente tudo é permitido dizer, pensar, sentir. Finalmente pode estar em segurança, chorar o que a corrói todos os dias, gritar sem ser julgada. Chega ansiosa, é dona da sua hora de terapia, não quer perder um único segundo, programa como pode continuar a ir e festeja pouco tempo após iniciar o processo, as suas primeiras conquistas, segundo ela, fruto de um trabalho terapêutico que a faz respirar. Tão nova por certo e tão certa do que é a psicoterapia, de como a pode usar em benefício próprio, como tão nova na vida e tão nova na terapia se apropria desde o primeiro instante em que fica sozinha comigo na sala daquele espaço como um espaço seu, genuinamente e intensamente terapêutico. E no final termino e penso: “ É por isto que faz sentido.”


Rita Castanheira Alves

publicado às 10:11

Estar triste ou não estar: eis a questão

por oficinadepsicologia, em 10.01.12

Autora: Cristiana Pereira

Psicóloga Clínica

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Cristiana Pereira

“Deixa lá isso… Há pessoas que estão piores que tu! Amanhã já tudo passou…” É o que ouvimos constantemente quando nos sentimos mais tristes, mais “em baixo”. É como se fosse proibido sentir a tristeza ou melhor, sentirmos que, de facto, estamos tristes. Mas porque é que não podemos sentir essa tristeza ou a melancolia? Será assim tão má a tristeza para nós? Então para o que ela serve?


Muitas vezes passamos os dias com a sensação de que estamos tristes, mas nem sabemos dizer porquê. Não conseguimos exprimir o que vai “lá dentro”. No fundo, a tristeza tem precisamente esta função, ou seja, pararmos por momentos, interiorizarmo-nos. Por outras palavras, os momentos de tristeza são muitas vezes momentos de pausa para reflectirmos sobre a nossa vida. É como se fosse um aviso para procurarmos o motivo por que alguma coisa está mal connosco. Comparando com a alegria, por exemplo, ela dá-nos energia suficiente para planearmos o nosso dia-a-dia e abarcarmos tudo o que pudermos. E talvez por termos momentos como estes, por vezes existe a vontade de correr para o sentimento de felicidade e, assim, fugirmos a este diálogo connosco mesmos, ao confronto com o nosso interior.


E do que nos vale este confronto? Ora, da mesma maneira como há emoções que parecem estar mais ligadas à resposta de sobrevivência, como a aversão, o medo e a ira, há emoções que parecem aglomeradas a uma certa paragem para aprender, tal como acontece com a tristeza, ajudando-nos a crescer. Desta forma, pode dizer-se que a tristeza não só não é negativa em si, mas como é também extremamente necessária e produtiva. Por isso, não podemos dispensar as alturas em que nos sentimos tristes, pois nesta perspectiva, podemos dizer que se trata de uma fonte de mudança, de criatividade, na forma como ultrapassamos os nossos obstáculos e de autoconsciência.


No entanto, quando estamos em determinada altura da nossa vida em que não conseguimos alternar a tristeza com estados de alegria, e a tristeza é a emoção dominante, somos impedidos de viver e de estar uns com os outros. Quando isto acontece deve ser combatido, porque se torna um bloqueio na vida que rouba as reacções e leva à apatia. Mas isso acontece com qualquer outra emoção que, quando ultrapassar doses equilibradas, acaba por nos fazer mal.

publicado às 10:23

8 alimentos úteis no bombate à depressão

por oficinadepsicologia, em 08.01.12

Autor: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

A depressão, perturbação comum nos dias de hoje, tem como sintomas a  falta de energia,  o humor afectado, a falta de interesse e de vontade de fazer tarefas comuns, além de sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago.

 

Segundo o médico e ortomolecular Clement Hajian nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro a sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também a sensação de "saciedade".

É sabido que alguns alimentos ajudam o organismo a produzir essas substâncias, aumentando o bom humor e combatendo a depressão. Porém, o médico faz uma ressalva. "Apenas a alimentação não é suficiente para combater um quadro depressivo, sendo necessária uma associação de tratamentos". No entanto, a alimentação é um aliado eficaz no tratamento, não devendo ser subestimada.

 

Alimentos ricos em magnésio, cálcio, vitamina B6 e ácido fólico melhoram significadamente o humor.

