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Este consultório da Oficina de Psicologia tem por objectivo apoiá-lo(a) nas suas questões sobre saúde mental, da forma mais directa possível. Coloque-nos as suas dúvidas e questões sobre aquilo que se passa consigo.
Autora: Madalena Lobo
Psicóloga Clínica
De 2011 já se falou tanto e tão mal que mais parece ano que já passou do que novinho em folha, pronto a inaugurar. Por isso, não vale a pena mencionar o óbvio, invocando cenários negros. Vamos, em vez disso, falar de boas notícias escondidas dentro das más.
Num estudo publicado agora pela Associação Americana de Psicologia, chegou-se à conclusão que o impacto negativo provocado pela perda de emprego se desvanece com o tempo (independentemente do se ter assumido um novo emprego entretanto), e as pessoas retomam os níveis de satisfação com a vida que tinham antes desse acontecimento. Parece ser a versão negativa do Euromilhões – menos de 1 ano após se ter sido o feliz contemplado, também os níveis de satisfação com a vida retomam a mesma plataforma anterior. Bom ou mau? Eu diria: responsabilizador!
Repare: se for uma pessoa que se concentra naquilo que está sob a sua esfera de controlo e responsabilidade e se encontra satisfeito com a sua vida, independentemente das boas surpresas com que a vida o presenteia ou das partidas de mau gosto que lhe prega, então venha bom ou venha mau, você reage em conformidade durante uns tempos mas logo retoma o ponto anterior, que era de satisfação. Se, pelo contrário, andava de mal com a vida, seja o que for que lhe aconteça, seguirá o mesmo caminho e você dará por si a aterrar de volta (ou a permanecer) num estado de insatisfação e mal-estar.
Voltemos ao desemprego – neste estudo verificou-se, igualmente, que a perspectiva da perda de emprego gerava maior mal-estar do que quando efectivamente acontecia.
Talvez seja mais fácil lidarmos com a angústia de uma situação destas se mantivermos presente que: