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Autora: Inês Afonso Marques

Psicóloga Clínica

 

 

Percorrendo locais frequentados por crianças e jovens é cada vez mais notório o excesso de peso existente entre eles. A obesidade infantil é mesmo um caso de saúde pública nos países industrializados.

 

Na sua génese parece existir consenso quanto à interferência de factores genéticos e ambientais. Os factores genéticos espelham a predisposição que uma pessoa possui para manifestar determinada “característica”, tendo em conta a história familiar. Os factores ambientais, como o estilo de vida ou a dieta alimentar, podem interferir no potenciar, ou não, dessa predisposição genética.

 

No decorrer do processo educativo das crianças, infelizmente, deparamo-nos com alguns deslizes que, com facilidade, abrem portas à instalação, de armas e bagagens, do sr. excesso de peso.

É relativamente fácil usarmos a comida como prenda por um bom desempenho ou como castigo por um mau comportamento. Contudo, tanto quanto possível a comida não deve ser usada como recompensa, como punição ou expressão de afecto. É importante que os mais novos encontrem motivações internas para agirem de acordo com aquilo que é esperado deles. O consumo de alimentos hiper-calóricos, como as bebidas gaseificadas, os bolos e os chocolates deve ser controlado e ocorrer de forma esporádica, constituindo excepções a uma dieta alimentar equilibrada.

 

 

Quantos de nós cedemos à tentação de nos envolvermos no consolo de um chocolate após uma notícia que nos mergulha na tristeza? Quantos de nós nos concedemos ao embalo de um copo de gelado depois de uma discussão com alguém importante nas nossas vidas? Este comportamento faz parte de um leque de muitos outros que possuímos no nosso reportório (pseudo)adaptativo e que adquirimos nos nossos primeiros anos de vida. Porquê? Porque em crianças, muitas vezes, perante frustrações do crescimento, somos consolados com as mais doces iguarias. No entanto, às necessidades emocionais das crianças, não devem ser dadas respostas sob a forma de comida. Se isso acontecer, será fácil a criança confundir fome e experiências emocionais, assumindo que deve comer quando se sente triste, irritada ou sozinha. É por isso importante, desde cedo, educar para a inteligência emocional, em particular para a capacidade de identificar, discriminar e expressar emoções.

 

O excesso de peso da criança afecta directamente a sua saúde e o seu bem-estar global, salientando-se o impacto psicológico desta condição junto dos mais jovens. É por isso importante não esquecer que os pais e os educadores da criança são para ela modelos preferenciais dos comportamentos que adquire. A promoção de hábitos alimentares e de estilos de vida saudáveis, não é excepção!

 

publicado às 10:50



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