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Este consultório da Oficina de Psicologia tem por objectivo apoiá-lo(a) nas suas questões sobre saúde mental, da forma mais directa possível. Coloque-nos as suas dúvidas e questões sobre aquilo que se passa consigo.
Autora: Joana Florindo
Psicóloga Clínica
As dietas tendem a apresentar-se como uma resposta milagrosa para um emagrecimento rápido e muito desejado. Especialmente as mais rígidas e restritivas, que prometem uma redução de peso extraordinária e surpreendente, num reduzido período de tempo.
Contudo, bem sabemos que quanto mais rígidas e exigentes forem essas dietas, maior a privação alimentar que tendem a provocar, e maior a probabilidade de desencadearem, mais cedo ou mais tarde, as tão temidas e indesejáveis “crises de voracidade alimentar. Estas “crises”, acabam não só por deitar toda a dieta por água abaixo, como também todo o esforço que até então foi sendo suportado, para seguir um plano alimentar tão rígido. E é assim comum, a pessoa ver-se novamente envolvida nos seus velhos hábitos alimentares, desregulados e descuidados, e recuperar também todo o peso que até então tinha perdido.
Mas, ingressar numa nova dieta, possivelmente mais exigente que a anterior, é muitas vezes a resposta seguinte, e sem se dar conta, dá entrada em infindáveis ciclos de dieta que se vão traduzindo em constantes oscilações de peso, promovendo o tão conhecido “efeito iô-iô”.
O acompanhamento psicológico nas situações de regime alimentar é crítico para a manutenção dos estados motivacionais que suportam o esforço e para a regulação de emoções que desregulam a coerência necessária, quando se visa a mudança de um estilo de vida alimentar que possa perdurar no tempo.