 

Aqui fica uma lista de alimentos que melhoram o humor e são excelentes aliados no combate à doença:

 

Castanha-do-pará, Nozes e Amêndoas: Ricas em selênio e ômega 3, eficazes também como antioxidantes. Reduzem o stress e como consequência melhoram o combate a depressão. Recomenda-se a ingestão de duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou dez a doze unidades de amêndoas;

 

Iogurte e Queijos: Auxiliam na eliminação da tensão e sintomas da depressão, além de ser possível reduzir e controlar o nervosismo e a irritação. O iogurte por ser rico em BCAA, ou amino-ácidos ramificados, fortalece a memória e ajuda para o bom-humor, já queijos sabiamente envelhecidos, são ricos em triptofano e fosfato de cálcio e magnésio devidamente balanceados, mantendo o bom funcionamento eléctrico cerebral;

 

Frutas: Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina. As frutas agem principalmente na fadiga, no stress e como relaxantes musculares, pela sua composição mineral. Devem ser consumidas diariamente através de três ou cinco porções;

 

Mel: Esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes, de preferência misturados na água;

 

Ovos: São uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor. São  ricos em vitamina E e vitaminas do complexo B, como B6,  precursora de dopamina, já a metionina e a colina, presentes no ovo, ajudam na produção de outros neurotransmissores. É recomendada uma unidade por dia, no máximo;

 

Carnes magras e peixes: O triptofano e o ômega 3, presentes nestas fontes de proteína, ajudam  na melhoria do humor, pois aumentam a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor,  é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono. O recomendado é consumir entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum, salmão, ou peixes anchovados que são ricos em fosfato e ômega 3 e tem ação de manter o potencial zeta (potencial elétrico correto), ao nível de sistema nervoso central;

 

Hidratos de carbono complexos:  Ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. Uma alimentação pobre em hidratos de carbono, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de hidratos: pães integrais, cereais integrais (trigo, arroz). A recomendação é de 6 a 9 porções diárias;

 

No caso de chocolates a preferência é pelos mais amargos, ou conjugados com fibras, pois devem ser consumidos em pequenas porções e são uma óptima forma de aumentar a serotonina e a dopamina.

 

Folhas verdes: Estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). Além disso, a alface quando fervida pode fornecer fito-hormônios, mesmo na forma de chá que ajudam a combater o mau-humor;

 

Bom apetite!

 

Aproveitamos para lembrar que o grupo terapêutico de tratamento de depressão tem início no dia 23 de Janeiro, tendo inscrições reduzidas e um custo igualmente mais reduzido por comparação com a intervenção individual. Inscreva-se já enviando um email para contacto@oficinadepsicologia.com

 

publicado às 10:40

Smartphones, depressão, stress e insónias

por oficinadepsicologia, em 02.01.12

Autora: Fabiana Andrade

Psicóloga Clínica

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Fabiana Andrade

De acordo com o professor de Psicologia Organizacional e Saúde da Universidade de Lancaster, Cary Cooper, o
uso excessivo de smartphones pode levar à depressão, estresse e insônia, . Segundo Cooper, os aparelhos oferecem uma saída passiva onde o usuário não precisa interagir com o mundo ou enfrentar os problemas.

Assim como a luz da televisão atrai e entorpece os sentidos, os aparelhos também, segundo o psicólogo que falou para o jornal The Sun; podem causar vício e destruição.  "As tecnologias de computador podem ser viciantes, porque elas são psicoativas -  alteram o humor e, muitas vezes desencadeam sentimentos agradáveis", explicou Cooper.

Veja a seguir dicas do professor Cooper para limitar o tempo de uso e evitar problemas de saúde:

Saiba o momento de usar:
O telefone está sempre lá, mas isso não significa que deve usá-lo o tempo todo. Existem momentos em que precisa  concentrar-se em outras coisas; como na condução.

Fale mais:
Use o telefone para organizar conversas pessoalmente. Estar fisicamente com alguém melhora a qualidade da comunicação. A linguagem corporal ajuda na transmissão das mensagens.

Exercite-se mais:
A menos que a sua profissão exija que esteja sempre contactável, fique algumas horas longe do telefone. Exercícios aeróbicos, como a corrida, aumentam o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro, que regenera os receptores e ajudam a raciocinar melhor.

Faça um balanço:
Da mesma forma que um fumador não consegue ficar sem os seus cigarros, uma pessoa viciada na tecnologia dos smartphones tem dificuldade em ficar sem seu telefone. Estipule horários do dia para o uso do telefone e evite fazer pequenos acessos fora destes períodos.

Use-o melhor:
Não há nada de errado com os smartphones, o problema é como a pessoa o usa. Como qualquer ferramenta, o telefone precisa ser usado com sabedoria.

Peça Ajuda:

Não está sozinho e não é vergonha pedir ajuda ao identificar que tem um problema.

publicado às 10:52

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